28/03/2003 – #016 – Por um Desenvolvimento Humano Sustentável

By Rafael Reinehr | Editoriais

Jul 07

    Tudo começou com um Roda Viva que vi esses dias. Fui exposto a uma tal de Hazel Henderson. Futurista, economista alternativa e consultora para assuntos globais é o que aparece na maio parte de suas entrevistas e artigos que li em seu site. Resumindo: a mulher é genial (www.hazelhenderson.com) ! Apesar de não ser acadêmica, ou seja, não ter graduação em Universidade alguma, é uma sumidade no que tange ao desenvolvimento humano sustentado. Suas palavras e idéias são absurdamente coerentes e nada impossíveis de se realizar! Basta boa vontade e começar… Tanto fucei e li que fiquei realmente incitado a realizar um levante contra a Guerra, ou contra as guerras que vemos por aí. E do que se trata esse levante? Hella diz o seguinte: "Somos terrivelmente fortes, cada um de nós. Podemos fazer uma grande diferença somente indo às compras e recompensando as companhias socialmente responsáveis". As pessoas pensam que seu direito de voto, a cada par de anos não faz diferença alguma. Esquecem que votam todos os dias, às vezes várias vezes por dia. Cada vez que adquirem um produto, quer seja um detergente, um tipo de margarina ou um carro, estão realizando um voto. Os consumidores estão fazendo, no momento da compra, decisões acerca do tipo de mundo no qual querem viver.

  Tudo começou com um Roda Viva que vi esses dias. Fui exposto a uma tal de Hazel Henderson. Futurista, economista alternativa e consultora para assuntos globais é o que aparece na maio parte de suas entrevistas e artigos que li em seu site. Resumindo: a mulher é genial (www.hazelhenderson.com) ! Apesar de não ser acadêmica, ou seja, não ter graduação em Universidade alguma, é uma sumidade no que tange ao desenvolvimento humano sustentado. Suas palavras e idéias são absurdamente coerentes e nada impossíveis de se realizar! Basta boa vontade e começar… Tanto fucei e li que fiquei realmente incitado a realizar um levante contra a Guerra, ou contra as guerras que vemos por aí. E do que se trata esse levante? Hella diz o seguinte: "Somos terrivelmente fortes, cada um de nós. Podemos fazer uma grande diferença somente indo às compras e recompensando as companhias socialmente responsáveis". As pessoas pensam que seu direito de voto, a cada par de anos não faz diferença alguma. Esquecem que votam todos os dias, às vezes várias vezes por dia. Cada vez que adquirem um produto, quer seja um detergente, um tipo de margarina ou um carro, estão realizando um voto. Os consumidores estão fazendo, no momento da compra, decisões acerca do tipo de mundo no qual querem viver. Em resposta à crítica do L. F. Veríssimo na Zero Hora de ontem (em relação ao boicote de produtos americanos, no qual ele cita o mundo extremamente globalizado no qual vivemos e, na hora de rejeitar uma coca-cola em favor de uma guaraná (tenho mania de fazer frases longas sem ponto…), diz ele "antes de tomar um guaraná seremos obrigados a perguntar ao garçom se ele, por acaso, conhece a composição acionária do fabricante") quero dizer que pode ser difícil, mas as pessoas aprendem a conhecer quais empresas estão associadas com produtos "american way of life"; a informação pode ser dada até no sentido contrário, pelas empresas concorrentes: "produto genuinamente francês" ou coisa que o valha. Finalmente hoje, enqualto escrevo estas datilografadas linhas, decidi organizar um movimento anti-guerra e anti-americanização (ou aculturação), sendo que o passo inicial é o início gradual, responsável e não utópico (dentro de limites toleráveis por cada indivíduo) de um boicote a produtos de origem norte americana. Ora, se nossos governantes estão de mão atadas, pois o poder bélico e econômico norte-americano é tão avassalador que amedronta e paralisa boa parte das nações do mundo, mostremos que podemos minar a tão globalizada economia norte-americana, presente em todo planeta. Ora vejam só: batatas da liberdade! Vê se tem cabimento! Não querem vinhos franceses ou alemães? Prefiro água mineral Fonte Ijuí à Coca-Cola. Prefiro cacetinho bem quentinho ao Seven Boys. Ford, GM? Lada neles (ops!), quer dizer, Volkswagen e Renault! É claro que temos que respeitar alguns limites: Fender e Gibson vão ter que continuar na lista de compras… Vamos mostrar aos gringos que não temos só mulatas e bananas, temos também culhão para enfrentá-los nos supermercados. Se isso vai dar certo, se vai haver algum tipo de conseqüência danosa ou não prevista? Difícil dizer. E se pararem de mandar eletro-eletrônicos para cá? Phillips, Paraguai e CCE estão aí… Tudo bem, já vou parar! Pode parecer meio apressado ou meio desgovernado, mas se alguém me ajudar, pode funcionar… Participe do Fórum com suas idéias:http://www.forumnow.com.br/vip/foruns.asp?forum=96762
Vai funcionar até 11/04/2003. Aí vai mudar o endereço. Podemos usar também o blog comunitário politikaos (www.politikaos.blogspot.com) para reuniões virtuais e discussão de temas afins. Bem, convite feito. Esperem para breve as camisetas do Movimento (ainda sem nome) Não à Guerra! – Boicote aos Estados Unidos. A cada dia que vivemos, estamos depositando um voto nas urnas, várias vezes por dia, em cada ato que realizamos, em cada decisão que tomamos. Para atingir a famosa definição de saúde da ONU ("saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença ou enfermidade), como humanos e como grupo humano precisamos mudar muita coisa. Uma das mais importantes é acabar com a arrogância de uma nação regida por um governante que insufla cada vez mais na própria nação um ufanismo estéril e doentio, que sobrepuja valores humanos e éticos em favor de valores econômicos e egoístas. Hoje em dia temos grandes instituições e enormes corporações nos dizendo o que nós queremos e porque devemos querer aquilo que, na verdade, elas querem imputar em nossas vidas, com somas vultuosas em propagandas e campanhas publicitárias, empurrando-nos goela abaixo sem que possamos ao menos respirar. Devemos nos voltar para a economia do amor. Aquela guiada pelo altruísmo em uma escala global, mesmo que esse altruísmo não seja diretamente compensado. Aquela representada pelo voluntariado, pelas ações sociais independentes dos governos, que movimentam anualmente (se monetariamente avaliadas) trilhões de dólares em esforços humanos. As idéias borbulham mas tenho que descer para ver Tolerância, que vai passar agorinha na TVE… "There´s a rebel in me… There´s a rebel in you…" Tentarei escrever o editorial com mais paciência nas próximas vezes… Acaba ficando um pouco confuso quando escreveo com pressa, sem pensar… Preciso de alguém que saiba fazer um site legal na Internet, para aquecer esse movimento anti-egoísta que estamos lançando! Vitória aos justos e de bom coração!

Rafael Luiz Reinehr