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Zeitgeist: Addendum

Zeitgeist: Addendum


Posted By on out 13, 2008

Lembram quando falei aqui sobre o filme Zeitgeist e toda aquela polêmica foi gerada? Pois desde o último dia 2 de outubro está disponível Zeitgeist: Addendum, a continuação do filme. Ainda sem legendas em português, pode ser visto na íntegra clicando no vídeo abaixo. No próximo fim-de-semana estarei fazendo a crítica do filme. Quer me acompanhar e assistir o filme? Já antecipo que está em grande consonância com muitas de minhas idéias, pois critica o sistema monetário atual mostrando sua fragilidade e como o Monetarismo é capaz de gerar sofrimento, miséria, ganância e infelicidade.

Desenferruje seu inglês e assista:

http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=7065205277695921912&hl=pt-BR&fs=trueVocê pode também ver o filme na íntegra em Português clicando no link Zeitgeist Addendum em Português.

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Um estudo recente realizado por Vohs e colaboradores demonstrou a influência do dinheiro nas decisões tomadas por pessoas sem que as mesmas soubessem conscientemente desta influência. Foram dadas aos participantes da pesquisa determinadas tarefas como organizar palavras misturadas para formar uma frase sobre dinheiro; com outros participantes, deixaram pilhas de dinheiro fictício do jogo Banco Imobiliário; outro grupo via um protetor de tela com várias denominações de dinheiro. Já outras pessoas, selecionadas randomicamente, tinham que organizar frases que não tinham a ver com dinheiro, não viam o dinheiro do jogo Banco Imobiliário e viam protetores de tela diferentes. Em todos os casos, as pessoas que tinham sido levadas a pensar sobre dinheiro – do chamado “grupo do dinheiro” – comportaram-se de forma diferente daquelas que não pensaram nele.

MoneyQuando foi dada uma tarefa difícil e avisado que teriam ajuda à disposição se necessitassem, as pessoas do grupo do dinheiro demoraram mais para pedir ajuda.

Quando solicitadas a ajudar, as pessoas do grupo do dinheiro gastavam menos tempo ajudando.

Quando solicitadas a mover sua cadeira para que pudesse conversar com alguém, as pessoas do grupo do dinheiro deixavam um espaço maior entre as cadeiras.

Quando solicitadas a escolher uma atividade de lazer, as pessoas do grupo do dinheiro eram mais propensas a escolher uma atividade que pudesse ser realizada sozinho do que outra que envolvesse outras pessoas.

Finalmente, quando as pessoas do grupo do dinheiro eram convidadas a doar parte do dinheiro que lhes foi pago pela participação no experimento, elas deram menos do que aquelas que não foram induzidas a pensar sobre dinheiro.

É impressionante como estes fatores banais que levaram a pensar sobre dinheiro tiveram influência tão grande sobre o comportamento humano. Enquanto o grupo controle, aquele não induzido a pensar sobre dinheiro gastou em média 42 minutos ajudando alguém em uma tarefa, aquelas pessoas do grupo do dinheiro ofereceram apenas 25 minutos do seu tempo. Quando solicitados a fazer uma doação, o grupo do dinheiro deu apenas um pouquinho mais do que metade do que foi dado pelo grupo controle.Greg Mankinw questiona-se: “O que faz com que o dinheiro nos torne menos pronados a buscar ajuda ou ajudar, ou mesmo a sentar perto de alguém?”

o Trocador de DinheiroVohs e colaboradores sugerem que à medida que as sociedades iniciaram a utilizar o dinheiro, a necessidade de depender da familia e dos amigos diminuiu, e as pessoas se tornaram mais auto-suficientes. Desta forma, eles concluem que o dinheiro aumenta o individualismo e diminui as motivações comunitárias, um efeito que é claramente aparente no comportamento das pessoas hoje em dia.
Enquanto isso, do outro lado da moeda, Elizabeth Dunn e colegas descobriram que gastar dinheiro com outras pessoas promove a felicidade. De forma tão ou mais importante do que a quantidade de dinheiro que se ganha, a forma que se gasta parece estar diretamente ligada à sensação de bem-estar e felicidade.

Dunn avaliou a hipótese de que gastar com outros prediz maior felicidade do que gastando consigo mesmo avaliando três tipos de estudos: um estudo transversal derivado de uma pesquisa nacional, uma coorte que foi acompanhada enquanto se gastava dinheiro que lhes foi dado e em um estudo randomizado em que os participantes foram designados a gastar com outros ou consigo mesmos. Nos três casos, a hipótese-teste se confirmou.

Os dois trabalhos trazem em si uma informação bastante importante que, apesar de óbvia, não é tão fácil de interpretar. Ao mesmo tempo em que o dinheiro – instintivamente – pode ser capaz de minar o senso de comunidade fazendo com que fiquemos mais egoístas e menos altruístas à medida em que chegamos perto dele, se porventura escolhermos gastá-lo não somente conosco e sim com aqueles que nos cercam ou com atividades que envolvam pessoas além de nós mesmos, poderemos estar incrementando nossa sensação de bem-estar e felicidade. Paradoxal? Para mim, nem um pouco.

Na verdade, a sensação de estarmos bem vivos e felizes que nos toma de assalto quando gastamos algo para ou com alguém é a mesma de quando fazemos algo de bom para alguém, mesmo sem dinheiro envolvido.

Foi com esse espírito que, em 1999 teorizei um sistema de trocas de bens e serviços que chamei na época, de forma pouco humilde de “A Grande Cooperativa Mundial”. Idealizada para funcionar de forma global, A Grande Cooperativa Mundial centralizaria em um website e/ou em alguns endereços físicos um grande e aparentement complexo mas em realidade bastante simples sistema em que pessoas com bens e serviços a oferecer seriam encontradas por pessoas com necessidades de tais bens e serviços. Um espécie de sistema de classificados, só que o objetivo não seria a VENDA de bens e serviços, mas a sua TROCA. Desta forma, estaríamos dando “a volta” em um sistema sobrecarregado de impostos, estaríamos fazendo circular bens que não estão sendo utilizados e evitando a extração de matéria-prima para produção de novos bens de consumo bem como reduzindo a poluição advinda da produção e transporte deste produto, no caso da troca ser a nível local.

No texto original, publicado no Simplicíssimo em sua versão impressa em 1999 e depois na versão virtual em 2002, escrevi o seguinte:

Pelo Mundo afora, existem pessoas necessitando serviços, materiais, espaço, objetos, enfim, “coisas” em geral. Ao mesmo tempo, neste mesmo Mundo, existem pessoas dispostas a oferecer serviços, materiais, espaços e objetos que não necessitam em dado momento, “coisas” essas que escamboficam inutilmente paradas em um canto qualquer, sem que ninguém o(a) esteja usando. Por que não catalogar tais bens (i)materiais associando-os ao seu valor na área onde são oferecidos e distribuí-los a quem os necessita, em troca de uma outra contribuição para a Cooperativa por parte do beneficiado? Nos dias de hoje, com o advento estruturação e, definidamente, da entrada profunda da Grande Rede (Teia) Mundial em nossas vidas e culturas, esse trabalho torna-se bastante facilitado, podendo haver rápida comunicação entre as diversas “filiais” da Cooperativa espalhadas pelo planeta. Cada serviço ou bem oferecido e usado, geraria um crédito para o fornecedor deste bem ou serviço, ao mesmo tempo que seria criado um débito para o usuário do bem ou serviço para com a Cooperativa (veja bem, e não para com o fornecedor). Penso que os créditos possam ser ilimitados, mas os débitos devem ser restringidos a uma quantia máxima, talvez determinada pela capacidade de oferecer bens e serviços ou então, igual para todos. Certamente tornar-se-ia necessário realizar um projeto piloto desta Cooperativa em alguma localidade específica, para somente então tentar disseminar a idéia em uma área mais ampla. A estruturação completa desse projeto passa por um longo período de planejamento com uma equipe multidisciplinar envolvendo pessoas capacitadas em áreas do conhecimento como Política, Economia, Sociologia, Filosofia, Relações Interpessoais, Informática, e, provavelmente de áreas como física, matemática e mais especificamente estatística. Se alguém que tomar conhecimento desse projeto tiver interesse em tomar parte, deverá entrar em contato através do e-mail superjazz7@terra.com.br(Nota: este e-mail não existe mais).Veja bem, a princípio essa é uma idéia de uma atividade essencialmente civil, feita por pessoas comuns para pessoas comuns, sem envolver entidades governamentais, mas não haveria empecilho algum em haver participação ou mesmo regulação das atividades da Cooperativa por parte dos diferentes Estados. Qualquer comentário posterior, favor entrar em contato através do e-mail acima. Aproveitando o ensejo e o tema do Fórum Social Mundial: “Grande Cooperativa Mundial, em busca de um Mundo Melhor, impossível agora, mas certamente possível amanhã”.

Como podem ver, é um texto simples, ingênuo até, compatível com meu desenvolvimento intelectual e estímulos percebidos à época. Hoje, a idéia amadureceu e ainda acredito na possibilidade de sua concretização. Acredito tanto e sempre acreditei que ela se materializou, de forma um pouco Freecyclediferente na rede Freecycle, que surgiu em 2003 em Tucson, no Arizona, com a iniciativa de Deron Beal. A Freecycle Network tem como principal objetivo evitar que bens com boa qualidade fiquem parados nos cantos sem utilização e, basicamente, é uma grande rede de DOAÇÃO de produtos.
Composta hoje por mais de 5.900.000 integrantes divididos em mais de 4.600 grupos espalhados pelo mundo, a rede utiliza listas de e-mail do yahoo para centralizar por cidades e regiões as ofertas e os pedidos de bens e produtos. Pessoalmente, inscrevi-me nos grupos de Porto Alegre e Joinville, mais próximos de minha casa e também nos de Lisboa e de São Paulo, como forma de aprender com grupos mais movimentados.
Minha experiência como observador foi positiva. Nos dois grupos mais ativos que acompanhei – São Paulo e Lisboa, as ofertas são diárias bem como as respostas aceitando estas ofertas. A quem recebe o donativo, cabe buscá-lo no local informado por quem o está oferecendo. Entre os produtos que são oferecidos para doação encontram-se carregadores de celulares, beliches, liquidificadores com um canto da tampa quebrada, secadores de cabelo, filhores de cachorros, livros, revistas, sapatos e carrinhos de bebê, impressoras, monitores e até um notebook (com a bateria avariada) mas no mais funcionando perfeitamente. Já entrei em contato para ser o mediador de um grupo aqui na minha região. É interessante observar que o Freecycle não aceita trocas entre produtos ou entre serviços. Apenas ofertas e solicitações, sem condicionamento.
Pela idéia original da Grande Cooperativa Mundial (precisamos achar um nome menos pomposo para ela), todas as modalidades de troca e doação seriam possíveis:

1. Oferta de um bem ou serviço em troca de “pontos de crédito” junto à Cooperativa (ex: ofereço serviços de jardinagem por 30 pontos de crédito por dia de trabalho – neste caso, o jardineiro que executa o serviço recebe 30 pontos de crédito na sua conta que poderá ser usado futuramente na aquisição de algum bem ou serviço, sem juros, sem taxas ou impostos)
2. Recebimento de um bem ou serviço em troca de “pontos de débito” junto à Cooperativa (ex: aquisição de um abajur antigo por 50 pontos – neste caso, o adquirente do abajur terá 50 pontos debitados de sua conta e quem ofereceu o abajur terá 50 pontos creditados em sua conta)
3. Troca direta de um bem ou serviço por outro bem ou serviço (ex: ofereço conserto de sistemas hidráulicos em troca de um monitor de computador de 15 polegadas ou maior em bom funcionamento – neste caso, bastam as partes acertarem os detalhes da troca entre si)
4. Doação simples de um bem ou serviço (ofereço ao custo de 0 pontos (gratuitamente) 6 pares de sapatos tamanho 41 de couro em bom estado; retirar no endereço tal, combinar horário por telefone tal)
5. Solicitação simples de um bem ou serviço (necessita-se de babá para criança nas manhãs de quinta-feira; motivo: mãe precisa realizar fisioterapia por 3 meses; não temos capacidade de pagar nada)

Estamos vivendo em um outro mundo, bastante diferente de uma década atrás. Muito, muito diferente de 3 ou 4 décadas atrás. Poucas coisas nos emocionam, é difícil algo motivar o cidadão médio para a ação. O comodismo, a busca do conforto através dos psicofármacos e do circo como forma de anestesia dos sentidos está cada vez mais gritante. Aldous Huxley, em 1932 narrou em seu maravilhoso livro Admirável Mundo Novo este futuro que parece que já é presente.

Me pergunto até que ponto atividades que eliminem relações verticais (aquelas em que o detentor do conhecimento ou poder) possam ser efetivamente trocadas por relações horizontais, onde o conhecimento, o poder e as responsabilidades possam ser equitativamente compartilhados entre pessoas afins. Me pergunto se projetos como os que estou idealizando como a Coolméia, o Voto Contínuo e esta pomposa Grande Cooperativa Mundial poderão algum dia ser uma realidade e ajudar a produzir um mundo mais ecologicamente pronado (vide artigo sobre o Decrescimento Sustentável), com estímulo à produção e consumo local, valorizando as relações entre as pessoas que estarão mais preocupadas em Trocasser do que ter e dispostas a trabalhar COM e não CONTRA semelhantes em busca de uma vizinhança melhor, melhores alimentos, água e ar para se comer, beber e respirar.

Por quanto tempo ainda existirão os “espertos” que insistem em se aproveitar dos “trouxas”, aqueles teimosos que ainda acreditam que se deve fazer as coisas “do jeito certo”, mesmo que existam pessoas levando vantagem em tudo?

Se o dinheiro é um material inerte e não tem culpa do desejo, da ganância, da avareza e da violência que em nome dele é gerada, reduzir o poder de criar tanto sofrimento é algo que me interessa. O caminho está na mudança da percepção de mundo que as pessoas desenvolveram. Como fazer isso? Estou investigando e experimentando. Quer me ajudar?

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Entre primeiro de setembro e primeiro de outubro de 2008, realizei uma pesquisa aqui no site para tentar entender o que as pessoas que aqui chegam sentem em relação ao trabalho, bem-estar e à remuneração que se vincula com este trabalho e este bem-estar.

O resultado foi o seguinte:

Pesquisa Remuneração

A conclusão a que cheguei analisando os dados acima foi que uma grande parte das pessoas prefere não “viver somente para o trabalho”, mesmo que isso represente um incremento substancial (100%) da renda. Chegando a um patamar que lhes dê conforto, segurança e estabilidade financeiras, os votantes na opção “12 mil reais” preferem utilizar seu tempo com lazer ou outras atividades que lhes preencham do que utilizar as demais horas trabalhando mais para alcançar uma maior renda.

Me surpreendi com o grande percentual (32,2%) de pessoas que ficariam satisfeitas com uma rende de 3 mil reais para fazer 100% do tempo somente aquilo do que gostam. É claro que esta pesquisa sofre um grande viés: não leva em conta a remuneração atual do indivíduo que está votando. Ou seja, para alguém que ganha 1000 reais por mês, passar a ganhar 3 mil e fazer somente o que lhe dá prazer parece uma proposta aprazível. Mas e para quem ganha 24 mil, será que conseguiria passar a receber 3 mil e ficar plenamente satisfeito?

Obrigado a todos que votaram. Me ajudaram a pensar mais sobre o assunto. Ainda preciso de tempo para decidir por que caminho seguir. Quando decidir, compartilho com vocês a decisão.

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Dois monges estavam lavando suas tigelas no rio quando perceberam um escorpião que estava se afogando. Um dos monges imediatamente pegou-o e o colocou na margem. No processo ele foi picado. Ele voltou para terminar de lavar sua tigela e novamente o escorpião caiu no rio. O monge salvou o escorpião e novamente foi picado. O outro monge então perguntou:

“Amigo, por que você continua a salvar o escorpião quando você sabe que sua natureza é agir com agressividade, picando-o?”

“Porque,” replicou o monge, “agir com compaixão é a minha natureza.”

(conto retirado do blog Espiritualistas)

Aprender a perceber esta grande verdade, a de que seres humanos distintos possuem diferentes naturezas, personalidades e ímpetos, pode nos preparar melhor para a vida neste mundo. Com a percepção plena da lição acima, passamos a compreender o outro usando sua própria lente , e não somente a nossa. Uma grande lição, sem dúvida.

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Mais do que você imaginaMais do que você imagina, mais uma das infelizes traduções de um nome de filme para a língua portuguesa (se bem que “O Novo Namorado de Mamãe” também não seria uma boa escolha…) conta a história da obesa Martha (Meg Ryan) e seu filho Henry (Colin Hanks), oficial do FBI que passa alguns anos fora de casa em uma missão secreta. Quando volta de sua missão e em função da aproximação de Tommy (Antonio Banderas), um suposto ladrão internacional de obras de arte de Marty (ex-Martha, agora dezenas de quilos mais leve), Henry é obrigado a espionar sua própria mãe para tentar desvendar o roubo de uma valiosíssima obra de arte que está para acontecer.

Contando com os novos lábios de Meg Ryan – cuja cirurgia plástica gritou aos olhos do espectador mais desligado, é uma comédia que consegue nos trazer uma mão cheia de risadas. Nenhuma grande surpresa, nada “remarkable” para citar. Nenhum grande drama, nenhuma novidade. Bom acompanhado de pipoca em uma tarde chuvosa sem nada para fazer na companhia de alguém delicioso. Sem este clima todo, seguiria em busca de outra opção.

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