Posts Tagged "educação"


Saúde Parte VI – de VIII

Saúde Parte VI – de VIII


Posted By on abr 5, 2016

 

Se quiseres planejar para um ano, plante cereais. Se quiseres planejar para trinta anos, plante árvores. Se quiseres planejar para 100 anos, eduque o povo.” – Provérbio chinês

Saúde sem educação é a maior utopia possível.

Uma pessoa que não foi educada para saber diferenciar entre o certo e o errado, o que nutre e o que envenena o corpo, conta tão somente com a sorte para sobreviver a toda sorte de ofertas de alimentos com embalagens coloridas, que ficam prontos em 2 minutos no microondas, frutas vistosas (repletas de agrotóxicos e fertilizantes químicos) e mesmo terapeutas charlatães que vendem tratamentos milagrosos para perda de peso, benefícios estéticos ou mesmo curas milagrosas para as mais variadas afecções.

Um ser humano que aprender a se defender das desinformações que o mundo moderno, tal qual George Orwell previa em 1984, nos fornece, tem mais condições de viver uma vida saudável e longeva. Eis a importância, como citei há algumas edições atrás, da criação não somente de Postos e Unidades de Atenção à Saúde (que em sua grande maioria são Unidades de Atenção à Doença), mas de Centros (Populares) de Educação em Saúde e de uma verdadeira e efetiva Rede Integrada de Educação em Saúde, capaz de transmitir o conhecimento que fica encastelado e centralizado na figura dos profissionais de saúde, tanto clínicos gerais quanto especialistas das diversas áreas de atenção aos pacientes e distribuir este conhecimento, tornando não só o acesso à saúde mas o conhecimento acerca do que é bom e preferível e o que deve ser evitado mais democrático e distribuído.

pegadas

Quando pensamos que nosso ecossistema como um todo é responsável pela nossa saúde, desde o ar que respiramos, a água que ingerimos, a violência de nossa urbe, etc., nos damos conta de quão importantes são os exemplos que nossas escolhas e nossos atos proporcionam para quem está á nossa volta e para as gerações vindouras. Como dizia B. K. Jagdish:

“Nossos pés deixam pegadas na areia do tempo. Se estivermos no caminho errado, muitos nos seguirão, desviando-se do que é correto. Quando pensamos que uma ação é só por aquele momento e esquecemos que ela deixa um rastro atrás de si, não estamos sendo responsáveis. Todas as nossas ações afetam os seres humanos, dando-lhes alívio ou tristeza. Podemos fortalecê-los ou não. Podemos causar ferimentos ou curas. Podemos gerar conflitos ou resolvê-los. Podemos criar cataclismas ou algo nobre para a sociedade.”

Existe ainda uma outra lição bem interessante e inteligente, que nos liga à frugalidade, discutida anteriormente, e também à preocupação com a questão sistêmica do planeta e, de forma interdependente, às nossas relações com os outros humanos, que é a de manter uma atitude “verde” para com o mundo. Sobre isso, diziam Penny Kemp e Derek Wall, ecologistas britânicos:

“Como ser verde? Muitas pessoas nos perguntam esta importante questão. É realmente muito simples e não requer nenhum conhecimento especializado ou habilidades complexas. Aqui está a resposta. Consuma menos. Compartilhe mais. Aproveite a vida.”

Mas, muitas vezes, quando tudo o mais parece não resolver, o melhor que temos à fazer para manter ou para recuperar a saúde é fugir. Mas não a fuga do depressivo ou a fuga do amedrontado: uma fuga consciente, como estratégia para equilibrar a loucura e a serenidade presentes em cada um de nós. A fuga para encontrar a justa medida. O (quase) perfeito equilíbrio. Henry Laborit nos dizia:

“Em tempos como este, a fuga é o único meio para manter-se vivo e continuar a sonhar.”

E Hakim Bey nos ensina, em TAZ – A Zona Autônoma Temporária, Anarquia Ontológica e Terrorismo Poético, como usar a tática ninja do desaparecimento para realizar nossa essência longe dos olhos de quem nos controla, quer seja o Estado, a Igreja, a Escola ou mesmo a Família, sempre que precisamos exercer nosso direito à liberdade e à integritude. Quando, finalmente, nem a fuga dá certo, nos resta mais uma opção para invocar um surto instantâneo de saúde em nossas artérias e espírito: Rir! Esse sim, é o melhor remédio!

Como dizia Mort Walker, “Abençoados os que sabem rir de si mesmos, porque nunca deixarão de divertir-se”.

E não é verdade? Já existem até estudos científicos comprovando os efeitos benéficos de sorrir e gargalhar sobre a saúde humana!

No próximo texto, o sétimo e penúltimo da saga “Saúde”,

veremos como Ralar o joelho, Revoltar-se, Desobedecer, Diversidade e Respeito se relacionam com o conceito de saúde. Até lá!

Read More
Saúde Parte VI – de VIII

Saúde Parte VI – de VIII


Posted By on abr 5, 2016

 

Se quiseres planejar para um ano, plante cereais. Se quiseres planejar para trinta anos, plante árvores. Se quiseres planejar para 100 anos, eduque o povo.” – Provérbio chinês

Saúde sem educação é a maior utopia possível.

Uma pessoa que não foi educada para saber diferenciar entre o certo e o errado, o que nutre e o que envenena o corpo, conta tão somente com a sorte para sobreviver a toda sorte de ofertas de alimentos com embalagens coloridas, que ficam prontos em 2 minutos no microondas, frutas vistosas (repletas de agrotóxicos e fertilizantes químicos) e mesmo terapeutas charlatães que vendem tratamentos milagrosos para perda de peso, benefícios estéticos ou mesmo curas milagrosas para as mais variadas afecções.
Um ser humano que aprender a se defender das desinformações que o mundo moderno, tal qual George Orwell previa em 1984, nos fornece, tem mais condições de viver uma vida saudável e longeva. Eis a importância, como citei há algumas edições atrás, da criação não somente de Postos e Unidades de Atenção à Saúde (que em sua grande maioria são Unidades de Atenção à Doença), mas de Centros (Populares) de Educação em Saúde e de uma verdadeira e efetiva Rede Integrada de Educação em Saúde, capaz de transmitir o conhecimento que fica encastelado e centralizado na figura dos profissionais de saúde, tanto clínicos gerais quanto especialistas das diversas áreas de atenção aos pacientes e distribuir este conhecimento, tornando não só o acesso à saúde mas o conhecimento acerca do que é bom e preferível e o que deve ser evitado mais democrático e distribuído.
pegadas
Quando pensamos que nosso ecossistema como um todo é responsável pela nossa saúde, desde o ar que respiramos, a água que ingerimos, a violência de nossa urbe, etc., nos damos conta de quão importantes são os exemplos que nossas escolhas e nossos atos proporcionam para quem está á nossa volta e para as gerações vindouras. Como dizia B. K. Jagdish:

“Nossos pés deixam pegadas na areia do tempo. Se estivermos no caminho errado, muitos nos seguirão, desviando-se do que é correto. Quando pensamos que uma ação é só por aquele momento e esquecemos que ela deixa um rastro atrás de si, não estamos sendo responsáveis. Todas as nossas ações afetam os seres humanos, dando-lhes alívio ou tristeza. Podemos fortalecê-los ou não. Podemos causar ferimentos ou curas. Podemos gerar conflitos ou resolvê-los. Podemos criar cataclismas ou algo nobre para a sociedade.”

Existe ainda uma outra lição bem interessante e inteligente, que nos liga à frugalidade, discutida anteriormente, e também à preocupação com a questão sistêmica do planeta e, de forma interdependente, às nossas relações com os outros humanos, que é a de manter uma atitude “verde” para com o mundo. Sobre isso, diziam Penny Kemp e Derek Wall, ecologistas britânicos:

“Como ser verde? Muitas pessoas nos perguntam esta importante questão. É realmente muito simples e não requer nenhum conhecimento especializado ou habilidades complexas. Aqui está a resposta. Consuma menos. Compartilhe mais. Aproveite a vida.”

Mas, muitas vezes, quando tudo o mais parece não resolver, o melhor que temos à fazer para manter ou para recuperar a saúde é fugir. Mas não a fuga do depressivo ou a fuga do amedrontado: uma fuga consciente, como estratégia para equilibrar a loucura e a serenidade presentes em cada um de nós. A fuga para encontrar a justa medida. O (quase) perfeito equilíbrio. Henry Laborit nos dizia:

“Em tempos como este, a fuga é o único meio para manter-se vivo e continuar a sonhar.”

E Hakim Bey nos ensina, em TAZ – A Zona Autônoma Temporária, Anarquia Ontológica e Terrorismo Poético, como usar a tática ninja do desaparecimento para realizar nossa essência longe dos olhos de quem nos controla, quer seja o Estado, a Igreja, a Escola ou mesmo a Família, sempre que precisamos exercer nosso direito à liberdade e à integritude. Quando, finalmente, nem a fuga dá certo, nos resta mais uma opção para invocar um surto instantâneo de saúde em nossas artérias e espírito: Rir! Esse sim, é o melhor remédio!
Como dizia Mort Walker, “Abençoados os que sabem rir de si mesmos, porque nunca deixarão de divertir-se”.
E não é verdade? Já existem até estudos científicos comprovando os efeitos benéficos de sorrir e gargalhar sobre a saúde humana!

No próximo texto, o sétimo e penúltimo da saga “Saúde”,

veremos como Ralar o joelho, Revoltar-se, Desobedecer, Diversidade e Respeito se relacionam com o conceito de saúde. Até lá!

Read More

Sonhei que morria por causa de uma bactéria no coração. Acordei febril. Mas podia ser pior, eu podia ter sonhado que era um professor paranaense.” – Pedro Rios Leão

charge de Odyr Bernardi

 

O Beto Richa, e nossos governantes em geral, sabem muito bem o perigo que os professores representam. O que aconteceu hoje em Curitiba não foi uma fatalidade ou um ato de descontrole. Foi apenas uma ação condizente com a cultura política do nosso país. Qualquer esboço de mudança passa por uma auto-reflexão. Somos todos responsáveis. Quem não está ATIVAMENTE contra essa ideologia vigente, está a favor dela e é diretamente culpado pelos acontecimentos de hoje.

Espero que o ocorrido encerre de vez essa sandice de intervenção militar. Quem quiser provar um “pouquinho” de intervenção militar, dá um pulo aqui no Centro Cívico pra tomar bomba e cacetete na cara. Porque protestar em bairro nobre com roupinhas da moda e voltar pra casa de taxi, limpinho e bem feliz é fácil, qualquer imbecil consegue.

Hoje, mais do que nunca, vale a célebre frase de Martin Luther King Jr.: a maior tragédia desse momento de crise não será o grito dos homens maus e sim o silêncio dos homens de bem!” – Jaque Bohn Donada

FB_IMG_1430355388377

Sugestão de campanha: Você conhece algum filho de policial militar no PR? Conhece a esposa de algum deles? Ligue para ela, ele e sugira que chame o pai à consciência. POlicial também é trabalhador. Hoje eles bateram nos professores de seus próprios filhos, nas professoras de suas filhas, e talvez em alguns que foram ou poderiam ter sido seus professores no passado recente. Sugiro que seus vizinhos não os rejeitem, mas que os chamem ao motim, que os convidem à desobediência baseada no RDE ou no código militar “ORDEM ABSURDA NÃO SE CUMPRE” é dever do militar desobedecer e ir preso se for o caso. Trabalhador não bate em trabalhador. peça aos filhos e amigos, parentes e esposas de policiais militares que se mobilizem e ajudem estes a dar o passo que falta …. e ficarem do lado do bem da justiça. Estes homens e mulheres fardados, em sua maioria, e ao seu modo, querem o mesmo que todos os demais trabalhadores: paz e justiça.” – Claudio Oliver

FB_IMG_1430355752080Outra informação, do Paraná Portal, afirma que 50 policiais serão exonerados pois recusaram-se a atirar contra os manifestantes.

Os surtos de lucidez são penalizados, enquanto os rompantes de afronta à democracia e ao direito de protesto são fortemente reprimidos. Vivemos há muito em uma sociedade de hipercontrole, em que a Polícia não serve ao propósito de defender a população de bandidos, ladrões e criminosos em geral mas, pelo contrário, está presente apenas para garantir a propriedade privada (daqueles que a possuem) e a manutenção do estado das coisas de forma a favorecer quem está no poder.

martin-luther-king-riots

“Não é suficiente para mim parar em frente a vocês nesta noite e condenar os levantes. Seria moralmente irresponsável fazer isso sem, ao mesmo tempo, condenar as contingências e condições intoleráveis que existem em nossa sociedade. Essas condições são as coisas que fazem os indivíduos sentir que não possuem outra alternativa senão engajar-se em rebeliões violentas para chamar a atenção. E eu devo dizer hoje que uma revolta é a linguagem daqueles que não são ouvidos.” – Martin Luther King Jr., 14 de março de 1968

Voltaire já dizia: “É perigoso estar certo quando o governo está errado.” Isso está mais do que certo, haja vista que o aparelho ideológico do Estado e a estrutura hierárquica militar, disciplinada e aparelhada que está a seu serviço tem poder de desmonte truculento de qualquer confronto direto com a população.

FB_IMG_1429479259656

Isso, no entanto, não é razão para quedarmos acomodados em frente às nossas “caixas anestesiadoras” – que alguns chamam de televisores. A cooperação crescente e o avanço das estratégias de participação cidadã – indo para muito além da mera participação, evoluindo até a interação – com troca efetiva de saberes e a evolução da tomada de consciência sobre o verdadeiro estado das coisas (que nos é obscurecido pela Escola, pela Igreja e pelo Estado) poderão acabar por gerar as faíscas da transformação social que precisamos.

respeito às leis

“Se o governo não respeita nossos direitos, porque nós respeitamos suas leis?”

Por que somos condescendentes? Conformistas? Acomodados? Porque estamos conseguindo comprar nossos eletrodomésticos, televisores de LCD ou automóveis em 12, 24, 36 ou 72 vezes? Porque seguimos acreditando na promessa de um “paraíso na terra”, através de reformas e mais reformas – políticas, econômicas, tributárias – que sempre são paliativas e logo ali na frente são revogadas (como no caso da rotulação dos transgênicos)?

Será que não percebemos que nossas liberdades são mais e mais cerceadas em troca de uma suposta “segurança” para nós e nossas famílias, sendo que esta segurança na verdade é uma ilusão posta na mesa para manter o processo de enriquecimento de famílias e grupos corporativos cada vez mais famintos?

FB_IMG_1429453709381A postagem é séria. É tão séria que precisamos de um pouco de humor para atenuar a carga emocional pesada de tudo que precisamos digerir ao refletir sobre o assunto:

FB_IMG_1430358865408Para finalizar, uma foto de um membro do Black Block que foi “capturado” pela PM do Paraná, em sua vestimenta característica de confronto com a polícia. Estes baderneiros… tsc… tsc… (ATENÇÃO, AVISO AOS INCAUTOS, PARA EVITAR COMENTÁRIOS INAPROPRIADOS: SIM, ISTO É UMA IRONIA)

professores-no-parana-parana-previdencia

A tempo: no início da madrugada caí em uma postagem de Gustavo Lisboa que cita Brecht. Suas palavras caem como uma luva para encerrar este ato:

Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.” – Bertold Brecht

Read More

Há aqueles que vivem em meio à abundância, promovendo a escassez. E há outros que, em meio à escassez, promovem a abundância.

(texto publicado originalmente na edição de número 9 da Revista Doc)
Há muito, existem no Brasil condições materiais e humanas para levar à população educação suficiente para que esta possa, cada vez mais, tomar as rédeas de seus próprios cuidados básicos e intermediários em saúde, desafogando o sistema público e até mesmo privado de atenção à saúde.
O atual sistema, centrado no médico e em outros terapeutas exclusivamente enquanto ferramentas de diagnóstico e tratamento, basicamente reforça um conceito ultrapassado que promove a escassez do acesso à saúde, ao invés de promovê-lo.
Frente a esta percepção, se propõe aqui uma alternativa que possa aumentar substancialmente o atendimento de todas as camadas da população no que diz respeito à maior riqueza que se pode ter em relação aos cuidados com a saúde: o conhecimento.
Possuímos, todos, uma capacidade de autocura impressionante e, tanto nas doenças agudas como crônicas, a importância de reconhecer sintomas como autolimitados ou ameaçadores à vida pode fazer a diferença entre a cura e o controle da doença em tempo hábil ou a morte de um indivíduo.
Propõe-se aqui a criação, em todo país, de Centros de Educação em Saúde. Nestes espaços – que poderão ser criados em locais tão formais quanto uma Escola ou uma Unidade de Saúde, ou tão informais quanto embaixo de uma mangueira* – se oferecerá à população informações detalhadas acerca das patologias que a aflige.
Assim, se eu sou portador de Diabete Melito, me inscrevo no Curso de Diabete Melito, com duração de, digamos, 30 horas, que acontece a cada 2 ou 3 meses na Unidade de Saúde da Zona Norte, por exemplo. Se, ao contrário, eu tenho Diabete Insípido (uma enfermidade mais rara), e não houver nenhum curso sobre a mesma em minha cidade, poderei acessar a RIES (Rede Integrada de Educação em Saúde), um banco de dados composto pelos Cursos dados em todo o território nacional e poderei buscar a cidade e estado em que um curso sobre Diabete Insípido (ou outra doença de meu interesse) estará sendo ministrado nos próximos meses.
Na RIES, além da divulgação dos cursos presenciais, ficarão armazenados tanto os materiais didáticos de todos os CES, que serão disponibilizados como Recursos Educacionais Abertos (folders, cartilhas, folhetos explicativos, algoritmos, áudios e vídeos), sempre em linguagem acessível e de fácil compreensão.
Além de cursos focados em “patologias”, teríamos também cursos fixos, repetindo-se sazonalmente, com foco na manutenção da saúde: nutrição, atividade física de acordo com idade e condição de saúde, tratamento e prevenção da obesidade, controle de estresse, grupos de estudo em saúde (autogeridos) e assim por diante.
O aluno-paciente ou seu familiar sai do Centro de Educação em Saúde com conhecimento, jamais com uma receita médica…
É lamentável verificar esta tendência – e parece ser vedado falar sobre isso – mas nos dias de hoje, em linhas gerais, a indústria da medicina trata de guardar a sete chaves o conhecimento médico, mantendo tempos de consulta e contato com o paciente tão pequenos quanto sejam necessários apenas para detectar um ou outro sinal ou sintoma de alerta e ajustar as medicações de acordo. Muito pouco tempo é – relativamente – dedicado a esta poderosa ferramenta de saúde pública que é a Educação. Me perdoem os colegas que fazem parte da exceção à regra.
Ainda há tempo para mudar. E ainda há tempo para que sejamos, nós, os protagonistas dessa mudança. Em uma sociedade que a cada ano que passa se torna mais e mais aberta, transparente e consciente de seus desejos e necessidade, acabou-se o tempo para mordaças e processos educativos que mantenham as pessoas na ignorância. Chegou a hora de trazer a luz e a informação libertadoras, de forma ampla e irrestrita.
Chegou a hora de médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, dentistas e outros terapeutas juntarem suas forças em prol da saúde da população. E quem sabe, daqui a uma década, não possamos dizer que, juntos, mudamos de forma inovadora o rumo de uma nação, nos tornando exemplo em educação em saúde para o mundo inteiro.
E assim sigo, utopicamente medic(t)ando, imaginando que um outro mundo, melhor, é possível.

*em alusão a Tião Rocha, do CPCD (http://www.cpcd.org.br/)
Acompanhe o desenvolvimento do projeto dos Centros de Educação em Saúde em http://ces.reinehr.org

Read More

Olhando para trás

 

“Harmonia… (é) obtida (através)… de livres acordos realizados entre vários grupos, territoriais e profissionais, livremente constituídos para o propósito de produção e consumo, e também para a satisfação da infinita variedade de necessidades e aspirações de um ser civilizado”
Piotr Kropotkin, “Anarchism”, 1910

O Anarquismo clássico enquanto filosofia política nasceu no meio do século XIX, enquanto um conjunto particular de práticas e crenças políticas. Houveram, antes disso, inumeráveis comportamentos humanos e formas de organização que datam de milênios que poderiam ser classificados como “anarquistas” (organização horizontal e sem divisão sexual do trabalho, das tribos caçadoras coletoras, por exemplo). Mas, como prática distinta, uma constelação de atributos que vamos explicar a seguir,surgiu em 1840.

Iniciou na Europa, um grupo não monolítico de países e cultura que por sua vez, espalharam uma variedade de tendências anarquistas. Dali, rapidamente viajou e se desenvolveu em outros lugares pelo mundo.
O Anarquismo na Europa Iluminismo surgiu a partir das, em parte, centenas de anos de rebeliões de escravos, levantes de camponenes e movimentos religiosos heréticos nos quais as pessoas deidiram que “já basta”, e nas formas relacionadas de experimentação com várias formas de autonomia. Foi também em parte influenciado pelo Iluminismo através do século XVIII que, no seu melhor, popularizou as noções pivotais, em grande grau teorizadas por estes revoltados:

A primeira ideia era que indivíduos tem capacidade de raciocinar, de possuir razão própria. Pode parecer auto-evidente hoje, mas na época era uma revolução. Por séculos as pessoas cresceram acreditando que a razão só poderia ser verificada a partir da palavra de um monarca ou deus/sacerdote. O Iluminismo deu voz às ideias das lutas sociais e, espalhando-se pela sociedade, gradualmente fez desaparecer esta auto-abnegação e promoveu uma progressiva compreensão de que cada um teria a habilidade de pensar por si mesmo.

Isto levou à segunda ideia: se os humanos tem capacidade de racionalizar, então eles também tem a capacidade de agir sobre seus pensamentos. Uma noção explosiva, pois até então só se agia de acordo com um todo poderoso re ou deus, através de uma toda poderosa monarquia ou igreja.

Ainda, e talvez mais libertadora, a terceira ideia surgiu: se as pessoas podem pensar e agir por iniciativa própria, então literalmente salta ao juízo o fato de que elas podem potencialmente pensar e agir nas noções para gerar uma boa sociedade. Elas podem inovar, podem criar um mundo melhor.

Um grupo de pensadores do Iluminismo oferecia uma concepção completamente nova da organização social, retirada da prática mas inda articulada com a teoria, indo de direitos individuais a auto-governança.

Avanços tecnológicos na imprensa facilitaram a relativamente ampla disseminação desse material escrito pela primeira vez na história humana, através de livros, panfletos e periódicos. Novos espaços sociais comuns como cafés, bibliotecas públicas e “speaker corners” em parquers ampliaram a possibilidade de debate acerca destas ideias incendiárias e ajudaram a espalhá-las ainda mais.

Nada disso garantiu (e não garante até hoje) que as pessoas pensem por si mesmas, ajam por si mesmas ou ajam com uma preocupação com toda a humanidade. Mas o que foi pelo menos teoricamente revolucionário sobre esta virada copernicana foi que, antes disso, a vasta maioria das pessoas largamente não acreditava no seu próprio agenciamento ou habilidade para se auto-organizar de forma tão interconectada, auto-consciente e crucialmente, de forma tão disseminada. Eles nasciam em uma vila isolada como um servo com a expectativa de viver toda a vida assim. Em resumo, aceitavam sua carga e ordem social como uma rigidez natural ou dada por deus – com quaisquer esperanças de uma vida melhor colocada na vida após a morte.

Devido à relação catalítica entre teoria e prática, muitas pessoas acabaram abraçando estas 3 ideias iluministas, levando a um grupo de ideologias libertárias, desde os congregacionistas religiosos ao republicanismo secular, liberalismo e socialismo. Esses novos impulsos radicais tomaram a forma de vários motes políticos e econômicos, contribuindo para o surgimento de revoluções pela Europa e em lugares como o Haiti, EUA e México, período esse que iniciou por volta de 1789 e durou até cerca de 1871 (reaparecendo no início do século XX). Monarcas, aristocratas e deuses foram derrubados pelas indas das revoluções, e uma era de absolutismo e governos arbitrários estava chegando ao fim. Em seu lugar, frequentemente após lutas de poder entre os próprios radicais, um novo zeitgeist político aparecera: variações seculares de parlamentarismo ou democracia representativa.

O conceito de “terceira revolução” de Murray Bookchin captura isso bem: primeiro existe uma derrubada revolucionária de um regime despótico, então uma estrutura revolucionária com democracia direta emerge, apenas para ser esmagada por forças de dentro do ambiente revolucionário que então institui novas formas de tirania.

Este período foi testemunha de grande potencial libertário e revolucionário, e também presenciou a constituição e ascensão do Estado Moderno, que trouxe consugo uma nova hipercentralização e hiperindividualismo. Todo esse contexto era solo fértil para o desenvolvimento do Anarquismo como uma sensibilidade antiestatista e utópica.

Enclosure

O capitalismo surgia, e a Revolução Industrial foi especialmente transformativa. Ela disfuncionou as economias de subsistência rurais (através dos Enclosures, cercamentos privados de pastos para pecuária de ovelhas voltadas para a produção de lã para a vicejante indústria têxtil, compelindo a uma migração em massa para as cidades crescentes e fábricas, para o trabalho assalariado ou para a servidão disfarçada (indentured). Essa mudança tectônica oferecia tanto uma promessa quanto uma nova forma de empobrecimento em massa. As pessoas estavam livres dos constrangimentos das tradições dos vilarejos, como relações de parentesco proibidas e crenças religiosas, para nõa mencionar as estruturas de poder emanando das catedrais e dos castelos. Eram expostas a várias culturas, ideias e experiências no mix urbano, o que para alguns representava novas formas de liberdade. Ao mesmo tempo, a vida nas rapidamente crescentes metrópoles também significava a piora das condições de vida para a maioria das pessoas, e o trabalho geralmente era explorado.

 

Sob a égide do capitalismo, a “economia” começou a ganhar importância sobre todo o resto, incluindo a vida humana e o mundo não humano, progressivamente reestruturando as relações sociais.

Mais do que ninguém em seu tempo, Karl marx capturou o caráter essencial do que viria a ser (até hoje) a estrutura social hegemônica – articulando estes saberes em seu “O Capital” (1867), bem como nos seus manuscritos anteriores, de 1844, Manuscritos Econômicos e Filosóficos.

Mais do que “simplesmente” uma forma de exploração econômica dividindo o mundo em alguns poucos “possuidores” e muitos “não possuidores”, ou aqueles que possuem os meios de produção e aqueles escravizados pelo trabalho assalariado, a lógica inerente ao capitalismo de crescer ou morrer reconstituiria a totalidade da vida em sua imagem. Ele naturalizou valores como competição e dominação de humanos sobre outros humanos, como se estas fossem condições normais da vida, como respirar ou se alimentar, e tornou estes valores progressivamenta hegemônicos.

Essa lógica se abre dialeticamente a partir da commodity, ou “forma celular” do capitalismo: um objeto nõa é mais definido por quão valioso ele é (valor de uso) mas pela capacidade de troca (valor de troca). Ao invés das coisas possuirem valor inerente a elas mesmas, toda vida se torna instrumentalizada dentro do sistema capitalista. O capitalismo é necessariamente compelido a “comodificar” mais e mais coisas, materiais e imateriais, afetivas e ecológicas, o mundo todo, se possível. “Valor” é determinado por quanto alguém tem para trocar e acumular: dinheiro, propriedade, ou especialmente poder sobre outros.

“Coisas-como-commodities” – de bens e trabalho humano, a sistemas de valores e estruturas sociais – parecem cada vez mais independentes da criação humana. Dessa forma, as pessoas se tornam alienadas, estranhas ou aparentemente removidas de um mundo que é atualmente feito por elas e que poderia ser refeito de uma forma alternativa, humana.

Como a Internacional Situacionista operáriosmais tarde adicionou, as pessoas se tornam expectadoras ao invés de atoras de suas próprias vidas – vidas crescentemente controladas e mortificantes, ou mesmo mortais, dependendo se alguém está empregado ou não.

Tamanha “grande transformação”, parafraseando Karl Polanyi, foi um solo fértil para o nascimento do socialismo revolucionário; com uma sensibilidade anticapitalista e emancipatória, as organizações e movimentos socialistas de massa se engajaram em uma variedade de lutas sociais.

Hoje, vemos uma situação similar com o advento e uso crescente das plataformas de rede e mídias sociais; iniciativas em vários campos surgem e são realizadas todos os dias. Entretanto, entre um e outro curtir, assinar manifesto ou petição, marcha ou intervenção, ainda precisamos voltar, nos entremeios, à realidade de sermos exploradores ou explorados.

Estamos exercendo uma pseudoliberdade ao agir conforme nossos propósitos, mas nossa mira erra o alvo sempre, pois ele está camuflado e nenhum ataque é feito, de forma sistemática, significativa, forte e relevante às bases do sistema capitalista, que se renova e – já sabemos disso desde maio de 68 – absorve as revoluções e as comodifica, vendendo camisetas, bandanas, livros e “programas especiais” na TV sobre a revolução.

Até o fim destes apontamentos, esperamos ter elencado um conjunto de caminhos viáveis para tornar a mudança social possível, desde já.

Seguindo a história, das diferentes lutas, contestações políticas, análises, objetivos e estratégias, surgiram duas linhas, com alguma frequência antagonistas, dentro do socialismo revolucionário, dois “campos de batalha”: socialismo libertário x socialismo não libertário (ou, menos generosamente, autoritário). Ambos buscavam transformar a sociedade através da lita de classes, buscando abolir a propriedade privada e as classes, em favor de formas comunitárias de justiça e igualdade.

Como o capitalismo apenas continuará expandindo e não irá “negociar” com outros sistemas econômicos, os socialistas consideram a abolição do capitalismo como uma chave para a libertação humana.

Pessoalmente, acredito em uma fase de transição suave (mas nem tanto), em que indivíduos, coletivos, movimentos, cooperativas e redes passem a gradativamente construir sua interdependência fora do sistema capitalista, apreendendo conhecimento, materiais, meios de produção e, nesse caminhar, progressivamente passem a “desaparecer” do sistema atual, sistematicamente esvaziando-o e o fazendo colapsar pela incapacidade de lidar com suas incoerências. Isso acontecerá à medida em que estes indivíduos e grupos aperfeiçoem suas próprias redes de comunicação, fóruns permanentes, confederações e acordos de trocas e benefícios mútuos.

Precisamos entretanto galinhasficar atentos à medidas regulatórias estatais neofascistas que visam justamente impedir o avanço de medidas liberadoras, como por exemplo o impedimento de produção alimentar e de pequenos animais em ambientes urbanos (tomates na Nova Zelândia / galinhas na Bélgica, exemplos opostos); a crescente burocratização sanitária, impedindo o comércio de bens (geléias, pães, produtos alimentícios em geral) produzidos em pequena escala, em ambiente doméstico; regulamentações econômicas que visam tributar ou dificultar trocas diretas (meus nabos orgânicos pelo seu design de uma página web para mim); e a censura dos meios de comunicação, primariamente a internet (mas também as frequências e espectros de onda), através dos filtros prévios à publicação de conteúdo e outras normativas que só interessam a grandes corporações e instituições centralizadoras de poder e capital.

# # # # # # #

Na época de Kropotkin e Bakunin, os anarquistas viam nas classes trabalhadoras das fábricas e dos campos, bem como nos artesãos, os principais agentes da revolução. Sentiam também que muitos socialistas estavam do lado “direito” ou não libertário do Anarquismo, suaves na sua crítica do Estado. Estes primeiros anarquistas já visualizavam o Estado como igualmente corresponsável em estruturar a dominação social. O Estado complementava e trabalhava com o Capitalismo, mas era uma entidade distinta. Como o Capitalismo, o Estado não “negocia” com outro sistema sócio-político. Ele busca tomar mais e mais espaço da governança. Ele não é neutro nem pode ser “checado e balanceado”. O Estado tem sua própria lógica de comando e controle para monopolizar o poder político.

Como forma de contrabalançar o poder exercido pelo Estado, o Anarquismo pode estabelecer uma agenda pedagógico-política que visa, por exemplo, construir um “plano” que objetiva, no menor tempo possível, substituir a atual forma de governo por formas de deliberação baseadas na democracia direta, nos livres acordos, na cooperação e no apoio mútuo. Poderia fazer isso, por exemplo:

1. instituindo Conselhos Populares escada-participacaoem todos assuntos de interesse comum, mesmo que estes não sejam reconhecidos pelos órgãos oficiais (não os reconhecemos mesmo!);
2. criando espaços de livre debate em locais públicos, para reforçar o diálogo popular acerca da coisa pública;
3. criando fóruns permanentes que se abram para todos indivíduos e organizações da sociedade civil, em todas vizinhanças, vilarejos ou municipalidades;
4. exigindo a delegação cada vez maior de poder aos Conselhos Populares, e promover uma abertura cada vez maior destes (ver a Escada da Participação Cidadã, de Sherry Arnstein)
5. garantindo a transparência de todas reuniões e deliberações
6. mantendo um sistema de criação pública de boas práticas e bons costumes
7. estabelecendo centros de mediação de conflitos (punição máxima: exílio)

Enquanto os anarquistas afirmam que não podemos usar o Estado para desmontar o Capitalismo, eles defendem uma perspectiva “sem deuses, sem mestres” centrada em volta de 3 grandes preocupações de sua época – capital, estado e igreja. Não que os anarquistas não levassem a sério a máxima do Manifesto Comunista, que afirmava que “toda a história da sociedade é a história da luta de classes”, mas é que para eles (bem como para nós, hoje em dia), existem outras histórias, outras lutas que o Anarquismo foi evidenciando nas décadas seguintes. As causas das minorias negra, gay, feminina, anti-guerra, anti-nuclear, anti-opressões econômicas, todas parecem ser justas e merecem nossa atenção. A utilizaçõa de ferramentas sociais pela internet tornou a disseminação de “causas” tão eficiente e fácil que acabou gerando uma profusão das mesmas, dando a sensação de que não existe uma “causa maior” pela qual se deva lutar. O ativismo de sofá e o ativismo de fim de semana, enquanto conseguem apoiar algumas destas causas menores, não está sendo capaz de sequer arranhar as estruturas do Estado e do Capitalismo, e os apelos do consumo e as necessidades básicas da vida distraem os olhares do humano médico, que precisa, na maior parte do seu dia, entregar seu tempo ao sistema para garantir sua subsistência e um grau variável de conforto e atendimento de desejos, alguns pessoais e intrínsecos e outros, em sua maioria, construídos pela máquina midiática e publicitária.

Para mudar esta situação não existe uma estratégia única eficaz. Várias abordagens simultâneas necessariamente devem ser postas em prática.

1. Estratégias de educação, conscientização e despertar – filmes, livros, periódicos, rádios, panfletos, seminários, intervenções urbanas, etc.
2. Ações práticas, que sirvam como exemplos visíveis e palpáveis de “o que e como fazer”
3. Insistência no “aprender fazendo e fazer enquanto se aprende”, mudando a realidade um passo a cada vez (mas…)

O Anarquismo foi, é e continua vendo continuamente a si mesmo como “apenas um começo”: desde seu princípio, a aspiração central do Anarquismo foi desenraizar e erradicar todas as relações sociais hierárquicas e coercitivas, e estabelecer relações consensuais e igualitárias em todas instâncias.

Para construir uma série de éticas reconstrutivas, os anarquistas se inspiraram tanto no que estava sendo perdido (de pequenas comunidades agrárias aos espaços comuns) até com o que estava sendo ganho (de tecnologias potencialmente liberatórias a estruturas politicamente mais democráticas).

O que mais chama atenção no Anarquismo é, no entando, a sua práxis. Naqueles momentos em que podemos realmente exercer relações horizontais e ampliar o horizonte de liberdade melhorando a qualidade de vida de todos no presente, no aqui e no agora.

Formas hierárquicas de organização social nunca conseguem atender as necessidades ou desejos da maior parte das pessoas, mas vez ou outra, formas não-hierárquicas demonstratam sua capacidade de chegar perto deste objetivo.

A ética anarquista vai precisar continuadamente se ajustar às condições históricas particulares se desejarem permanecer relevantes e vibrantes. De qualquer forma, desde o princípio, o Anarquismo se embasou em uma série de valores compartilhados e interconectados, como liberdade, solidariedade, associação voluntária, federação, educação, espontaneidade, harmonia e apoio mútuo. Os princípios anarquistas afirmam o potencial da humanidade em alcançar os desejos e necessidades de todos, através de formas cooperativas não hierárquicas e arranjos coletivos.

Faz parte do processo de tornar cada cidadão um “ser social articulado”, que “luta” com outros por uma sociedade de, para e por cada um/todos.

Por isso mantemos a proposta Oficinas de Criação de Autonomiade plantação e disseminação de “Oficinas de Criação de Autonomia”, espaços físicos e imaginários capazes de dar ao ser humano essa percepção de que ele pode exercer sua singularidade e liberdade, sempre atento à interdependência entre todos os seres e coisas, mantendo uma ética de respeito e responsabilidade para com o que lhe é alheio.

A base da nova sociedade se dá a partir da auto-organização, da autonomia, da autogestão e go autogeverno. A auto-organização é o impulso criativo que permite a unidade dentro da diversidade. Atingir isso é mais difícil do que falar. Assim como o balanço entre o self e a sociedade, os anarquistas também precisam misturar unidade e diversidade em direção a um feliz equilíbrio.

IndependenteCartaz da Revolução Civial Espanhola de 1936 da vertente ou visão que é representada dentro do Anarquismo, o Estado sempre é visto como artificial, alienante, coercitivo e representando os interesses de poucos e poderosos às expensas de muitos. Para se manter, ele conta com o monopólio da violência.

Historicamente, foram anarquistas que criaram os primeiros escritórios de coworking (as labor halls), sistemas de moedas locais, sociedades de apoio mútuo, organizações federadas, todas para mostrar a viabilidade da experiência social anarquista.

Um dos mais belos exemplos em larga escala, de um experiemnto autogerido coletivista aconteceu na Espanha, durante a Revolução de 30. Para um detalhamento acerca do que aconteceu na Espanha durante a Revolução Civil de 1936, leia o livro “A tragédia da Espanha”, de Rudolf Rocker.

(continua…)

Outras Partes:

Parte 1 – O Anarquismo e suas Aspirações

Parte 2 – Looking Backward

Parte 3 – Adiante! e Filosofia da Liberdade

Parte 4 – A Vida como um Todo

Parte 5 – O Conteúdo Ético

Parte 6 – Orientação Ecológica

Parte 7 – Acenando em direção à Utopia

Parte 8 – A Promessa Anarquista para uma Resistência Anticapitalista

Parte 9 Democracia é DIreta (em 12/10)

Parte 10 – Retomada das Cidades: do Protesto ao Poder Popular (em 19/10)

 

Read More
%d blogueiros gostam disto: