maio 25

Excertos de Escrever Por Escrever (18/06/2000)

By rafaelreinehr | Uncategorized

“Não me pergunte o que eu não sei responder…

São coisas que a vida faz a gente sofrer…”

Violência. Reféns presos em um ônibus. Jardim Botânico, Rio de Janeiro. Policiais e um bandido armado. Tensão. Morte fingida. Desespero, angústia. O assaltante sai do ônibus com a refém. É cercado por policiais. Um policial tenta atirar no bandido. Suspense. O bandido descarrega a arma na refém. Ela é lavada ao Hospital. Ele é levado no camburão com policiais. Ela recebeu três tiros. Morreu. De verdade. Ele não recebeu nenhum tiro. Morreu. Sufocado. E a violência continua. E as leis continuam a ser feitas. E elas funcionam cada vez menos. Novas leis tem de ser feitas para regular as primeiras. E o caos continua se instalando. Falência moral. O ser humano está em um estado de degradação. Se leis têm que ser feitas, é porque existe algo de muito errado com a consciência individual e da sociedade. Leis não significam avanço da civilização. Leis significam a queda de uma cultura, de um grupo humano. As coisas vista pela janela são bem diferentes daquelas vistas através da janela, mas sem o vidro. Devemos ver através da janela. Muitas pessoas mantém a janela fechada. Elas não vem o mundo como ele realmente é. Muitas pessoas constróem várias janelas. Algumas com vidro fosco, outras com vidros coloridos, esculpidos, jateados com areia ou mesmo simplesmente transparente, mas que não mostram as coisas como realmente são, mas sim como elas aparentam aos sentidos, deturpados pela lente da janela. As pessoas morrem. E vão continuar morrendo. E o problema não é esse. É a forma. É o sentimento. É o como e o porquê. Morrer depois de ter-se esgotado em prazer ou sofrimento é fisiológico. Morrer com a sensação de algo inacabado é fatalidade. Morrer sem saber por quê é em vão. Morrer por um bom motivo, dizem alguns, é a redenção. A definição de bom motivo é que é o problema. De boas intenções e de bons motivos o mundo está cheio. Apesar de não sabermos o que são. Definir as coisas é importante. Deve ser o começo do nosso trabalho. Conceitualizar, definir, dar nome aos bois. Cortar as unhas de vez em quando é bom. São estudantes, pais de reféns, tenentes-coronéis. São pessoas comuns, são assassinos cruéis. São bons e maus invertendo os papéis. São rimas malucas, pinéis. São mistérios da meia-noite, que voam longe, bem longe…

Será que a poesia encanta e acalma a alma? Será que ler e fazer arte abranda o sofrimento e sublima a agressividade? Pintar, esculpir, cantar, dançar, fotografar, tecer, desenhar e redesenhar… São tantas as perguntas e tão poucas as respostas satisfatórias… Na verdade, cada nova resposta traz mais perguntas do que a satisfação da resposta alcançada. O ponto serve para afirmações. As reticências para deixar a dúvida ou a incompletude. A exclamação demonstra indignação, surpresa. A interrogação é a pergunta, a própria dúvida, o questionamento. Proponho que todos que estiverem lendo esse trecho que agora escrevo parem nesse momento, peguem um pedaço de papel, um lápis e uma borracha e escrevam uma poesia (ou pelo menos algo que considerem que seja uma poesia) e mais tarde mostrem para uma pessoa e peçam que esta lhe dê uma opinião sincera. Cuidado com a opinião de uma pessoa muito amiga! Melhor seria a opinião de uma pessoa desconhecida, mas se sua timidez não o permitir pode ser qualquer outra pessoa, até sua mãe ou filho(a). {18/06/2000 – Domingo – 20:25}

maio 21

Clonagem Terapêutica – Mito ou Realidade?

By rafaelreinehr | Uncategorized

flores rosas gauss psicodelicas.jpg

(este texto foi preparado para publicação em um jornal da região em que moro, portanto foi evitada linguagem rebuscada e se apresenta em tom notoriamente popular)

A clonagem terapêutica envolve a criação de um embrião através da transferência do núcleo da célula adulta de um paciente em um óvulo humano cujo núcleo foi retirado. Após crescer em um meio de cultura por vários dias, este clone gera várias células-tronco, capazes de se diferenciarem em qualquer tecido do organismo. Pelo fato de terem o mesmo código genético das próprias células do paciente, não existiriam problemas de rejeição ao serem usadas para tratar doenças ou tecidos danificados.

Sua promessa de acabar com doenças como o diabetes, a Doença de Parkinson e mesmo restabelecer o movimento em pessoas com lesões da medula espinhal tem sido a força motriz de uma parcela da população científica. Do outro lado, existem aqueles que condenam a produção de um embrião que teria sua assim chamada “vida” encerrada após poucos dias.

Toda esta discussão se acentuou em Fevereiro, após uma publicação na revista Science de um artigo de W. S. Hwang, médico veterinário sul-coreano da Universidade de Seul onde o mesmo demonstrava pela primeira vez a cultura efetiva de células tronco a partir de óvulos femininos clonados.

Deixando de lado toda aquela história dos Raelianos, para os quais a clonagem é o caminho para a imortalidade, que bradavam ter criado o primeiro clone humano – o que jamais foi provado – esta seria a primeira prova científica de uma clonagem realizada com sucesso na raça humana.

Para conseguirem criar uma única linha de células-tronco, foram necessários 242 óvulos oriundos de 16 mulheres, que voluntariamente submeteram-se ao tratamento hormonal necessário à produção de 12 a 20 óvulos por ciclo menstrual ao invés de um, que seria o normal. É importante dizer que tal tratamento pode causar às mulheres desde desconforto e estresse emocional até trombose venosa e um acidente vascular isquêmico (derrame cerebral).

Em conclusão, antes que a clonagem terapêutica se torne uma realidade, a produção de células-tronco deverá se tornar mais eficiente, assim como as técnicas que as fazem transformar nos tecidos esperados. Até lá muita discussão nos campos da Ética devem servir para guiar a Ciência no caminho que a humanidade como um todo espera.

maio 13

Do Abuso Sexual no Coração da Igreja Católica

By rafaelreinehr | Uncategorized

Antes de começar este artigo um tanto polêmico, gostaria só de retificar o horário do Bate-Papo de amanhã. Como surgiu um imprevisto (uma única exibição da peça Toda Nudez Será Castigada, de Nélson Rodrigues em minha cidade às 20:30), o Bate-Papo será adiantado em 30 minutos. Assim, aqueles que por aqui estiverem por volta das 19:30 (horário do Brasil) ou 22:30 (horário de Portugal), por favor dêem uma passada na Sala de Bate-Papo ali beeeem embaixo e vamos fazer uma breve confraternização virtual e trocar idéias simultaneamente. Até lá, meus 3 leitores. Agora vamos ao que interessa:

Manchete em uma rádio da cidade, em uma tarde comum de um dia qualquer, há uma ou duas semanas atrás:

“Papa solicita que Seminários sejam fiscalizados para evitar abuso sexual.”

Eu que estava dirigindo, quase me envolvo em um acidente de trânsito.

O quê? O papa, representante supremo de Deus na face da Terra solicitando aos seus cardeais que organizem a “fiscalização” dos padres em seus Seminários espalhados pelo mundo? E para quê? Para evitar o abuso sexual de seminaristas?

Se até aqui não foi entendido o objetivo desta crônica, esclareço:

Não estou estupefacto com a notícia de que ocorrem abusos sexuais de jovens religiosos pelos seus próprios orientadores, representantes de Deus na Terra. Isto é sabido há dezenas ou talvez centenas de anos.

O que me horroriza é o fato de a Igreja Católica – na figura de seu pontífice máximo – anunciar isto a altos brados parecendo não temer as possíveis conseqüências desse ato.

Me surpreende mais ainda a calma e o pouco interesse que envolve o fato. A própria imprensa valorizou pouco a notícia. A sociedade organizada virou as costas à informação. De tanto levarmos choques, ficamos acostumados a eles. O que antigamente era notícia, hoje é banalidade.

Uma informação que traz à tona toda sordidez e podridão que infecta o âmago da Igreja Católica, instituição de toso falida senão por sua arte, parte de sua história e alguns de seus representantes espalhados parcamente pelo planeta. Informação cruel e desconfortante que mostra que a Igreja apresenta sob a máscara bondosa supostamente inquebrável uma face vil e literalmente antropofágica em seu pior sentido. Uma Igreja que deixa sucumbir qualquer transcendência que ainda se insista em impor a ela caindo na mais chula animalidade humana.

Em um país onde, estatisticamente, a maioria de seus cidadãos é católico, eu deveria me calar. Mas assim como não deram bola à notícia, também não darão para mim.

PS: se por acaso meu blógue ficar indisponível nos próximos dias, quero que acreditem que não é nehuma força divina atuando! Tenham por certo que existem muitos católicos fervorosos que entendem um bocado de computação!

maio 10

Orkut na agenda do dia…

By rafaelreinehr | Uncategorized

estrada de ferro.jpg

E não tem mais jeito… Estava tentando resistir ao “Fenômeno Orkut” mas ele me engoliu de vez… Sou realmente um Maria-Vai-Com-As-Outras, tenho que reconhecer…

O pior é que estou gostando pra caramba. Conhece-se pessoas (primeiramente amigos de amigos e depois completos desconhecidos) de forma extremamente rápida. Através das Comunidades, encontramos afinidades e entes afins muito mais facilmente do que através dos blógues.

Da mesma forma, encontramos pessoas completamente diferentes de nós, às quais temos que nos acostumar (ou nos afastar da comunidade em comum) para continuarmos no convívio de quem gostamos.

Em poucos dias de uso, já encontrei uma pá de amigos que por lá há muito já perambulavam. Achei comunidades interessantes de Fotografia, Medicina, do Sport Club Internacional, da Graforréia Xilarmônica, sobre Cinema e outros muito pirados, que só indo lá para conferir!

Se você ainda não sabe o que é o Orkut, clica ali na esquerda em Rafael Reinehr no Orkut, se cadastre e conheça! Se você já conhece, diga-me sua opinião.

A propósito: instalei um novo sistema de Bate-Papo para o Chat programado aqui no Escrever Por Escrever para a próxima quinta-feira, às 20:00 no Brasil e 23:00 em Portugal. Até lá!

Sobre a Estrada de Ferro: alguém sabe porque o Sapo aceita fotos 480×360 e não aceita 319×480? Como não quis diminuir mais ainda a foto, acabei colocando ela de lado… Serviu como uma experiência visual, de qualquer forma… A linha da estrada de ferro que se desloca para o horizonte sendo ela mesma a linha do horizonte…

maio 08

Bricolagens

By rafaelreinehr | Uncategorized

Hoje decidi não criar e tão somente recortar e colar um pouco de humor aqui no Escrever Por Escrever.

A primeira colagem vem do blógue Simples Coisas da Vida, do Cirilo Veloso Moraes, grandecíssima figura, que tem um dos blógues com “coisas para pensar” mais bacanas da Internet. Trata de uma questão filosófica ainda sem solução. Se por acaso você a tiver, nos ajude!

“Os cientistas de todo o mundo ainda estão tentando descobrir a resposta para a mais básica, porém mais intrigante questão com que a humanidade já se deparou em toda a sua existência:

“Por que o frango cruzou a estrada?”

Para chegar a uma conclusão completa e abrangente, estão escutando a opinião de vários especialistas no assunto. Eis algumas delas:

JOÃOZINHO: Porque sim.
POLIANA: Porque estava feliz.
PLATÃO: Porque buscava alcançar o Bem.
ARISTÓTELES: É da natureza dos frangos cruzar a estrada.
NELSON RODRIGUES: Porque viu sua cunhada, uma galinha sedutora, do outro lado da estrada.
MARX: O atual estágio das forças produtivas exigia uma nova classe de frangos capazes de cruzar a estrada.
MOISÉS: Uma voz vinda do céu bradou ao frango: “Cruza a estrada!” E o frango cruzou a estrada e todos se regozijaram.
ALMIR KLINK: Para ir onde nenhum frango jamais esteve.
MACONHEIRO: Foi a maió viagem…bicho !
MARTIN LUTHER KING: Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os frangos serão livres para cruzar a estrada sem que sejam questionados seus motivos.
MAQUIAVEL: A quem importa o porquê? Estabelecido o fim de cruzar a estrada, é irrelevante discutir os meios que utilizou para isso.
FREUD: A preocupação com o fato de o frango ter cruzado a estrada é um sintoma de sua insegurança sexual.
DARWIN: Ao longo de grandes períodos de tempo, os frangos têm sido selecionados naturalmente, de modo que, agora, têm uma predisposição genética a cruzar estradas.
EINSTEIN: Se o frango cruzou a estrada ou a estrada se moveu sob o frango, depende do ponto de vista. Tudo é relativo.
HEMINGWAY: “To die. Alone. In the rain.”
FHC: Porque ele atravessou a estrada não vem ao caso. O importante é que, com o Plano Real, o povo está comendo mais frango.
GEORGE ORWELL: Para fugir da ditadura dos porcos.
SARTRE: Trata-se de mera faticidade. A existência do frango está em sua liberdade de cruzar a estrada.
PINOCHET: El se fué, pero tengo muchos penachos de el en mi mano!
ACM : Estava tentando fugir, mas já tenho um dossiê pronto, comprovando que aquele frango pertence a Jorge Amado. Quem o pegar vai ter que se ver comigo.
PROMOTOR: Na verdade, o frango foi pego numa tentativa de desvio de verbas públicas e estava tentando fugir.
FEMINISTAS: Para humilhar a fêmea, tentando, além disso, convencê-la de que enquanto franga, jamais terá habilidade suficiente para cruzar a estrada.
PDT: Para protestar contra as perdas internacionais promovidas por esse governo neoliberal e entreguista, e apoiar a renúncia de FHC, já ! Fora FHC!
MALUF: Não tenho nada a ver com isso. Pergunte ao Pitta. PITTA: É de responsabilidade do Governo Estadual. Isto é um problema da Polícia Civil e não da Guarda Metropolitana.
COVAS: É preciso se apurar se a via, em questão, é de jurisdição Municipal, Estadual ou Federal.
LALAU: Não fui eu o responsável, não sou ladrão de galinhas e não havia galinhas no TRT.
DEPUTADO DO PT: Já estamos coletando assinaturas para abertura de uma CPI, e se for necessário vamos pedir a quebra do sigilo bancário também.
NIETZSCHE: Ele deseja superar a sua condição de frango, para tornar-se um superfrango.
CHE GUEVARA: Hay que cruzar la carretera, pero sin jamás perder la ternura…
BLAISE PASCAL: Quem sabe? O coração do frango tem razões que a própria razão desconhece.
SÓCRATES: Tudo que sei é que nada sei.
PAPA: Parum chegarum doutrum ladum, amém.
PARMÊNIDES: O frango não atravessou a estrada porque não podia mover-se. O movimento não existe.
CAETANO VELOSO: O frango é amaro, é lindo, uma coisa assim amara. Ele atravessou, atravessa e atravessará a estrada porque Narciso, filho de anô, quisera comê-lo, …ou não!
DORIVAL CAYMMI : Eu acho (pausa)… – Amália, vai lá ver pra onde vai esse frango pra mim, minha filha, que o moço aqui tá querendo saber…
ROBERTO CARLOS: porque, hã, ao chegar do outro lado, hã, e refletir sobre a vida, hã, ele descobriu que o importante é que emoções viveu…
ENÉAS: Isto é fruto da política neoliberal que favorece a elite do nosso país. Se nós tivéssemos a bomba atômica brasileira não estariamos sendo sugados pelo FMI e ele não precisaria estar atravessando essa estrada, meu nome é ENÉAS!
ZECA CAMARGO: Para vencer os outros participantes, nesta disputa radical!
CARLA PEREZ: Porque queria se juntar aos outros mamíferos… ”

A segunda colagem é do 00 Zero, do estimado Johnnie B Walker, criação do próprio e chama-se “Idéias”. Me matei rindo ao imaginar alguém fazendo isto! Olhe só:

“1. Termine todas as suas frases com “de acordo com a profecia”.
2. Sempre que alguém lhe pedir para fazer alguma coisa, pergunte se quer que fritas acompanhem.
3. Sempre que possível, pule em vez de andar.
4. Se ofereça para apertar os botões do elevador para os outros, mas aperte os botões errados. Repita a mesma operação caso peçam novamente.
5. Deixe cair sua caneta e espere até alguém se oferecer para pega-lá, então grite: “Ei, é minha!”
6. Encare uma pessoa por um tempo, e fale: “Estou usando meias novas”.
7. Quando sair dinheiro do caixa eletrônico, grite.
8. Quando encontrar um grupo de pessoas grite: “Abraço grupal”, então force-as.
9. Encare outro passageiro por um tempo, e grite com horror: “Você é um deles!”, e recue devagar
0. Pergunte às pessoas de que sexo elas são. Ria histericamente depois que elas responderem.”

Muito bom!

abr 26

By rafaelreinehr | Uncategorized

Para quem gosta de MPB

Se você gosta de choro, chorinho, samba, MPB e o escambau, tem que conhecer dois sítios: o Sovaco de Cobra e o site do Instituto Moreira Salles.

O primeiro, mantido pelo digníssimo Zé Carlos, sumidade em MPB, é um “must see” para quem gosta de músicas dos gêneros citados. O segundo é o site oficial do IMS, que desde anteontem está disponibilizando para quem se cadastrar mais de 13.000 músicas gravadas originalmente em 78rpm entre 1902 e 1964 (ano do fim das gravações em 78rpm no Brasil).

Maiores informações nos línques acima.

PS “nada a ver com a história”: incrível como a tal “corrente” se propagou pela internet! De cada 2 blógues que visito pelo menos 1 tem a dita cuja publicada! Êta praga!

PS2: estou pensando em organizar um “Chat” entre os leitores que visitam este blógue. Seria um bate-papo rápido (tipo 15 minutos, meia hora ou coisa assim) em data e horário a combinar. A ferramenta do Chat já está instalada ali beeeeem embaixo da página, é só combinar o “momentum idealis”. Aguardo sugestões de datas e horários dos interessados em realizar um bate-papo ao vivo e trocar idéias…

abr 24

By rafaelreinehr | Uncategorized

Corrente Contracorrente Concorrente

Esta “corrente” foi retirada do blógue Pequeno Cérebro Pensante, que por sua vez a retirou do blógue do seu irmão, o brainbug:

“1. Pegue o livro mais próximo de você;

2. Abra o livro na página 23;

3. Ache a quinta frase;

4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções.”

No meu caso, o livro era “Os Socialismos Utópicos”, de Jean-Christian Petitfils, e a sentença foi:

“…especializados no conhecimento das leis astrológicas, sob a…”

Extremamente dadaísta, não concordam?

Não sei não… Não gostei muito desta corrente (brincadeirinha!)…

Vou criar outra, originalíssima:

1. Pegue o primeiro livro que seus olhos encontrarem;

2. Abra o livro na página 47;

3. Selecione da nona à décima terceira frase;

4. Poste o texto em seu blógue junto com estas instruções.”

Neste caso, o texto, do mesmo livro acima referido, seria:

“…organização social terão igualmente desaparecido. A morte será apenas “a noite de um belo dia”. O homem, conhecendo a verdadeira metafísica, aceitará facilmente o desaparecimento no grande “todo” com o qual se sentirá instintivamente em comunhão profunda. Nada de lágrimas…”

Bem mais trabalhoso mas talvez um pouco mais expressivo e menos “solto no ar”. De qualquer forma, uma experiência interessante!

Recomendo!

abr 20

By rafaelreinehr | Uncategorized

Google, Altavista, Cadê?, MSN Explorer, Radar UOL e outros Oráculos da Pós-Modernidade

Uma das coisas que gosto de fazer em meu blógue é visitar as estatísticas fornecidas pelo Bravenet  e seguir os línques ali demonstrados em “Referrers”. Assim, acabo conhecendo novas pessoas que não deixaram comentários ou mesmo, o que é muitíssimo interessante, descobrindo como pessoas me acharam através das ferramentas de busca, dos “Oráculos” da modernidade, por exemplo.

Desta forma descobri que, no Google, se procurares por “nao cobrar consulta cobrar fratura medicina brasileira”, meu blógue aparece direto no primeiro lugar. Ao digitar a simples palavra “escrever”, o Escrever Por Escrever aparece em quinto e em nono lugares e, ao colocarmos “escrever por escrever”, obviamente aparece em primeiro lugar, sendo que em segundo lugar aparece o Simplicíssimo, site literário que também edito. Veja só outros exemplos interessantes e a colocação deste blógue nas ferramentas de busca:

“o que esta por tras da criação de identidade brasileira” em 12º no Altavista 

“PAPEL DE CARTA PARA IMPRIMIR e mandar por correio” em 5º MSN Busca

“Como escrever” em 8º no Cadê? 

“que mensagem escrever no convite de casamento?” em 4º no MSN Busca

“antonela em santo antonio da patrulha” em primeiro e segundo lugares no Cadê?

“historia “os 40 anos da ditadura militar”” em 9º e 10º no Google

“livro de olavo de carvalho para download” em 2º no Cadê?

“opinião contraria ao sistema de cotas nas universidades” em 11º no Radar UOL

“resumo do livro “A maldição do silêncio”” em 1º como única opção no Google

“ginástica olimpica ( o que e, pra que serve, como usamos)” em 1º e 6º no Google

“canções treinamento físico militar” em 3º no Google, só perdendo para a página oficial do Exército

“planos de treinamento para perder peso e pegar condicionamento” em 10º no Cadê?

“malinowski a vida sexual dos selvagens resenha” em 2º no Google…

…e por aí vai! Quem não tem uma destas ferramentas estatísticas, deveria pensar em obter uma! É diversão garantida!

Claro, amigos cientistas adeptos do “rigor” científico, sei que em boa parte das frases existe um claro viés de publicação, referenciando os línques aquilo que realmente encontra-se no meu sítio mas, em outros casos isso não acontece!

Não encontro explicação para “resumo do livro “A maldição do silêncio” constar em 1ºlugar no Google! Nunca escrevi sobre este livro. Escrevi, sim, a palavra resumo, que deve ter sido a responsável por trazer o incauto Google-peregrinador ao Escrever Por Escrever.

E assim, segue o baile e segue a vida!

Alguém aí com palavras-chaves interessantes nas ferramentas de busca que levaram aos seus blógues? Alguém aí sugere algumas para ver onde o Escrever Por Escrever se localiza hoje e daqui a duas e quatro semanas…

abr 16

O fim dos blógues – O fim de uma Era ou “Vamos colocar Fluoxetina nesta água?”

By rafaelreinehr | Uncategorized

campo de arroz amarelo.jpg

Tenho notado um fenômeno estranho nestes últimos meses, especialmente nas últimas semanas: vários blogueiros do meu círculo de amizades tem desistido de seus blógues, alegando cansaço, esgotamento de idéias, falta de tempo…

Aperceberam-se, como acontece com todos nós, depois do ímpeto fulguroso inicial, que encanta e nos torna um apaixonado pela Blogosfera que deixamos um pouco de lado nossas vidas reais e dedicamos cada vez mais tempo a este mundo hipertextual e virtual.

Vamos nos afundando em um mar de ilusões: alguns em busca do sucesso (querem atingir o topo dos blógues mais acessados ou ter dezenas ou centenas de comentários em cada pôust); outros realizando psicoterapia aberta, chorando suas mágoas e seus problemas em público; outros ainda querem tão somente ter “um lugar para guardar e/ou mostrar seus escritos, suas idéias; outros querem revolucionar, criar seitas e seguidores, propagandear, colocar fogo…

Não importa onde nos incluamos nestas ou em outras categorias de blogueiro, todas intercambiáveis e sem limites precisos, o certo é que participamos de um fenômeno particular a este começo de milênio que nem Nostradamus havia previsto: o da globalização do conhecimento e do direito à comunicação.

Com a Internet e suas possibilidades (e me desculpem se estou repetindo o que é senso comum), qualquer um de nós pode, a cada instante e quase instantaneamente, tomar conhecimento do que acontece em virtualmente quase qualquer canto habitado do planeta e comunicar-se com aquele habitante.

Esta facilidade foi progressivamente se tornando mais e mais acessível, culminando no fim da década de 90 e de forma mais significativa no começo do presente século com aquilo que chamamos de blog, weblog ou blógue, como prefiro.

O blógue, espécie de site (ou sítio) revisitado, surgiu como uma forma gratuita e de fácil edição (significando acesso mesmo a pessoas com parco conhecimento de informática), ganhando rapidamente adeptos em todos cantos do planeta.

A rápida explosão e o surgimento de milhares de blógues novos a cada dia, por que não dizer a cada hora, constitui o “Fenômeno Blógue”, que no ano passado foi responsável pelo surgimento de mais de 5 milhões de blógues nos 8 principais provedores. Entretando, em uma pesquisa realizada pelo Perseus Institute (http://www.perseus.com) , 2,72 milhões estão praticamente abandonados, sem atualizações. 1,09 milhões foram criados e alimentados com informações apenas no dia de sua criação, 1,63 milhões foi abandonado após 126 dias de atualizações e 132.000 não foram atalizados após 1 ano ou mais. Só 13,6 mil foram retomados de pois de abandonados. Na mesma pesquisa, o Instituto verificou que os homens são mais propensos a abandorarem seus blógues (46,4% contra 40,7% das mulheres). Outro achado curioso foi o fato de que apenas 106,5 mil blógues eram atualizados pelo menos 1 vez por semana e menos de 50 mil atualizados diariamente.

Mesmo com estes dados, o número de novos blógues criados ainda supera em muito os abandonados, levando a capacidade dos provedores do serviço para o beleléu, já que os ganhos com publicidade foram ultrapassados pela rapidez de crescimento do fenômeno que teve de ter suas rédeas encurtadas.

Hoje, a maioria dos provedores, como era de se esperar, limitaram em muito o tamanho máximo dos blógues gratuitos e até mesmo do serviço pago, já que muitos previamente ofereciam hospedagem de imagens como fotografias, que rapidamente aumentam o tamanho dos arquivos hospedados.

Como tudo que sobe um dia desce (dizem…), depois da ascensão de uma grande nação inevitavelmente vem a sua queda, zênite e nadir, passamos neste momento por um período de “mortes controladas”: assim como no corpo humano, em que as células realizam sua morte de forma programada (apoptose) a fim de possibilitar o surgimento de células novas e revigoradas em seu lugar, vários blogueiros, alguns acompanhando o fenômeno desde o princípio, outros mais novatos, estão desistindo de manter seus blógues.

Será esta tendência um anúncio preliminar funesto do fim do Fenômeno? Serão apenas falsos sinais de fumaça a indicar uma expectativa errônea? Será que o aspecto individual, eminentemente depressivo e cinzento de alguns blogueiros, para os quais o eletrochoque seria a solução definitiva o responsável pelo que estávamos a discutir? Ou será que ler o livro de Haim Grumspum sobre resiliência os manteria na ativa?

Creio eu que muita água ainda vai rolar até que que a solução definitiva a esta questão se fixe. De qualquer forma, as respostas não serei eu a dar…

abr 14

Tudo depende das lentes que usamos, do tempo de exposição e da abertura em relação ao assunto estudado

By rafaelreinehr | Uncategorized

Algo que vemos pode nos parecer assim:

arvore1.jpg

Assim:

arvore2.jpg

Ou assim,

arvore3.jpg

dependendo do nosso humor, de nossos estímulos prévios, do tempo que dispomos, do estresse que estamos sofrendo, das dores ou dos amores.

Considere-se este pôust como uma introdução ao próximo, no qual vou explicar o que estou querendo dizer…