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Blogs, Redes Sociais e para onde vai o rio?

Ontem estive navegando por um blog que gosto muito e, depois de ler todos os artigos que estavam na página principal do blogueiro (que também é doutor e professor de Astronomia) percebi que, de fato, existem blogs que vieram para ficar, independente desta onda de “meiomarasmo” que anda rondando a Blogosfera.

redeOs blogs que menos estão sofrendo com a “crise” são justamente aqueles que sempre estiveram fora do mainstream do Blogverso, aqueles que blogavam menos para o leitor, para um pretenso público, e mais por razões pessoais, íntimas.

Quando a visibilidade ou o gás fornecido pela Bolívia pelos leitores começou a rarear, alguns blogueiros tradicionais, seguindo o discurso que vem de fora passaram a perceber o blog como uma ferramenta obsoleta, ou que possivelmente estivesse sendo gradualmente substituída pelas redes sociais.

Um amigo meu já disse, taxativamente, no Twitter: “Gosto de blogar, mas cansa. Mas twittar tem sido anos-luz mais gratificante. Por que será?!”

É inegável que algumas redes sociais, principalmente algumas nas quais geramos comunidades ou grupos dos quais somos protagonistas, nos trazem benefícios facilmente mesuráveis. As pessoas que por lá estão parecem mais focadas em um dado assunto ou tema, como em um Clube de Leituras, onde o assunto são livros ou, ainda mais especificamente, um livro em especial. As discussões podem ser mais apaixonadas e trazer uma gratificação maior para quem participa.

Não sou um bom crítico deste boom das redes sociais, mas sou um bom observador e leio com frequência o que alguns analistas dizem sobre o fenômeno. Minha humilde conclusão me leva a crer que os próximos anos revelarão uma intensificação ainda maior de redes em que o conteúdo seja feito de muitos para muitos (em detrimento dos blogs, em que o conteúdo é feito de um (ou de poucos) para muitos. Os blogs não vão, de jeito nenhum, acabar. Como minha amiga Elenara, que usa o “blog como 1 meio de guardar coisas que acha interessantes”, muitas pessoas encontrarão utilidade para este espaço em que a expressão da liberdade encontra sua vez.

PS: enquanto blogueiros como o Francis estiverem postando imagens como essa, é bom nem pensar em desaparecimento da Blogosfera!

El Ojo de Iberoamérica

Como você pode expressar, de forma regionalmente específica uma determinada ideia? Através da literatura, da música, da dança…   …e da publicidade!

Os vídeos abaixo fazem parte de uma campanha divertidíssima, mostrando como a história dos três porquinhos poderia ser contada de diferentes formas, dependendo do narrador. Selecionei algumas versões, e as outras podem ser vistas no site oficial do El Ojo.

Assista e garanta sua dose de gargalhadas para a semana inteira!

Leticia Wierzchowski e o processo contra Milton Ribeiro:ou a batalha entre o alazão negro e o alazão

Em função de uma viagem, não consegui me posicionar anteriormente em relação ao processo judicial iniciado por Leticia Wiezchowski, autora, entre outros, do livro A Casa das Sete Mulheres, e o blogueiro Milton Ribeiro. Entretanto, preciso somar minha voz a de tantos outros que o fizeram.

Não tenho nenhum tipo de relacionamento com Leticia Wierzchowski e, por outro lado, considero-me amigo de Milton Ribeiro, o que poderia interferir em meu julgamento. Entretanto, as considerações a seguir serão tecidas da forma mais isenta possível levando em conta meu contato com os envolvidos. Para ilustrar melhor o que penso, vou contar uma historinha, com dois personagens chamados Miltona e Leticio (sem acento).

Miltona é uma escritora gaúcha de razoável sucesso regional que teve uma de suas obras escolhidas por uma rede de televisão para ser vertida em uma minissérie transmitida nacionalmente. A minissérie obteve boa visibilidade e aumentou temporariamente o número de pessoas cientes da existência da escritora, que vendeu milhares de seu livro na ocasião.

Miltona, entretanto, não conseguiu manter sua sorte seu desempenho nas obras a seguir e, depois de tentar sua sorte no mundo da arquitetura, da moda e da construção civil, resolveu dedicar-se ao direito, quando decidiu processar um de seus leitores, Leticio Ribeirinho.

Leticio Ribeirinho, um sofrido leitor da obra de Miltona, havia escrito uma resenha tentando abrandar uma critica severa que sua autora preferida havia recebido alguns anos antes por um renomado ensaísta, crítico e escritor gaúcho. Entretanto, ao tentar abrandar a crítica à sua amada escritora, o tiro acabou saindo pela culatra pois, ao imaginar que Leticio estava lhe insultando, a atrapalhada* Miltona decidiu que estava na hora de conseguir uma graninha enquanto não arranjasse uma nova ocupação, talvez como atendente no Wally-Smart.**

Mas agora, por gentileza, deixem-me concluir abruptamente este texto por dois motivos: meus pés estão ficando gelados e estão cortando seringueiras centenárias na beira do rio porque “estão impondo risco ao moradores vizinhos”. Isso parece uma inversão da lógica: primeiro eu me mudo para o lado do depósito de lixo e depois peço à prefeitura para que mude o lixão de lugar… É como escrever um livro cheio de erros e esperar que não se façam críticas a ele. É dormir com a amante na própria cama com a esposa preparando o jantar na cozinha e depois reclamar se for pego no flagra.

E não deixem de ler todos os links indicados acima e abaixo. Esta é uma história que merece ser apreendida e acompanhada. 

 

* Alguns estudos sugerem que o analfabetismo funcional no Brasil chegue a níveis superiores a 70% da população.

** A descrição da referida profissão não tem nenhum caráter desmeritório > este disclaimer está sendo publicado a partir da observação de que algumas pessoas com visão enviesada podem crer que algumas profissões possuem importância inerente maior do que outras

*** Não deixe de olhar a página da Leticia Wierzchowski na Wikipedia.

 

Para entender o post acima, leia os seguintes links:

Leticia Wierzchowski processa este blog (I)

Leticia Wierzchowski processa este blog (II) – O conteúdo da inicial escrita pelo advogado de Roberto Carlos e da RBS

Leticia Wierzchowski processa este blog (III) – Algumas opiniões equilibradas

 

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Chegaram os novos livros sobre Pedagogia Libertária

Chegaram hoje do Rio de Janeiro os livros que encomendei sobre Pedagogia Libertária. Além de algumas revistas e jornais, os livros que agora serão incluídos à nossa biblioteca libertária são os que seguem:

Grégory Chambat – Instruir para Revoltar – Fernand Pelloutier e a educação rumo a uma pedagogia de ação direta
Edmond Marc Lipiansky – A Pedagogia Libertária
Geraldina P. Witter et al – Educação de Adultos – Textos e Pesquisas
Sílvio Gallo – Pedagogia Libertária – Anarquistas, Anarquismos e Educação
Neiva Beron Kassick e Clovis Nicanor Kassick – A Pedagogia Libertária na História da Educação Brasileira
Maria Oly Pey (org.) – Recordando Paulo Freire: Experiências de Educação Libertadora na Escola
Maria Oly Pey (org.) – Esboço para uma História da Escola no Brasil – Algumas reflexões libertárias
Hugues Lenoir – Educar para Emancipar
Movimento Centro de Cultura e Autoformação – Educação Libertária – Textos de um Seminário
Raquel Stela de Sá – DO corpo disciplinar ao Corpo Vibrátil – Uma Abordagem Libertária Contemporânea
Clovis Nicanor Kassick – A ex-cola libertária
Francesco Codello – A Boa Educação – Experiências libertárias e teorias anarquistas na Europa, de Godwin a Neill – volume 1: A Teoria
Wagner Sant’Anna Figueiredo – Assédio Moral na Escola Pública
Francisco Ferrer Y Guardia – O Racionalismo Combatente
Wilhelm Reich – Os pais como educadores

Ainda estou para receber alguns outros livros acerca de economia solidária, ecologia e estratégias sustentáveis. Agora, é debruçar sobre os livros e dissecá-los…

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Um mês atípico

Excepcionalmente neste mês de fevereiro, o blog poderá ficar demasiadamente tomado por assuntos médicos… Algumas resoluções na vida profissional e o desejo de atualização mais intenso por estes dias são responsáveis por esta tendência.
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Barack Obama inauguration posse

Destaque gráfico para melhor leitura na Web

Neste fim de ano, espero poder dar ao menos uma contribuição original aos amigos leitores de textos na Web.

Meus leitores mais atentos perceberam que, desde o último artigo, formatei o texto dando destaque a certas palavras, utilizando o negrito, o sublinhado e aumentando o tamanho da fonte de algumas palavras ou expressões.

Estas palavras em destaque servem para realmente chamar a atenção do leitor sobre o que se quer dizer mas também funcionam como âncoras de leitura. Pontos de "descanso intenso", como podemos chamar.

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Angústia existencial

Enquanto algumas pessoas se aposentam e ficam algustiadas por não saber o que fazer com o tempo livre, outras, mesmo que tivessem 3 vidas inteiras, não conseguiriam dar vazão e trazer à prática a quantidade de idéias e desejos que lhes irrompe no peito.

A solução? Viver como se a vida não tivesse fim, fazendo, de cada dia após o outro um novo desafio, um novo horizonte sempre passível de ser alcançado. Viver como se a vida não tivesse fim mas, ao mesmo tempo, ciente da impermanência de todas as coisas. Eis um caminho.

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31/10/2008 – O que me espera no fim-de-semana

Hoje trabalho só pela manhã. À tarde, vou pegar informações sobre agricultura orgânica na EPAGRI. À noite, jantar com meu amorzinho e com os amigos Thaiara e Luciano (saudades!). Como a Carol vai para Agudo no findi, vai ser um fim-de-semana com muita leitura, algumas experiências gastronômicas caseiras e brincadeiras com os bichinhos. Ah, é claro: não vai faltar muito trabalho arrumando os sites e migrando novos blogueiros para o OPS!
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Aniversário do João Vítor, vitória do Glorioso Sport Club Internacional…

Teoricamente, hoje era dia para colocar aqui um daqueles ensaios densos como os que andei publicando nas últimas semanas. Pfu… Que nada. Não deu pra ler em profundidade nada para sintetizar ou analisar com a qualidade que o leitor merece.

As últimas duas semanas tenho andado muito ocupado construindo o site da Coolméia, reformulando o site da minha Clínica MedSpa e também dando suporte aos blogs do OPS! e aperfeiçoando o próprio site d’O Pensador Selvagem. Confesso que estou "quase" cansando de tanta vida virtual e quero muito deixá-la um bocadinho de lado para voltar à guitarra (música), à máquina fotográfica (fotografia), à cozinha (gastronomia), aos livros (literatura) e ao cinema, por trás das câmeras, que fique claro.

Hoje, depois de algumas horas dedicadas ao OPS! e ao site da clínica, consegui me dar tempo para simplesmente ficar de papo pro ar, primeiro indo ao aniversário de 2 aninhos do João Vítor, filho dos nossos amigos Jaqueline e André e depois fui ao Sky (um boteco daqui) assistir ao massacre impetrado pelo Sport Club Internacional (4×1) sobre o arquirival Gaymio de trás do cemitério.

Ê-le-lê… Cachorrinhos deitados na sala, esposa preparando trabalho para curso de especialização e eu planejando algumas mudanças na clínica… Domingão bom. Simples e bom, muito bom!

Agora, com licença que estou indo jantar. Uma boa semana!