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Filtros Modernos
Mar 09

Usando menos plástico: o Filtro de Barro

By Rafael Reinehr | Sustentabilidade e Resiliência

Olhando um anúncio em uma rede de lojas de varejo, na internet, ao procurar por "filtro de barro" no google, achei o seguinte:

Filtros Modernos

Ou seja: nenhum filtro de barro. Eles simplesmente desapareceram das ofertas ao usuário comum. Aquele que não questiona. Que compra com os olhos e não com o cérebro.

Filtro de BarroFiltro de barro não dá lucro pra Philips. Ou pra Latina. Ou pra qualquer corporação que seja. Um filtro de barro pode ser feito em casa, com argila, nitrato de prata e casca de côco. Mas, é claro, se quiser comprar um pronto, não gasta nem 70 reais. Quer um mais sofisticado? Daqueles que tiram o gosto de cloro da água? Tudo bem, 110 reais.

Dinheiro não é problema? Então saiba que os filtros de barro conseguem, tanto ou mais do que a maioria dos filtros elétricos facilmente disponíveis eliminar impurezas, bactérias, fungos e agrotóxicos. São poucos filtros elétricos que possuem capacidade similar ou superior para retirar impurezas da água em relação aos bons filtros de barro do mercado.

Ei, mas isso aqui está parecendo anúncio de loja de filtros de barro. Viraste sócio de uma fábrica?

Não, cumpadre, de jeito nenhum cumadre. Ainda não…

 

 

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Jan 03

20.000 Cartazes Supermarinhos

By Rafael Reinehr | Kine für alles

20.000 cartazes supermarinhosTem realmente algumas coisas que eu preciso reavaliar. Às vezes acho que sou meio tantã… Vivo reclamando (para mim mesmo, para minha esposa, para meus amigos) que não tenho tempo para tocar adiante meus projetos pessoais (OPS!, Coolméia, Simplicíssimo, livros em andamento, tocar mais, fazer mais atividade física) e aí, acabo pegando mais coisas sem ter terminado de fazer outras.

Mas não tem jeito: esse é meu jeito. Hoje, por exemplo, fiquei sabendo que o André Setaro está se desfazendo de uma relíquia: sua coleção de 20.000 cartazes, releases, fotos e press-books originais de filmes desde 1962 até 2004. Setaro foi comentarista cinematográfico desde agosto de 1974 e, por 20 anos, manteve uma coluna diária no jornal baiano Tribuna da Bahia.

Pensei: nossa! Isso é fantástico! Preciso ajudá-lo! E passei as últimas 3-4 horas bolando e fazendo um banner para ele pra colocar no OPS!, nos blogs do OPS!, no Simplicíssimo e aqui no site.

Agora, uma pergunta (lá vem mais uma tentativa de auto-análise…): o que será que eu tenho que me empolgo facilmente com tantas e tão variadas coisas? Porque este "ecletismo radical"? Qual a fonte deste "impulso em direção a todas as coisas"? Seria uma "pulsão de vida" desregulada? Caraca… Acho que vou começar a fazer terapia…

Mas, de volta ao fato: Visite a página clicando no banner acima e, se te interessar por algum filme, entre em contato solicitando uma cotação para algum cartaz, foto, release ou press-book e tenha um pedaço da história do cinema na sua casa.

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Set 14

Onde estão a vida, o conhecimento e a sabedoria?

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

Onde está a vida que perdemos quando vivos?
Onde está o conhecimento que perdemos com a informação?
Onde está a sabedoria que perdemos com o conhecimento?

(Eliot – Coros de "A Rocha")

O trecho acima de T.S. Eliot sintetiza em 3 versos um dos grandes problemas da contemporaneidade: o desaparecimento da intuição e da sensibilidade característica dos animais e dos indígenas antigos. A tecnologia, idealizada para reduzir o trabalho do homem, deixando-o livre para viver sua vida acabou por escravizá-lo. Máquinas tomam o lugar do humano, criando desempregos e subemprego. Gadgets e novas tecnologias fazem o homem aumentar as horas trabalhadas em busca de status e bens materiais cada vez mais "modernos". A quantidade diária de informação à qual somos inevitavelmente submetidos já não acrescenta, mas subtrai conhecimento, já que não há foco. E será que o acúmulo de conhecimento tem nos feito mais sábios ou apenas tem sido utilizado para que alguns consigam mais facilmente subjugar aqueles que não têm acesso ao mesmo?

São reflexões pertinentes para o tempo em que vivemos. E Eliot mesmo complementa, em The dry salvages:

vivemos a experiência mas perdemos o significado
e a proximidade do significado restaura a experiência
sob forma diversa, além de qualquer significado. Como já se disse
a experiência vivida e revivida no significado
não é a experiência de uma vida apenas
mas a de muitas gerações – não esquecendo
algo que provavelmente será de todo inefável…