Erudicto é o Arrôto do Culto – Fábula Fabulosa

By rafaelreinehr | Escrever Por Escrever (blog)

abr 12

Era uma vez, em um distante reino encantado onde vivia uma linda menina,
chamada Branca de Neve. Sua melhor amiga era uma princesa chamada Bela
Adormecida. O único problema de Bela Adormecida é que ela era muito
dorminhoca.

Um lindo dia, enquanto Branca de Neve colhia feijões em seu pé de feijão
gigante, ela viu uma cena que jamais iria esquecer: um lenhador com seu
machado em riste correndo atrás de um menino de madeira que gritava:

-“Não fui eu, não fui eu quem comeu a Casa de Chocolate!” – e a cada vez que
dizia isso seu nariz crescia mais e mais.

Nisso, resolveu voltar para casa e, não mais que de repente, surgiu em sua
frente o Lobo Mau, com sua Harley-Davidson envenenada, convidando-a para
fazer um piquenique na casa da vovozinha.

Branca de Neve não pode aceitar, pois tinha que ir na casa da Cinderela para
se prepararem para o Baile que iria rolar logo mais, em comemoração ao
desaniversário do Gigante, organizado pela “socialáite” Alice.

Ao chegar na casa de Cinderela, que estava de dar uma arrumadinha nos móveis
e tirando a poeira dos estofados (para ajudar sua querida madrasta), Branca
de Neve deparou-se com uma visita ilustre: era Gepetto, que acompanhado de
seus netos João e Maria, havia trazido um lindo cesto de maçãs para
Cinderela, enviados pela sua amiga Bruxa Má.

Enquanto Cinderela terminava de se arrumar, Branca de Neve assistia a dois
documentários no Discovery Channel: um sobre a vida das baleias e tudo que
poderia ser encontrado em seus estômagos e outro sobre um tornado que havia
derrubado a casa de três porquinhos.

Quando estavam prestes a sair rumo ao baile, toca a campainha. Na porta,
uma menininha com chapeuzinho vermelho oferecendo enciclopédias de quinta
categoria e conjuntos com 7 anõezinhos de gesso para jardim.

Como estavam com pressa para encontrar Joãozinho do Pé de Feijão e o
Príncipe Encantado, não puderam comprar nada nem dar atenção à pobre menina,
que enfurecida jogou-se no pescoço de Branca de Neve, dando uma chave de
braço daquelas de legítimo lutador de jiu-jitsu, tendo que ser tirada dali
pelo Saci Pererê, que surgiu do nada para acudir a alva garota.

No fim das contas, nem preciso dizer, o baile lá no Country Club estava “tri
da massa” e todos viveram felizes para sempre.

Escrito em 21/07/2003 e lido por Kátia Suman no Sarau Elétrico “Fábulas”, em
22/07/2003. Publicado na edição de número 36 do Simplicíssimo, em 15/08/2003

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