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Café com Amigos #2

Amigxs,

estarei em Porto Alegre no próximo sábado e faremos um happy-hour, um bate-papo para conhecer amigos virtuais e reencontrar amigos de carne-e-osso (e transformar os primeiros nos segundos).

Veja o convite e, se estiveres livre e circulando por Porto Alegre sua presença é mui bem-vinda.

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(o primeiro Café com Amigos aconteceu no Café Bonobo, há alguns meses atrás, mas não foi registrado. Uma pena…)

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A Corporação, do Chato

O que significa a imagem abaixo?

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Dois DVDs-R, com o título “A Corporação”- disco 1 e disco 2 , sobre uma tela branca e uma carta no canto superior direito…

Muito mais do que os objetos, esta é a verdadeira riqueza da amizade: uma comunicação carinhosa de alguém que, ao assistir um filme, lembra-se de nós e quer compartilhar seu sentimento.

Assisti “A Corporação” em 2006, se não me engano, e é um filme necessário para entender a corporatocracia moderna. Não o tinha em casa, agora ficarei feliz em lhe dar um local de destaque em minha DVDteca, graças ao amigo Luiz Afonso.

Por falar em presentes e mimos, tem mais uma do Afonso, da Kaya e da Condessa que terei que entregar, mas essa fica pra depois, pois vou ficar sem luz (novamente).

(PS: estava demorando para fazer esta postagem para verificar se não surgiam sintomas de contaminação por anthrax. – hahahaha, piada interna)

33 anos. Emblemático.

                De uma coisa tenho certeza: há 20 anos atrás, eu não tinha a mínima ideia de como estaria aos 33 anos. Há 20 anos atrás, minha maior meta nesta mesma época do ano era conquistar a gatinha da quinta série com a qual estava namorando sem que ela soubesse.

                Um bocadinho de vida depois, cá estou, profissionalmente satisfeito, bem casado, desenvolvendo novos e estimulantes projetos, planejando o primeiro filho.

                Muito trabalho, muita leitura, muito aprendizado. Se olhar para trás, comparado à média das pessoas que conheço, pouco descanso. Mas não me arrependo nem um pouco. Creio que, para mim, reduzir o ritmo da vida e fazer “menos coisas” como certa vez me pediram seria mais ou menos como ser criogenado para uma pessoa menos ativa.

                Este ano decidi não fazer nenhuma festa, nenhuma janta – simples ou especial – nem com amigos, nem com família, nem com esposa. Estou em um momento reflexivo (tem sido vários ultimamente [sinto falta do circunflexo em “tem”]) e do fundo deste poço que reflete minha própria imagem recebi uma proposta que decidi acatar.

                Ao pensar sobre o que já tenho – pelo qual sou muito grato à minha família, amigos, colegas de profissão, pacientes e, é claro, ao meu próprio esforço – e pensar sobre o que falta às pessoas ao meu redor, a partir deste ano decidi que, no dia do meu aniversário, quero abrir mão dos presentes materiais. Vou pedir aos amigos, daqui por diante, que se quiserem me presentear que façam uma coisa por mim:

– Pratique um ato de generosidade com alguém que não conhecem. Alguém fora do círculo de amigos, familiar ou profissional. Nos próximos dias, ou na primeira oportunidade que tiver, não perca a chance de ser generoso, da forma que melhor lhe aprouver e de forma que seja útil a quem se esteja sendo gentil.

               Como eu disse, é emblemático. Conseguimos fazer tantas coisas boas àqueles com os quais nos relacionamos mas, a maior parte de nós, não temos a mesma capacidade com outras pessoas, desconhecidas. Na segunda-feira, fui devolver dois DVDs na locadora e na saída, quando estava entrando no carro, um senhor me pediu dinheiro. Não tenho o hábito de dar dinheiro a quem pede pois não sei qual uso dele vão fazer e lhe respondi que não. Em seguida, o moço me pediu alguma coisa para comer, pois estava com muita fome e estava longe de casa, ao que também respondi que não, pedi licença e fui embora. Quase sincronicamente,  enquanto estava jantando, comecei a ler a revista Vida Simples de julho de 2009 (esta edição está particularmente ótima) e em um artigo sobre generosidade fui alertado de algo muito simples mas que muitas vezes nos passa desapercebido: “se o mendigo na rua fosse alguém que amamos, recusaríamos a ajuda que ele pede?”.

               Qual a origem deste tratamento díspar? O que promove esta individualidade do eu, do meu, do apego? Confesso que já estudo e tento me aperfeiçoar há tempos, mas exemplos como o desta segunda-feira mostram que ainda estou longe daquilo que admiro e suporto como ideal de vida em comunidade.

               Então, meu amigo, se quiser me dar um presente no dia de hoje, faça isso: pratique, com desapego, sem interesse por receber nada em troca, um ato de generosidade com alguém que você não conhece. Se calhar, permaneça com o espírito aberto, para repetir esta proeza quando for possível. Se conseguir, estará me dando um presente mais valioso do que qualquer um que já ganhei.

Café filosófico

Sexta-feira literária, sexta-feira financeira

Chegamos na sexta-feira. Nas sextas, só trabalho no consultório pela manhã. Pois bem, isso vai mudar. Nas sextas-feiras não vou mais trabalhar no consultório. Os projetos literários, culturais, sociais se acumulam e decidi que já era mais do que hora de dedicar mais tempo (ainda) a eles.

Os livros que tenho programados são, inicialmente, livros não-literários: uma série de livretos com orientações sobre Obesidade, Dislipidemias, Diabete e Tireóide. Há um projeto de livro já bastante adiantado a ser lançado sob pseudônimo, por lidar com assunto-tabu.

Vou aproveitar também para organizar minhas "contas". Planejar investimentos de longo prazo, organizar a economia doméstica, programar ações e iniciativas que possam gerar renda fora da Medicina.

Café filosóficoGostaria de ter uma espécie de Café Filosófico-Literário, um local onde amigos pudessem se reunir no fim de tarde para um bom bate-papo regado a um som bacana e petiscos deliciosos. Livros nas estantes, uma CDteca para explorar… Também gostaria de manter um pequeno armazém de produtos naturais, que pudesse abastecer minha família, amigos e demais interessados. Estes dois projetos não visariam lucro, apenas satisfação pessoal e dos clientes.

Ainda quero dar o start na minha plantação de nogueiras, um desejo antigo que ainda vai se concretizar, tenho certeza. Tem também a horta, nos fundos de casa, que está caindo de madura. É nesse ano que ela sai! Quero plantar os pinoles cujas sementes comprei na Inglaterra. Espero que cresçam no clima não tão frio aqui do Sul.

Pois bem. É sexta-feira, e a vida é muito mais do que sequências de terças, quartas, quintas, sextas… Mas se não ficarmos de olho, ela passa. E passa a ser apenas um ajuntamento de dias com pouco significado e, quando olharmos para trás só encontramos angústia e arrependimento.

Creio não ter chegado nem a um quarto da minha vida (tenho 32), mas não quero este sentimento por perto. Viva a Vida, feita pra ser vivida!

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A volta dos Links

Decidi reativar minha página de Links. Havia suspendido por absoluta falta de tempo para visitar e ler quem quer que fosse, por mais respeito que tivesse aos meus amigos, confrades e demais blogueiros.

O tempo continua exíguo. Parece mesmo que encolheu mais ainda, mas a necessidade de encontrar rapidamente, e de forma organizada, o endereço de pessoas importantes para mim e também compartilhar estes endereços com outras pessoas fez com que decidisse retomar esta página.

Para constar lá, o que você precisa fazer? Nada. Não há nada que possa ser feito. Serão basicamente dois critérios que irei utilizar: utilidade e reverência (ou respeito).

Links úteis serão aqueles que apontam para blogs ou sites que trazem informações ou insights sobre assuntos que me interessam ou estou estudando e links que respeito dizem respeito a amigos ou pessoas que em algum momento me estimularam positivamente de qualquer forma.

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A Reforma Ortográfica e a Jiboia Voadora

E porque não brindar a genialidade de meus amigos? Se tem algo que quero manter sempre perto de mim são pessoas criativas, originais, inventivas e singulares.

Nada mais natural do que criar, aqui no Escrever Por Escrever, um espaço exclusivo para estes amigos e seus textos geniais.

Para estrear a coluna, trago o amigo Rodrigo Dall’Alba e sua genial paródia didática sobre a novíssima Reforma Ortográfica em seu conto "A Reforma Ortográfica e a Jiboia Voadora". Leitura obrigatória:

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Doors Perceptions

Música, espírito, estilo de vida e o dólar aumentando

Dentre meus poucos (mas bons) leitores, aqueles mais atentos já devem ter percebido que na última semana não tenho mantido minha "programação normal" de publicação de textos (segundas gastronomia, terças cinema, quartas dicas de saúde e bem-estar). Isso não se deve ao fato de não ter filmes para comentar, não ter escutado música para criticar ou não ter uma receita nova para compartilhar. Isso está acontecendo tão somente pelo fato de que estou precisando me concentrar nos projetos sociais que estou desenvolvendo e estão em pleno andamento, como a Coolméia e o Voto Contínuo.

Hoje pela manhã me reuni aqui em casa com o vereador recém-eleito Chico, meu vizinho de bairro e apresentei a ele a proposta do Voto Contínuo e, ao final da conversa, ficamos acertados que o Chico fará parte do projeto-piloto que implantará o sistema aqui em Araranguá. À medida em que o mesmo for se desenrolando, colocarei os detalhes aqui.

A Coolméia está em fase final de construção, ficando quase pronta para ser lançada, mas como só uma "abelha-operária" não faz verão, precisarei encontrar outras abelhas-parceiras para que esta boa idéia não vire ostra infértil.

Como sempre acontece quando acabo por me concentrar muito no "mundo real", acabo por me distanciar dos amigos virtuais, mesmo sem desejar que isso aconteça. É líquido e certo que, durante algum tempo, deixarei de visitar meus estimados amigos mas também é certo que estarei prestigiando aqueles que por aqui passarem, quer seja respondendo os comentários que por aqui forem deixados, os e-mails que receberei e também através das outras ferramentas de comunicação que utilizamos como MSN, Skype, G-talk, sinais de fumaça e "transmimento de pensação".

Infelizmente não temos como trazer sempre conosco os amigos que mais prezamos para compartilhar o caminho que escolhemos trilhar. Entretanto, fica sempre naquela pontinha da lembrança a imagem do amigo e da amiga e o desejo de que, mesmo que não consigamos nos aproximar, que ele (ou ela) tomem a iniciativa para nos dar um alô. De todo modo, cada um dos amigos será notificado do andar da carruagem destes projetos tão importantes para mim, quer seja por e-mail ou pessoalmente.

Doors PerceptionsAntes de finalizar, queria indicar dois sites muito bons que conheci por estes dias. O primeiro chama-se Collectors Choice Music e trata-se de um belíssimo repositório de quase TODAS as gravações feitas nos Estados Unidos e na Europa (e algumas fora de lá também), incluindo bandas raras e raríssimas que só encontramos por lá. Se o dólar ainda estivesse em 1,65, esta caixa do The Doors com 6 CDs e 6 DVDs já estaria a caminho daqui a esta altura. A outra indicação da vez vai para um site que faz maravilhosas resenhas de todos lançamentos musicais tão logo sejam previstos ou aconteçam, o High Fidelity Review. No link aí atrás eles revisam detalhada e profundamente a caixa do Doors que citei anteriormente. Um primor, uma delícia.

Sinceramente não sei como consegui deixar de colocar uma música de fundo na minha vida nos últimos anos. Espero que isso não mais aconteça. Meu espírito agradece.

Aniversário do João Vítor, vitória do Glorioso Sport Club Internacional…

Teoricamente, hoje era dia para colocar aqui um daqueles ensaios densos como os que andei publicando nas últimas semanas. Pfu… Que nada. Não deu pra ler em profundidade nada para sintetizar ou analisar com a qualidade que o leitor merece.

As últimas duas semanas tenho andado muito ocupado construindo o site da Coolméia, reformulando o site da minha Clínica MedSpa e também dando suporte aos blogs do OPS! e aperfeiçoando o próprio site d’O Pensador Selvagem. Confesso que estou "quase" cansando de tanta vida virtual e quero muito deixá-la um bocadinho de lado para voltar à guitarra (música), à máquina fotográfica (fotografia), à cozinha (gastronomia), aos livros (literatura) e ao cinema, por trás das câmeras, que fique claro.

Hoje, depois de algumas horas dedicadas ao OPS! e ao site da clínica, consegui me dar tempo para simplesmente ficar de papo pro ar, primeiro indo ao aniversário de 2 aninhos do João Vítor, filho dos nossos amigos Jaqueline e André e depois fui ao Sky (um boteco daqui) assistir ao massacre impetrado pelo Sport Club Internacional (4×1) sobre o arquirival Gaymio de trás do cemitério.

Ê-le-lê… Cachorrinhos deitados na sala, esposa preparando trabalho para curso de especialização e eu planejando algumas mudanças na clínica… Domingão bom. Simples e bom, muito bom!

Agora, com licença que estou indo jantar. Uma boa semana!

Frases de Solidariedade

"A solidariedade converte em direito o que a caridade dá como favor."
(José Ingenieros)
 
"A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana."
(Franz Kafka)
 
"A verdadeira solidariedade começa quando não se espera nada em troca."
(Antoine De Saint Exupery)

"Eu não acredito em caridade. Eu acredito em solidariedade. Caridade é tão vertical: vai de cima para baixo. Solidariedade é horizontal: respeita a outra pessoa e aprende com o outro. A maioria de nós tem muito o que aprender com as outras pessoas."
(Eduardo Galeano)

"Não existe outra via para a solidariedade humana senão a procura e o respeito da dignidade individual."
(Pierre Lecomte Du Nouy)
 
"Solidariedade, amigos, não se agradece, comemora-se."
(Betinho)

Getting Things Done – Terminando de Fazer as Coisas…

… ou simplesmente: Fazendo a Vida Andar. Sinto, diariamente, que perdi o controle da minha própria vida. Hoje resolvi tirar 3 minutos do meu tempo e contei quantos e-mails tenho deixado para responder depois a cada dia. De primeiro de setembro até agora – metade do dia 10 – deixei 173 e-mails para responder depois. Ou seja, uma média DIÁRIA de 17 mails que ficam sem resposta, acumulando e atrolhando minha caixa de mensagens, que já pesa mais do que um mamute após o almoço.

Entre estas mensagens, muitas de significativa importância, como a de pessoas interessadas em participar da Rede O Pensador Selvagem, quer seja como colunistas, colaboradores, editores ou blogueiros. Outras, de amigos, algumas de escritores, diagramadores, ilustradores interessados em participar da Sillencio Edittora e Livvraria, muitos ainda que fizeram comentários aqui no blog que me tocaram profundamente e com quem quero ter uma conversa mais demorada, portanto não respondi ainda ou simplesmente respondi de forma superficial, guardando o e-mail para me lembrar de responder com calma outra hora…

Mas aí é que está: esta "outra hora" não chega nunca, pois o acúmulo se torna cada vez mais aterrador. E aterrador é a palavra certa, pois parece que estou sendo "aterrado" sob esta multidão de e-mails. Hoje à noite vou tirar umas fotos do meu computador para compartilhar com os amigos a angústia que me toma conta.

Se alguém tiver uma boa idéia, que não seja do tipo "abandone a internet, vá viver sua vida", estou aceitando. Imagina quando vierem os filhos e quando eu lançar os projetos que estão guardados na manga, relacionados à sustentabilidade e ecologia… Ó céus… Ó vida…