Segunda-feira, 27 de setembro de 2004 – Indefesa comilança

By Rafael Reinehr | Escrever Por Escrever (blog)

Abr 15

Um dos momentos em que nós, seres humanos, estamos mais desprotegidos é aquele em que acabamos de ter servido em nossa mesa o prato que havíamos solicitado no restaurante.

Pois, é justamente naquela hora em que os olhos estão voltados para a refeição que antecipamos em imaginação nos minutos que antecederam, que os odores primeiros que se desprendem do manjar percorrem os caminhos das narinas, que as glândulas salivares iniciam ferozmente seu trabalho e as mãos ansiosas se dirigem aos talheres ou se entrecruzam esperando as palavras últimas do garçom que sinalizam o começo do regozijo:

– Mais alguma coisa?

É aí, justamente aí que nossos sentidos se despreendem de tudo o mais que não diz respeito àquela esperada refeição. O ambiente à nossa volta – mesmo que por vagos instantes – deixa de ter significado ou importância.

Em pouco tempo, a rotina de olhares em volta pode novamente retomar seu lugar, tão cedo quanto imediatamente após a primeira prova do alimento escolhido, motivo principal de nossa indefesa.

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