Rafael Reinehr

Escrever Por Escrever


Começou! Finalmente estou no You Tube!

Nesse primeiro episódio do Cada Vez Melhor, falo um pouco sobre a minha história e o que motivou o surgimento do canal, bem como trago um breve panorama do que você pode esperar deste espaço no Youtube. Te faço um convite para mergulhar comigo nessa jornada de autoconhecimento, aprendizagem continuada e compartilhamento de vivências e experiências em direção à melhor versão de nós mesmos.

Assine ao Canal e Ative o Sininho aqui: https://www.youtube.com/c/cadavezmelhor

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Volta e meia, aqui e acolá, me defino como um “polímata autodidata eclético“. Mas o que significa isso?

Vejamos o que diz o dicionário:

polímata: Pessoa que tem conhecimento em muitas ciências; quem conhece ou estudou muitas ciências: Leonardo da Vinci é mais famoso polímata do nosso tempo. Pessoa que possui um vasto conhecimento em muitas áreas. Alguém cujo conhecimento não está restrito a um único âmbito científico;

autodidata: Pessoa que aprendeu alguma coisa sozinha, por si mesma, sem a ajuda de um professor, mentor ou instrutor: Exemplo: o médico era autodidata em fotografia e guitarra e formado em Medicina.

eclético: Eclético é sinônimo de diverso, vasto, variado. O que escolhe o que parece melhor em todas as manifestações do pensamento.

E essas três palavras, sem uma pretensa falsa humildade nem tampouco uma esnobe arrogância, me definem, em parte. Vou te explicar, abaixo dessa selfie que tirei no terraço do Eko Residence Hotel, em Porto Alegre, em fevereiro de 2020.Rafael Reinehr em PoA

 

Aprendi a ler muito cedo. Aos 3 anos e meio, pelo que me contaram, já lia classificados de jornais e os nomes e números da lista telefônica. Quem me ensinou a ler foi minha querida tia Solange, dentista, que desenvolveu, de forma totalmente autônoma, um método próprio de alfabetização que, para mim, caiu como uma luva.

O gosto da leitura para mim sempre foi nativo. Não era um esforço, era um enorme prazer. E continua sendo. Amo estudar, ler, pesquisar, aprender, saber! Desde sempre! Isso ia desde revistas em quadrinhos, livros de ficção e não-ficção e enciclopédias. Tenho uma história com a leitura que, olhando para trás, agora parece cândida, mas foi profundamente assustadora quando aconteceu. Vou te contar:

Creio que eu deveria ter cerca de 9 ou 10 anos. Como eu amava ler, e era simplesmente apaixonado por revistas em quadrinhos, eu tinha mais vontade de ler do que dinheiro para comprar e ter acesso às revistinhas. Minha avó Helga (que neste ano irá completar 90 anos, amada!) me dava dinheiro para comprar merenda na escola. Pois tudo que uma avó quer é ver seu netinho bem alimentado, não é mesmo? Entretanto, a minha fome maior era pela leitura! Então, com alguma frequência, eu juntava o dinheiro de duas ou três merendas para comprar revistinhas na banca do seu Lidor Drews, que ficava a 2 quadras de distância da minha casa. Mas, para fazer isso, eu precisava fazer escondido pois ai de mim se minha avó descobrisse que eu comprava gibis ao invés de comprar merenda!

Eu aproveitava a ida da minha avó ao supermercado ou à padaria para minhas incursões de busca literária! O detalhe é que a padaria ficava a apenas uma quadra de distância da minha casa. Então eu precisava ser rápido. Me lembro até hoje das corridas que fazia para ir e voltar antes que minha avó voltasse!

Por muito tempo, esta estratégia deu certo, e minha avidez por leitura era satisfeita e minha coleção de gibis só fazia aumentar. Mas houve um dia que não deu certo! Não lembro se eu fiquei entretido escolhendo gibis, ou se minha vozinha simplesmente pegou um pão e logo voltou, o fato é que ela estava em casa antes de mim, e me pegou no flagra, com a “boca na botija” ou, literalmente, com as mãos nas revistinhas.

A vergonha foi imediata. E aumentou ainda mais, quando ela me ordenou ir até a banca do seu Lidor, devolver as revistinhas e pegar o dinheiro de volta! Mein Lieben Gott, que vergonha! Lá foi o pequeno Rafinha, pé ante pé, pensando o que iria dizer ao seu Lidor para pedir o dinheiro de volta!

O fato é que foi um pequeno aprendizado. Como minha vó era bastante justa, depois eu comecei a ganhar um dinheirinho ajudando a varrer a calçada, a cozinha e a sala, secando pratos e consegui continuar comprando minhas revistinhas! Mas ela fez certo: naquela hora precisava mesmo me dar uma lição e mostrar que eu estava quebrando a confiança dela!

Passaram-se alguns anos…

Na sexta-série do ensino fundamental, li espontaneamente, 67 livros ao longo do ano letivo, sem que nenhum professor houvesse solicitado. Era porque realmente gostava de ler. Nessa época, mesmo jovem, já tinha um conhecimento enciclopédico. Era aquele menino que, se fosse levado para aquelas competições de conhecimento que aparecem na TV, muito provavelmente ganharia ou chegaria pelo menos nas finais. Foi nessa época que devorei a Série Vaga Lume e também que li, pela primeira vez, o livro O Homem Que Calculava, de Malba Tahan, que recomendo a qualquer pessoa que esteja lendo estas palavras agora.

À medida em que envelhecia, este gosto pela leitura nunca me deixou. As leituras passaram a ser um pouco mais profundas mas não menos divertidas… O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, Analectos, de Confúcio, O Tao da Física e O Ponto de Mutação de Fritjof Capra, Ensaios de Complexidade e O método, de Edgar Morin, A Teoria das Inteligências Múltiplas de Howard Gardner, Inteligência Emocional de Daniel Goleman, O valor do amanhã, de Eduardo Gianetti, A Utopia de Tomas Morus, A Desobediência Civil de Henry David Thoreau…só para citar alguns…

Durante a própria graduação em Medicina, entre 1994 e 1999, nunca consegui ficar aprendendo “só Medicina”. Para algumas pessoas, isso pode parecer estranho: mas é possível estudar algo mais quando se cursa Medicina. A resposta é SIM! Um grande e estrondoso SIM! Principalmente se você desligar a televisão, ou consumi-la com geniosa moderação! Nestes anos, fiz um curso de Introdução à Filosofia incluindo a Lógica, curso de Antropologia de Culturas Urbanas, História da Ciência, Pensando a Complexidade com Edgar Morin, Finalizei minhas especializações avançadas em língua inglesa, cursei Alemão e, isso tudo, sem deixar de me divertir, estar com amigos, namorar, escrever e criar ideias e projetos variados. 1999 foi também o ano em que publiquei meu primeiro livro.

Em 2000 e 2001, logo após finalizar a graduação em Medicina, passei a fazer a Residência em Medicina Interna, no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre. Em 2002 e 2003, fiz a Residência em Endocrinologia e Metabologia, no mesmo hospital. Em 2000, prestei novo vestibular para Filosofia na UFRGS, e fiquei em quinto lugar, sem ter estudado nada depois de 6 anos longe dos livros do ensino médio. Fazia a residência de dia e, à noite, cursava Filosofia no Campus do Vale, em Viamão. Entretanto, Como haviam muitas cadeiras diurnas na Filosofia (que eu sempre amei), solicitei transferência para Ciências Sociais noturno, que cursei até o final de 2002, quando decidi interromper para dedicar-me à prova de título de especialista, que haveria no final de 2003. E assim fiz.

Gostaria de seguir esta história, provavelmente o farei em outro momento, pois ela tem fatos divertidos, alguns tristes, outros até incômodos – mas sinto que ela já está ficando longa demais!

Em algum momento no futuro, compartilho com mais detalhes especificamente sobre o meu caminho do autodidatismo: as lições que aprendi em relação ao tempo que estive apoiado por tutores e naquele em que escolhi caminhar solo como forma de produzir e alcançar conhecimento e como foi minha experiência com estes dois modos de ser e viver. Antecipo: ambos teu seu valor, suas vantagens e desvantagens!

Espero ter deixado um pouco mais clara minha jornada, mesmo que de forma incompleta, sem narrar com detalhes esse período e mesmo sem pincelar o que aconteceu entre 2004 e 2020. Mas isso é assunto para outra história!

Tenha um ótimo dia e que ele seja recheado de boas escolhas!

Namaskar

PS: Enquanto isso, que tal ler um artigo que escrevi sobre Autodidatismo e Desescolarização e outro sobre Recursos Educacionais Abertos?

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Um artigo de Meghan Holohan, publicado na Today em dezembro de 2019 nos traz uma curiosa “novidade” que chega, sem nenhuma surpresa, do Vale do Silício. 

Enquanto ainda discutimos por aqui a eficiência, os riscos e benefícios do jejum intermitente, um tipo diferente de jejum é tendência por lá: o “Jejum de Dopamina”. 

Seguidores dessa nova proposta acreditam que, ao se privar de qualquer coisa que os estimule – equipamentos eletrônicos, filmes, televisão, luz, sexo ou mesmo outras pessoas – eles podem manipular seus níveis de dopamina no corpo e “reiniciar” seus cérebros.

A princípio, pode parecer uma boa ideia: sensibilizar o efeito da dopamina, conhecido como um dos “hormônios da felicidade”, apenas por desconectar-se de equipamentos eletrônicos e se afastar, temporariamente, de atividades prazeirosas.

Para “jejuar”, os seguidores dizem que eles evitam coisas que eles gostam, que podem incluir aparelhos eletrônicos, sexo, mídias sociais, divertimento, compras, apostas, exercícios, comida e bebidas por um período determinado de tempo. Alguns mais radicais podem até evitar contato visual ou conversas durante este tempo.

O objetivo – evitar o estímulo no presente, seria tornar-se mais feliz depois. Por exemplo: ama fazer compras online? Durante o jejum, você deve evitar fazê-lo. De uma certa forma, é como a meditação na qual as pessoas permanecem algum tempo sem excitações externas. Mas esse tipo de jejum é adaptado às coisas que especificamente causam picos de dopamina em cada pessoa, quer seja vinho tinto, Instagram ou filmes Noir.

Para neurocientistas como Madelyn Fernstrom, “Nosso cérebro está sempre trabalhando. Nossos transmissores, como a dopamina, estão sempre trabalhando.”. Em suma, o que se espera em teoria pode não estar acontecendo na prática.

O que é a dopamina?

A dopamina exerce no nosso corpo uma série de funções. No cérebro, ela é responsável por ajudar a controlar nosso humor, para nos trazer aquela sensação de satisfação e recompensa.

As pessoas geralmente a conhecem como o “hormônio da excitação e da busca da novidade”, conta o Dr. Amit Sood, diretor da Resilient Option.

Isso significa que as pessoas experimentam um pico quando tentam algo novo ou antecipam algo. 

“Um monte das mídias sociais é movido por dopamina”, diz ele. 

Mas o papel da dopamina é muito mais complexo. Ela também ajuda o cérebro a controlar os movimentos e existe em outras partes do corpo, regulando a insulina, ajudando na digestão, gerenciando a função hepática e mantendo a pressão arterial.

“Ela é como um coordenador de tráfego aéreo. Controla e coordena as funções de um monte de diferentes órgãos, um monte de partes diferentes do corpo, para garantir que elas trabalham de forma harmoniosa.” – explica Zack Freyberg, professor assistente de psiquiatria e biologia celular da Universidade de Pittsburgh. Não ter dopamina suficiente causa problemas reais. A doença de Parkinson é um exemplo. O corpo absolutamente necessita fazer dopamina porque precisa dela para controlar os sistemas de suporte à vida.

De certa forma, comer e exercitar-se pode influenciar na produção de dopamina, mas não da forma que os fãs do jejum de dopamina pensam. 

Quando você come, a quantidade de dopamina no seu corpo temporariamente aumenta, pois ela ajuda a regular os níveis de insulina. E existem cada vez mais evidências de que os exercícios pode ajudar os pacientes de Parkinson a preservarem a quantidade de dopamina que possuem no cérebro.

Nome errado, ideia correta

Apesar de que o nome seja uma simplificação exagerada de como a química cerebral funciona, o conceito por trás do jejum de dopamina é positivo. O que os “jejuadores” estão verdadeiramente propondo é uma pausa do estímulo e se tornarem plenamente conscientes – ambas práticas saudáveis.

“Não existe nenhum lado negativo na prática, a não ser que você acredite que esteja tendo algum impacto imediato na sua química cerebral”, diz Fernstrom. “É um engano acreditar que um comportamento de curto prazo de qualquer tipo irá ter um impacto duradouro em seu cérebro”.

Além disso, desconectar-se e passar mais tempo sem estímulos pode ter um efeito oposto do que antecipado pelos jejuares.

“A meditação tem demonstrado aumentar a dopamina nos centros de recompensa do cérebro”, disse Sood.

Enquanto meditar e evitar aparelhos eletrônicos é benéfico, Sood encoraja as pessoas a pensar em adicionar algo à vida ao invés de subtrair. 

“É muito difícil esvaziar sua vida de algo”, diz ele. “Eu tentei esvaziar minha mente e não funciona. Não é sobre esvaziá-la. É sobre preenchê-la com as coisas certas.”

É justamente or isso que ele sugere que as pessoas pensem em algo positivo enquanto se afastam dos aparelhos e do excesso de atividades.

“Se você meditar sobre gratidão, compaixão ou bondade será muito mais efetivo”, diz Sood.

Artigo adaptado de https://www.today.com/health/what-dopamine-fasting-how-some-are-trying-change-their-brains-t168580

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Em 7 de maio de 2020 iniciaremos juntos uma Nova Jornada: você e eu, lado a lado, vamos mergulhar em uma experiência de busca e troca coletiva de saberes científicos e ancestrais que irão nos guiar para uma vida com mais leveza, propósito, sabedoria e felicidade.

Cada vez mais se reconhece a existência de uma trama da vida que conecta todas as coisas em um nível muito profundo. Somos todos um e as divisões artificiais de gênero, raça, classes, religiões e culturas que nos separaram até agora, estão se desintegrando devido às novas percepções que surgem em oposição ao que está estabelecido.
Isso gera toda uma série de conflitos entre o Velho e o Novo.
Para que possamos ter um Mapa do Caminho acessível e de fácil compreensão, criaremos uma Comunidade de Aprendizagem Online Solidária chamada Cada Vez Melhor.
Nessa comunidade, com apoio de vários Mentores, Mestres, Instrutores e Facilitadores – bem como através da participação em células e grupos de estudo e trabalho – formaremos as bases para um outro mundo melhor, celebrando nossa ascensão a partir de um processo inicial de autoconhecimento, passando pela autorrealização e melhoria contínua rumo à transcendência, à etapa do desenvolvimento humano no qual passamos a nos ocupar com causas muito maiores do que nós mesmos: o Planeta, a Humanidade, a Vida, a Natureza.
Quer fazer parte desta aventura desde já? Deixe seu WhatsApp ou Telegram nos Comentários ou envie via Direct, e saiba assim que novos conteúdos forem publicados, aqui ou em outras mídias, como no novíssimo canal do Youtube.
Com alegria, vitalidade e respeito, agradeço tua atenção às palavras acima.
Namaskar!
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Estamos cada vez mais e mais ocupados e distraídos.

A ciência nos mostra que nossa atenção não está focada no que queremos em cerca da metade do tempo de nossas vidas. De forma a promover as mudanças que queremos e realizar nossos objetivos e sonhos, precisamos definir uma intenção e ser capaz de prestar atenção a ela por um tempo consistente de forma a torná-la um hábito.

Mudanças como: comer de forma mais saudável; perder peso; melhorar o foco no trabalho; meditar; ser menos auto-crítico; não pegar seu telefone assim que você acorda. Nós começamos empolgados e com a melhor das intenções, mas inevitavelmente caímos nos velhos padrões que não nos servem mais.
A ciência é clara: o Mindfulness é a chave para resolver estes desafios diários e nos ajudar a conquistar uma mudança significativa.

Do ponto de vista médico e psicológico, o Mindfulness está ligado a: aumento da função imunológica; menores níveis de pressão arterial, menor frequência cardíaca; aumento da consciência; aumento da Atenção e do foco; maior capacidade cognitiva e funcionamento cerebral; aumento da clareza de pensamento e percepção; menores níveis de ansiedade; maiores níveis de calma e tranquilidade interna; experiência de sentir-se conectado.

Neste Curso, descobriremos quais os Efeitos da Meditação na Saúde Humana e aprenderemos algumas técnicas para melhorar nossa atenção, momento a momento, sem julgamento.

Palestrantes

Rafael Reinehr

Rafael Reinehr

Médico endocrinologista e instrutor de mindfulness, com uma curiosa abertura às possibilidades orientais e não industriais da Medicina. É fundador do portal Medictando.com, um espaço de educação em saúde, qualidade de vida, bem-estar e felicidade.
(Foto: Acervo Pessoal)

Bibliografia

The Relaxation Response – Herbert Benson
Beyond the Relaxation Response – Herbert Benson
A Revolução Mindfulness – Um guia para praticar a atenção plena e se libertar da ansiedade e do estresse – Sarah Silverton
Atenção Plena Mindfulness – O plano que libertou milhões de pessoas do stress e da ansiedade do dia a dia – Padraig O’Morain
Manual Prático de Mindfulness – Um programa de oito semanas para libertar você da depressão, da ansiedade e do estresse emocional – John Teasdale, Mark Williams e Zindel Segal
Atenção Plena Mindfulness – Como encontrar a paz em um muundo frenético – Mark Williams e Danny Penman
A arte de respirar – O segredo para viver com atenção plena – Danny Penman
Atenção Plena para Iniciantes – Jon Kabat-Zinn
Wherever You Go There You Are – Mindfulness Meditation in Everyday Life – Jon Kabat-Zinn
Viver a Catástrofe Total – Como utilizar a sabedoria do corpo e da mente para enfrentar o estresse, a dor e a doença – Jon Kabat-Zinn
A Ciência da Meditação – Como transformar o cérebro, a mente e o corpo – Daniel Goleman e Richard J. Davidson
Mindful Eating – A Guide to Rediscovering a Healthy and Joyful Relationship with Food – Jan Chozen Bays
Why Meditate – Working with thoughts and emotions – Matthieu Ricard
Atenção plena em poucas palavras – 10 minutos por dia para uma vida mais tranquila e menos estressante – Patrizia Collard
Caderno de Exercícios para ficar zen em um mundo agitado – Erik Pigani
Heal Thy Self – Lessons on Mindfulness in Medicine
Liberte-se – Evitando as armadilhas da procura da felicidade – Russ Harris
Mindfulness para Crianças – Estratégias de Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness – Vitor Friary
Growing Up Mindful – Essential Practices to Help Children, Teens and Families find Balance, Calm and Resilience – Christopher Willard
Brincando de Mindfulness – 50 Exercícios para Praticar a Atenção Plena com Crianças – Patricia Calazans

Data

12/12/2019 a 12/12/2019

Dias e Horários

Quinta, 14h às 18h.

As inscrições podem ser feitas a partir de 28 de novembro, às 14h, no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar
Bela Vista – São Paulo.
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Hoje estamos descansando, Sushi, eu e mamãe @luanarosa.bio e aproveito a chuvinha gostosa e o canto dos pássaros para revisar alguns apontamentos dos estudos e formações que fiz nos últimos 3 anos.

Encontrei anotações que fiz sobre a Síndrome do Impostor, que acontece quando, à medida que você mais sabe sobre um assunto, mais você não se sente uma autoridade sobre ele; e o seu oposto, o Efeito Dunning-Kruger, no qual pessoas que não tem conhecimento sobre um assunto tendem a ter uma falsa confiança de que de fato sejam especialistas naquele assunto. Vira uma tendência de você achar que sabe todos os fatos que há para saber, que o que você sabe é tudo que há para saber.

Lembrei disso porque, hoje em dia, pelo menos na amostra (viciada) que perpassa minhas mídias sociais e círculo de conhecidos, vejo uma “onda crítica” em direção à figura do Coach.

Essa onda se baseia não somente em especulação, mas em fatos. Perfis aqui do Instagram como @dicas_anticoach e @coachdefracassos são, além de hilários, um maravilhoso repositório do que de pior o empreendimento humano pode proporcionar. Recomendo fortemente a visita para uma dose diária de inspiração (?) e boas gargalhadas.

Ao mesmo tempo, como médico endocrinologista, olho para o lado e vejo colegas de profissão criticando a profissão ou ocupação de coach de forma generalizada, como se não houvessem pessoas sérias, que realizaram estudos aprofundados em instituições igualmente sérias, que dedicam seu tempo ao aperfeiçoamento do tempo e bem-estar humano. Esses mesmos colegas que estão preocupados apenas com a regulação bioquímica de alguns parâmetros biológicos e que não conseguem ver o indivíduo que se lhes apresenta à frente como um ser humano integral.

Se estou cada vez mais distante da medicina industrial que é dominante em nosso país e no Ocidente, estou cada vez mais próximo da Medicina, aquela do radical “mederi” (o mesmo de Meditar), que significa “saber o melhor caminho” ou “tratar”. Curar não só com medicamentos, mas com o olhar, a atenção plena, com a boa energia e os bons desejos, com o apoio mútuo e a troca de saberes e sentires.

Isso não me afasta da Ciência, mas me aproxima mais do Humano.

Ciência e Humanidade sempre serão complementares. Alimentam-se um do outro, são interdependentes. Quando usamos a Ciência como ferramenta única, me parece que perdemos um pouco da sutileza, do toque e da brandura necessárias à transformação maia profunda do ser humano. Quando adicionamos pitadas generosas de olhar, ouvir e respeitar, conseguimos promover mudanças mais integrais. Intensas. Profundas. Duradouras.

E isso independe se estamos nos relacionando com um profissional com CRM, CRP, CRN, CRTH ou outro Conselho, ou profissionais não credenciados, desde que imbuídos no verdadeiro espírito de ajudar ao ser humano ao invés de utilizar conhecimento parcial e estratégias de ludibriá-lo para benefício próprio.

Como já dizia Hannalore Gerling-Dunsmore: “Se tivermos uma grande parcela da população que não tem pensamento crítico e não sabe avaliar suas fontes, serão fáceis de manipular“.

Então, o que posso pedir nesta manhã chuvosa é: fique atento, sinta, observe, colha dados de boas fontes, peça boas indicações de pessoas confiáveis, analise os resultados (não somente aqueles oferecidos por quem está vendendo algo, mas por fontes indepententes) e siga em frente com cautela. Existem muitos bons seres humanos por aí, mas muitos estão se perdendo no caminho. Cabe a você utilizar o Bom Discernimento para separá-los.

Vida longa e boa para você. Namastê. 🙏❤️👊

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Se você quiser aprender a Como Escrever Bem ou Como Desenvolver Seu Próprio Estilo, chegou ao lugar certo!

Então, hoje o papo por aqui é Escrita e Literatura. No outro dia, recebi da Natalí Rosa –  querida amiga psicóloga de quem tive a honra de participar de sua banca de TCC – o seguinte pedido:

Bom dia!
Rafael, como você fez o vídeo sobre as pessoas interagirem mais com seus conteúdos, resolvi pedir algo que há tempos eu gostaria de pedir…mas, como você é muito ocupado deixe de lado. rssss

Seguinte, os poucos textos seus que eu li, percebi que você escreve muito bem. Mas, não é só escrever bem, é uma maneira diferente, uma forma particular tua, acredito. O ponto é que gostei da maneira como você escreve e, eu gostaria de pedir uma sugestão ou sugestões para que eu posso aprimorar minha escrita.
Gosto de leituras, gosto de escrever também, mas não acho que fica bom e acabo apagando tudo. rsss
Bem, sei que aprendemos escrever escrevendo, mas você tem alguma outras dicas?
É isso!
Abraço!

Cá estou eu, para, de forma sintética, começar a resolver esta questão – cuja resposta é simples, porém não existe “almoço grátis” para ela, ou seja, é necessário algum esforço concentrado e prática para desenvolver seu estilo e escrita.

Basicamente eu poderia dar 4 dicas para qualquer pessoa que deseje aprimorar sua escrita:

  1. Leia muito. Sempre. O dia inteiro. Tanto quanto puder e seus olhos aguentarem. Eu leio – sem brincadeira – todos os dias da minha vida desde os 3 anos e meio, quando minha tia Solange me ensinou a ler. Na primeira infância eu lia tudo, desde placa de carros, lista telefônica, classificados de jornal, até coisas mais divertidas como revistas em quadrinho e até, um pouco mais tarde, revistas femininas como Nova e Cláudia (acreditem!). Na sexta série do ensino fundamental, reza a lenda que li 67 livros em um ano escolar, espontaneamente, sem estímulo familiar ou dos professores. Eu gosto de ler. Me deixa!
  2. Escreva muito. Sempre. O dia inteiro. Tanto quanto puder e seus dedos ou mãos aguentarem. Meu primeiro dinheiro que ganhei na vida foi como escritor, aos 8 anos de idade. Ganhei um Concurso Cultural do Banco do Brasil, e ganhei uma conta-poupança no valor de alguns mil cruzeiros (me lembro de algo em torno de 6 mil, mas minha memória pode estar falha depois de tanto tempo). Sempre escrevi muito. Era até prolixo. A professora pedia 25 linhas eu escrevia 50. Ela pedia 50 eu escrevia 120. A síntese, por muito tempo não foi minha melhor característica! Mas a mensagem aqui é: exercite o “músculo” da escrita. Nem que seja para refletir, criar, escrever e guardar na gaveta. O exercício rotineiro é realmente fundamental. Nem que seja um diário, no qual você escreva um ou dois parágrafos por dia. Mantive diários em vários períodos da vida, tanto na adolescência quanto na vida adulta. Eram espaços para reflexões, períodos de introspecção, análise societal, de comportamentos humanos, relatos de histórias e também de criação literária. Uma das minhas primeiras experiências na web foi o Escrever Por Escrever, que comecei em 14 de dezembro de 2003 e. Antes mesmo desse blog, eu criei em 03 de junho de 2000 um projeto com o mesmo nome (Escrever Por Escrever) cujo objetivo era escrever diariamente sobre qualquer assunto que me viesse à cabeça, de forma livre e descompromissada. Livre pensar, livre fluxo. Anotava o horário no qual começava a escrever e o horário em que terminava. Durou alguns anos, e foi um belíssimo exercício de escrita criativa, sem amarras técnicas ou estilísticas, e gerou impressionantes insights, aprendizados e experiências.
  3. Leia sobre Como Escrever. Não tenha medo de ter seu estilo pessoal tolhido. Aprenda com os mestres, para depois libertar-se deles. Defina um estilo que você quer aprender a dominar, a masterizar e busque 3 a 5 livros sobre este estilo (Conto, Crônica, Poesia, Crítica, Roteiro…) ou faça como eu: navegue por vários e crie sua própria “síntese”, sua “mistura fina” de conhecimento sobre a arte da escrita. Não posso recomendar o que não li, então deixo as seguintes obras para como referência:
    1. Aspectos do Romance, de E.M. Forster
    2. Uma poética de romance, de Autran Dourado
    3. Os segredos da ficção, de Raimundo Carrero
    4. Manual do Roteiro, de Syd Field
    5. Teoria e Prática do Roteiro, de David Howard e Edward Mabley
    6. A Angústia da Influência – Uma Teoria da Poesia, de Harold Bloom
    7. A poética do conto, de Charles Kiefer
    8. A arte de escrever, de Arthur Schopenhauer
  4. Faça algum Curso sobre Como Escrever. Quer seja Online ou Presencial, vale muito a pena investir e ouvir quem já trilhou esse caminho. As dicas de bons escritores são preciosíssimas, e podem te economizar muito muito tempo no teu próprio caminho. Pessoalmente, valorizo muito mentores, e invisto pesado (tanto quanto posso) em ouvir pessoas que trilharam antes de mim os caminhos que desejo seguir. Se tem como investir, não titubeie: invista e seja feliz!

Espero que as dicas acima possam ter jogado uma luz sobre um caminho a seguir para desenvolver sua própria verve, sua própria veia literária. Se você realmente for apaixonado(a) por ler e escrever, nada (além da procrastinação!) irá te impedir de se tornar um ótimo escritor. Só que, da forma que eu vejo as coisas, se você procrastinar para fazer algo que você “diz que” ama, na verdade você não ama tanto assim, pois não conseguimos ficar longe de algo que amamos.

É justamente por isso que Leio, Aprendo e Escrevo todos os dias da minha vida!

Natalí, muito obrigado pela sua pergunta. Aos demais leitores deste artigo, uma excelente jornada em sua caminhada como escritores. Se desejarem compartilhar um pouco da sua história, fiquem à vontade para utilizar a Caixa de Comentários abaixo!

Até mais ver! Namastê.

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Abaixo compartilho com você alguns dos textos fundadores e embasadores da Coolmeia, Ideias em Cooperação, uma Incubadora de Ideias e Soluções Altruístas Voltada ao Bem Comum.

São 334 páginas para sua diversão e inspiração. Textos sobre cooperativismo, apoio mútuo, por uma sociedade e economia mais justas, sobre equanimidade, sustentabilidade, convivialidade, educação, justiça social… Entre eles você encontra os primeiros textos do que vieram a se constituir no Manifesto, na Carta de Princípios e nas Bases do Diálogo da Coolmeia bem como alguns artigos meus que escrevi aqui no blog e em outras paragens ao longo dos últimos 20 anos.

Respire fundo, sente-se confortavelmente, aproxime-se de um café ou um chá quentinho (ou gelado!) e mergulhe! Prepare seu espírito para uma jornada deliciosamente inspiradora, com ideias que fazem minha própria essência vibrar animadamente a cada momento no qual imagino este mundo sendo coletivamente criado.

Se te inspirar e te mover, entre em contato. Em breve a Coolmeia estará de volta, e você pode fazer parte desse Movimento, dessa Comunidade!

Faça o Download clicando no link a seguir: Coolmeia: No Que Acreditamos e o que Queremos

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