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Abr 16

Coolmeia e o Dia 22 de Abril: Dia Mundial da Terra

By Rafael Reinehr | Boas Novas

Coolmeia - Ideias em CooperaçãoEstamos há apenas seis dias do lançamento oficial da Coolmeia e as coisas estão esquentando: a comunidade no Ning está ficando afinadinha – ainda sem atividades intensas em função dos preparos iniciais como a criação de Tutoriais para facilitar a vida de quem chega, bem como recomendações de boas práticas e convívio, para manter uma organização adequada.

Se em uma casa em que mora uma família que se conhece há anos já é fácil encontrar bagunça, imagine em uma em que novas pessoas chegam todos os dias?

Quem me acha perfeccionista, realmente não me conhece. Confesso que já fui, mas hoje apenas me preocupo em estabelecer um padrão mínimo de organização que possibilite uma comunicação adequada entre os membros e que também lhes permita encontrar as ferramentas que estarão em breve dispobíveis por lá, não somente nos próximos meses como daqui a anos a fio. Então, esta fase de preparação não é nada mais nada menos do que uma etapa necessária a ser cumprida. E já dura mais de 9 meses. E vai nascer! Dia 22 de abril está aí!

E o que estamos preparando para o dia 22 de Abril? Bem, não haverá festa, nem coquetel de lançamento, muito menos fogos de artifício. Será mais ao "nosso estilo", digamos assim. No próximo dia 22 de Abril, no mesmo dia em que a iniciativa Coolmeia – Ideias em Cooperação será lançada, comemora-se desde 1970 o Dia Mundial da Terra. É um momento de reflexão, uma oportunidade para olhar para o mundo ao nosso redor e repensar nossas escolhas e atitudes para com os outros e com nosso planeta.

Já defini duas atitudes simples a serem realizadas no dia 22: tratarei de ir de bicicleta ao trabalho e também plantarei uma ou duas árvores, com o compromisso de seguir cuidando delas depois. E você, o que poderá fazer neste Dia Mundial da Terra?

Sempre lembro, quando me vem à cabeça atitudes positivas, quer sejam elas simples ou mais dispendiosas, uma citação de B. K. Jagdish:

"Nossos pés deixam pegadas na areia do tempo. Se estivermos no caminho errado, muitos nos seguirão, desviando-se do que é correto. Quando pensamos que uma ação é só por aquele momento e esquecemos que ela deixa um rastro atrás de si, não estamos sendo responsáveis.
Todas as nossas ações afetam os seres humanos, dando-lhes alívio ou tristeza. Podemos fortalecê-los ou não. Podemos causar ferimentos ou curas. Podemos gerar conflitos ou resolvê-los. Podemos criar cataclismas ou algo nobre para a sociedade.
"

Espetacular, não? Em poucas linhas, resume todo um sentido que podemos dar para uma vida (ou para uma nova vida).

Hoje, agradecendo a dois gentis comentários que foram feitos à Coolmeia pela Rita Braune e pela Nelida Campela, escrevi em resposta sobre a Coolmeia e alguns de seus objetivos:

"…a Coolmeia em si vai tratar disso: mostrar para as pessoas que as amarras que elas imaginam que lhes prendem ao Estado, ao consumo, à rotina e ao conforto podem ser mais fracas do que pensam.

Podemos criar uma vida plena de significados, longe da anestesia das grandes ilusões modernas. Às vezes, precisamos de alguém que nos dê a mão, caminhe ao nosso lado ou mesmo, lá de longe, nos dê um "aceno libertário": um chamado, um exemplo, um ponto de partida ou uma luz que nos ajude a iniciar um novo caminho."

Quer me dar a mão?

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Abr 14

A Terceira Onda – O Conhecimento – Alvin Toffler

By Rafael Reinehr | Entre Aspas

Na Primeira Onda, ou sociedades agrárias, a principal forma de capital era a terra. Se eu cultivasse a minha terra, você não podia cultivar a sua plantação na mesma terra ao mesmo tempo. Era ou você ou eu, nunca ambos. O mesmo era – e ainda é – verdade para o capital nas economias industriais da Segunda Onda. Você e eu não podemos usar a mesma linha de montagem ao mesmo tempo. Tudo isso se inverte nas economias da Terceira Onda, nas quais o conhecimento é a principal forma de capital. Você e eu podemos usar o mesmo conhecimento ao mesmo tempo e, se o usarmos com criatividade, podemos até mesmo gerar mais conhecimento.
 

O texto acima, retirado do site da amiga Clara Alvarez, é um excerto da obra do futurista Alvin Toffler. Recomendo a leitura de A Terceira Onda, livro do autor, como um exercício de raciocínio futurista. Vários insights são garantidos, mesmo que não concordemos com todas suas asserções e apostas.
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Em busca da ágora ideal
Fev 23

Em busca da ágora ideal

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

O que preciso agora é encontrar um poço para despejar estes conflitos. Não, um poço seria uma fuga. Preciso encontrar uma ágora para debatê-los fervorosamente e encontrar, senão a solução definitiva, apenas um ponto de apoio para seguir adiante.

E que conflitos são esses, que tanto lhe afligem, pergunta o fiel interlocutor.

São os de viver conforme preceitos que já não nos servem mais. A idéia vai à frente, a passos largos, mas a vida e os atos insistem em parar à beira da estrada para contemplar a paisagem. Como diz a canção, "como podemos dormir enquanto nossas camas estão queimando"? Como podemos manter uma certa indiferença e buscamos conforto para nós, nossa família e tribo se outros indivíduos, famílias e tribos seguem oprimidos e sonolentos? Eis os conflitos, prezado interlocutor. E agora, peço licança para me retirar. Vou em busca da ágora ideal.

Em busca da ágora ideal

 

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Rafael Reinehr em Londres
Jul 01

O que se aprende em 32 anos de vida

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

O que se aprende em 32 anos de vida?

Espera-se que algo de bom já se tenha acumulado e se possa ensinar em mais de três décadas de aprendizado e observação do mundo. E a questão é justamente esta: SE nos dispusermos a observar as pessoas e acontecimentos à nossa volta e SE não estivermos absortos pela rotina e pelo comodismo, podemos sim, aprender um bom-bocado e até, quem sabe, começar a transmitir um pouco deste aprendizado, enquanto seguimos apreendendo e aprendendo (adoro esta dupla de palavras!).

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Abr 04

Quinta-feira, 1 de abril de 2004 – A Felicidade não existe

By Rafael Reinehr | Escrever Por Escrever (blog)

A Felicidade não existe

Calma! Calma! Antes de qualquer coisa, deixem-me explicar!

Este pôst surgiu em decorrência de uma visita até então desconhecida que deixou um comentário em meu pôust sobre A Paixão de Cristo.
Como sempre faço (e por isso não é necessário deixar um "ME VISITA" lá nos comentários, fui conhecer a morada da gentil comentarista. Lá chegando, surpreendi-me com um texto de teor bastante pessimista a respeito do tema Felicidade. Assim sendo, lá deixei um comentário em resposta ao pôust que tanto me chamara a atenção e aqui estou reproduzindo este diálogo.

Convoco meus 4 leitores a opinar sobre o assunto se o mesmo também lhes palpitar. Aí vai:

"A Felicidade não existe. É uma utopia tão grande como o comunismo. Agora não sou feliz porque isto, porque aquilo. Depois não sou feliz porque isto e mais aquilo. E assim vai a vida, até ao dia em que se morre e lembramos os ensinamentos da nossa vida terrena. Quando é que as pessoas se convencem de que a felicidade não existe?! Existe é a vontade de que ela exista que nos leva a correr atrás e ir levando a vida. É isto que torna a vida suportável; pensar que amanhã o dia pode ser melhor. Mas nunca é. (Lady in Black)" – extraído do blógue No Mercy, publicado originalmente em 31/03/2004.

Na seqüência, minha resposta:

"A propósito de seu pôust: discordo completamente de você! Estou plenamente feliz neste momento e assim estive na maior parte de minha vida. É certo que todos temos percauços e dificuldades praticamente todos os dias. Parece que sempre está faltando alguma coisa… Mas não podemos confundir busca de objetivos com infelicidade. A cada nova tarefa cumprida, torno repleto meu tanque de felicidade. A cada solavanco, deixo baixar um pouco o nível. No meu caso, graças à Natureza e a mim, tenho cumprido mais tarefas do que tenho tropeçado. Claro que a vida de todos não é igual e, mesmo que fosse, devemos sempre lembrar que "todo ponto de vista é a vista de um ponto", e só… Com isso quero dizer que todos podemos ter opiniões a respeito de subjetividades como a felicidade, mas nunca teremos voz suficiente alta para bradá-la como uma verdade." – Rafael Reinehr, em 31/03/2004 – Data onde são lembrados os 40 anos da ditadura militar no Brasil.

Aparador
Out 04

Campanha “Ponha Um Livro no Seu Consultório”

By Rafael Reinehr | Quase-Idéias

    Toda vez que vamos a algum consultório médico, psicológico, dentário, fisioterapêutico, etc, além do cafezinho e da água temos a nosso dispor um punhado de revistas, geralmente de mês passado (senão mas velhas) para que passemos o tempo enquanto esperamos nossa vez.

    Lá no meu consultório é diferente: nada de revistas! Tudo que você encontra são livros e panfletos informativos acerca das enfermidades da minha área de especialização e de minha esposa (Endocrinologia e Psicologia, respectivamente).

    É claro que ninguém pensaria em colocar O Nome da Rosa, do Umberto Eco, à disposição para leitura, mas livros de contos, narrativas curtas ou poesias sempre são bem-vindos. Além de estimular a leitura por parte de nossos amados pacientes, acabamos por incrementar o mercado editorial brasileiro, pois a cada 3 ou 4 meses podemos estar substituindo os livros oferecidos.

    Vejam a foto do nosso aparador com os livros que estamos disponibilizando atualmente:

Aparador

 

O Homem que Calculava, Malba Tahan

Histórias Fantásticas, Adolfo Bioy Casares

Café dos Confrades – Crônicas, Vários Autores

O Maquinista Daltônico – Crônicas e Poesias, Vários Autores

Do Bestial ao Genial – Frases da Política, Paulo e André Buschbaum 

Livros

Jul 07

28/03/2003 – #016 – Por um Desenvolvimento Humano Sustentável

By Rafael Reinehr | Editoriais

    Tudo começou com um Roda Viva que vi esses dias. Fui exposto a uma tal de Hazel Henderson. Futurista, economista alternativa e consultora para assuntos globais é o que aparece na maio parte de suas entrevistas e artigos que li em seu site. Resumindo: a mulher é genial (www.hazelhenderson.com) ! Apesar de não ser acadêmica, ou seja, não ter graduação em Universidade alguma, é uma sumidade no que tange ao desenvolvimento humano sustentado. Suas palavras e idéias são absurdamente coerentes e nada impossíveis de se realizar! Basta boa vontade e começar… Tanto fucei e li que fiquei realmente incitado a realizar um levante contra a Guerra, ou contra as guerras que vemos por aí. E do que se trata esse levante? Hella diz o seguinte: "Somos terrivelmente fortes, cada um de nós. Podemos fazer uma grande diferença somente indo às compras e recompensando as companhias socialmente responsáveis". As pessoas pensam que seu direito de voto, a cada par de anos não faz diferença alguma. Esquecem que votam todos os dias, às vezes várias vezes por dia. Cada vez que adquirem um produto, quer seja um detergente, um tipo de margarina ou um carro, estão realizando um voto. Os consumidores estão fazendo, no momento da compra, decisões acerca do tipo de mundo no qual querem viver. Continue lendo

Jun 06

14/02/2003 – #010 – Editorial

By Rafael Reinehr | Editoriais

     Volta e meia questões concernentes à Bioética permeiam nosso dia-a-dia. E cada vez mais isso vai acontecer. Quem lembra do filme Gattaca (guanina, adenina, timina, timina, adenina, citosina, adenina) achou bastante familiar os acontecimentos dos últimos dias. Me refiro à forma com que a menina Roberta foi testada para excluir a possibilidade de Vilma, a seqüestradora do Pedrinho, ser sua mãe. Para quem está por fora ou está chegando de viagem do exterior hoje, a história é mais ou menos assim: uma senhora, há mais de vinte anos atrás, seqüestrou uma, duas ou sabe se lá quantas crianças, mas não foi descoberta. Há alguns meses, descobriu-se que um de seus filhos na verdade não o era, e sim de outra família, pois ela o havia seqüestrado ao nascer, e haviam dito a verdadeira mãe que seu filho havia morrido. Como se isso já não bastasse, agora se suspeitava que outra filha sua na realidade também poderia ter sido seqüestrada. A moça recusou-se a prestar o exame de DNA mas uma investigadora do caso sugeriu examinar a saliva que a moça deixou em uma bituca de cigarro. A saliva foi, sem o conhecimento da moça, enviada para análise e se descobriu que a mesma não é filha legítima de Vilma. 

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Jun 05

Domingo, 11 de janeiro de 2004

By Rafael Reinehr | Escrever Por Escrever (blog)

{Domingo, Janeiro 11, 2004}

Che Guevara e seus novos modelos de boina

Antes de mais nada preciso dizer aos amigos da Esquerda que estamos do mesmo lado! Antes de qualquer atitude mais exaltada, saibam que esta é apenas uma brincadeira no Photoshop. Tenham por certo que Guevara não estaria se revirando no túmulo e sim dando risadas desta piada.

Agora sim, podemos seguir adiante. Se ainda assim a indignação permanece, tentem ler o texto abaixo sobre Norberto Bobbio e vejam como ele se auto-define ao fim do texto. Se mesmo assim continuares indignado, acho que precisas de umas aulas de yoga ou um retiro nas montanhas, coisa do gênero!

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