Aaaaarg.fail, Sci-hub, LibGen, TAL, LBRY e outros repositórios livres para artigos científicos, livros e mídias variadas

Somos contemporâneos de uma época de Transição. Mais uma delas, por sinal. Vislumbramos o surgimento da Internet com toda sua potência e possibilidades, a liberação de criações antes  privadas, tornadas acessíveis a todos com acesso à WWW (Napster, Audiogalaxy, Torrents). Aaron Swartz morreu defendendo o conhecimento livre, aos 26 anos.

Esta postagem não tem o intuito de recuperar toda a história das lutas pelo OKN (Open Knowledge, ou Conhecimento Livre), mas traz algumas das ferramentas atuais que podem ser utilizadas por quem deseja se aperfeiçoar a partir do conhecimento acessível e compartilhado na web.

Vamos a elas:

Aaaaarg.org –  http://aaaaarg.fail: Originalmente conhecida como aaarg.org, um acrônimo para Artists, Architects, and Activists Reading Group, foi criada por Sean Dockray e após vários processos, precisou mudar de domínio mais uma vez, hoje sendo hospedada em http://aaaaarg.fail. Trata-se de um grande repositório de livros de ciências humanas, arte contemporânea, teoria crítica, artigos científicos, teses, anotações e trabalhos que dificilmente são encontrados em qualquer outro lugar. Para não perder contato, se eles precisarem mudar de endereço mais uma vez, siga-os no twitter em https://twitter.com/aaaarg

Sci-Hubhttp://sci-hub.cc: Criado pela neurocientista russa Alexandra Elbakyan, o Sci-hub é, na verdade, um script que “desbloqueia” e libera o acesso a milhões de artigos científicos de várias revistas e editoras espalhadas pelo mundo. Seu objetivo é “remover todas as barreiras no caminho da ciência”.

Library Genesishttp://libgen.io: Um gigantesco repositorio de livros, revistas, quadrinhos, pinturas e artigos científicos. Diversão garantida por dias e dias e dias e dias…

LBRY – https://lbry.io: Criada por Jeremy Kaufman, pretende ser o futuro do compartilhamento digital. Uma biblioteca digital descentralizada onde cada um é dono do seu próprio conteúdo e pode distribui-lo gratuitamente ou de forma paga, sem publicidade ou custos de intermediação. Inicia em ABRIL DE 2017. Quer ser um dos primeiros a conhecer? Acessa por aqui: https://lbry.io/get?r=B6IVb

TAL – The Anarchist Libraryhttp://teias.org/tal: A Biblioteca Anarquista é o maior repositório de textos anarquistas e libertários da atualidade, em várias línguas. A versão brasileira ainda está em construção. Se você deseja contribuir com ela, deixe um comentário!

Se você quer saber um pouco mais sobre o conceito de RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS (REA em português e OER (Open Educational Resources) em inglês), leia meu capítulo sobre o assunto no livro Recursos Educacionais Abertos – Práticas Colaborativas e Políticas Públicas. O capítulo chama-se Recursos Educacionais Abertos na Aprendizagem Informal e no Auto-didatismo e pode ser lido AQUI.

Se você conhece outras plataformas que espalham o conhecimento livre, compartilhe nos comentários! Elas serão adicionadas ao texto do artigo.

Gostou deste artigo? COLABORE para que possamos fazer mais: http://reinehr.org/viva-o-mecenato/

Referências: 

  1. https://www.memoryoftheworld.org/blog/2014/10/28/aaaaarg-org/
  2. https://monoskop.org/Aaaaarg
  3. https://monoskop.org/The_Public_School
  4. https://pt.wikipedia.org/wiki/Aaron_Swartz
  5. https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandra_Elbakyan
  6. https://twitter.com/LBRYio
  7. https://lbry.io/news/20000-illegal-college-lectures-rescued
  8. https://www.youtube.com/watch?v=DjouYBEkQPY
  9. Recursos educacionais abertos na aprendizagem informal e no autodidatismo
  10. http://www.livrorea.net.br/livro/home.html

Artigos científicos serão totalmente liberados na União Européia até 2020

paywallEm busca do conhecimento livre:

No último dia 27 o Conselho de Competitividade da UE determinou que todos os artigos acadêmicos produzidos por instituições públicas ou privadas do bloco econômico deverão ser disponibilizados em caráter de Acesso Aberto até o ano de 2020.

Fonte: http://meiobit.com/345185/uniao-europeia-determina-que-todos-artigos-cientificos-produzidos-no-continente-sejam-disponibilizados-em-acesso-aberto-ate-2020-elsevier-e-nature-sao-contra-a-resolucao/

Enquanto isso, vamos de Sci-Hub!

1. https://en.wikipedia.org/wiki/Sci-Hub

2. http://www.sci-hub.io/ (frequentemente fora do ar ultimamente, em função de brigas judiciais)

Convergencia

Decisões que mudam nossa vida

Hoje decidi algo importante, que deverá mudar minha vida nos próximos anos: vou, decididamente, deixar a Medicina dormir. Com isso quero dizer que vou começar a buscar mais intensamente situações e condições que me permitam dedicar, cada vez mais, ao que vem me interessado nos últimos anos: Cooperação, Comunicação, Conhecimento e a Convergência destas matérias.

Vou tentar buscar alguma forma de sustentar este desejo, me aliar a instituições ou projetos que permitam que eu dedique meu tempo à pesquisa, divulgação e implementação das ideias e ideais que temos desenvolvido e apresentado na Coolmeia, incluindo aí iniciativas educativas, de economia solidária, de sustentabilidade e de despertar individual.

Ainda não faço ideia de como farei para realizar esta “necessidade” nos próximos anos, mas logo depois de atender a alguns compromissos pré-assumidos para este ano, estarei começando a planejar e traçar novos rumos. Deseje-me sorte e eficiência.

Convergencia

A Terceira Onda – O Conhecimento – Alvin Toffler

Na Primeira Onda, ou sociedades agrárias, a principal forma de capital era a terra. Se eu cultivasse a minha terra, você não podia cultivar a sua plantação na mesma terra ao mesmo tempo. Era ou você ou eu, nunca ambos. O mesmo era – e ainda é – verdade para o capital nas economias industriais da Segunda Onda. Você e eu não podemos usar a mesma linha de montagem ao mesmo tempo. Tudo isso se inverte nas economias da Terceira Onda, nas quais o conhecimento é a principal forma de capital. Você e eu podemos usar o mesmo conhecimento ao mesmo tempo e, se o usarmos com criatividade, podemos até mesmo gerar mais conhecimento.
 

O texto acima, retirado do site da amiga Clara Alvarez, é um excerto da obra do futurista Alvin Toffler. Recomendo a leitura de A Terceira Onda, livro do autor, como um exercício de raciocínio futurista. Vários insights são garantidos, mesmo que não concordemos com todas suas asserções e apostas.
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Dos Anúncios no Escrever Por Escrever

Uma coisa que ainda não expliquei foi o porque dos anúncios do Google Adsense e algumas parcerias com Submarino e Livrarias que aparecem no site. Explico agora.

Há alguns meses, eu havia decidido não disponibilizar espaço para publicidade em meu weblog pessoal mas, a partir de julho, com o crescimento dos acessos neste site, no Simplicíssimo e, principalmente, n’O Pensador Selvagem, fui obrigado a mudar o hospedeiro dos sites de um servidor compartilhado para um servidor dedicado, elevando os custos de menos de 100 reais para R$500,00 ao mês. Esse aumento súbito de custos me fez decidir colocar alguns anúncios para poder custear os sites que edito ou gerencio.

Em nenhum momento o foco deste site, do Simplicíssimo ou do OPS! é, para mim, monetário. Vejo os mesmos como formas interessantes e eficazes para disseminar conhecimento e produzir inconsciente. E, sim, busco aumentar o público de cada um destes sites. E, sim, gostaria que 5 bilhões de pessoas tivessem a página deste ou dos outros sites como página inicial e que os lessem com freqüência. E, sim, me expressar é parte fundamental da minha vida, bem como debater e aperfeiçoar idéias e planejar modos de mudar o mundo para melhor. Fica o convite: vem comigo?

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Onde estão a vida, o conhecimento e a sabedoria?

Onde está a vida que perdemos quando vivos?
Onde está o conhecimento que perdemos com a informação?
Onde está a sabedoria que perdemos com o conhecimento?

(Eliot – Coros de "A Rocha")

O trecho acima de T.S. Eliot sintetiza em 3 versos um dos grandes problemas da contemporaneidade: o desaparecimento da intuição e da sensibilidade característica dos animais e dos indígenas antigos. A tecnologia, idealizada para reduzir o trabalho do homem, deixando-o livre para viver sua vida acabou por escravizá-lo. Máquinas tomam o lugar do humano, criando desempregos e subemprego. Gadgets e novas tecnologias fazem o homem aumentar as horas trabalhadas em busca de status e bens materiais cada vez mais "modernos". A quantidade diária de informação à qual somos inevitavelmente submetidos já não acrescenta, mas subtrai conhecimento, já que não há foco. E será que o acúmulo de conhecimento tem nos feito mais sábios ou apenas tem sido utilizado para que alguns consigam mais facilmente subjugar aqueles que não têm acesso ao mesmo?

São reflexões pertinentes para o tempo em que vivemos. E Eliot mesmo complementa, em The dry salvages:

vivemos a experiência mas perdemos o significado
e a proximidade do significado restaura a experiência
sob forma diversa, além de qualquer significado. Como já se disse
a experiência vivida e revivida no significado
não é a experiência de uma vida apenas
mas a de muitas gerações – não esquecendo
algo que provavelmente será de todo inefável…

Senescência

Endocrinologia da Senescência

SenescênciaComo endocrinologista, sempre estudei tudo o que dizia respeito aos nossos hormônios e ao nosso metabolismo, além de recentemente e cada vez mais ter me dedicado também ao estudo da nutrição humana e melhores formas de manter nosso corpo forte e saudável por mais tempo.

Dentro deste pano de fundo, a Endocrinologia da Senescência começou a se tornar cada vez mais interessante para mim. Saber quais mecanismos levam a um maior envelhecimento em algumas pessoas e aprender a como retardar estes processos está se tornando parte mais e mais importante dos meus estudos.

Chegou a hora de armazenar e organizar este conhecimento, talvez na forma de um arquivo virtual e, porque não ao cabo de um par de anos, em um livro. O desejo já está posto, o conhecimento de base já tenho, vou atrás agora do que de mais novo se produziu no conhecimento científico nesta área tão interessante.

Quem já vibrou comigo com esta decisão foi meu amigo Eduardo Sabbi, médico psiquiatra e dono do Centro Geriátrico Vitalis, uma das melhores (senão a melhor) Clínica Geriátrica de Porto Alegre.

Acompanhe a saga do conhecimento da Endocrinologia da Senescência nesta subseção do site. Todo novo artigo publicado sobre o tema será publicado na aba Senescência do site. Dúvidas e questões pertinentes poderão ser enviadas através do Formulário de Contato e poderão virar um artigo que tentará esclarecer a seção.

Sexta-feira, 16 de abril de 2004 O fim dos blógues – O fim de uma Era ou Vamos colocar Fluoxetina…

O fim dos blógues – O fim de uma Era ou “Vamos colocar Fluoxetina nesta água?”

campo de arroz amarelo.jpg

Tenho notado um fenômeno estranho nestes últimos meses, especialmente nas últimas semanas: vários blogueiros do meu círculo de amizades tem desistido de seus blógues, alegando cansaço, esgotamento de idéias, falta de tempo…

Aperceberam-se, como acontece com todos nós, depois do ímpeto fulguroso inicial, que encanta e nos torna um apaixonado pela Blogosfera que deixamos um pouco de lado nossas vidas reais e dedicamos cada vez mais tempo a este mundo hipertextual e virtual.

Vamos nos afundando em um mar de ilusões: alguns em busca do sucesso (querem atingir o topo dos blógues mais acessados ou ter dezenas ou centenas de comentários em cada pôust); outros realizando psicoterapia aberta, chorando suas mágoas e seus problemas em público; outros ainda querem tão somente ter “um lugar para guardar e/ou mostrar seus escritos, suas idéias; outros querem revolucionar, criar seitas e seguidores, propagandear, colocar fogo…

Não importa onde nos incluamos nestas ou em outras categorias de blogueiro, todas intercambiáveis e sem limites precisos, o certo é que participamos de um fenômeno particular a este começo de milênio que nem Nostradamus havia previsto: o da globalização do conhecimento e do direito à comunicação.

Com a Internet e suas possibilidades (e me desculpem se estou repetindo o que é senso comum), qualquer um de nós pode, a cada instante e quase instantaneamente, tomar conhecimento do que acontece em virtualmente quase qualquer canto habitado do planeta e comunicar-se com aquele habitante.

Esta facilidade foi progressivamente se tornando mais e mais acessível, culminando no fim da década de 90 e de forma mais significativa no começo do presente século com aquilo que chamamos de blog, weblog ou blógue, como prefiro.

O blógue, espécie de site (ou sítio) revisitado, surgiu como uma forma gratuita e de fácil edição (significando acesso mesmo a pessoas com parco conhecimento de informática), ganhando rapidamente adeptos em todos cantos do planeta.

A rápida explosão e o surgimento de milhares de blógues novos a cada dia, por que não dizer a cada hora, constitui o “Fenômeno Blógue”, que no ano passado foi responsável pelo surgimento de mais de 5 milhões de blógues nos 8 principais provedores. Entretando, em uma pesquisa realizada pelo Perseus Institute (http://www.perseus.com) , 2,72 milhões estão praticamente abandonados, sem atualizações. 1,09 milhões foram criados e alimentados com informações apenas no dia de sua criação, 1,63 milhões foi abandonado após 126 dias de atualizações e 132.000 não foram atalizados após 1 ano ou mais. Só 13,6 mil foram retomados de pois de abandonados. Na mesma pesquisa, o Instituto verificou que os homens são mais propensos a abandorarem seus blógues (46,4% contra 40,7% das mulheres). Outro achado curioso foi o fato de que apenas 106,5 mil blógues eram atualizados pelo menos 1 vez por semana e menos de 50 mil atualizados diariamente.

Mesmo com estes dados, o número de novos blógues criados ainda supera em muito os abandonados, levando a capacidade dos provedores do serviço para o beleléu, já que os ganhos com publicidade foram ultrapassados pela rapidez de crescimento do fenômeno que teve de ter suas rédeas encurtadas.

Hoje, a maioria dos provedores, como era de se esperar, limitaram em muito o tamanho máximo dos blógues gratuitos e até mesmo do serviço pago, já que muitos previamente ofereciam hospedagem de imagens como fotografias, que rapidamente aumentam o tamanho dos arquivos hospedados.

Como tudo que sobe um dia desce (dizem…), depois da ascensão de uma grande nação inevitavelmente vem a sua queda, zênite e nadir, passamos neste momento por um período de “mortes controladas”: assim como no corpo humano, em que as células realizam sua morte de forma programada (apoptose) a fim de possibilitar o surgimento de células novas e revigoradas em seu lugar, vários blogueiros, alguns acompanhando o fenômeno desde o princípio, outros mais novatos, estão desistindo de manter seus blógues.

Será esta tendência um anúncio preliminar funesto do fim do Fenômeno? Serão apenas falsos sinais de fumaça a indicar uma expectativa errônea? Será que o aspecto individual, eminentemente depressivo e cinzento de alguns blogueiros, para os quais o eletrochoque seria a solução definitiva o responsável pelo que estávamos a discutir? Ou será que ler o livro de Haim Grumspum sobre resiliência os manteria na ativa?
Creio eu que muita água ainda vai rolar até que que a solução definitiva a esta questão se fixe. De qualquer forma, as respostas não serei eu a dar…

Bem-vindo a O Pensador Selvagem!

    São tempos de Efervescências, mesmo… Está surgindo no horizonte um novo modo de perceber a internet e a blogosfera, algo que tem suas origens bem antes da web 1.0, utiliza conceitos da web 2.0 mas cujos limites vão além, tocando de forma intermitente o desconhecido. Este novo modo já tem nome: O Pensador Selvagem.

    Uma revista. Um site. Um portal. Um condomínio de blogs. Uma comunidade. Uma rede. Um painel. Um ponto de encontro, de convergência. Uma experiência de autogestão. Tudo isso ao mesmo tempo, constituindo um todo que é maior que a soma de suas partes, já que o todo comporta, além das partes, também as relações entre elas, em concordância com o que diz Edgar Morin

 

Objetivo: ser uma revista multicultural ampla, eclética, envolvendo desde a literatura passando pelas artes plásticas, cênicas, música, ecologia, gastronomia, política, economia, história, direito, filosofia, quadrinhos, cinema, antropologia, arquitetura, sociologia, sexologia, fotografia, religião, espiritualidade, comportamento, utilizando para sua apresentação e divulgação os meios virtuais escritos, mas também imagens, sons, vídeo e prota-organizando encontros virtuais e reais transdisciplinares entre seus colaboradores e visitantes.

O Nome: “O Pensador Selvagem” deriva da idéia de um indivíduo tentando escapar de sua animalidade, entretanto encerrado nesta e relacionando-se constantemente com os conflitos derivados desta relação. Percebe-se “O Pensador Selvagem” como indivíduo, mas também como “coisa”, como representação de um coletivo ou de um objeto mecânico ou quântico, físico e metafísico simultaneamente, que aceita dentro de si todos paradoxos, entre os quais o de pensar e ser selvagem ao mesmo tempo. Na essência, é impossível negar a animalidade que há em nós, ditos humanos. Alguns tentam esquecer, ludibriar o lado bicho, mas isto é uma ilusão.

A Motivação: existem hoje no Brasil numerosas “revistas virtuais culturais”, abarcando uma ou mais áreas desta rica cultura, recebendo textos originais de pensadores e praticantes autônomos das mais diversas áreas do conhecimento humano. Muitas delas, com excelente desempenho dentro do seu foco de atuação. Existe, entretanto, uma carência na busca de integrar estas diferentes áreas na criação de um conhecimento sintético e representativo destas áreas. Carecemos de uma “quebra das fronteiras” entre as disciplinas, que dialogam sim, entretanto não mais do que duas ou três ao mesmo tempo. Buscaremos transformar “O Pensador Selvagem” em um grande fórum onde criadores possam, de forma singular, interagir entre si, usando para seu benefício os estímulos recebidos e alimentando o grande coração d’O Pensador. Este, por sua vez, servirá de propulsor para novas mudanças que, em moto perpetuo alimentará a espiral do saber sensível gerando satisfação, bem-estar e novo conhecimento.

O Começo: a etapa inicial da concretização deste ambicioso projeto é agrupar um número significativo de pessoas ou coletivos qualitativamente relevantes dentro dos grupos culturais que representam e tornar estas pessoas ou coletivos responsáveis, dentro d’O Pensador e fora dele, pela criação e coleta-receptação dos produtos nas diferentes mídias e meios além da divulgação da idéia entre grupos semelhantes ou dessemelhantes. Cada grupo, que provisoriamente será chamado de Seção (até que nome melhor venha a ser utilizado), deverá concatenar esforços e se autogerir com o objetivo de, na freqüência que lhe for possível, trazer conhecimento e estímulo produzidos dentro do grupo ou fora dele para “O Pensador Selvagem”, tratando de gerenciar também a entrada de novos membros no grupo. Estes novos membros, automaticamente farão parte da comunidade maior, transdisciplinar. É importante manter a noção da troca de experiências entre os diferentes grupos como forma de ampliar os estímulos recebidos e assim aprimorar o senso de integração, fraternidade e multiplicação características de uma comunidade harmoniosa.

A Idéia: assim como Kafka, em suas cartas para Felice confessou-lhe que o lugar ideal para escrever seria a mais profunda galeria de uma caverna, apenas acompanhado de uma lamparina e o material necessário para a escrita, sendo que lhe levassem o alimento até a porta da caverna – e esse seria seu único passeio, buscar comida, para depois tornar a escrever – hoje padecemos da ultramultitude de informações que infestam todos nossos sentidos. Perdemos a noção do silêncio e da solidão, no sentido estrito do termo. Como criar, num mundo assim? Como pensar (n)um mundo assim?

Desafios: um dos objetivos mais ambiciosos de “O Pensador Selvagem” é integrar, em um só ambiente, o popular e o erudito, samba e orquestra, ou seja, o senso comum e o acadêmico. Colocar para conversar estas verdades por vezes tão distantes que até parecem de mundos diferentes. Ensinar, através do confrontamento dialético, uma a enxergar pelos olhos da outra. Praticar constantemente a alteridade. Aqui, o míope se torna hipermétrope para somente depois bem enxergar e vice-versa. Há que se exercitar a humildade, a paciência e a tolerância. Há que se despojar de preconceitos ou mesmo de conceitos bem fundamentados para conseguir dar um salto intelectual, um salto espiritual, um salto selvagem, super-humano.

 

   Nos próximos dias, mais novidades. Mas sem pressa, porque o bolo do forno da vovó é mais gostoso.