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Reflorestamento
abr 27

Gente Legal Conectada com Gente Legal

By Rafael Reinehr | Boas Novas

Há muito tempo eu me questionava: porque afinal de contas, com tanta informação à nossa disposição, ainda assim cometíamos erros banais e insistíamos nos mesmos erros de sempre?

A resposta a essa pergunta não é simples e não é uma só.

Um dos motivos pelos quais isso acontece é justamente pela SOBRECARGA DE INFORMAÇÃO. Somos atacados de todos os lados por milhares de fontes de dados buscando cada uma sua sobrevivência em nossa consciência. Aparentemente, temos condições limitadas de lidar com este influxo de dados e pouco do que recebemos realmente é internalizado e assimilado pelos seres humanos em suas vidas práticas.
Muitos sabemos o quanto um animal sofre durante sua criação e abate para nos alimentar, mas poucos adaptam suas vidas para interromper este ciclo. Muitos conseguem perceber a amplitude das escolhas energéticas que fazem, mas poucos de fato abrem mão do ar condicionado no carro ou no local de trabalho, ou pelo menos falham em reduzir sua utilização.
Bem, isto posto: temos um primeiro problema, a sobrecarga de informação, que nos leva a um segundo motivo pelo qual seguimos insistindo nos mesmos erros: um sistema perceptivo avariado.
Vivemos em uma época em que não nos é dado tempo para aprender tampouco para explicar. A velocidade assustadora de todas as coisas imprime em cada um de nós – como regra geral – uma mensagem de que precisamos “ler” tudo superficialmente para que possamos assimilar mais, e mais, e mais, e mais coisas…
Na verdade, estamos assimilando cada vez menos, e menos, e menos, e menos… Como exemplo, publiquei há alguns dias em meu blog a oferta de enviar gratuitamente alguns DVDs que adquiri do filme Earthlings (Terráqueos) e expliquei no texto que, para receber os DVDs, bastava acessar um link e informar o e-mail. Entretanto, um leitor do blog deixou um comentário dizendo:
Gostaria de receber os tres DVDs, qual seria o procedimento?
Ou seja, a leitura foi feita com tanta desatenção que acabou por prejudicar o leitor, que não chegou onde queria e, de certa forma, também me prejudicou, pois tive que utilizar do meu tempo para lhe explicar, novamente, sobre como proceder.
É importante perceber que me refiro aqui não somente em relação a “leituras” que fazemos de textos escritos, mas de conversas com amigos, professores, programas de tevê e até de anúncios publicitários.
O que urge, é uma espécie de Reforma da Percepção, que leve a uma Reforma do Pensamento e, finalmente, à Reforma das Atitudes de que tanto precisamos.
E o caminho que sugerimos? Aprendizado e aperfeiçoamento constantes, compartilhamento do que aprendemos com as pessoas que estão à nossa volta, quer seja ativamente ou através do exemplo e prática diária das mudanças que vamos assimilando, aos poucos, uma a uma.
Como disse o Denis Russo Burgieman em seu artigo da Vida Simples deste mês, “Não espere que a solução para os problemas do mundo venha dos governos ou das grandes empresas. Ela virá de gente legal conectada com mais gente legal conectada com mais gente legal.”
É isso aí Denis. A conclusão a que você chegou ao citar o Re:Vision (um projeto que visa construir coletivamente um quarteirão sustentável em Dallas, no Texas) aplica-se perfeitamente à Coolmeia. Foi assim que ela foi idealizada: como um quanta no espaço e no tempo, uma miríade de TAZes, de Zonas Autônomas Temporárias em que pessoas legais, conectadas com outras pessoas legais conectadas com mais pessoas legais conseguissem, juntas, encontrar as soluções e praticar as ações que de fato mudassem desde já o mundo em que vivemos.

Você sente que é por aí também? Então junte-se a nós! Temos muito trabalho a fazer!

Reflorestamento

 

Ajuda Americana
mar 04

E agora Barack, o que fará com o Sudão?

By Rafael Reinehr | O Mundo às Avessas

Pois bem, o Tribunal de Haia manda prender o “presidente”  sudanês por crimes contra a humanidade. O “presidente” Omar el-Béchir é acusado de ser o responsável pelo genocídio de milhares de sudaneses (300 mil pelos números da ONU, 10 mil são os “números oficiais” do governo sudanês) em Darfur.

Alguém viu Hotel Ruanda? Sou mais para 300 mil. E ainda acho que são números subestimados. Alguns lugares citam  Um milhão e quinhentos mil mortos… Nos campos de refugiados, seguem os estupros de civis por soldados do governo.

E aí Barack… O Sudão te interessa? Acho que não né? A África nunca interessou Bush pai, Clinton e Bush filho. Pelo menos não além da mínima diplomacia. Qual o interesse econômico? Próximo de zero né Barack?

Bom mesmo é lidar com os donos do mundo, os banqueiros judeus, e os donos da energia (por enquanto), os sheiks árabes…

Mas, Barack, você tem planejado tanta coisa legal pelo que tenho visto… Podia dar uma ajuda neste problemão que já se estende por anos, não é mesmo? Pelo menos enquanto os holofotes ainda estão sobre teus Estados Unidos. Nós todos sabemos que vossa crina vai murchar se não conseguirem controlar o consumo interno (talvez esta crise tenha sido a melhor coisa que vos aconteceu nestas últimas décadas), mas enquanto ela se mantém de pé, ajuda nossos irmãos lá do Sudão…

O molusco ajudaria, mas agora ele tá mais preocupado com outras coisas, como por exemplo manter no poder seus asseclas…

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20.000 cartazes de cinema
jan 03

20.000 Cartazes Supermarinhos

By Rafael Reinehr | Kine für alles

20.000 cartazes supermarinhosTem realmente algumas coisas que eu preciso reavaliar. Às vezes acho que sou meio tantã… Vivo reclamando (para mim mesmo, para minha esposa, para meus amigos) que não tenho tempo para tocar adiante meus projetos pessoais (OPS!, Coolméia, Simplicíssimo, livros em andamento, tocar mais, fazer mais atividade física) e aí, acabo pegando mais coisas sem ter terminado de fazer outras.

Mas não tem jeito: esse é meu jeito. Hoje, por exemplo, fiquei sabendo que o André Setaro está se desfazendo de uma relíquia: sua coleção de 20.000 cartazes, releases, fotos e press-books originais de filmes desde 1962 até 2004. Setaro foi comentarista cinematográfico desde agosto de 1974 e, por 20 anos, manteve uma coluna diária no jornal baiano Tribuna da Bahia.

Pensei: nossa! Isso é fantástico!

Preciso ajudá-lo! E passei as últimas 3-4 horas bolando e fazendo um banner para ele pra colocar no OPS!, nos blogs do OPS!, no Simplicíssimo e aqui no site.

Agora, uma pergunta (lá vem mais uma tentativa de auto-análise…): o que será que eu tenho que me empolgo facilmente com tantas e tão variadas coisas? Porque este “ecletismo radical“? Qual a fonte deste “impulso em direção a todas as coisas“? Seria uma “pulsão de vida” desregulada? Caraca… Acho que vou começar a fazer terapia…

Mas, de volta ao fato: Visite a página clicando no banner acima e, se te interessar por algum filme, entre em contato solicitando uma cotação para algum cartaz, foto, release ou press-book e tenha um pedaço da história do cinema na sua casa.

 

Caramujo achatina fulica
nov 22

Achatina fulica, o Caramujo

By Rafael Reinehr | Cotidianices

Coisas que só quem mora em uma casa encontra: um caramujo nos recepcionando na volta do trabalho em uma tarde chuvosa.

Caramujo achatina fulica

Na verdade, não sei o nome desta espécie em particular, mas sei desde criança que eles adoram a chuva, como eu. Ainda bem que a Bhali e o Sancho não viram a Tina, do contrário ela já seria a esta altura uma ex-Tina…

 

Viver intensamente
nov 16

Angústia existencial

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

Enquanto algumas pessoas se aposentam e ficam angustiadas por não saber o que fazer com o tempo livre, outras, mesmo que tivessem 3 vidas inteiras, não conseguiriam dar vazão e trazer à prática a quantidade de idéias e desejos que lhes irrompe no peito.

A solução? Viver como se a vida não tivesse fim, fazendo, de cada dia após o outro um novo desafio, um novo horizonte sempre passível de ser alcançado. Viver como se a vida não tivesse fim mas, ao mesmo tempo, ciente da impermanência de todas as coisas. Eis um caminho.

 

Visão clara
nov 02

Visão – Ken O’Donnel – A Alma do Negócio

By Rafael Reinehr | Brahma Kumaris

“Para melhorar a qualidade das ações, temos que melhorar o modo como vemos as coisas. Agimos sempre de acordo com a visão. Se uma visão é turva, as ações também serão turvas. Quanto mais clara a visão, mais clara será a ação. Este processo começa na consciência, que influencia o estado mental e emocional, a atitude, a visão, a ação e o mundo. As grandes mudanças na história foram baseadas na visão de alguns indivíduos que ousaram mudar as coisas. Então para que haja mais qualidade no mundo é importante assegurar que a consciência está sendo a mais correta possível.”

Ken O’Donnell, A Alma no Negócio, Editora Gente, 1992

Pensamento
out 31

Não acredite em tudo o que você pensa: Os 6 erros básicos que fazemos ao pensar

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

O texto abaixo foi copiado graciosamente do perfil do Orkut de um amigo, que por sua vez bebeu do livro “Não acredite em tudo o que você pensa: Os 6 erros básicos que fazemos ao pensar”, de Thomas E. Kida e, como gostei muito, decidi compartilhar com os amigos e leitores do Escrever Por Escrever.

Erro 1: Nós preferimos histórias a estatísticas.

Mesmo uma má história é preferida em relação a uma boa estatística, isso não é de espantar. Somos animais sociais, assim qualquer coisa que pareça nos conectar uns aos outros terá maior impacto do que números frios, impessoais. Isso nos leva a tomar decisões baseadas em uma única história, que pode não ser representativa de tendências predominantes e ao mesmo tempo ignorando as estatísticas que nos informam sobre aquelas tendências.

Erro 2: Nós buscamos confirmar e não questionar nossas idéias.

Todos querem estar certos, ninguém quer estar errado. Essa pode ser a razão principal por trás do fato de que quando as pessoas olham diante de si uma evidência neutra, eles quase invariavelmente focam naquilo que parece confirmar o que já acreditavam e ao mesmo tempo ignoram o que pode ir contra suas crenças.

Erro 3: Raramente levamos em consideração o papel do acaso e da coincidência na formação de eventos.

É possível que uma pessoa selecionada ao acaso não tenha a menor idéia como as improbabilidades, o acaso e a aleatoriedade afetam suas vidas. As pessoas pensam que eventos improváveis são bem prováveis enquanto os prováveis são improváveis. Por exemplo; as pessoas se esquecem quão grande são os números à sua volta- um evento com uma probabilidade de 1:milhão de ocorrer ocorrerá se houver 1 milhão de tentativas. Em uma cidade como Nova Iorque p.ex. isso significa que vários eventos desse tipo podem ocorrer todo dia.

Erro 4: Nós, de vez em quando, percebemos erroneamente o mundo à nossa volta.

Simplesmente não percebemos coisas acontecendo à nossa volta com a precisão que achamos ou que gostaríamos de ter. Vemos coisas que na verdade não estão lá e falhamos em ver coisas que estão. E até pior, nosso nível de confiança naquilo que percebemos não é uma indicação válida de quão certos possamos estar.

Erro 5: Tendemos a simplificar demais nossas idéias.

A realidade é muito mais complicada do que pensamos. Na verdade, é mais complicada do que nossa capacidade de nos relacionarmos com ela – toda análise que fazemos sobre o que ocorre à nossa volta deve eliminar uma série de fatores. Se não simplificamos, não chegamos a lugar nenhum em nossas análises; infelizmente, com freqüência simplificamos demais e assim deixamos de considerar coisas que deveriam ser levadas em conta.

Erro 6: Nossa memória é com freqüência imprecisa.

Para ser justo, isso não é um erro porque não podemos fazer nada pelo fato de nossa memória não ser confiável. O verdadeiro erro esta em não atentar para isso, não compreender os caminhos que levam nossa memória a se enganar, e assim falhar em fazer o que pudermos para compensar esse fato.

E ao final, o Cássio complementa:

“Novamente, como Kida (autor do livro) observa esses não são os únicos erros que as pessoas cometem; mas se vc se habituar a levar em consideração e evitar esses erros, você estará à frente da maioria e terá mais sucesso do que tinha antes. Entretanto, você não pode focar apenas esses erros. Em vez disso vc deve ter em mente que o objetivo é tornar-se mais cético e crítico em sua modo de pensar e dessa forma distinguir com mais consistência as coisas mais prováveis de serem verdadeiras em relação àquelas que simplesmente não merecem gastarmos nosso tempo.”

Só tenho a dizer: bem posto, amigo!

A casa em ordem
out 18

Pondo a casa em ordem

By Rafael Reinehr | Cotidianices

O fim-de-semana foi reservado, desta vez, para organizar as coisas da casa, computador, papéis e outros quetais. Bobviamente, nem em um mês feito de 15 fins-de-semana conseguiria dar conta de tudo que preciso organizar, mas preciso dar um jeito “no grosso”.

Uma das coisas que mais me toma(va) tempo é (era) a atual (des)organização do(s) meu(s) computador(es). Trocentas pastas com subclassificações mas distribuídas de forma pouco eficaz pelo rebelde aparato eletrônico. Ou seja, vários cliques necessários para chegar onde queria. A manhã de hoje e parte da tarde estão sendo responsáveis por uma revolução no gerenciamento do meu tempo em relação a esta ferramenta tão interessante.

Fiz alguns ajustes no Windows Vista (que sou “obrigado” a utilizar em função do software médico que possuo e deixei-o um pouco mais rápido do que o padrão. Acelerei também o “shutdown” e reduzi o tempo necessário para ligar a besta. O dia em que conseguir acelerar o tempo para ligar esta besta que vos fala, lhes digo como fazer. Atualmente levo uns vinte a trinta minutos para “ligar” logo pela manhã…

Ontem fiz uns bifes de fígado que ficaram deliciosos com o Molho de Pimentas Mãe da Flávia a la Rafael Reinehr. Estava cons saudade de comer fígado. Hoje fizemos frango xadrez a quatro mãos (mais as da Carol, que picou o frango, a cebola, o alho…). Usamos nosso óleo de gergelim e também o óleo de amendoim, que dá um gosto todo especial ao frango. Acompanhando, arroz integral.

Segue o baile. Uma boa organização a quem precisa começar.