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Gratidão!
maio 19

Hoje sou grato! #sougratohoje

By Rafael Reinehr | Bem-estar , Buscando a si mesmo

Existem dias em que a gratidão nos inunda.

Em outros nos entorpece. Tem ainda aqueles dias em que somos ingratos. Noutros, esquecemos dela. Mas ela sempre nos busca, lá do cantão da desesperança e nos traz de volta para o mundo cheiroso e iluminado dela.

Na semana que passou senti-me profundamente grato por vários acontecimentos muito intensos que ocorreram. Vou destacar três deles.

Sou grato hoje

O primeiro, a bem da verdade, começa com a gratidão de outra pessoa para comigo. Uma paciente, cujo nome vou preservar, ao final da consulta, resolve abrir seu coração e me conta o quão profundamente grata ela se sente em relação ao tratamento que lhe ofereci. Segundo ela, fui responsável por salvar seu casamento, que estava por um fio. Fiquei surpreso com a declaração, pois o objetivo primário da consulta dela era emagrecer. Cerca de 16kg a menos haviam, segundo ela, reativado a vontade de viver, o desejo pelo marido – que se tornou recíproco – e a autoestima e a vontade de se relacionar socialmente aumentou significativamente. Bem… Aquela consulta serviu para gerar um efeito fantástico em mim: o sentimento de gratidão que eu mesmo senti, ao ouvir aquelas palavras – por minha paciente ter aberto seus sentimentos – acabou por respingar em todos pacientes subsequentes ao longo do dia. Foi mágico. Saí pensando: “Como fazer com que possamos – todos – viver com essa sensação intensa de gratidão e vontade de fazer bem e bem fazer a todas pessoas?”

Essa pergunta ainda está à minha volta, e por mais que tenha pistas, ainda não sei ao certo como imprimir de forma indelével as características necessárias à um “estado de gratidão perene” ao desejável bem viver em harmonia social que todos almejamos.

O segundo evento da semana que me remete a um profundo estado de gratidão re conecta com uma dádiva que recebi: fui agraciado, por uma paciente, ao acesso a uma consultoria de alta qualidade, por dois anos, gratuita, no processo de fruticultura de nogueiras que estou realizando na Fazenda Bom Encontro, em Araranguá – SC. Esta paciente, sempre tão gentil e positiva, está passando pessoalmente por uma fase bastante difícil, em luta com um câncer ao qual ela, com toda vibração positiva que seu corpo e espírito apresentam, certamente irá debelar em breve. Disse ela, também ao final da consulta: “O dia em que o senhor sair de Araranguá, continuarei sendo sua paciente, pois você terá que voltar para cuidar das nogueiras, então sempre poderemos nos ver”. Pronto. Meus olhos se encheram de lágrimas e precisei dar-lhe um forte abraço para ajudar a conter a alegria e a gratidão por ter recebido estas tão gentis palavras.

O terceiro momento em que me senti profundamente grato foi ao encontrar uma pessoa bastante especial, que aparentemente “caiu do céu” ou “entrou como uma luva” dentro de uma necessidade recente de um projeto que estou realizando. Sabe quando você faz um pedido e ele é atendido? Pois é… Talvez ainda seja cedo para falar, mas já estou grato pela perspectiva que se apresenta.

Nem preciso dizer que sou grato a cada dia que posso estar próximo a aqueles que amo,

filhos, namorada, família, amigos… Saber que todos estão bem e que ainda tem(os) algum tempo para passear e experimentar esta vivência enquanto não são chamados para surfar alhures, longe do Samsarão.

Na verdade, enquanto escrevo este texto, começam a vir lembranças e instantes e mesmo pessoas e momentos atuais que me fazem ser grato por tudo que tenho, construo (construímos) e até mesmo pelo que ainda está por vir.

Enfim e em suma #sougratohoje por estar vivo e por ter a companhia, nesta jornada planetária, de pessoas que continuamente me ensinam como devemos e também como não devemos viver, ao mesmo tempo em que também tenho o privilégio de deixar um pouco de mim nessa jornada.

CarnavalSofia
jan 29

História do CarnavalSofia

By Rafael Reinehr | Eventos Culturais

A ideia do CarnavalSofia surgiu

na manhã de 20 de fevereiro de 2009, mas o primeiro evento só foi se realizar um ano depois, no Carnaval de 2010. Na ocasião, fiz uma ligeira postagem de blog apenas para registrar a ideia.

Em 2010, efetivamente, tivemos o primeiro CarnavalSofia. Foi bem mais simples do que o planejado mas rendeu ótimos momentos de reflexão, diálogo e também companhias agradáveis, inclusive do amigo Pedro Volkmann, que se deslocou de Porto Alegre para debater sobre o TAZ – Zona Autônoma Temporária, do Hakim Bey.

O segundo CarnavalSofia, em 2011, me pegou em Florianópolis, e acabou acontecendo no apartamento da Viviane Amaral, juntamente com a Márcia Brincas e a Gisela Franco. O papo rolou solto e foi um dia muito agradável, totalmente informal e celebrativo.

Já no terceiro CarnavalSofia, em 2012, as atividades e a presença de público começaram a se tornar “sérias”: dois dias de evento, 21 e 22 de fevereiro, acontecendo no Solar das Lagartixas, com presença de pessoas de Porto Alegre, Criciúma, Araranguá, Arroio do Silva e até do Ceará. A programação se tornou mais ampla e eclética e a interação entre as pessoas mais gostosa e divertida.

Finalmente, chegamos em 2013 e ao IV CarnavalSofia. Neste ano, 5 dias de folia, reflexão e ação e uma programação de arrasar quarteirão, cheia de atividades culturais, contraculturais, de integração e celebração da vida humana.

O que o próximo ano nos espera, só o tempo dirá!

muito-obrigado
ago 17

Começando uma jornada diferente…

By Rafael Reinehr | Novidades!

Atenção, o conteúdo deste artigo não é mais válido! Em breve aqui um link com novas perspectivas!

Amigas e Amigos, estou começando uma jornada diferente…

Hoje me inscrevi no Gittip, um software que permite a amigos realizarem doações semanais, via cartão de crédito, para mim (ou para você, ou para qualquer pessoa).

Mas com que objetivo que faço isso?muito-obrigado

Basicamente, tenho dedicado boa parte do meu tempo – dias, noites, madrugadas – a pesquisar, desenvolver, iniciar e espalhar uma série de iniciativas voltadas para a produção de Bem Comum, ou seja, de situações que beneficiem a todos, e não apenas a alguns.

A maior parte destes projetos, viagens, pesquisas, softwares e iniciativas foi financiado do meu próprio bolso, do dinheiro que trabalho como médico endocrinologista em Araranguá, Santa Catarina.

Entretanto, quero achar uma forma de poder financiar de forma ainda mais ampla estes projetos e iniciativas que produzem o bem e ajudam a desenvolver nossa sociedade como um todo. Projetos relacionados à educação, economia solidária, governança colaborativa, transparência, alimentação orgânica, permacultura, oficinas livres, cooperação e muito mais.

Se você, de alguma forma puder ajudar, clique no link a seguir e seja meu financiador. Comprometo-me a realizar um “balanço” mensal de todas as atividades realizadas e lhe encaminhar, para saber de que forma seu dinheiro está sendo empregado – para que assim possas decidir se queres continuar me apoiando em minha jornada. Sua ajuda pode começar com apenas 1 dólar por semana. Trato feito? Clica ali embaixo e vamos começar esta parceria!

 

quiltingbee
dez 04

Recuperando e adaptando a tradição dos Quilting Bees

By Rafael Reinehr | Saúde da Sociedade

No século XIX, uma tradição interessante era reunir amigos e vizinhos em torno de uma mesa e confeccionar, juntos, uma espécie de “tapete”, chamado quilt. Embora em muitos casos o objetivo era apenas acelerar o processso de confecção do quilt, em tantos outros o que importava era o lado social, o encontro de amigos, a convivialidade e a manutenção de laços humanos.

Geralmente, ao final do dia (o quilting bee durava um dia inteiro), se fazia um jantar para todos participantes, quase sempre com frango assado e outros acompanhamentos.

quiltingbee

A recuperação desta tradição, na sociedade atual, poderia ser responsável por um retorno de valores que temos perdido nas últimas décadas: a cooperação, o trabalhar junto, pensar junto, confraternizar e sonhar juntos.

Mais do que encontros humanos para apenas conversar, beber, dançar – encontros para FAZER juntos, para produzir – literatura, música, quilts ou qualquer objeto, produto ou criação que permaneça – podem ressignificar as vidas de quem participa de tal ocasião.

Aqui na cidade temos um grupo de encontro relacionado à literatura chamado Amadores de Palavras. Nos encontramos mensalmente, às segundas-feiras e, a partir deste mês, nos encontraremos todas às segundas-feiras para trocar experiências literárias, recitar poesias, ler contos, crônicas, críticas literárias e, a partir da próxima segunda, estaremos também criando nosso “quilting bee”: a cada semana, um tema diferente para que escrevamos. Cada um deverá desenvolver o tema – se se sentir confortável com ele – e levar algum escrito feito durante a semana.

Os resultados disso, além de uma eventual futura publicação dos textos compilados? Ainda estamos para descobrir. E você? Que tal reunir seus amigos e formar também uma confraria, um “quilting bee” moderno?

cafecomamigos
nov 11

Café com Amigos #2

By Rafael Reinehr | Jantares e Afins

Amigxs,

estarei em Porto Alegre no próximo sábado e faremos um happy-hour, um bate-papo para conhecer amigos virtuais e reencontrar amigos de carne-e-osso (e transformar os primeiros nos segundos).

Veja o convite e, se estiveres livre e circulando por Porto Alegre sua presença é mui bem-vinda.

cafecomamigos

(o primeiro Café com Amigos aconteceu no Café Bonobo, há alguns meses atrás, mas não foi registrado. Uma pena…)

corporation-chato
mar 20

A Corporação, do Chato

By Rafael Reinehr | Presentes e Mimos

O que significa a imagem abaixo?

corporation-chato

Dois DVDs-R, com o título “A Corporação”- disco 1 e disco 2 , sobre uma tela branca e uma carta no canto superior direito…

Muito mais do que os objetos, esta é a verdadeira riqueza da amizade: uma comunicação carinhosa de alguém que, ao assistir um filme, lembra-se de nós e quer compartilhar seu sentimento.

Assisti “A Corporação” em 2006, se não me engano, e é um filme necessário para entender a corporatocracia moderna. Não o tinha em casa, agora ficarei feliz em lhe dar um local de destaque em minha DVDteca, graças ao amigo Luiz Afonso.

Por falar em presentes e mimos, tem mais uma do Afonso, da Kaya e da Condessa que terei que entregar, mas essa fica pra depois, pois vou ficar sem luz (novamente).

(PS: estava demorando para fazer esta postagem para verificar se não surgiam sintomas de contaminação por anthrax. – hahahaha, piada interna)

jul 01

33 anos. Emblemático.

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

                De uma coisa tenho certeza: há 20 anos atrás, eu não tinha a mínima ideia de como estaria aos 33 anos. Há 20 anos atrás, minha maior meta nesta mesma época do ano era conquistar a gatinha da quinta série com a qual estava namorando sem que ela soubesse.

                Um bocadinho de vida depois, cá estou, profissionalmente satisfeito, bem casado, desenvolvendo novos e estimulantes projetos, planejando o primeiro filho.

                Muito trabalho, muita leitura, muito aprendizado. Se olhar para trás, comparado à média das pessoas que conheço, pouco descanso. Mas não me arrependo nem um pouco. Creio que, para mim, reduzir o ritmo da vida e fazer “menos coisas” como certa vez me pediram seria mais ou menos como ser criogenado para uma pessoa menos ativa.

                Este ano decidi não fazer nenhuma festa, nenhuma janta – simples ou especial – nem com amigos, nem com família, nem com esposa. Estou em um momento reflexivo (tem sido vários ultimamente [sinto falta do circunflexo em “tem”]) e do fundo deste poço que reflete minha própria imagem recebi uma proposta que decidi acatar.

                Ao pensar sobre o que já tenho – pelo qual sou muito grato à minha família, amigos, colegas de profissão, pacientes e, é claro, ao meu próprio esforço – e pensar sobre o que falta às pessoas ao meu redor, a partir deste ano decidi que, no dia do meu aniversário, quero abrir mão dos presentes materiais. Vou pedir aos amigos, daqui por diante, que se quiserem me presentear que façam uma coisa por mim:

– Pratique um ato de generosidade com alguém que não conhecem. Alguém fora do círculo de amigos, familiar ou profissional. Nos próximos dias, ou na primeira oportunidade que tiver, não perca a chance de ser generoso, da forma que melhor lhe aprouver e de forma que seja útil a quem se esteja sendo gentil.

               Como eu disse, é emblemático. Conseguimos fazer tantas coisas boas àqueles com os quais nos relacionamos mas, a maior parte de nós, não temos a mesma capacidade com outras pessoas, desconhecidas. Na segunda-feira, fui devolver dois DVDs na locadora e na saída, quando estava entrando no carro, um senhor me pediu dinheiro. Não tenho o hábito de dar dinheiro a quem pede pois não sei qual uso dele vão fazer e lhe respondi que não. Em seguida, o moço me pediu alguma coisa para comer, pois estava com muita fome e estava longe de casa, ao que também respondi que não, pedi licença e fui embora. Quase sincronicamente,  enquanto estava jantando, comecei a ler a revista Vida Simples de julho de 2009 (esta edição está particularmente ótima) e em um artigo sobre generosidade fui alertado de algo muito simples mas que muitas vezes nos passa desapercebido: “se o mendigo na rua fosse alguém que amamos, recusaríamos a ajuda que ele pede?”.

               Qual a origem deste tratamento díspar? O que promove esta individualidade do eu, do meu, do apego? Confesso que já estudo e tento me aperfeiçoar há tempos, mas exemplos como o desta segunda-feira mostram que ainda estou longe daquilo que admiro e suporto como ideal de vida em comunidade.

               Então, meu amigo, se quiser me dar um presente no dia de hoje, faça isso: pratique, com desapego, sem interesse por receber nada em troca, um ato de generosidade com alguém que você não conhece. Se calhar, permaneça com o espírito aberto, para repetir esta proeza quando for possível. Se conseguir, estará me dando um presente mais valioso do que qualquer um que já ganhei.

Café filosófico
jan 23

Sexta-feira literária, sexta-feira financeira

By Rafael Reinehr | Novidades!

Chegamos na sexta-feira. Nas sextas, só trabalho no consultório pela manhã. Pois bem, isso vai mudar. Nas sextas-feiras não vou mais trabalhar no consultório. Os projetos literários, culturais, sociais se acumulam e decidi que já era mais do que hora de dedicar mais tempo (ainda) a eles.

Os livros que tenho programados são, inicialmente, livros não-literários: uma série de livretos com orientações sobre Obesidade, Dislipidemias, Diabete e Tireóide. Há um projeto de livro já bastante adiantado a ser lançado sob pseudônimo, por lidar com assunto-tabu.

Vou aproveitar também para organizar minhas "contas". Planejar investimentos de longo prazo, organizar a economia doméstica, programar ações e iniciativas que possam gerar renda fora da Medicina.

Café filosóficoGostaria de ter uma espécie de Café Filosófico-Literário, um local onde amigos pudessem se reunir no fim de tarde para um bom bate-papo regado a um som bacana e petiscos deliciosos. Livros nas estantes, uma CDteca para explorar… Também gostaria de manter um pequeno armazém de produtos naturais, que pudesse abastecer minha família, amigos e demais interessados. Estes dois projetos não visariam lucro, apenas satisfação pessoal e dos clientes.

Ainda quero dar o start na minha plantação de nogueiras, um desejo antigo que ainda vai se concretizar, tenho certeza. Tem também a horta, nos fundos de casa, que está caindo de madura. É nesse ano que ela sai! Quero plantar os pinoles cujas sementes comprei na Inglaterra. Espero que cresçam no clima não tão frio aqui do Sul.

Pois bem. É sexta-feira, e a vida é muito mais do que sequências de terças, quartas, quintas, sextas… Mas se não ficarmos de olho, ela passa. E passa a ser apenas um ajuntamento de dias com pouco significado e, quando olharmos para trás só encontramos angústia e arrependimento.

Creio não ter chegado nem a um quarto da minha vida (tenho 32), mas não quero este sentimento por perto. Viva a Vida, feita pra ser vivida!

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jan 21

A volta dos Links

By Rafael Reinehr | Novidades!

Decidi reativar minha página de Links. Havia suspendido por absoluta falta de tempo para visitar e ler quem quer que fosse, por mais respeito que tivesse aos meus amigos, confrades e demais blogueiros.

O tempo continua exíguo. Parece mesmo que encolheu mais ainda, mas a necessidade de encontrar rapidamente, e de forma organizada, o endereço de pessoas importantes para mim e também compartilhar estes endereços com outras pessoas fez com que decidisse retomar esta página.

Para constar lá, o que você precisa fazer? Nada. Não há nada que possa ser feito. Serão basicamente dois critérios que irei utilizar: utilidade e reverência (ou respeito).

Links úteis serão aqueles que apontam para blogs ou sites que trazem informações ou insights sobre assuntos que me interessam ou estou estudando e links que respeito dizem respeito a amigos ou pessoas que em algum momento me estimularam positivamente de qualquer forma.

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jan 14

A Reforma Ortográfica e a Jiboia Voadora

By Rafael Reinehr | Herzlichkeit

E porque não brindar a genialidade de meus amigos? Se tem algo que quero manter sempre perto de mim são pessoas criativas, originais, inventivas e singulares.

Nada mais natural do que criar, aqui no Escrever Por Escrever, um espaço exclusivo para estes amigos e seus textos geniais.

Para estrear a coluna, trago o amigo Rodrigo Dall’Alba e sua genial paródia didática sobre a novíssima Reforma Ortográfica em seu conto "A Reforma Ortográfica e a Jiboia Voadora". Leitura obrigatória:

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