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Estão abertas as inscrições para as Turmas de 2019 do Impermanentes | Grupo de Meditação e Mindfulness.

Os encontros presenciais acontecem nas cidades de Santa Maria – RS e Araranguá – SC, mas existem Turmas Online abertas para todo o Brasil, Portugal, Angola, Timor Leste e demais países de língua portuguesa.

Para saber mais sobre datas, horários e valores, entre em contato através do WhatsApp (48) 991770776.

Impermanentes Grupo de Meditação e Mindfulness

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Os artigos abaixo foram publicados em 2004 em vários sites da internet, em duas partes que estão reunidas nesta publicação. Foram, entre outros locais, publicados no Duplipensar , no Simplicíssimo e no Escrever por Escrever)

Eles representam uma visão pessoal que eu tinha naquela época e não necessariamente representam na totalidade minha visão atual sobre o assunto.

A impossibilidade do SUS

O SUS (Sistema Único de Saúde) brasileiro é uma grande utopia que já dura mais de 16 anos.

Nosso sistema de saúde é baseado em vários princípios básicos, sendo dois deles fundamentais: o da universalidade e o da integralidade.

O princípio da universalidade prega que todo e qualquer cidadão brasileiro tem direito de acesso gratuito à saúde e o princípio da integralidade diz que esse acesso deve ser irrestrito desde a consulta médica mais simples, até o exame diagnóstico mais elaborado e o tratamento mais complexo e caro disponível.

Tais princípios – e vou me ater somente a eles pois já provam meu ponto de vista – são bloqueados por alguns aspectos que discutirei agora.

O primeiro deles diz respeito à distribuição dos médicos pelos diferentes espaços do país. Todos sabemos que há médicos de todas especialidades sobrando nos grandes centros ao mesmo tempo em que há carência em muitas cidades do interior ou zonas rurais, causando o “fenômeno da multiplicação de ambulâncias e vans”, no qual grande parte da verba de um dado município é destinada não a programas de assistência à saúde no próprio município mas na compra e manutenção de veículos e serviços de assistência social para organizar o transporte de enfermos para cidades vizinhas (o que é muito mais barato) – sobrecarregando assim a rede pública do outro município.

O segundo aspecto diz respeito a este mesmo assunto: há insuficiência de leitos em hospitais de assitência secundária e terciária à saúde em praticamente todas as capitais, sem citar leitos de Unidades de Tratamento Intensivo adultos, infantis e neonatais.

Devido a essa mesma falta de especialistas nos locais afastados dos grandes centros foi criado um sistema de encaminhamento onde o paciente da Unidade de Saúde periférica é encaminhado, através de um gerenciamento centralizado das consultas, para consultar nos locais onde existem estes profissionais. A questão permanece: pela insuficiência de profissionais contratados – ou pela grande demanda, você quem escolhe o ponto de vista – acabam agendando consultas com espera de 6 meses ou mais para várias especialidades.

Existe ainda outra questão fundamental que devemos abordar: a insuficiência do dinheiro destinado à saúde.

Ano após ano os custos com despesas de saúde aumentam, quer seja pelo surgimento de novas tecnologias e métodos que se tornam necessários para o melhor diagnóstico das enfermidades ( e que não substituem e toa somente acrescentam ônus aos exames anteriores ) quer seja pelo custo dos tratamentos com novos fármacos que já surgem com preços exorbitantes para compensar os custos da pesquisa farmacêutica.

Nem mesmo grandes potências e países considerados desenvolvidos como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e França conseguem manter um sistema de saúde público universal e integralmente gratuito. Não há disposição humana nem condições financeiras para sua manutenção.

A gratuidade do Sistema Único de Saúde Brasileiro (SUS) está com seus dias contados. O que falta? Iniciativa para mudar uma situação que já beira o insustentável.

Não existem bolsos públicos do tamanho necessário para manter a UNIVERSALIDADE e a INTEGRALIDADE que constituem o cerne do SUS.

A solução que se apresenta seria a de cobrar pela utilização da rede pública de saúde, desde a consulta médica, odonto ou psicológica, até os exames diagnósticos ou tratamentos oferecidos.

Tal ônus seria proporcional à condição econômica do favorecido e se daria até mesmo àqueles sem as mínimas condições de pagar qualquer centavo. Ficariam isentos de custo tão somente as atividades de prevenção primária à saúde, tão negligenciadas atualmente por profissionais e mesmo pacientes ¿ e maiores responsáveis pela diminuição da incidência de enfermidades.

Dia desses estava conversando com um amigo sobre o SUS. Desde os idos da década de 80 que essa utopia tenta se estabelecer. Sem sucesso. Aparentemente, cada vez mais aumenta a tecnologia necessária para o bem tratar do paciente, pois nossos incansáveis cientistas descobrem mais e mais formas de descobrir antes, ver melhor e também tratar mais adequadamente as doenças. Não é preciso dizer que toda essa melhoria que cresce vertiginosamente tem um custo. Que também cresce vertiginosamente! Fora dos parâmetros possíveis de serem abarcados por um sistema de saúde que busca ser universal (para todo e qualquer cidadão brasileiro), integral (da mais simples consulta médica e do pedido de hemograma até o mais elaborado PET scan ou angioressonância disponíveis) e gratuito.

Se a tecnologia não pára de se desenvolver, a qualidade da saúde possível de ser oferecida também não, e, ora, os custos acompanham este acréscimo de qualidade, nada mais justo do que pagar por todo esse novo conhecimento! É utópico, atualmente, conceber um sistema público de saúde que seja responsável por todo e qualquer gasto de toda a população de um país do tamanho do Brasil!

A proliferação da busca por planos privados de saúde é somente um dos sinais dessa insuficiência. Mas como então podemos resolver o problema desta saúde que anda tão capenga?

Em primeiro lugar, toda e qualquer consulta deveria ter um valor, um custo para o paciente, mesmo que simbólico. Isso evitaria, entre outras coisas, o que ocorre todos os dias em nosso sistema de saúde: consultas por frivolidades, ocupando a vez de quem realmente necessita; marcações desenfreadas para todo e qualquer tipo de especialista sem a devida avaliação ( o paciente só buscaria auxílio se realmente estivesse necessitando (sabemos que hoje não é assim) e assim por diante. O mesmo valeria para exames. Hoje, como os exames não são pagos, boa parte das pessoas nem se interessa por saber qual exame está sendo realizado. Vai consultar no clínico no Posto de Saúde em fevereiro e este lhe pede um hemograma, glicose, colesterol e triglicerídeos. Como estava com dor no peito, pede encaminhamento ao cardiologista, no Hospital A, que lhe pede uma glicose, colesterol e triglicerídeos, além de um eletrocardiograma. O paciente leva os exames ao clínico que diagnostica diabete e encaminha o paciente ao Endocrinologista. Chegando ao Endócrino no Hospital B, este solicita uma glicose, colesterol, triglicerídeos, já que o paciente não lembrou de trazer os exames nem sabe direito por que está consultando com aquele médico. Isso acontece TODOS os dias, acreditem! TODOS os dias!!!

Claro que um sistema informatizado integrado poderia resolver este último problema, mas mesmo assim, não há dinheiro público suficiente para açambarcar toda saúde da nação. Aí você vai dizer: e se o Zé Ninguém, pobre de marré de si, que mora na Rua do Sobe e Desce, número que não aparece, que não tem onde cair morto acaba caindo na Emergência do Hospital, vomitando sangue pelas orelhas depois de ter tomado todas e mais algumas, o que fazer? Cobrar como dessa figura? Tiramos-lhe as calças cagadas? De forma alguma! Este paciente precisa ser realmente ajudado! Seu problema é principalmente social. A este, se o Estado não ajudar, a morte vai logo logo pegar. Este pode ser supervisionado por uma equipe de médicos comunitários, auxiliado por uma assistente social e, inclusive, pensar em pagar seu atendimento com algum serviço voluntário. Pôxa, mas ele não tem dinheiro nem pra cachaça quanto mais pra pensar em fazer serviço voluntário! Aí é que você se engana! Para quem não ganha migalha, um serviço “voluntário” que ofereça residência temporária, alimentação e vestimenta é uma “baita mão na roda”. Mas o que você está dizendo: o mendigo bebum vai trabalhar pro governo? É isso aí que estou dizendo!!! O cara morava na rua, bebia até vomitar o fígado. Agora ele vai pra uma casa comunitária mantida pelo governo, vai ter uma assistente social lhe ajudando, orientação e supervisão de uma equipe composta por, no mínimo alguns médicos comunitários, psicólogos e voluntários e vai ser, ele mesmo, um voluntário. Pode ajudar a limpar os parques da cidade, pode ajudar na cozinha da casa comunitária, pode ajudar- depois da barba feita e de uma orientação – a cuidar de crianças em uma creche comunitária. Utopia? Menor do que a de um sistema público universal integral e gratuito de saúde pública!

A idéia é essa.

Todos temos que colaborar com o Sistema Único de Saúde para que ele realmente possa beneficiar a todos, integralmente e de forma verdadeiramente efetiva. Não devemos ter vergonha em aceitar que não estamos ainda prontos para realizar nosso sonho. A idéia do SUS continua sendo, em essência, fenomenal e única. O momento, infelizmente, ainda não chegou. Hora de retroceder para ganhar fôlego. Só assim sairemos deste buraco que estamos nos enfiando e nos aproximaremos do conceito de saúde pregado pela Organização Mundial da Saúde: “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não meramente a ausência de doença ou enfermidade”. .

Até lá!

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Açaí

Açaí


Posted By on Maio 10, 2013

Essa pequena fruta,

derivada de uma palmeira chamada Euterpe oleraceae  ou a sua “substituta”, o açaí de juçara, oriundo da palmeira içara,  amplamente disponíveis nas áreas de Floresta Amazônica e Mata Atlântica, respectivamente, no Brasil, tem uma quantidade impressionante de fibras, proteínas, gorduras boas e antioxidantes.

O óleo extraído do açaí é composto de ácidos graxos de boa qualidade, com 60% de monoinsaturados e 13% de poliinsaturados. Com relação às proteínas, possui teor protéico muito bom, sendo comparado ao do leite e ovo.

O açaí possui elevado teor de antocianinas, contendo cerca de 1,02 /100 g de extrato seco. As antocianinas são pigmentos naturais, pertencentes à família dos flavonóides, sendo estes responsáveis pela cor do açaí. Além disto, possuem função antioxidante, que assegura melhor circulação sanguínea e protegem o organismo contra o acúmulo de placas de depósito de lipídeos, causadores da arteriosclerose.

O consumo de um litro de açaí do tipo médio (grau de refinação), com 12,5% de matéria seca, contém 65,8 g de lipídios, o que corresponde a 66% da ingestão diária requerida; 31,5 g de fibras alimentares totais, o que equivale a 100% das recomendações diárias e 12,6 g de proteínas, o que corresponde de 25% a 30% da quantidade nutricional diária necessária. O açaí é rico em minerais, principalmente potássio e Cálcio e, dentre as vitaminas, pode ser destacada a vitamina E, um complemento aos componentes antioxidantes (polifenóis) também presentes na fruta.

Vale ressaltar que a composição química apresentada aqui não leva em consideração os complementos normalmente utilizados: granola, banana e xaropes.

Valor Nutricional (em 100g de polpa)

Calorias: 247kcal

Proteínas: 3,8g

Lipídios: 12,2g

Fibra: 16,90g

Cálcio: 118mg

Ferro: 11mg

Fósforo: 0,5mg

Vit.B1: 11,80

Vit.B2: 0,36

Vit.C: 0,01

Em resumo, a polpa do açaí contém:

 

  • Uma quantidade significativa de antioxidantes que ajudam a combater o envelhecimento precoce, com dez vezes mais antioxidantes do que uvas roxas e 10 a 30 vezes mais antocianinas do que o vinho tinto.
  • Uma sinergia de gorduras monoinsaturadas (saudáveis), fibras dietéticas e fitoesteróis que ajudam a promover a saúde digestiva e cardiovascular.
  • Um complexo quase perfeito de aminoácidos essenciais, em conjunto com uma série de riquíssimos elementos minerais traço, vitais a uma contração e regeneração muscular adequadas.

A gordura contida no açaí lembra aquela do azeite de oliva, e é rica em ácido oleico monoinsaurado. Ácido oleico é importante por uma série de questões: ajuda os óleos ômega-3 oriundos dos peixes a entrarem na membrana celular; juntos eles ajudam as membranas celulares a se tornarem mais ágeis e adaptadas, assim, todos hormônios e neurotransmissores e receptores de insulina funcionam de forma mais eficiente.

Isso é particularmente importante pois níveis elevados de insulina podem criar um estado inflamatório e, como sabemos, inflamação causa envelhecimento, câncer e morte.

 

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Entre os dias 31 de março e 2 de abril estive participando do III Congresso Brasileiro da Rede Universitária de ITCPs e do I Simpósio Internacional de Extensão Universitária e Economia Solidária, que aconteceu na UFRGS, em Porto Alegre.

Resolvi participar do evento para:
– buscar aprender com o know-how de quem já trabalha incubando cooperativas populares desde o início dos anos 2000
– fazer networking, e conhecer pessoas com as quais posso realizar projetos em conjunto
– apresentar a Coolmeia, Ideias em Cooperação, uma incubadora de ideias e soluções altruístas
– consolidar as ideias que tenho acerca da Economia Solidária e buscar exemplos práticos de como poderia implementar algumas iniciativas em minha região, no sul catarinense
– trazer conhecimento para compartilhar com atores sociais da minha região, tanto das Universidades quanto da sociedade em geral

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A seguir, alguns apontamentos feitos durante o encontro:

A mesa de abertura do Congresso contou com a presença da profa. Ana Mercedes, do prof. Carlos Eduardo Arns, coordenador nacional da rede ITCPs, do Sec. de Economia Solidária do RS, Maurício Alexandre Dziedricki, da Diretora da Sec. de Estado da Economia Solidária Nelsa Nespolo e de Carlos Alexandre Neto.

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O Congresso Nacional e o I Simpósio Internacional contou com a presença de representantes de 33 Universidades das 47 que fazem parte da rede ITCPs mais membros de universidades do Uruguai, Chile, Argentina, Equador, França e Porto Rico.

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O Prof. Carlos Lettelier, do Chile, iniciou falando sobre os Cenários e Desafios para a Economia Solidária na América do Sul e Brasil. Ressaltou que:

– A Economia Solidária é uma proposta de desenvolvimento alternativo
– Está em construção
– Ainda não é mesurável
– Busca constituir um sistema orgânico dentro do sistema capitalista, entretanto com outros valores

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Necessidade
– Crise financeira
– Ajuste estrutural
– Corrupção estatal
– Catástrofes ambientais

Sentidos/visões
– Ecológico
– Matrístico
– Religioso
– Humanista

escenarios
 
relaciones-estatales
 
tensiones
 

Prof. Valmor – FURB – Dr. em Sociologia pela UNB, falou do mapeamento da Economia Solidária no Brasil, de 2007. Fala do contexto no qual uma Economia Solidária pode ser embutida:
– Fortalecimento do mercado interno para inserir Brasil no omercado externo
– Desinvolvimentismo
– Fortalecimento da burguesia industrial e conglomerados econômicos
– Distribuição da renda (políticas de salário mínimo)
– Baixo desemprego
– Não incorpora estratégias dos movimentos sindicais, movimentos sociais e movimentos populares
– Nesse contexto de “embrião de uma nova sociedade” entra o movimento de Economia Solidária
– Conferência Nacional da Economia Solidária – “direitos”  da população que quer se organizar a partir da economia solidária – ainda falta a base, o marco legal.
– Para o governo federal, a prioridade é a erradicação da pobreza extrema > como a economia solidária pode se encaixar?

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Tarde do primeiro dia, grupo de trabalho 3:

1. Formação de rede entre empreendimentos econômicos solidários no município de São Carlos > Incubadora regional de cooperativas populares de São Carlos – INCOOP/UFScar

– Participação da cooperativa de catadores em um espaço de trocas e criação de uma rede entre empreendimentos de economia solidária.
– A organização dos grupos é realizada sob a orientação de princípios do cooperativismo popular autogestionário

Cadeia de limpeza – EES Sabão, Cooperlimp, EES Produtos de Limpezs
Cadeira de resíduos – Coopervida
Cadeia de alimentos – EES Horta Comunitária, Cozinha, EES Padaria comunitária
Cadeia de Iniciativas econômicas com usuários da saúde mental – Recriart
Cadeia de costura – Maria fuxico, Costurart
+ Finanças solidárias, Cultura, Usos múltiplos da madeira, construção civil…

2. Estudo sobre a formação de gênero em um empreendimento de economia solidária: o caso APRI (Associação Participativa Recicle Indaial) – ITCP – FURB

Economia Solidária – baseada em cooperação, solidariedade, justiça social, tendo como encontro a valorização do ser humano, nas relações de trabalho, produção e consumo. – Atlas da Economia solidária no Brasil, 2005, FBES.

3. Agricultura urbana na Paulicéia: distintos tempos entre o urbano e o rural. – ITCP – USP.

Parelheiros, em SP, sul do município de SP. 24% da área do município, entretanto com densidade habitacional de 314 habitantes por km2. Livro Fronteiras, do sociólogo José de Souza Martins. Milton Santos: temporalidade hegemônica x temporalidade hegemonizada. A cidade leva sua temporalidade para o campo, e acaba hegemonizando-a, é a hipótese operacional.

Os diferentes atores e os diferentes territórios possuem temporalidades distintas. O direito à cidade – Lefevre.

4. Incubadora + CRAS – Ponta Grossa – PR – IESOL, Santa Luzia.

Itajaí – Centro Público de Empreendimentos Solidários

PRONINC – Verba para incubadoras

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No dia primeiro de abril, não teve brincadeira não. Começamos falando sobre a Ressignificação da Extensão Universitária e da Economia Solidária.

Diego Barrios, do PROCOAS (Processos Cooperativos e Associativos), da Universidad de La Republica, do Uruguai (80 mil estudantes em um país de 3 milhões de habitantes) começou falando das fases da Extensão Universitária:

Fase assistencial – ajudar a quem precisa
Fase sessentista – ideológico-política – universidade a serviço do povo
Fase extensão “dos convencidos” – convencidos de que é fundamental
Fase extensão como “motor” de integralidade da universidade

Extensão Universitária e Economia Solidária

– Um processo educativo transformador onde não existem papeis estereotipados de educador e educando, onde todos podem aprender e ensinar
– Processo que contribui para a construção de conhecimento novo que vincula criticamente o saber acadêmico com o saber popular
– Processo econômico transformador onde os papéis são parte de um acordo livre desde uma visão de equidade e igualdade
– Processo tende a promover formas associativas e grupais que permitem superar problemáticas significativas anti-sociais
– Pedagogia – metodologia de aprendizagem integral e humanizadora
– Trabalho de abertura aos movimentos sociais que desafiam o classismo universal e buscam o reconhecimento da diversidade cultural
– Dilema da participação e do cogoverno universitário e o cogoverno com os movimentos sociais
– Participação dos estudantes na tomada de decisão na construção pedagógica, na gestão corrente e sobretudo na política universitária (para onde vai a Universidade)
– Trabalho a partir da experimentação e do intercâmbio de redes associativas de caráter universitário e de Economia Solidária de maneira a enfrentar a síndrome do “local” ou do “nacional”
– Adoção dos princípios da economia solidária no cotidiano do universitário

ecosol-universidade
genevieve
politico
pedagogico

Falou a seguir Darlene Torrada Ferreira, representando o Forum Nacional de Pro-reitores de Extensão, acerca da origem da extensão universitária:

– Troca de saberes, diálogo, produção acadêmica e integração com a sociedade, atuação na política pública
– Estender o saber acumulado. A Universidade como dona do conhecimento e a sociedade como depositária desse conhecimento.
– 4 Is – Seu fazer considera a Interdisciplinariedade, Interação dialógica com a comunidade, o Impacto e a transformação social e a Indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão
– Extensão é um espaço de diálogo e visa novos horizontes e consolida pontes de aproximação da universidade com demais setores da sociedade
– Valorização e resgate das identidades construídas a partir das relações dos sujeitos, entre si e com o meio, que se expressam das mais variadas formas, na organização do trabalho, na ética, na política, nas ciências, na filosofia e nas artes

Darlene questionou sobre a unidade orçamentárias das Incubadoras. Há espaço para verbas fora das Pró-reitorias de Extensão? Qual o lugar das ITCPs? E suas relações com foruns, redes, ministérios, com o Conselho Nacional de Economia Solidária, PRONINC?

Darlene lembrou que a sociedade deve beneficiar-se com o “usufruto de todos os resultados produzidos pela academia em todas suas dimensões”.

Reynaldo Pacheco, representante nacional das ITCPs, sugeriu que se utilizasse o “diário de campo” produzido pelas próprias comunidades como ferramenta de análise da realidade social.

A seguir, Carlos Schmidt, no Núcleo de Economia Alternativa da UFRGS contou sobre sua experiência com a Venezuela, falou sobre as Empresas de Produção Social que, com financiamento público, caminham para se tornar a forma hegemônica de produção, em detrimento das empresas capitalistas tradicionais. Por lá, conselhos comunais de até 400 famílias, podem se agrupar e construir empresas de maior porte. Entretanto, a população ainda não consegue participar livremente dos conselhos – eles são balizados pelo governo. Ao que parece, a Universidade Central da Venezuela encontra-se alheia a este processo de “socialização” do país.

Na tarde do dia primeiro, participei do eixo 1 dos grupos de trabalho. Fabio, da ITCP da Unicamp, nos contou que ela é hoje autogerida por 20 alunos da Universidade, e um professor apenas “assina” as questões burocráticas. Eles realizam uma assembléia a cada 15 dias e sua Incubadora é pautada pelos fundamentos da dialogicidade, solidariedade, autogestão e educação popular.

Nos lembraram que o capitalismo tente a enterrar, negar, eliminar, desvalorizar e deturpar ao invés de discutir, analisar e resolver questões conflituosas.

Também falou a Vera, da Unisinos, sobre o Espaço do Trabalho como o criador do Saber. A gestão na atividade de trbalho é associada ao tripé saberes/atividades/valores entre o individual e o coletivo, entre o passado, o presente e o futuro…
Nas cooperativas de produção, os trabalhadores mobilizam e criam saberes para superar os desafios cotidianos que surgem na realização da atividade de trabalho. Ela lembrou que a gestão da atividade singular é central para a autogestão coletiva da cooperativa.

O professor Dante Zach, da UFPR nos apresentou o trabalho “A ITCP e a produção de conhecimento como ferramenta para o desenvolvimento de comunidades”. Falou do tripé:

– Economia Solidária – Ensino
– Tecnologia Social – Pesquisa
– Desenvolvimento Local – Extensão

A Equipe da ITCP da UFPR conta com estudantes de pedagogia, psicologia, economia, direito, agronomia. A equipe de atuação tem reuniões semanais, fazem leituras, diagnósticos e discussões dos dados obtidos com a comunidade, promovem oficinas e cursos de formação, realizam levantamento de ferramentas e fazem idas a campo.

No Vale do Ribeira, tem um trabalho com a APROTUNAS – 21 cooperados que lidam com apicultura, piscicultura, pecuária e agricultura.

O professor Enio Waldir da Silva, do ITECSOL da UNIJUÍ apresentou o trabalho “A solidariedade educa – ações da universidade na economia solidária”. Disse ele:

– É necessário preparar um contexto especial para a (re)emergência da solidariedade
– Um dos papéis do processo educativo é fazer brotar esta força e organziar espaço e tempo para que ela se desenvolva nos coletivos vivenciados
– A Universidade dialogal estará fazendo educação científica para além dos costumeiros procedimentos escolares quando democratizar a produção e a distribuição dos conhecimentos e buscando os saberes da comunidade.
– Diálogo com o senso comum e com as demais formas de conhecimento produzidas na comunidade
– Amartya Sen – Dimensão ontológica do humano, responsabilidade e liberdade
– Habermas – Ética do diálogo para entendimentos e práxis
– Boaventura Souza Santos – Conexões de experiências e redes solidárias prudentes/diálogos das ansiedades urgentes
– Alain Toureau – Não existe democracia com atores fracos – o Eu deseja unificação, liberdade e felicidade – fortalecimento do ator social!
– Edgar Morin – altruísmo cura egocentrismo, egocentrismo cura altruísmo
Eu 90% – Outros 10%
Eu 10% – Outros 90% – para resolver os MEUS problemas, preciso pensar 90% nos outros
– Defender a igualdade sempre que a diferença gerar inferioridade, e defender a diferença sempre que a igualdade implicar descaracterização.

Na manhã do sábado, fomos conhecer uma cooperativa de produção de produtos de limpeza incubada pela UNISINOS, em São Leopoldo. São 9 mulheres que usam óleo de cozinha usado para produzir sabão, detergente, amaciante. Elas utilizam cerca de 800 litros de óleo de cozinha oriundo da coleta seletiva do município. Gostariam de ter acesso a uma quantidade maior, realizar coleta dentro da própria Universidade, mas para isso precisariam de uma licença ambiental, que ainda está pendente. Referiram que existe demanda reprimida, e se conseguissem mais substrato, conseguiriam vender ainda mais produtos de limpeza. A renda média de cada cooperada é de R$350,00, sendo que trabalham de terça a sexta, das 8:00 ao meio-dia e das 13:30 às 16:30, dividindo-se entre produção e comercialização dos produtos.

Algumas fotos podem ser vistas abaixo.

produtos

sabaoecologico

fabrica

explicacao

mundo-limpo

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