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Mar 26

Fadiga Adrenal – Suas Bases Científicas e o Uso Indiscriminado do Termo

By rafaelreinehr | Guest Post - Convidado Especial

O convidado de hoje na nossa Seção  Guest Post | Convidado Especial é o colega endocrinologista Flávio Cadegiani, que fez um belo trabalho de revisão da literatura sobre FADIGA ADRENAL e irá nos esclarecer alguns pontos polêmicos, que estão sendo espalhados de forma inconsequente e desprovida de base científica em algumas mídias sociais.

Diga lá Cadegiani, o que sabemos, de fato, (e o que ainda não sabemos) sobre a fadiga adrenal? Ao leitor, uma boa leitura. Deixe sua opinião nos comentários.

cansaço, sonolência, fadiga adrenal

FADIGA ADRENAL: de uma vez por todas, uma doença que NÃO EXISTE (da forma como ela é “vista” hoje)

Pessoal, tenho visto nossa publicação sendo motivo de discussões acaloradas no mundo inteiro e de muitas “críticas de (supostos) experts”, por isso venho a público colocar um ponto final sobre a situação.

Antes de mais nada, três dados para a leitura:

1. Para realizar nosso estudo, eu li TODAS as fontes de “adrenal fatigue”, desde o livro mais famoso, do Jim Wilson (Adrenal Fatigue: The 21st Century Stress Syndrome), até o livro do Michael e Dorine Lam (Adrenal Fatigue Syndrome), todas as publicações, encartes, livros “técnicos”, assisti a aulas nos Estados Unidos, de todas as sociedades que clamam pela existência desta suposta doença. E sempre com a cabeça (muito) aberta.

2. Ficou claro que os “grandes críticos” ou não leram, ou não entenderam, ou não quiseram entender (afinal, gera-se uma grande frustração a descontração de uma suposta doença que você tanto propagou; é esperado que se lute até o fim para que ela “permaneça”, apesar de todas as evidências contra).

3. Eu de fato acredito que ainda demoramos muito para diagnosticarmos disfunção ou redução da função das adernais. Por isso, aqui eu convoco a todos os interessados a entenderem como de fato pesquisar essa disfunção, quando desconfiarem que a adrenal é de fato a causa dos sintomas (inclusive convoco a todos os críticos a repensarem sobre isso; afinal a preocupação de ir até o final para solucionar a vida do paciente, acabar com um sofrimento, isso sim grande parte dos meus críticos tem uma real preocupação, e eu os parabenizo por isso).

Análise crítica dos estudos científicos

Então vamos tratar de alguns aspectos que foram “duramente criticados” (injustamente, por mera falta de leitura ou de compreensão), e como nós nos cercamos de todos os lados para não dar espaço para as críticas (para aqueles que de fato lerem com imparcialidade):

1. Nós não fomos apenas atrás do diagnóstico de insuficiência adrenal tal como visto pela endocrinologia. Se fosse assim, não teríamos encontrado nada. Pelo contrário, nós fomos atrás de absolutamente todas as formas, inclusive aquelas não oficialmente reconhecidas pelas sociedades de Endocrinologia, que designasse em algum aspecto redução da função adrenal, ou então “cansaço” ou então “fadiga” das adrenais, e aceitamos todos, mas todos os métodos propostos para tentar avaliar, incluindo os “mais exóticos”. Não foi a toa que conseguimos encontrar quase 3.500 artigos, e conseguimos selecionar 58 desses estudos, apesar de os grandes “apoiadores da doença” não serem exatamente “academicistas” (ok, concordo que a academia as vezes é muito conservadora, e por isso estou aqui! hehe). Por isso, saibam, o que tinha falando de redução adrenal ou qualquer coisa que pudesse vir a ser fadiga adrenal, nós colocamos, e não só “Doença de Addison”. Afinal, “fadiga adrenal”, como os próprios livros & textos & aulas & palestras clamam, gera disfunção, resposta anômala, perda do ritmo, e redução da responsividade das adrenais. Fomos muito abertos a encontrar dados, porque achamos no mínimo precoce a The Endocrine Society soltar uma nota falando que “fadiga adrenal” não existe sem antes fazer uma pesquisa ampla.

2. Encontramos muitos marcadores alterados de função adrenal. Sim, encontramos! Métodos distintos dos preconizados pela Endocrinologia, mas se os autores mostraram resultados significativamente diferentes entre “fadigados” e “não fadigados”, não podemos ignorar essa alteração. Contudo, porém, associação NÃO MOSTRA CAUSALIDADE (uma lógica simples e intuitiva do pensamento científico). Ou seja, o fato de encontramos um cortisol salivar alterado, por exemplo, não significa que a adrenal seja a culpada do problema; ela pode ser, e normalmente é, uma consequência de uma alteração. E você trata a consequência ou a real causa?

3. Um erro sistemático dos trabalhos e também um equívoco muito comum da medicina que foge do padrão mais elevado é esquecer (de propósito?) que um sintoma pode ser decorrente de muitas doenças. Isso se chama diagnósticos diferenciais. Só que na fadiga, o diagnóstico induzido por sites e livros funciona assim: “você tem fadiga? etc? etc? então você deve ter fadiga adrenal!” como se não houvesse outras patologias que levassem a esses sintomas. Aliás, quando um sintoma dá o diagnóstico de uma doença, chamamos de patognomônico, é de extrema valia para a medicina porque ajuda a diagnosticar, só que infelizmente não é comum. Aí, os trabalhos esqueciam que “precisam excluir outras causas”. E pasmem, fadiga tem mais de 200 diagnósticos possíveis! Por que só a adrenal (a glândula da conspiração) leva a culpa?

Cortisol Awakening Response

4. Um grande achado foi um Cortisol Awakening Response (CAR – resposta do cortisol ao acordar) reduzido em fadigados. Aí todos os que estudaram um pouco mais usam esse método, ou do ritmo de cortisol salivar (eu me recuso a discutir sobre o uso de cortisol sérico basal para diagnóstico, porque absolutamente nenhum trabalho mostrou correlação). Só que existe um detalhe importantíssimo que invalida completamente esse método. O CAR é a resposta de cortisol ao despertar, que deveria fisiologicamente aumentar algo como 30% a 70% nos 30 a 60 minutos seguintes ao despertar. Só que quem dorme mal já acorda com o cortisol mais elevado, e com isso, esse “aumento fisiológico” não ocorre porque ele já acordou com o cortisol mais alto; além disso, em termos percentuais, mesmo que se tenha um aumento, como o cortisol ao despertar já está mais alto, atingir um aumento proporcional de 30% ou mais (afinal, o aumento em percentual de aumento depende dos níveis absolutos do cortisol ao despertar) é quase impraticável. Mas aí um erro muito claro: quem é o culpado, a adrenal (as adernais) ou a má qualidade do sono? E aí, quem você precisa tratar?

5. Corticoides, mesmo em doses baixas, dão sensação de bem estar em qualquer pessoa. Por isso, costuma satisfazer o paciente do médico que o prescreve, porque este já se sente melhor no curto prazo, com ou sem problema nas adrenais. Só que existem consequências, como doenças do coração, obesidade, diabetes e fraturas, mesmo em doses baixas, como eu coloquei no estudo. E como ele melhora qualquer pessoa, ele não funciona como teste terapêutico (do tipo: tá vendo como suas adrenais eram o problema? afinal, você melhorou repondo o cortisol!), mas funciona como uma ótima ferramenta de marketing médico (viu como te ajudei a melhorar?).

6. Voltando à relação de causa, absolutamente nenhum trabalho foi capaz de mostrar que a adrenal era de fato a causa da fadiga e dos sintomas, dos 58 que investigamos. Por isso, NINGUÉM PODE AFIRMAR QUE FADIGA ADRENAL EXISTE. Simples assim.

7. Porém, isso não impede de usar o CAR, por exemplo, como marcador de melhora. Então, eventualmente, em um paciente com o CAR reduzido, melhorando-se o aspecto do sono, manejo do estresse, etc, e este apresentando um aumento do CAR, significa sim que ele provavelmente apresentou melhora da função adrenal como resposta à melhora do sono e à melhora global (vejam, mais uma vez, as adrenais como consequência, e não causa, dos problemas e dos sintomas).

E o cansaço excessivo? Posso usar corticoides?

8. De fato um cortisol mais baixo pode estar associado a mais cansaço (no caso extremo, a insuficiência adrenal clínica, o cansaço é uma característica chave). Porém, mais uma vez, a falha de resposta adrenal é uma consequência de desajustes, e não causa dos problemas. A boa medicina corrige o que gerou o problema, e não o reflexo deste problema. Por isso, recomendo tratar o que gera a “disfunção adrenal”.

9. Os suplementos do “adrenal support” ou “suporte adrenal” que NÃO TENHAM CORTICOIDE podem eventualmente ajudar na regularização do ciclo sono-vigília, do estresse, etc, e se estes cursarem com melhora das respostas adrenais, não vejo impedimento algum para usa-las. Afinal, se o paciente melhorar com algum tratamento que não tenha riscos e que não “artificialize” o funcionamento hormonal do corpo, ou que não deixe o corpo funcionando somente a base de hormônios externos, mesmo que “naturais” ou “bioidênticos”, é muito melhor (até para não criar dependência dos hormônios).

10. Ok, concordo que nós da endocrinologia por vezes esperamos demais para diagnosticar insuficiência adrenal (ou “fadiga adrenal extrema” ou qualquer expressão que usem para designar redução de função adrenal). Mas existem métodos adequados e comprovados para demonstrar problemas na adrenal (vejam que eu fujo do que me clamam por buscar “somente a insuficiência adrenal da Endocrinologia retrógrada” – que jeito horrível de nos chamar, até porque me acho super moderno hehehe) antes da insuficiência franca e grave das adrenais, e mostrando que as adernais são de fato CAUSA do problema (que aí sim merecem ser tratadas). Aqui cabe um outro artigo enorme para discorrer sobre as formas de diagnóstico.

11. Em resumo, não adianta, qualquer ladainha que venha em forma de crítica em tudo que já vi e ouvi após nossa publicação (até carta pro editor, que obviamente não deu em nada, porque não existe justificativa plausível) não invalida nosso trabalho; aliás, só fortalece o que fizemos. E nós fomos fundo, abertos a aprender (e eu confesso que aprendi, e muito). Agora, sejam científicos de fato, questionem, e não sejam levados por puro marketing e poder de oratória. E não é porque concordamos em alguns aspectos com determinado profissional (ou palestrante, ou autor de livro) que precisamos seguir cegamente a todas suas recomendações.

Conclusão

Sejam vocês mesmos. Usem o melhor de cada informação que vocês obtém, mas sempre questionem, seja quem for. A Endocrinologia clássica, ou melhor, científica, é de longe a que mais estuda, a com melhor embasamento de fato, a que traz as verdadeiras respostas e a que resolve os problemas quando eles realmente existem. Concordo que precisa melhorar em alguns aspectos, principalmente no tratamento baseado no paciente, e não no guideline ou no médico, mas isso é uma questão de tempo.

Um grande abraço a todos!

Dr. Flávio A. Cadegiani, M.D., PhD in progress

Médico Endocrinologista e Metabologista / Endocrinologist (RQE 12.397)

Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela SBEM / Board Certified in Endocrinology and Metabolism by the Brazilian Society of Endocrinology and Metabolism

Mestre e Doutorando em Endocrinologia Clínica pela Universidade Federal de São Paulo / Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM) / Master Degree and PhD in progress in Clinical Endocrinology at Federal University of São Paulo

Residência Médica em Endocrinologia e Metabologia / Fellowship in Endocrinology and Metabolism

Residência Médica em Medicina Interna / Medical residency in Internal Medicine (RQE 12.397)

Pós-graduação em nutrologia (ABRAN) / Specialization in Medical Nutrition

Formado pela Universidade de Brasília (UnB) / Graduated by University of Brasilia (UnB)

Fellowship em Síndrome da Fadiga Crônica pela University of Miami (UM) / Fellowship in Chronic Fatigue Syndrome – University of Miami (UM)

Membro especialista da The Endocrine Society (Endocrine Society) / Specialist member of The Endocrine Society

Membro especialista da AACE (American Association of Clinical Endocrinologists) / Specialist member of the American Association of Clinical Endocrinologists

Membro especialista da TOS (The Obesity Society) / Specialist member of The Obesity Society (TOS)

Membro da ABESO (Associação Brasileira para Estudos da Obesidade) / Member of Brazilian Association for Obesity Studies)

Médico CRM/DF 16.219 / CREMESP 160.400

O que é RQE?

RQE é o registro, perante os conselhos regional e federal de medicina, que atestam sua especialidade como verdadeira, seja ela por residência médica ou por prova de título de especialista, ou por ambas, a depender da especialidade. Este é o número que garante que seu médico é especialista de verdade na área que você busca. Os QREs estão disponíveis nos sites dos CRMs e do CFM.

Saiba mais sobre o que é ser um Endocrinologista neste link.

Artigo do Dr. Frederico Lobo sobre Fadiga Adrenal

Nota de Esclarecimento da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia sobre Fadiga Adrenal

Mar 10

É Assim Que Se Aprende Endocrinologia! Nutriendocrinologia, Cursos Caça-Níqueis e Outros Desvios Éticos Aos Quais Você Precisa Ficar Atento

By rafaelreinehr | Medicina e Saúde

Como se forma um endocrinologista?

Quando você vai ao Endocrinologista, e ele solicita alguns exames, estabelece um diagnóstico e lhe sugere um tratamento, por trás dele existem 10 anos de estudo e aperfeiçoamento (6 anos na Faculdade de Medicina, 2 anos na residência de Medicina Interna e 2 anos na residência de Endocrinologia e Metabologia). Somente os estágios de residência (4 anos), exigem cerca de 11.500 horas de dedicação entre atendimentos ambulatoriais, pacientes internados, realização de procedimentos, rounds de discussão de pacientes e casos clínicos, estudos e plantões, muitos plantões!

Além disso, é importante lembrar que  para fazer Medicina, é necessário um concurso público. Para fazer Medicina Interna, mais um concurso público, com funil bem mais apertado. E para fazer Endocrinologia ainda mais um concurso público, com pouquíssimas vagas, onde somente os melhores entram.

Somente quem realiza residência médica em Endocrinologia e Metabologia ou é aprovado em uma prova anual de proficiência em Endocrinologia que tem direito ao RQE – Registro de Especialista, um número que deve estar presente em toda e qualquer publicidade e carimbo do médico. Fique atento(a)!

E um “nutriendocrinologista”?

Enquanto isso, vemos proliferar pelo Brasil uma onda de “cursos de formação” de “nutriendocrinologistas”, especialistas em “modulação hormonal”, criadores de síndromes inexistentes como “fadiga adrenal” e “hipotireoidismo com hormônios normais”, que são claramente atraídos pela existência de um público que está sempre em busca de algo novo e que não tem, necessariamente, a criatividade suficiente para se defender de pessoas cuja maior preocupação é não a saúde das pessoas mas aquela do seu próprio bolso.

Estes cursos de formação, alguns deles “aprovados pelo MEC” (pois tem o número suficiente de doutores que o MEC exige, entre outros parâmetros), são criados para beneficiar em primeiro lugar aqueles que os ministram (já que são cobrados altos valores para garantir a participação) e muitas vezes são realizados à distância, com um encontro presencial mensal. Para entrar? Basta pagar. Nenhuma seleção pública.

No outro dia, vi uma postagem de uma profissional da saúde se vangloriando de ter concluído um destes cursos, realizado por um “proeminente” médico, conhecido por sua visão polêmica em assuntos como “óleo de côco”, colesterol, dieta do hCG, no qual ela havia realizado 360 horas e havia sido certificada como “nutriendocrinologista”, palavra que em verdade não significa NADA, pois não é área de atuação reconhecida nem pelo MEC, nem pelo CFM, nem pela SBEM nem por nenhuma entidade internacional médica ou de saúde.

Como ocorrem os desvios éticos?

O que acontece a seguir? O próximo passo é começar a alimentar seu blog e Instagram com conteúdos relacionados à Nutrição e Endocrinologia, exaltando a sua “pós-graduação realizada em tal instituto ou com Dr. X”. O leitor incauto não consegue facilmente discernir entre alguém que realmente conhece a fundo todos os meandros e implicações endocrinológicas e metodológicas (o Médico Endocrinologista) daquele formado em cursos de final de semana (o “nutriendocrinologista”). Como nos lembra o doutor em Psicologia Moral Jonathan Haidt, nosso cérebro tende a se afixar primariamente às aparências e depois busca justificativas racionais para aceitá-las, ao invés de primariamente buscar discernir com cuidado sobre aquilo que se apresenta perante aos nossos olhos.

Assim, fica um alerta: se você realmente se preocupa com a sua saúde, busque ir além da superficialidade da internet. Descubra se o médico com o qual você está se consultando realmente dedicou – e continua dedicando – boa parte da vida para bem cuidar de você.

Descubra se o médico é um especialista de verdade

Entre na página do Conselho de Medicina do seu Estado, coloque o nome do médico que você quer saber mais (ou o CRM dele) e descubra se ele tem registro de especialista – ou se ele está enganando você com falsas promessas.

Por exemplo, as páginas dos Conselhos Regionais de Medicina do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina são as seguintes:

RS: Médicos Ativos no RS

SC: Busca Médicos em SC

Na figura abaixo:

“Isso é com que se parece aprender Endocrinologia”

“Assim a 17-alfa-hidroxilase age na progesterona que se torna 17-alfa-hidroxi-progesterona que pode ou receber a 21-hidroxilase para se tornar 11-desoxicortisol ou receber 17,20-liase para se tornar a androstenediona”

“Eu estou confuso”

“Oh, desculpe! É um pouco complicado no começo. Mas eu trouxe comigo este diagrama que vai ajudar!”

Uma excelente jornada em busca do seu médico de confiança!

Glossário:

RQE: O RQE nada mais é que o Registro de Qualificação de Especialista. Trata-se de uma certificação, criada pelo Conselho Federal de Medicina, que tem a função de deixar claro quando um profissional da saúde é especialista em alguma área. Após a criação do RQE, tornou-se vedado aos médicos a auto divulgação como especialista, ainda que tenham sido aprovados no Exame de Título de Especialista. O RQE é emitido pelo Conselho Regional de Medicina de cada Estado. Para os médicos, o RQE é essencial para transmitir aos pacientes mais segurança e credibilidade, pois através dele fica comprovada a sua capacidade de especialização em sua área, reconhecida pelo CRM. Para os pacientes: antes de se consultar com qualquer profissional de medicina que se denomine especialista, cheque se o mesmo possui RQE. Trata-se de uma maneira simples e eficaz de evitar fraudes e profissionais despreparados.

hCG: Gonadotrofina Coriônica Humana, utilizada sem embasamento científico adequado como auxiliar no processo de emagrecimento. Existem estudos demonstrando que seu uso pode ser deletério à saúde. Vide http://www.endocrino.org.br/media/uploads/PDFs/posicionamento_oficial_hcg_sbem_e_abeso.pdf

CFM: Conselho Federal de Medicina – Regulamenta o Exercício da Medicina no Brasil – http://portal.cfm.org.br

CRM: Conselho Regional de Medicina – todo Estado tem o seu, monitora e regulamenta a atividade dos médicos em nível estadual

MEC: Ministério da Educação e Cultura

SBEM: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (http://endocrino.org.br) – Entidade Associativa que reúne médicos endocrinologistas de todo país, organiza eventos científicos e promove o esclarecimento da população quanto a assuntos relacionados à Endocrinologia e Metabologia e suas sub-especialidades.

 

Jan 28

Sibutramina é suspensa na Europa

By Rafael Reinehr | Obesidade

A European Medicines Agency (EMA) publicou, em 21 de janeiro deste ano, comunicado recomendando a suspensão da licença de comercialização do medicamento sibutramina, baseada na análise do seu Committee for Medicinal Products for Human Use (CHMP), que concluiu que os benefícios da sibutramina são menores do que os riscos de seus efeitos colaterais (problemas cardiovasculares graves).

A decisão foi baseada no estudo SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcome Trial), cujo objetivo era, exatamente, avaliar possíveis benefícios da sibutramina no auxílio à perda de peso, em pacientes portadores de doenças cardiovasculares prévias, para quem a própria bula do produto contra-indica a prescrição.

Essa pesquisa clínica é conduzida em cerca de 10.000 pacientes, há cerca de seis anos, seguindo um protocolo aprovado em Comitês de Ética em Pesquisa de diversos países. Avaliações dos resultados preliminares indicaram que houve um aumento de 16% de risco de complicações cardiovasculares no grupo que usou sibutramina.

Dr. Ricardo Meirelles, presidente da SBEM, declarou em entrevista ao jornal O Globo que esses resultados apenas confirmam que não se deve prescrever sibutramina a pacientes com doença cardiovascular. “Os resultados são iniciais e mostram que, em pacientes com doenças cardiovasculares, os riscos da sibutramina parecem superar possíveis benefícios”. Ele acrescenta que a sibutramina é comercializada há mais de dez anos e não há, até o momento, evidências de que o seu uso criterioso, apenas em pacientes sem contra-indicações, leve ao aumento de problemas cardiovasculares.

Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), baseada no mesmo estudo,apenas determinou que a bula do medicamento alerte que não deve ser usado por pacientes com história de doença cardiovascular, incluindo  coronariopatias, acidente vascular cerebral ou isquemia transitória, arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca congestiva, doença arterial periférica e hipertensão arterial.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está analisando as conclusões preliminares do SCOUT e dará seu parecer até o final desta semana.

Decisão Gera Críticas

A presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Dra. Manuela Carvalheiro, em entrevista à TSF Online, declarou que o estudo da Agência Europeia do Medicamento é contraditório e lamentou que a partir de agora os médicos deixem de ter uma ferramenta importante no tratamento da obesidade. Ela afirmou não entender como a agência europeia conduziu um estudo usando a sibutramina em pessoas “já com doenças cardíacas quando sabia a priori que não era indicado para esses pacientes.”

(fonte: SBEM)

Fev 08

Curriculum vitae

By Rafael Reinehr | Uncategorized

ESCOLARIDADE

             1983 – 1986 ( 1a a 4a séries do 1º grau)

              Escola Particular Dom Pedro IIAgudo – RS

    1987 – 1989 ( 5a a 7a séries do 1º grau)

    Escola Estadual de 1 e 2 Graus Prof. Willy Roos (antes Escola Estadual Duque de Caxias – Agudo -RS

    1990 ( 8a série do 1º grau)

    Escola Estadual de 1 Grau Dom Érico Ferrari – Agudo – RS

    1991 – 1993 (1a a 3a séries do 2º grau)

    Colégio Nossa Senhora das Dores – Porto Alegre – RS

    1994 – 1999 (graduação em Medicina)

    Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Faculdade de Medicina – Porto Alegre – RS

    2000 – 2001 (pós-graduação em Medicina)

    Hospital Nossa Senhora da Conceição – Porto Alegre – RS

    Especialização em Medicina Interna

    2002 – 2003 (pós-graduação em Medicina)

    Hospital Nossa Senhora da Conceição – Porto Alegre- RS

    Especialização em Endocrinologia e Metabologia

    2003

    Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia concedido pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)

 

CERTIFICADOS RECEBIDOS

1. Cursos e Simpósios Médicos

Curso “O Paciente Terminal na Prática Médica” (02 a 05 de maio de 1994, Hospital de Clínicas de Porto Alegre – 8 horas)

Curso “Primeiros Socorros” (20 a 22 de junho de 1994, Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre – 5 horas)

Curso “Exames Laboratoriais na Prática Médica” (18 a 26 de setembro de 1995, Hospital de Clínicas de Porto Alegre – 10 horas)

Simpósio "Gene da Asma: estado Atual da Pesquisa na Universidade de Toronto" (20 de novembro de 1995, Hospital de Clínicas de Porto Alegre – 2 horas)

Curso “Revisão e Atualização em Semiologia” (15 a 24 de abril de 1996, Hospital de Clínicas de Porto Alegre – 14 horas)

Fórum “Infecções e Antimicrobianos” (26 e 27 de abril de 1996, Hospital de Clínicas de Porto Alegre – 8 horas)

"XI Curso de Eletrocardiograma do HCPA” (02 a 28 de maio de 1996, Hospital de Clínicas de Porto Alegre – 20 horas)

Curso “Diagnóstico Diferencial na Prática Médica” (07 a 30 de outubro de 1996, Hospital de Clínicas de Porto Alegre – 15 horas)

Programa Harvard – Joslin – SBD de Educação em Diabetes – Aspectos Básicos do Diagnóstico e Tratamento do Diabetes Mellitus (novembro de 1996, Hospital de Clínicas de Porto Alegre)

Simpósio "Reposição Hormonal Pós-menopáusica" – Sociedade Brasileira de Clínica Médica – Regional Rio Grande do Sul [SBCM-RS] (02 de abril de 1997, Associação Médica do Rio Grande do Sul [AMRIGS] – 2 horas)

Simpósio "Opções entre Anti-inflamatórios" – SBCM-RS (16 de abril de 1997, AMRIGS – 2 horas)

Curso "Atualização em Pneumologia" SBCM-RS (26 de abril de 1997, AMRIGS – 4 horas)

Simpósio "Anti-hipertensivos" SBCM-RS (7 de maio de 1997, AMRIGS – 2 horas)

Simpósio "Ansiolíticos" SBCM-RS (21 de maio de 1997, AMRIGS – 2 horas)

Curso "Atualização em Nefrologia" SBCM-RS (24 de maio de 1997, AMRIGS – 4 horas)

Simpósio "Métodos Anti-tabágicos" SBCM-RS (04 de junho de 1997, AMRIGS – 2 horas)

"Encontro de Endocrinologia Ginecológica" – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional RS (06 e 07 de junho de 1997, AMRIGS)

Simpósio "SIDA" SBCM-RS (18 de junho de 1997, AMRIGS – 2 horas)

Jornada de Pediatria Ambulatorial (23 e 30 de junho, 01 e 02 de julho de 1997, Hospital de Clínicas de Porto Alegre – 18 horas)

Curso "Atualização em Psiquiatria" SBCM-RS (28 de junho de 1997, AMRIGS – 4 horas)

Simpósio "Vitaminas" SBCM-RS (02 de julho de 1997, AMRIGS – 2 horas)

Simpósio "Arritmias cardíacas" SBCM-RS (16 de julho de 1999, AMRIGS – 2 horas)

II Fórum de Ensino de Graduação em Medicina Interna (17 a 19 de julho de 1997, Hospital de Clínicas de Porto Alegre – 13 horas)

Curso "Atualização em Reumatologia" SBCM-RS (26 de julho de 1997, AMRIGS – 4 horas)

Simpósio "Hipoglicemiantes Orais" SBCM-RS (06 de agostp de 1997, AMRIGS – 2 horas)

Simpósio "Motilidade Digestiva" SBCM-RS (20 de agosto de 1997, AMRIGS – 2 horas)

Curso "Atualização em Urgências" SBCM-RS (30 de agosto de 1997, AMRIGS – 4 horas)

Simpósio "Infarto Agudo do Miocárdio" SBCM-RS (03 de setembro de 1997, AMRIGS – 2 horas)

Simpósio "Infecções do Trato Urinário Inferior" SBCM-RS (17 de setembro de 1997, AMRIGS – 2 horas)

IV Simpósio Brasileiro de Nefropatia Diabética – XI Congresso Brasileiro de Diabetes (19 de setembro de 1997, Plaza São Rafael, Porto Alegre)

Mesa Redonda "Atualização em Hipertensão Arterial" SBCM-RS (19 de setembro de 1997, AMRIGS – 3 horas)

Curso "Valorização do Exame Clínico no Processo Diagnóstico" – Centro Acadêmico Sarmento Leite (06 a 09 de outubro de 1997, Hospital de Clínicas de Porto Alegre – 11 horas)

Ciclo de Palestras em Hipertensão Arterial (06 a 09 de outubro de 1997, Hospital de Clínicas de Porto Alegre – 12 horas) – Atividade de Extensão Universitária

Curso "Temas de Clínica Médica Ambulatorial II" no IV Congresso Brasileiro de Clínica Médica ( 18 de outubro de 1997, Hotel Transamérica, São Paulo)

Simpósio “O uso de inibidores da bomba de prótons no tratamento das doenças ácido-pépticas” (19 de outubro de 1997, Hotel Transamérica, São Paulo)

Simpósio "Enxaquecas" SBCM-RS (19 de novembro de 1997, AMRIGS – 2 horas)

Curso "Atualização em Cardiologia" SBCM-RS (29 de novembro de 1997, AMRIGS – 4 horas)

Simpósio "Tratamento da Insuficiência Cardíaca" SBCM-RS (03 de março de 1998, AMRIGS – 2 horas)

Simpósio "Atualização em Asma Brônquica" SBCM-RS (17 de março de 1998, AMRIGS – 2 horas)

Discussão de Caso Clínico da SBCM-RS (24 de março de 1998, AMRIGS – 2 horas)

Curso "Atualização em Exames Complementares Análises Clínicas" SBCM-RS (04 de maio de 1998, AMRIGS – 9 horas)

Curso "Atualização em Osteoporose" SBCM-RS (19 de maio de 1998, AMRIGS – 2 horas)

Discussão de Caso Clínico da SBCM-RS (26 de maio de 1998, AMRIGS – 2 horas)

Simpósio "Arritmias Cardíacas" SBCM-RS (02 de junho de 1998, AMRIGS – 2 horas)

Simpósio "Atualização em Antitrombóticos" SBCM-RS (16 de junho de 1998, AMRIGS – 2 horas)

Discussão de Caso Clínico da SBCM-RS (23 de junho de 1998, AMRIGS – 2 horas)

Simpósio "Infarto Agudo do Miocárdio" SBCM-RS (07 de julho de 1998, AMRIGS – 2 horas)

Curso "Atualização em Dislipidemias" SBCM-RS (21 de julho de 1998, AMRIGS – 2 horas)

Discussão de Caso Clínico da SBCM-RS (28 de julho de 1998, AMRIGS – 2 horas)

Simpósio "Infecções Broncopulmonares Agudas" SBCM-RS (04 de agosto de 1998, AMRIGS – 2 horas)

I Fórum Internacional Sobre Ensino Médico (Porto Alegre, 09 a 12 de agosto de 1998, Hospital de Clínicas de Porto Alegre)

Discussão de Caso Clínico da SBCM-RS (25 de agosto de 1998, AMRIGS – 2 horas)

Simpósio "Reposição Hormonal Pós-menopáusica" SBCM-RS (01 de setembro de 1998, AMRIGS – 2 horas)

Curso "Atualização em Antibioticoterapia" – 2º Simpósio Internacional de Clínica Médica (03 de setembro de 1998, Centro de Eventos da PUC, Porto Alegre)

Ciclo de Palestras em Hipertensão Arterial (13 a 15 de outubro de 1998, Hospital de Clínicas de Porto Alegre – 9 horas)

Curso "Atualização em Neuroendocrinologia" no 23º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia (São Paulo, 29 de outubro de 1998)

Curso "Atualização em Endocrinologia Pediátrica" no 23º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia (São Paulo, 29 de outubro de 1998)

II Jornadas Pneumológicas Mário Rigatto (26a 28 de novembro de 1998, Hospital de Clínicas de Porto Alegre – 12 horas)

Revisão para o Exame AMRIGS (9 e 10 de novembro de 1999, Hospital de Clínicas de Porto Alegre – 6 horas)

Jornada de Atualização em Cardiologia – IAM Q (21 de junho de 2000, Hospital Nossa Senhora da Conceição)

Programa de Educação Continuada em Emergência (26 de junho de 2000, Hospital Nossa Senhora da Conceição)

Jornada de Atualização em Cardiologia – Arritmias Supraventriculares (28 de junho de 2000, Hospital Nossa Senhora da Conceição)

Relação Médico-Paciente e o Humanismo na Prática Médica Atual (01 a 03 de junho de 2001, Hospital de Clínicas de Porto Alegre – 20 horas)

Simpósio Internacional Merck Sharp & Dohme – Novas Perspectivas no Manejo da Dor (02 de agosto de 2001 – Porto Alegre – RS)

Curso de Contagem de Carboidratos (16 de agosto de 2002, AMRIGS, Porto Alegre)

 

2. Congressos Médicos

XI Congresso Brasileiro de Diabetes (Hotel Plaza São Rafael, Porto Alegre, 20 a 23 de setembro de 1997)

IV Congresso Brasileiro de Clínica Médica , VI Annual Meeting of The Brazilian Chapter of the American College of Physicians (Hotel Transamérica, São Paulo, 18 a 22 de outubro de 1997)

1º Simpósio Brasileiro sobre Síndrome Plurimetabólica (Hotel Plaza São Rafael, Porto Alegre, 29 a 31 de maio de 1998)

V Encontro Gaúcho de Diabetes (AMRIGS, Porto Alegre, 31 de julho a 2 de agosto de 1998)

2º Simpósio Internacional de Clínica Médica da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, 7º Annual Meeting of the Brazilian Chapter of the American College of Physicians, 2º Encontro de Clínica Médica do Conesul, 1º Encontro Gaúcho de Qualidade de Vida (Centro de Eventos da PUC, Porto Alegre, 03 a 06 de setembro de 1998)

23º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia e III Congresso Paulista de Endocrinologia e Metabologia (Hotel Transamérica, São Paulo, 29 de outubro a 2 de novembro de 1998)

2º Congresso Gaúcho de Clínica Médica da Sociedade Brasileira de Clínica Médica (Hotel Serrano, Gramado, 26 a 29 de agosto de 1999)

34O Congresso Nacional de Médicos Residentes (Curitiba, 08 a 11 de junho de 2000)

3O Congresso Gaúcho de Clínica Médica da Sociedade Brasileira de Clínica Médica (Hotel Serrano, Gramado, 14 a 17 de setembro de 2000)

X Encontro Brasileiro de Tireóide (Ribeirão Preto, 30 de maio a 2 de junho de 2002)

VIII Encontro Gaúcho de Diabetes (16 a 18 de agosto de 2002, AMRIGS, Porto Alegre)

XIV CNAEM – Curso Nacional de Atualização em Endocrinologia e Metabologia (30 de setembro a 02 de outubro de 2003, Campo Grande – MS)

XI Encontro Gaúcho de Diabetes ( 29 de setembro a 01 de outubro de 2005 – Santa Maria – RS)

I Endosul – Congresso de Endocrinologia da Região Sul, XII Encontro Gaúcho de Diabetes, IV Simpósio de Obesidade do Mercosul (06 a 09 de Julho de 2006, Gramado – RS)

VII Congresso Brasileiro Pediátrico de Endocrinologia e Metabologia (14 a 17 de novembro de 2007, Costão do Santinho Resort, Florianópolis – SC)

III Endosul – Congresso de Endocrinologia da Região Sul (10 a 12 de julho de 2008, Costão do Santinho Resort, Florianópolis – SC)

XIII ICE – International Congress of Endocrinology (08 a 12 de Novembro de 2008, RioCentro, Rio de Janeiro-RJ)

 

3. Outros Cursos

Curso de História da Ciência e Curso de Antropologia de Culturas Urbanas do Instituto Fernando Pessoa, com Moacyr Scliar, Ivan Izquierdo e Ruben Oliven, de julho a dezembro de 1998.

Curso Introdução à Filosofia Incluindo Lógica, como curso 2, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, durante o 2º semestre de 1997, com o conceito A.

 

IDIOMAS

Conclusão do curso Avançado de Língua Inglesa no Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano (realizado entre 1991 e 1995).

Especialização em tradução em Língua Inglesa pelo Instituto Cultural brasileiro Norte-Americano (1998)

Conhecimento básico da Língua Alemã, por aprendizado familiar e posterior realização de curso de Língua Alemã no Centro de Línguas Estrangeiras do Instituto de Educação até o nível Básico 3, em 1997 e primeiro semestre de 1998, com desempenho Muito Bom

 

MONITORIA

Monitor da disciplina de Farmacologia Médica do Instituto de Ciências Básicas da Saúde – Departamento de Farmacologia da FAMED – UFRGS de 01/04/1998 a 31/12/1998, com conceito A.

Monitor da disciplina de Farmacologia Médica do Instituto de Ciências Básicas da Saúde – Departamento de Farmacologia da FAMED – UFRGS de 01/04/1999 a 31/12/1999, com conceito A.

 

BOLSA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E MONITORIA
 

Bolsa de Iniciação Científica do CNPQ durante o período de 01 de agosto de 1997 a 31 de julho de 1998, no Projeto "Determinação da Prevalência de Alterações Endocrinológicas na Doença Falciforme e suas Correlações com Parâmetros de Gravidade e Controle da Doença"

Bolsa de Monitoria da PROGRAD (Pró-Reitoria de Graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), referente às disciplinas de Farmacologia Médica II e Farmacologia Médica III, pelo período de 01/04/1998 a 31/12/1998

Bolsa de Monitoria da PROGRAD, referente às disciplinas de Farmacologia Médica II e Farmacologia Médica III, pelo período de 01/04/1999 a 31/12/1999

 

ESTÁGIOS NO EXTERIOR

Estágio eletivo na Saint Bartholomew’s and The Royal London School of Medicine and Dentistry – Saint Bartholomew’s Hospital, no Departamento de Medicina e Endocrinologia, em Londres, Inglaterra, no período de 4 de maio a 4 de junho de 1999, como Doutorando (estudante de 6º ano)

TRABALHOS CIENTÍFICOS APRESENTADOS

Apresentação oral do trabalho "Determinação da prevalência de alterações endocrinológicas em uma população de portadores de doença falciforme e suas correlações com parâmetros de gravidade e controle da doença" no IX Salão de Iniciação Científica da UFRGS, de 15 a 19 de setembro de 1997.

Apresentação da Palestra "JOINT VI – Revisão sobre Prevenção, Detecção, Avaliação e Tratamento da Hipertensão", no I Encontro do Capítulo de Acadêmicos da Sociedade Brasileira de Clínica Médica – Regional RS, em 18 de abril de 1998, na AMRIGS, com orientação do Dr. Guido Rosito

Apresentação do trabalho "Seguimento a Longo Prazo de Transplantes Renais em Pacientes com Hemoglobinopatia SC", como Tema Livre,no 2º Simpósio Internacional de Clínica Médica as SBCM (03 a 06 de setembro de 1998)

Apresentação do Tema Livre "Efeitos da Hidroxiuréia em Pacientes com Anemia Falciforme Tratados em Hospital Universitário" na 18a Semana Científica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (14 a 18 de setembro de 1998)

Apresentação da Palestra "O Tratamento do Diabete Melito tipo 2: Perspectivas após o UKPDS", no Encontro Mensal do Capítulo de Acadêmicos da Sociedade Brasileira de Clínica Médica – Regional RS, em 17 de dezembro de 1998, na AMRIGS, com orientação da Dra. Helena Schmid

Apresentação da Palestra "Beta-bloqueadores na Insuficiência Cardíaca: o Fim da Polêmica", no Encontro Mensal do Capítulo de Acadêmicos da Sociedade Brasileira de Clínica Médica – Regional RS, em 25 de agosto de 1999, no Anfiteatro da Cardiologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, com coordenação do Dr. José Marcus Verri

Apresentação do pôster “O papel do exame de congelação na decisão cirúrgica das neoplasias foliculares” , no X Encontro Brasileiro de Tireóide, de 30 de maio a 2 de junho de 2002, em Ribeirão Preto-SP.

Apresentação do pôster “O Tratamento Cirúrgico do Insulinoma Pancreático Guiado pela Estimulação Intraarterial Seletiva de Cálcio e Pela Ultrassonografia Transoperatória (US)”, no 25º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, no período de 21 a 24 de setembro de 2002, Hotel Blue Tree Park, Brasília-DF

Apresentação do Tema Livre “A Incidência da Doença Multiglandular no Hiperparatireoidismo Primário, Baseado na Determinação do Paratormônio”, no 25º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, no período de 21 a 24 de setembro de 2002, Hotel Blue Tree Park, Brasília-DF

Apresentação do Tema Livre “A Cirurgia do Hiperparatireoidismo Primário Guiado pelo Mibi-Scan e Pela Determinação do PTHi Durante a Cirurgia”, no 25º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, no período de 21 a 24 de setembro de 2002, Hotel Blue Tree Park, Brasília-DF

 

TRABALHOS CIENTÍFICOS PUBLICADOS

 

Em Anais de Congressos e Salões de Iniciação Científica

 

Reinehr RL, Schuh F, Rathke CAF, Czepielewski MA, Job FM, Silla LMR, Friedrisch JR – Determinação da Prevalência de Alterações Endocrinológicas em uma População de Portadores de Doença Falciforme e suas Correlações com Parâmetros de Gravidade e Controle da Doença – IX Salão de Iniciação Científica, 15 a 19 de setembro de 1997 – Campus Central da UFRGS

Reinehr RL, Friedrisch JR, Barros EJ, Manfro RC, Gonçalves LF, Fischer GB, Job FM – Seguimento a longo prazo de transplantes renais em pacientes com Hemoglobinopatia SC – 2º Simpósio Internacional de Clínica Médica da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, 06 de setembro de 1998 – Centro de Eventos da PUC-RS

Fischer GB, Reinehr RL, Silva GRRSS, Friedrisch JR, Czepielewski MA, Job FM, Silla LMR – Efeitos da Hidroxiuréia em Pacientes com Anemia Falciforme Tratados em Hospital Universitário – Revista do HCPA 1998; 18 Supl. (18ª Semana Científica)

Gustavo B. Fischer, Rafael Luiz Reinehr, Georgia RRSS Silva, João R. Friedrisch, Mauro Antônio Czepielewski, Lúcia MR Silla, Fani M. Job – Efeitos da Hidroxiuréia em Pacientes com Anemia Falciforme Tratados no Hospital de Clínicas de Porto Alegre – X Salão de Iniciação Científica, 19 a 23 de outubro de 1998 – Campus Central da UFRGS

 

  1. Em Revistas Nacionais

Lenita Wannmacher, Rafael Luiz Reinehr – Reposição Hormonal na Menopausa: Questão ainda polêmica – Boletim SOBRAVIME, 30, julho-setembro 1998

Rogério Friedman, Rafael Luiz Reinehr – Síndrome plurimetabólica – implicações para o manejo da hipertensão arterial sistêmica – Revista Brasileira de Hipertensão vol. 6, fasc. 3; julho/set 1999

Wilson Dozza Moreira, Rafael Luiz Reinehr, Flávio Danni Fuchs – Intensidade do Tratamento Anti-hipertensivo no Diabete – Revista Brasileira de Hipertensão vol. 6. fasc. 3; julho/set 1999

ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS

Coordenador de Sessão do IX Salão de Iniciação Científica da UFRGS, de 15 a 19 de setembro de 1997

Membro fundador do Capítulo de Acadêmicos da Sociedade Brasileira de Clínica Médica

Coordenador da Mesa Redonda "Cardiopatia Isquêmica" no 2º Simpósio Internacional de Clínica Médica da SBCM (Porto Alegre, 03 a 06 de setembro de 1998)

Coordenador da Conferência "Hipertensão e Diabete" no 2º Simpósio Internacional de Clínica Médica da SBCM (Porto Alegre, 03 a 06 de setembro de 1998)

Coordenador da Conferência "Tratamento Atual do Diabete Melito" no 2º Simpósio Internacional de Clínica Médica da SBCM (Porto Alegre, 03 a 06 de setembro de 1998)

Coordenador da Conferência "É Possível Prevenir Amputação em Diabéticos?" no 2º Simpósio Internacional de Clínica Médica da SBCM (Porto Alegre, 03 a 06 de setembro de 1998)

Organizador do Curso "Atualização em Medicina Interna – Módulo 1" de 30 de novembro a 4 de dezembro de 1998

Organizador do "2º Congresso Gaúcho de Clínica Médica" da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, de 26 a 29 de agosto de 1999, em Gramado – RS

Coordenador da Conferência "Disfunção erétil: avanços terapêuticos" do 2º Congresso Gaúcho de Clínica Médica da SBCM, de 26 a 29 de agosto de 1999, em Gramado – RS

Coordenador da Conferência "H. pilory: esquemas terapêuticos e manejo das recidivas" do 2º Congresso Gaúcho de Clínica Médica da SBCM, de 26 a 29 de agosto de 1999, em Gramado – RS

Coordenador do Painel "Conduta na Hemorragia Digestiva Alta Aguda" do 2º Congresso Gaúcho de Clínica Médica da SBCM, de 26 a 29 de agosto de 1999, em Gramado – RS

Coordenador do Painel "Crise Hemorroidária: o que fazer?" do 2º Congresso Gaúcho de Clínica Médica da SBCM, de 26 a 29 de agosto de 1999, em Gramado – RS

Coordenador do Painel "Aspectos práticos do exame de fundo-de-olho" do 2º Congresso Gaúcho de Clínica Médica da SBCM, de 26 a 29 de agosto de 1999, em Gramado – RS

Coordenador do Painel "Diabetes tipo 2: o que mudou com o UKPDS" do 2º Congresso Gaúcho de Clínica Médica da SBCM, de 26 a 29 de agosto de 1999, em Gramado – RS

Coordenador da Conferência "Cardiopatia Isquêmica: conduta conservadora x conduta invasiva" do 2º Congresso Gaúcho de Clínica Médica da SBCM, de 26 a 29 de agosto de 1999, em Gramado – RS

Coordenador da Conferência Master "Dislipidemias: o que as evidências atuais recomendam" do 2º Congresso Gaúcho de Clínica Médica da SBCM, de 26 a 29 de agosto de 1999, em Gramado – RS

TRABALHOS E ESTÁGIOS VOLUNTÁRIOS

5º Feira de Saúde AMRIGS – Campo da Tuca, Porto Alegre (27 de setembro de 1997)

Trabalho voluntário no Centro de Atenção aos Portadores de Hemoglobinopatias do Serviço de Hematologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, durante o período de setembro de 1996 à dezembro de 1998 (448 horas)

Trabalho voluntário no Ambulatório de Diabete Melito do Serviço de Endocrinologia do HCPA – Zona 16, de julho 1997 a dezembro de 1998 (308 horas)

Estágio Voluntário de Medicina no Serviço de Medicina Interna ( 02 a 30 de janeiro de 1998, 168 horas)

Estágio voluntário no Hospital de Pronto Socorro, Sala de Atendimento Externo – Clínica (Sala 6) ,de 08 de abril de 1998 à 06 de julho de 1998 (277 horas)

Painel sobre Informação Profissional do Instituto Vicente Pallotti (21 de agosto de 1998)

Extensão Universitária: Um Projeto de Atendimento Ambulatorial e de Seguimento de uma Coorte de Pacientes Hipertensos (Ambulatório de Hipertensão), de 1º de novembro de 1998 a 31 de novembro de 1999 (241 horas), promovida pelo Departamento de Farmacologia do Instituto de Ciências Básicas da Saúde e Unidade de Hipertensão do HCPA, tendo obtido o conceito A.

 

EXPERIÊNCIA DE TRABALHOS

Em Medicina Interna

Plantonista Clínico do Centro Clínico de Novo Hamburgo, de junho de 2000 até dezembro de 2003, com carga horária de 48 a 60 horas mensais

Plantonista Clínico do Hospital de Santo Antônio da Patrulha, de março a setembro de 2000, com carga horária de 48 horas mensais

Plantonista Clínico na Unidade ULBRA Saúde de Novo Hamburgo, de setembro de 2001 a setembro de 2002, com carga horária de 48 a 60 horas mensais

Plantonista Clínico do Posto 24 Horas de Dois Irmãos, por Concurso Público – 1º lugar, com carga horária de 80 a 96 horas mensais, de fevereiro a junho de 2002

Em Endocrinologia

Atendimento Ambulatorial nas Unidades ULBRA Saúde de Novo Hamburgo, Alvorada, Dois Irmãos e Gravataí, de setembro de 2002 até fevereiro de 2004 (em Dois Irmãos) com carga horária de 16 a 20 horas mensais em cada Unidade

Atendimento Ambulatorial pelo Clube Cardoso Marques e convênios locais em Santo Antônio da Patrulha de fevereiro de 2003 até os dias atuais, com carga horária de 8 horas mensais

Atendimento Ambulatorial no Centro Clínico Novo Hamburgo de agosto de 2003 até fevereiro de 2004, com carga horária de 16 a 20 horas mensais

Atendimento Ambulatorial no Centro Médico Zona Sul em Porto Alegre de agosto de 2003 até dezembro de 2003, com carga horária de 8 horas mensais

Atendimento Ambulatorial no Centro Clínico São Leopoldo de setembro de 2003 até fevereiro de 2004, com carga horária de 16 a 20 horas mensais

Atendimento Ambulatorial na Central Médica Carlos Chagas unidades Assis Brasil e Canoas de agosto de 2003 até fevereiro de 2004, com carga horária de 32 a 40 horas mensais

Consultor em Endocrinologia e membro do Corpo Clínico do Centro Geriátrico Vitalis em Porto Alegre – RS, com carga horária de 8 a 10 horas mensais, até março de 2004 e atualmente Consultor ocasional

Atendimento Ambulatorial na Hospiplan de Gravataí, com carga horária de 16 horas mensais, de janeiro de 2004 até agosto de 2004.

Prestação de Serviço Militar Obrigatório no Hospital de Guarnição de Santa Maria com atendimento ambulatorial em Endocrinologia e plantões clínicos de Abril de 2004 até Fevereiro de 2005

PARTICIPAÇÃO EM SOCIEDADES MÉDICAS

Sócio-fundador do Departamento de Endocrinologia da Sociedade de Medicina de Santa Maria

Membro titulado ativo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

OUTRAS FACULDADES

FILOSOFIA – Ingresso por Concurso Vestibular na UFRGS em janeiro de 2000, tendo cursado 1 semestre

CIÊNCIAS SOCIAIS – Ingresso por transferência interna a partir do segundo semestre do ano de 2000, curso noturno, tendo cursado até o fim do primeiro semestre de 2002 (4 semestres).

Nov 09

Como a Endocrinologia pode Evitar o Aquecimento Global

By Rafael Reinehr | Sustentabilidade e Resiliência

A primeira manhã do ICE (Congresso Internacional de Endocrinologia) começou filosófica, porém pragmática. Roger Short, em sua palestra entitulada “Human Population Growth and Global Warming: the Sky is the Limit” (Crescimento Populacional Humano e Aquecimento Global: o Céu é o Limite) rebateu a famosa sentença de Thomas Malthus, que em 1798 afirmou que “o poder da população é indefinidamente maior do que o poder da terra para produzir subsistência desta”, no momento em que afirmou que o limite hoje não está na terra, e sim no céu – ou seja, nas crescentes concentrações de CO2 na atmosfera.

Um dos maiores contrinuintes para a progressão das emissões de poluentes e CO2 é, sem dúvida nenhuma, o rápido crescimento populacional. Em 1930, éramos 2 bilhões sobre o planeta, hoje, somos cerca de 6,7 bilhões e a estimativa para 2050 é que sejamos 9,2 bilhões se nada for feito.

Mais pessoas, mais consumo, mais industrialização e produção de CO2, maior aquecimento global, piores condições de vida, menor sobrevida para os “menos afortunados”, aumento da violência, crise e convulsão social, efeitos em cascata…

Hoje temos cerca de um bilhão de pessoas vivendo com menos de 2 dólares por dia no mundo. Como será em 40 anos?

Recentemente, o economista britânico Jeffrey Sachs publicou seu novo livro chamado Common Wealth, onde afirma:
“O século XXI verá o fim do domínio Americano. Os desafios do desenvolvimento sustentável, proteção ao ambiente, estabilizar a população mundial, estreitar as distâncias entre ricos e pobres, e terminar com a pobreza extrema tomarão o centro do palco.”

Otimista? Ou realista?

Mas e afinal, como a Endocrinologia pode ajudar a evitar o aquecimento global?

Tudo começa, segue o professor Short, em 1953, quando Gregory Pincus e M. C. Chang publicaram o estudo “Os efeitos da progesterona e componentes relacionados na ovulação e no desenvolvimento precoce dos coelhos”, em que, administrando progesterona intravaginal ou intramuscular conseguiram, pela primeira vez, inibir a ovulação dos mamíferos roedores. Estava descoberto o anticoncepcional.

O passo necessário agora, segundo Short, é fazer com que os anticoncepcionais não precisem de receita médica para serem adquiridos e que sejam fabricados e distribuídos amplamente em países em desenvolvimento. Uma sugestão, segundo o professor, seria passar a convencer as mulheres a utilizarem o anticoncepcional hoje utilizado via oral por via vaginal, pois desta forma o estrógeno queratiniza o epitélio vaginal, prevenindo a infecção por HIV. Ainda é necessário um estudo mais prolongado sobre esta via de uso para o anticoncepcional oral para definir sua segurança.

E agora, pergunto eu, seriam elas, as mulheres, a peça chave capaz de efetivamente reduzir o aquecimento global?

Polêmica ou solução real? Você decide.

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Senescência
Jul 13

Endocrinologia da Senescência

By Rafael Reinehr | Senescência

SenescênciaComo endocrinologista, sempre estudei tudo o que dizia respeito aos nossos hormônios e ao nosso metabolismo, além de recentemente e cada vez mais ter me dedicado também ao estudo da nutrição humana e melhores formas de manter nosso corpo forte e saudável por mais tempo.

Dentro deste pano de fundo, a Endocrinologia da Senescência começou a se tornar cada vez mais interessante para mim. Saber quais mecanismos levam a um maior envelhecimento em algumas pessoas e aprender a como retardar estes processos está se tornando parte mais e mais importante dos meus estudos.

Chegou a hora de armazenar e organizar este conhecimento, talvez na forma de um arquivo virtual e, porque não ao cabo de um par de anos, em um livro. O desejo já está posto, o conhecimento de base já tenho, vou atrás agora do que de mais novo se produziu no conhecimento científico nesta área tão interessante.

Quem já vibrou comigo com esta decisão foi meu amigo Eduardo Sabbi, médico psiquiatra e dono do Centro Geriátrico Vitalis, uma das melhores (senão a melhor) Clínica Geriátrica de Porto Alegre.

Acompanhe a saga do conhecimento da Endocrinologia da Senescência nesta subseção do site. Todo novo artigo publicado sobre o tema será publicado na aba Senescência do site. Dúvidas e questões pertinentes poderão ser enviadas através do Formulário de Contato e poderão virar um artigo que tentará esclarecer a seção.

Out 30

30/10/2007 – Trabalho, trabalho, trabalho…

By Rafael Reinehr | Cotidianices

    … e o lazer, onde é que fica? Espero que no verão consiga me organizar melhor para ir à praia no fim do dia e também aos finais de semana. Começo agora em novembro, no Costão do Santinho em Florianópolis: Congresso Brasileiro de Endocrinologia Pediátrica. Sem dúvida, vai sobrar um tempinho para aproveitar a ilha. E fotos, ah, não posso esquecer a máquina…

Mai 04

Crescer bem para virar gente grande

By Rafael Reinehr | Crescimento

    Crescer é uma característica básica da vida. Enquanto algumas crianças crescem normalmente, outras apresentam dificuldades que devem ser investigadas e tratadas. O crescimento humano pode ser dividido em 6 fases:

Fetal – os 9 meses dentro do útero materno
Lactante – do nascimento ao primeiro ano
Primeira Infância – de 1 a 3 anos
Segunda Infância – de 3 a 10 anos
Puberdade – de 10 a 14 anos (dependendo do sexo da criança)
Adolescência – por volta dos 14 aos 18 anos
    Em cada fase, existe uma diferente velocidade de crescimento, que pode estar adequada, exagerada ou lentificada. Em alguns casos, o crescimento acelerado ou muito lento pode ser passageiro e normal. Já em outros, reflete algum tipo de doença que deve ser diagnosticada precocemente para garantir um tratamento eficaz e sem complicações para a criança.
    Mas o que nos faz crescer? Essa resposta não é simples, já que uma série de fatores influenciam no nosso crescimento. São eles os fatores hormonais, nutricionais, a atividade física, o sono e, é claro, nossa herança genética.
    A má nutrição, assim como uso de drogas como fumo e álcool (por vezes difíceis de detectar em jovens), o estresse crônico derivado de maus tratos emocionais e físicos por parte de pais ou cuidadores e a falta de exercício físico ou um sono inadequado são todos fatores que apresentam um impacto severo no crescimento, na saúde e no bem-estar de um jovem ou criança…

 

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Jul 10

I Endo Sul – Gramado 2006

By Rafael Reinehr | Acordando com a Adrenal

    De 6 a 9 de julho de 2006 aconteceu em Gramado-RS o I Endo Sul – Congresso de Endocrinologia da Região Sul, juntamente com o XII Encontro Gaúcho de Diabetes e o IV Simpósio de Obesidade do Mercosul. Foram quatro dias com uma programação repleta de temas relevantes à endocrinologia clínica e, nos dias em que haviam palestras em horários coincidentes foi difícil decidir qual delas assistir.

    Além do aspecto científico do meeting, sempre é bom rever amigos, colegas e professores que a vida leva para longe e que novamente traz para perto nestas ocasiões.

    Novas medicações, abordagens alternativas para velhas patologias, novas formas de encarar determinadas enfermidades e uma excelente revisão daquilo que não podemos nunca esquecer se quisermos cuidar bem dos nossos pacientes.

    Em breve estarei começando, aqui no reinehr.org, a criar subseções onde tratarei, de forma acessível ao público leigo mas de forma adequadamente científica, temas significativos da Endocrinologia. Tão cedo seja possível realizar uma seleção dos temas e uma revisão dos assuntos a serem abordados, publicarei os artigos aqui, na Seção Medicina.

 

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