Quarta-feira, 12 de janeiro de 2005 – Trufas a o molho de mel

By Rafael Reinehr | Escrever Por Escrever (blog)

Abr 21

(publicado originalmente no Simplicíssimo)

Estava eu em um elevador (fato nada singular em uma cidade repleta de prédios com mais de 3 andares) quando, não mais que num repente, presenciei um fato curioso que me acendeu um clique. Deixe-me contar a história:

Entrei no elevador que estava no térreo e apertei o oitavo andar, acendendo a respectiva luzinha no botão referente ao oitavo andar. Em suguida, entrou uma senhora que apertou o botão referente ao sexto andar e a luzinha respectiva também acendeu. Seguindo-se à senhora, entrou um cavalheiro que parou em frente à caixa de comando e também apertou o botão do oitavo andar.

O elevador começou a subir. parou no terceiro andar, onde mais uma senhora entrou e, pedindo licença ao senhor, apertou o botão (que já estava com a luzinha acesa) do oitavo andar.

Então, surgiu a inquietante pergunta:

O que todos vão fazer no oitavo andar? Nãããããããão!!!

Por que afinal de contas, mesmo percebendo que o botão já havia sido apertado e, como resultado dobotão apertado a luzinha correspondente havia se acendido, as pessoas seguiram apertando o botão assim mesmo?

Alguém sabe me dizer?

Citação:

"Platão comparava a vida a um jogo de dados, no qual devêssemos fazer um lance vantajoso e, depois, bom uso dos pontos obtidos, quaisquer que fossem. O primeiro item, o lance vantajoso, não depende do nosso arbítrio; mas receber de maneira apropriada o que a sorte nos conceder, assinalando a cada coisa um lugar tal que o que mais apreciamos nos cause o maior bem e o que mais aborrecemos o menor mal – isso nos incumbe, se formos sensatos. Os homens que defrontam a vida sem habilidade ou inteligência são como enfermos que não podem tolerar nem o calor nem o frio; a prosperidade exalta-os e a adversidade desalenta-os. São perturbados por uma e por outra, ou melhor, por si próprios, numa ou noutra, não menos na prosperidade que na adversidade.

Teodoro, chamado o Ateu, costumava dizer que oferecia os seus discursos com a mão direita, mas os seus ouvintes recebiam-nos com a esquerda; os ignaros frequentemente dão mostras da sua inépcia oferecendo à Fortuna uma recepção canhestra quando ela se apresenta de modo destro. Mas as pessoas sensatas agem como as abelhas, que extraem mel do tomilho, planta muito seca e azeda; similarmente, as pessoas sensatas muitas vezes obtêm para si algo de útil e aprazível das mais adversas situações."

Plutarco, em "Do Contentamento"

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