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Nov 16

Por tão poucos terem tanto é que tantos tem tão pouco – Eduardo Marinho

By Rafael Reinehr | Artes Plásticas

A vida tem dessas coisas. A vida hiperconectada também. Não fosse pela internet, hoje não estaria com uma gravura do artista, anarquista e visionário Eduardo Marinho na minha sala.

Foi numa dessas conexões inesperada que me deparei com o vídeo do Eduardo que mostro abaixo:

 


Esse vídeo me fez querer saber mais do cara e fui atrás. Uma googlada aqui, outra lá, achei um blog dele, o Observar e Absorver e daí foi um toque para os primeiros contatos por e-mail.
Numa dessas conversas, acabei me interessando também pelo lado “artista de rua”ou “artista marginal” do Eduardo, e adquiri uma de suas obras, que talvez possamos entitular “Por tão poucos terem tanto é que tantos tem tão pouco“, que ilustro abaixo.

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Uma grande verdade, não é mesmo?

Isso aí meu amigo! Continue sempre na luta nos inspirando com seu pensamento e suas ações. Em breve, vou falar por aqui ou acolá sobre tua Pençá, um belo fanzine que merece ser mais divulgado.
Jan 15

Eduardo Marinho: falando o que precisa ser dito, repetido e concretizado

By Rafael Reinehr | Saúde da Sociedade

Conheci há um par de dias o Eduardo Marinho, a partir deste vídeo. Ainda não entrei em contato com o dito cujo mas desde já afirmo: subscrevo as palavras do cumpa.

He got balls. Tem culhões o cara. Disse o que muitas pessoas gostariam de dizer mas, MUITO MAIS IMPORTANTE, fez o que muitos gostariam de fazer ou ao menos ter coragem de fazer.

 

Jul 28

Residencial Geriátrico Vitalis – A velhice levada a sério

By Rafael Reinehr | Holofote

O Centro Geriátrico Vitalis é uma residência geriátrica de alto padrão localizada no Bairro Três Figueiras em Porto Alegre – RS.

Gerenciada pelo médico psiquiatra e especialista em geronto-psiquiatria Eduardo Hostyn Sabbi, o residencial conta com o acompanhamento constante de profissionais qualificados de todas áreas fundamentais para cuidar do seu velhinho: médica geriatra, médicos psiquiatras, enfermeira, nutricionista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, musicoterapeuta, arteterapeuta e professora de ginástica, além de técnicas de enfermagem qualificadas para auxiliar em todas as tarefas diárias dos idosos que lá residem.

Mais informações podem ser obtidas no site do Centro Geriátrico Vitalis, através do telefone (51) 3381-2230 ou diretamente na Rua Carlos Huber, 60 – Bairro Três Figueiras – Porto Alegre/RS. O Eduardo ficará feliz em recebê-lo para uma visita sem compromisso.

Senescência
Jul 13

Endocrinologia da Senescência

By Rafael Reinehr | Senescência

SenescênciaComo endocrinologista, sempre estudei tudo o que dizia respeito aos nossos hormônios e ao nosso metabolismo, além de recentemente e cada vez mais ter me dedicado também ao estudo da nutrição humana e melhores formas de manter nosso corpo forte e saudável por mais tempo.

Dentro deste pano de fundo, a Endocrinologia da Senescência começou a se tornar cada vez mais interessante para mim. Saber quais mecanismos levam a um maior envelhecimento em algumas pessoas e aprender a como retardar estes processos está se tornando parte mais e mais importante dos meus estudos.

Chegou a hora de armazenar e organizar este conhecimento, talvez na forma de um arquivo virtual e, porque não ao cabo de um par de anos, em um livro. O desejo já está posto, o conhecimento de base já tenho, vou atrás agora do que de mais novo se produziu no conhecimento científico nesta área tão interessante.

Quem já vibrou comigo com esta decisão foi meu amigo Eduardo Sabbi, médico psiquiatra e dono do Centro Geriátrico Vitalis, uma das melhores (senão a melhor) Clínica Geriátrica de Porto Alegre.

Acompanhe a saga do conhecimento da Endocrinologia da Senescência nesta subseção do site. Todo novo artigo publicado sobre o tema será publicado na aba Senescência do site. Dúvidas e questões pertinentes poderão ser enviadas através do Formulário de Contato e poderão virar um artigo que tentará esclarecer a seção.

Abr 12

Quarta-feira, 11 de agosto de 2004 – Clínica e Vida

By Rafael Reinehr | Escrever Por Escrever (blog)

Ontem à noite fui a uma Jornada de Psicologia organizada pela turma da minha namorada, pelo qual eu fui responsável pela confecção do cartaz, que, por sinal, é esta imagem que vocês vêem aí embaixo.

cartaz.jpg

Para a Jornada, foram convidados alguns figurões da psicologia nacional, como Eduardo Passos, Peter Pál Pelbart e Suely Rolnik. Abaixo, vou transcrever meus apontamentos das palestras do professor Eduardo Castro, mestre de minha namorada na Universidade Federal de Santa Maria e de Eduardo Passos, professor da Universidade Federal Fluminense.

Os apontamentos serão registrados como foram feitos. A aparente “nonsensibilidade” deve ser desfeita por cada leitor. Dúvidas posteriores discutiremos nos comentários. Sugiro que prestem bastante atenção à leitura pois vários trechos foram responsáveis, pelo menos para mim, por grandes “insights” que, por sua vez, geraram um encadeamento de idéias que produziram uma série de pôusts já escritos a serem gradualmente depositados aqui no Escrever Por Escrever. Inicia-se pois a transcrição dos apontamentos (com possíveis erros na grafia do nome dos autores):

A Loucura de Ser Normal – Eduardo Castro

“De perto ninguém é normal” – Caetano Veloso

Martin Gröhs – A Sociedade Psicológica – médicos e psicólogos tiram vantagem da não-normalidade

Qual o sentido, a importância de ser ou não normal?

Anormal x Normal (maniqueísmo, versão demoníaca, dicotômica do mundo, binária, religiosa, forma de alguém exercer domínio sobre os outros, ILL = EVIL, doente = endemoniado, intolerância com o diferente)

…Em contraposição a…

Diversas Normalidades

Cérebro permanentemente se moldando e modificando recepção de estímulos com o passar dos anos modificação da cultura, em um círculo que segue com um novo cérebro sendo moldado e assim sucessivamente

Fazer perceber que uma pessoa com dor de cabeça, angústia ou unha encravada não é uma pessoa doente, é uma pessoa normal com as tensões NORMAIS da vida.

Identificar objetivos de vida do paciente e as dificuldades que o mesmo encontra para atingir tais objetivos. Se a causa do problema for esta dificuldade para alcançar os objetivos, ajudar a reconstruí-los ou propor alternativas para alcançá-los…

“Estamos em um mundo de perdidos (não ter referentes ou ter tantos referentes que não nos achamos) onde todos fazemos de conta que estamos achados” (Eduardo Castro)

Clínica, Subjetividade e Política – Eduardo Passos

Travessia – Travessura

Christian Bonevoir – pintor – é através da DIVISÃO que extraímos da tela em branco uma superfície pictórica (de inscrição) e desta uma forma.

O artista é você! Pegue a divisão (impor limites), você é o responsável pela operação (divisão). Não se contente com o operado.

O que acontece quando divido o divisor? A operação abre a superfície à sua alteridade (!) – aparece na superfície o outro da superfície, a profundidade (é o outro DA superfície NA superfície, um fora na superfície incluído) – a experiência ocorre NO LIMITE.

Habitar o contemporâneo não é trivial
É habitar um tempo fugidio que sempre está a se furtar
E ao mesmo tempo vive no porvir, no horizonte à frente

Lewis Carroll

O que são as luzes – 1983 – Michel Folcault comenta um texto de Immanuel Kant, escrito na véspera de sua morte, traduzido para o português na Ditos e Escritos vol. 2

Parmênides: “O ser é e o não ser não é”

A crítica contemporânea localiza, territorializa, tira a potência, define o bom e o mau DA CRIAÇÃO

Slogan da atualidade: “Vamos respeitar os diferentes”

Possibilidade de derivar, de se diferenciar…

Jun 28

28/06/2007 – Brasil Telecom vai tomar no C’!

By Rafael Reinehr | Cotidianices

    Meta de vida: parar de usar telefone celular. Me livrar das péssimas companhias de telefonia celular que temos. Já fui cliente da Vivo, TIM e agora Brasil Telecom. Nenhuma se salva. Todas pisam na bola…   …e feio! Um dia ainda conto essa história (a última delas, pelo menos!). Obrigado pela atenção e gentileza do Eduardo e da Ana, que depois de uma certa resistência inicial me ajudaram a contornar de forma parcialmente satisfatória o problema.

Eduardo Galeano De Pernas Pro Ar
Mai 20

Eduardo Galeano – De Pernas Pro Ar – A Escola do Mundo ao Avesso

By Rafael Reinehr | Nanoresenhas Canalhas

 Eduardo Galeano De Pernas Pro Ar

Idolatrar pessoas geralmente é característica do espírito jovem, adolescente. Depois que crescemos, costumamos incorporar algumas características daqueles nos quais espelhamos em nossa personalidade, mas não temos o hábito de seguir identificando-nos com ídolos. Se me perguntassem, entretanto, o que gostaria de ser quando crescer, não teria dúvidas em dizer: Eduardo Galeano!

É claro, também gostaria de ser um pouco Bakunin, um pouco Capra, um pouco Morin e, se sobrasse espaço, muito de mim mesmo…

Me foi emprestado pelo grande amigo Eduardo Sabbi o livro De Pernas Pro Ar – A Escola do Mundo ao Avesso. Quando me emprestou, disse: “Esse livro é uma patada em cima da outra”. E estava certo: em “De Pernas Pro Ar”, Galeano exerce todo seu conhecimento da cultura e política da América Latina sob o olhar atento de alguém que, desde 1971, com “As veias abertas da América Latina” vem criticando a exploração de nossa sociedade pelo assim por Deleuze chamado de Capitalismo Mundial Instituído.

Publicado em 1999, esta obra do escritor uruguaio possui tantas pérolas que necessitam ser registradas lá dentro de nosso ser que precisarei relê-la novamente e, desta vez, não sem fazer anotações detalhadas de todos trechos impressionantes que ela contém em quase todas as mais de 350 páginas.

Até lá, selecionei alguns trechos representativos de parte do pensamento de Eduardo Galeano. Acompanhe:

 

 

Caminhar é um perigo e respirar é uma façanha nas grandes cidades do mundo ao avesso. Quem não é prisioneiro da necessidade é prisioneiro do medo: uns não dormem por causa da ânsia de ter o que não têm, outros não dormem por causa do pânico de perder o que têm. O mundo ao avesso nos adestra para ver o próximo como uma ameaça e não como uma promessa, nos reduz à solidão e nos consola com drogas químicas e amigos cibernéticos. Estamos condenados a morrer de fome, morrer de medo ou a morrer de tédio, isso se uma bala perdida não vier abreviar nossa existência.”

 

 

O mundo ao avesso nos ensina a padecer a realidade ao invés de transformá-la, a esquecer o passado ao invés de escutá-lo e a aceitar o futuro ao invés de imaginá-lo: assim pratica o crime, assim o recomenda. Em sua escola, escola do crime, são obrigatórias as aulas de impotência, amnésia e resignação. Mas está visto que não há desgraça sem graça, nem cara que não tenha sua coroa, nem desalento que não busque seu alento. Nem tampouco há escola que não encontre sua contra-escola.”

 

Contradições do mundo moderno

 

“A publicidade manda consumir e a economia proíbe. As ordens de consumo, iguais para todos, mas impossíveis para a maioria, são convites ao delito.”

 

“A igualação, que nos uniformiza e nos apalerma, não pode ser medida. Não há computador capaz de registrar os crimes cotidianos que a indústria da cultura de massas comete contra o arco-íris humano e o humano direito à identidade. O tempo vai-se esvaziando de história e o espaço já não reconhece a assombrosa diversidade de suas partes. Através dos meios massivos de comunicação, os donos do mundo nos comunicam a obrigação que temos todos de nos contemplar num único espelho, que reflete os valores da cultura de consumo. “A televisão (…) não só ensina a confundir qualidade de vida com quantidade de coisas…”

 

O PROBLEMA: A economia mundial exige mercados de consumo em constante expansão para dar saída à sua produção crescente e para que não despenquem suas taxas de lucro, mas, ao mesmo tempo, exige braços e matéria-prima a preços irrisórios para baratear os custos da produção. O mesmo sistema que precisa vender cada vez mais, precisa também pagar cada vez menos. E como quem recebe menos pode comprar mais?

 

Segundo Galeano, o valor dos produtos para animais de estimação  que, a cada ano, são vendidos nos Estados Unidos, é quatro vezes maior do que toda a produção da Etiópia. As vendas da General Motors e da Ford superam largamente a produção de toda a África negra. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, “dez pessoas, os dez mais ricos do planeta, têm uma riqueza equivalente ao valor da produção total de cinqüenta países, e quatrocentos e quarenta e sete milionários somam uma fortuna maior do que ganha anualmente a metade da humanidade”

 

 

“Num mundo que prefere a segurança à justiça, há cada vez mais gente que aplaude o sacrifício da justiça no altar da segurança. Nas ruas das cidades são celebradas as cerimônias. Cada vez que um delinqüente cai varado de balas, a sociedade sente um alívio na doença que a atormenta. A morte de cada malvivente surte efeitos farmacêuticos sobre os bem-viventes. A palavra farmácia vem de phármakos, o nome que os gregos davam às vítimas humanas nos sacrifícios oferecidos aos deuses nos tempos de crise.”

 

Uma dos achados fantásticos deste livro foi a citação de uma série de frases encontradas em muros e cidades do mundo. Eis algumas delas:

 

“Combata a fome e a pobreza! Coma um pobre!” (de um muro em Buenos Aires)

 

“Bem-vinda classe média!” (dizer na entrada de um dos bairros mais miseráveis de Buenos Aires)

 

“Deixemos o pessimismo para tempos melhores”(de um muro em Bogotá)

 

“Basta de fatos! Queremos promessas!”

 

“Existe um país diferente, em algum lugar”

 

“Quando tínhamos todas as respostas, mudaram as perguntas” (de um muro em Quito)

 

         Estas citações me deram a idéia de criar uma seção do site para receber fotos de frases de cunho político ou de humor encontradas nos muros e locais públicos pelo mundo. Como não tenho viajado muito nem tenho muitos contatos, não sei se a idéia vai vingar, mas um dia começo a pô-la em prática.

 

         Antes do capítulo final, “O direito ao deliro”, Galeano filosofa e filosofa bem: “A natureza se realiza em movimento e também nós, seus filhos, que somos o que somos e ao mesmo tempo somos o que fazemos para mudar o que somos. Como dizia Paulo Freire, o educador que morreu aprendendo: “Somos andando”. A verdade está na viagem, não no porto. Não há mais verdade do que a busca da verdade. Estamos condenados ao crime? Bem sabemos que os bichos humanos andamos muito dedicados a devorar o próximo e a devastar o planeta, mas também sabemos que não estaríamos aqui se nossos remotos avós do paleolítico não tivessem sabido adaptar-se à natureza, da qual faziam parte, e não tivessem sido capazes de compartilhar o que colhiam e caçavam. Viva onde viva, viva como viva, viva quando viva, cada pessoa contém muitas pessoas possíveis e é o sistema de poder, que nada tem de eterno, que a cada dia convida para entrar em cena nossos habitantes mais safados, enquanto impede que os outros cresçam e os proíbe de aparecer. Embora estejamos malfeitos, ainda não estamos terminados; e é a aventura de mudar e de mudarmos que faz com que valha a pena esta piscadela que somos na história do universo, este fugaz calorzinho entre dois gelos”.

 

         De Pernas Pro Ar – A Escola do Mundo ao Avesso é leitura obrigatória para quem quer se localizar no mundo e perceber a importância de ter um lugar e, principalmente, ensinar isso ao seu vizinho.

Eduardo na Vitalis
Abr 26

Eduardo Sabbi – mais do que amigo

By Rafael Reinehr | Do lado esquerdo do peito

   Eduardo na Vitalis
Eduardo Sabbi com a amiga Vanessa na Festa de Natal da Vitalis em 2006

    Feche os olhos.  Agora, faça comigo um exercício de imaginação: imagine um de seus melhores amigos sendo atropelado violentamente por um ônibus em alta velocidade e sendo jogado em cima de um poste. Imagine seu amigo, corpo inerte, jogado no solo, todo ensangüentado. Imagine ele recebendo os primeiros socorros por um radialista e um estagiário da área de saúde que por coincidência estava por lá. Imagine o SAMU sendo chamado – para o médico, técnico de enfermagem e motorista é somente mais um trabalho no dia cheio. Imagine a dificuldade em encontrar um familiar em um celular estraçalhado. Uma carteira de identidade revela o sobrenome da vítima: o sobrenome de seu amigo. O radialista procura na lista telefônica enquanto a ambulância remove o seu amigo, gravemente ferido, totalmente inconsciente. Um familiar de seu amigo recebe um telefonema, informando que seu amigo foi atropelado e está sendo levado ao Hospital de Pronto Socorro. O familiar do seu amigo é um tio, e prontamente telefona para o primo do seu amigo ir correndo para o hospital, enquanto ele faz o mesmo e deixa a esposa encarregada de contatar o pai do seu amigo, que mora em outra cidade, distante dali 130 quilômetros…

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