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Jul 09

Desafio aos Holísticos: Vamos Pensar em Política? – por David Pacine

By Rafael Reinehr | Carta a um torpe blogueiro

Recebi ontem uma carta do amigo Davi Pacine, contando-me sobre um evento ao qual eu gostaria de ter comparecido em Palmas – TO. Ao que tudo parece, pelo relato do amigo, foi muito bla-bla-blá e poucas propostas efetivas de ação para mudança social. Vejam o que ele me escreveu e abaixo o belíssimo artigo por ele escrito. Leitura recomendadíssima, pela profundidade e relevância da reflexão.

Prezado Rafael,

Recentemente estive participando do Seminário Internacional “Crise Civilizacional”, o qual tive uma pequena decepção. Bem só consegui me livrar dela com um desabafo. O desabafo vai logo abaixo. Se entender que há proveito no contexto do seu espaço virtual, no todo ou em parte, fique a vontade…

Abs

Pacine

Crise Civilizacional

 

Tive a honra de participar do Seminário Internacional “Crise Civilizacional: Distintos Olhares” ocorrido em Palmas-TO, em junho/09. O evento contou com as presenças de pensadores ilustres como o filósofo Edgar Morin, o palenteólogo Michel Brunet, os Senadores Cristóvam Buarque e Marina Silva e muitos outros, brindando o Brasil e o mundo com um consistente diagnóstico da crise sócio-ambiental que acomete o planeta.

 

O diagnóstico, praticamente unânime, já é bem conhecido de todos. Diante da maciça carga de informações científicas já existentes, não há duvida de que nós estamos trilhando o caminho errado. Numa síntese realista, o Senador Cristóvam Buarque disse que “estamos indo para o abismo” e, pior, não há sinal algum de uma mudança efetiva de comportamento, pois, para ele, “essa mudança só se faz possível mediante a educação, principalmente dos jovens”.

 

No entanto, apesar da concórdia dos especialistas em relação ao “cataclismo” que se aproxima, o seminário foi marcado por uma forte mensagem de esperança. Morin metaforizou dizendo que estamos navegando a bordo de um imenso “Titanic”, mas acredita que a humanidade será capaz de se salvar passando por um processo de “grande metamorfose”, como “o verme que se enclausura e se desintegra para então mudar seus processos e se transformar em borboleta”. Nesse sentido, o filósofo acha que a sociedade deverá se autodestruir e se recriar, encontrando novos caminhos para o futuro.

 

 

A Dúvida Angustiante

 

Lugar comum a parte, sob os distintos olhares do seminário internacional, um dos painéis de estudo tratou da possibilidade de uma “governabilidade mundial”, o que, entrando na seara da política, algo angustiante me desassossega no bojo do movimento holístico pela construção de uma nova consciência civilizacional. Assim, na oportunidade dos debates, após as brilhantes apresentações, dei vazão às minhas inquietudes e lancei um articulado questionamento. Sem me surpreender – porque já é de costume –, recebi, dos eminentes teóricos, singelas evasivas à guisa de respostas.

 

O que foi que perguntei? Ora, já que a patologia global é reconhecidamente profunda e sistêmica, sua “cura” não pode se restringir às dimensões “econômica” e “ambiental”, que são meramente sintomáticas. A verdadeira cura deve ir além e atuar nas profundas causas social, ética, política, existencial. Então, se este é o sentido da “profunda metamorfose” – questionei – onde está no multidimensional movimento teórico, científico e fático pela salvação do planeta, que se converge para o “projeto de uma nova civilização”, as bases teóricas e a mobilização real para a necessária reconstituição política da sociedade?

 

 

As Evasivas

 

As evasivas, como eu já disse, foram três. Primeiramente eu fui lembrado de que o processo de transformação política só pode ser operado pela via da educação. O segundo palestrante disse que uma grande mudança já está sendo operada “nos bastidores da consciência humana”. O último, por fim, me recordou da bandeira do “cidadão planetário”, para o qual seria ela a grande contribuição do movimento holístico para a formação de uma nova sociedade política.

 

 

Uma Matriz Política Doentia

 

Antes de comentar essas respostas, cumpre destacar alguns rudimentos relativos ao nosso modelo político ocidental. Sinteticamente, não é demais lembrar que a arquitetura iluminista do “estado constitucional moderno” já possui mais de três séculos. Três séculos! Nesse período passamos por drásticas mudanças como as propiciadas pelas revoluções científica, industriais, dos transportes, das comunicações, socialista, quântica, da informação, etc. O mundo mudou tanto que se tornou uma aldeia globalizada e começamos até a acordar, forçosamente, para as questões ambientais. Mas o nosso sistema político continua se arrastando com a mesma caricatura contratualista, que segrega a sociedade das instancias de poder.

 

Obviamente, o problema não reside simplesmente no fato do modelo ser senil ou anacrônico. Na verdade ele é e sempre foi totalmente doentio. Por qual razão? Justamente porque suas bases teóricas são fundamentadas em uma concepção da “natureza humana” terrivelmente amesquinhada e grosseira. As conseqüências desse engodo, nem precisa dizer, são brutalmente devastadoras.

 

 

Qual é a Natureza Humana?

 

Como é a natureza humana? Seria o homem originalmente mau e egoísta, ou ele é bom de fábrica e o “sistema” é quem o corrompe? Essa é uma pergunta filosófica que vem cruzando os milênios sem uma resposta definitiva. Portanto, fundamentar o aparelhamento de instituições públicas baseado em uma opinião reducionista faz-se extremamente perigoso. Exemplo disso? Para o capitalismo o homem é naturalmente egoísta e competitivo, e mais, o consumo é sinônimo de felicidade. Qual a conseqüência? O sistema “produz” pessoas egoístas, competitivas e consumistas que estão devastando o planeta.

 

 

Profecia Autorrealizável

 

Nesse sentido, estudos matemáticos, como a “teoria dos jogos”, tentam decifrar o comportamento humano em ambientes condicionados por múltiplas regras e atores. Uma noção interessante desses estudos é a de que, por exemplo, num ambiente onde reina a desconfiança, a tendência dos indivíduos é de serem egoístas. Outro fenômeno parecido é chamada “profecia autorrealizável” em que a própria “crença” de que algo venha a se realizar é suficientemente capaz de concretizá-lo. Exemplo? O mercado de ações. Quanto mais pessoas acreditarem que os preços irão desabar, maior será a “corrida” dos investidores, acarretando a queda real dos valores dos títulos.

 

Notadamente, não é difícil concluir que não temos uma natureza pronta. Em grande medida, somos produtos culturais do sistema que nós mesmos criamos. Em parte, somos reféns das nossas próprias idéias, a partir das quais criamos instituições, sistemas e superestruturas de poder. Em outras palavras, primeiramente são os homens moldam os “sistemas”, mas logo em seguida, são os sistemas que moldam os homens.

 

Com esse breve preâmbulo, agora podemos examinar o nosso “sistema contratualista” que se constitui como idéia fundante dos ditos “estados constitucionais modernos”. Em seus sutis pressupostos, ele afirma que a sociedade teria, pela via do pacto, reconhecido a sua incapacidade de se auto-organizar. Assim sendo, a sociedade se faz ontologicamente, e por isso perenemente, carecedora de um poder soberano que a pacifique e a conduza. Aceita essa teoria, passamos então a criar instituições detentoras de poderes cada vez mais especializados, que nos controlam e dirigem. Simples assim!

 

 

Um Paradoxo Extraterrestre

 

Todavia, é preciso dizer que o raciocínio contratualista é portador de um paradoxo mortal. Ora, se a sociedade é ontologicamente incapaz de se autogovernar, então quem estaria apto a governar esta sociedade, um extraterrestre? “Não!” – diriam os mais persistentes –, “a sociedade e o próprio estado devem ser dirigidos pela lei e pelas instituições impessoais”. Mas mesmo nesse caso a pergunta continua válida. Quem elaboraria as leis, quem as interpretaria, quem as aplicaria? Os ETs?

 

Talvez seja por isso que Pool Válery disse com tanta propriedade que “a política é a arte de impedir as pessoas de participar dos assuntos que, propriamente, lhes dizem respeito”. Pois bem, se essa frase é portadora de alguma verdade, pergunto aos ambientalistas, como poderemos ser holísticos se os nossos maiores interesses coletivos encontram-se monopolizados nas mãos de pequenos grupos de tecnocratas dirigentes?

 

 

A Construção do Engodo

 

Sem embargo, a doutrina do “estado constitucional moderno” é complementada com mais dois ingredientes importantes. A idéia da “democracia representativa”, a qual nos diz que o exercício do poder soberano é legítimo quando alcançado pela via da eleição. E a idéia da tripartição do poder que, funcionando como um sistema de freios e contrapesos, evita (ou evitaria) a tirania e os abusos de poder.

 

A democracia representativa pode ser um grande refresco para a consciência dos indolentes, já que supostamente transfere a responsabilidade (e também a culpa) de todas as atribuições públicas para pessoas que “em seus nomes” foram autorizadas a exercê-las, porém, na prática, os extraterrestres eleitos orbitam em esferas tão longínquas que nem se lembram dos interesses dos comuns. Aí o alívio se transforma em suplício.

 

Nesse jogo de empurra-empurra, uma questão está sempre em evidência. Por que será que os políticos não exercem o poder em benefício do povo? Seria por mera falta de ética dos ETs patifes? Sinceramente, generalizar é tolice, pois alguns até são muito bem intencionados. O problema não está na falta de ética dos ETs, mas na “ética do sistema” que, volto a dizer, é segregadora e alienante.

 

 

Visão em Paralaxe

 

Se em grande parte somos “produtos do meio”, e esse “meio” é repartido em dois, então temos, inevitavelmente, uma dupla personalidade ou “programação”. Por isso, quem sai da sociedade e ingressa na máquina pública acaba “obrigado” a mudar o seu discurso. A isso o filósofo Slavoj Zizek denomina de “visão em paralaxe”. Ou seja, esse molde civilizatório cindido em “estado” versus “sociedade” é o motor da dicotomia perene governados x governantes, ou simplesmente nós x eles. Desnecessário dizer, mais uma dose de profecia autorrealizável.

 

Nós insistimos em não enxergar o óbvio, teimamos com a velha comodidade, mas a verdade cristalina é que não se faz possível o atendimento dos interesses coletivos pela via da alienação. Por incrível que pareça, é praticamente impossível, mesmo ao melhor dos gestores, exercer o poder em benefício do povo, porque a “máquina do poder” tem sua própria vida, sua própria lógica, seus próprios interesses. Ela vive prioritariamente para atender aos seus próprios fins, deixando em segundo ou terceiro plano as demandas sociais.

 

 

De Volta à Marx?

 

Nessa altura, talvez alguém já esteja pensando que estamos defendendo a bandeira marxista. Ledo engano. A teoria de Marx também é reducionista-economicista, na medida em que se atém muito mais à propriedade dos meios de produção que, para ele, uma vez que esta passasse para as mãos do proletariado, poria fim na dicotomia capital x trabalho. No entanto, a alienação de que falamos não se refere somente da produção laboral, mas ao distanciamento das artes políticas.

 

 

Manobra Invertida

 

Conforme demonstrado, o sofisma da tese contratualista é auto-evidente. Por via de conseqüência, a teoria da democracia representativa, que apenas pretende “legitimar o contrato”, também o é. Mas se isolarmos a sua própria finalidade, a da “legitimação”, nela também nos depararemos com uma ardilosa farsa. Ocorre que, numa manobra invertida, o estado, usando de seu poder de império, se serve da sociedade para se autojustificar.

 

Uma escolha legítima só pode se originar de uma convicção íntima, da manifestação livre da vontade dirigida para a obtenção de um fim desejado. Porém, o nosso mecanismo eleitoreiro consiste apenas numa pequena “janela” – extrínseca – que a lei “concede” ao cidadão, e somente de quatro em quatro anos, para que ele escolha candidatos que raramente conhece e, pior, para fazer, “em seu nome”, aquilo que, de fato, ele não determinou. Nessa sistemática dissimulada, as desagradáveis surpresas são tanto inevitáveis quanto intermináveis.

 

 

Fracionamento e Hiper-especialização

 

No tocante à teoria da “tripartição do poder” – que de fato se excedeu e instalou um multifracionamento do poder – é até desnecessário fazer uma longa exposição de argumentos aos defensores do pensamento sistêmico, basta dizer que nessa empreitada o estado e a sociedade perderam totalmente o sentido da unidade. Voltando à profecia autorrealizável, a concepção dos “freios e contrapesos” produziu o conhecido “campo de batalha”, um inferno plurissubjetivo onde cada fração, na ótica da sua caixinha hermética de hiper-especialização, “puxa” para um lado. Por causa disso, o sistema se tornou complexo, oneroso, burocrático e ineficiente.

 

 

A Fórmula da Alienação

 

Assim, se os cientistas versados em teoria dos jogos pudessem prescrever a fórmula para a “alienação política”, creio que seria suficiente que receitassem a fusão de três ingredientes. Primeiro, separe o estado da sociedade. Para isso, convença e dogmatize as pessoas de que o interesse público deve estar sob o domínio de um poder centralizado. Segundo, invente um arremedo de democracia para que tudo pareça racional e legítimo. E, por fim, fracione e refracione o poder tornando-o hiper-especializado, para que tudo pareça complexo demais para qualquer um administrar. Pronto, eis o molde para a eterna dominação.

 

 

Política é a Arte da Convivência

 

Nesse mesmo raciocínio, cabe dizer que política nada mais é que a arte de viver em sociedade ou simplesmente de se relacionar, de se “integrar socialmente”. Portanto se existe uma fórmula para produzir alienação política, essa fórmula é a mesma que produz o “individualismo”, ou a desintegração social.

 

Indubitavelmente, ser cidadão de verdade é participar da vida da cidade, de seus projetos, de sua concretização e de seu futuro. O exercício da arte política requer cidadãos ativos e não meros expectadores passivos. O individualismo, portanto, não é uma característica inerente à natureza humana, mas resulta do esvaziamento da cidadania pelo atual projeto contratualista de civilização.

 

Esse malsinado sistema político, sustentado por ardilosas mentiras, é uma gigantesca e poderosíssima máquina de entorpecimento humano, que promove o encadeamento de vícios interdependentes numa marcha de infindáveis sequelas. Da alienação surge a apatia; da apatia, a manipulação; da manipulação, o descaso; do descaso, a corrupção; da corrupção, o clientelismo; do clientelismo, a exclusão; da exclusão, a violência…

 

 

Quem Somos Nós?

 

Desse modo, em face do iminente colapso planetário, urge sim a elaboração de um projeto de recriação da civilização, mas que não repita os mesmos erros do modelo atual. Portanto, que não despreze a força da “semente ontológica” com a qual se reconhece a dimensão do ser humano. Se partirmos novamente de uma base filosófica que reduza o homem a uma criatura domesticável, já sabemos qual será o futuro da civilização. Mas se o considerarmos como um ser perfectível, detentor do potencial necessário para atingir a plenitude intelectual e moral… abriremos uma possibilidade real para que a lagarta se transforme em borboleta.

 

Nessa perspectiva, em que somos profetas de nós mesmos, devemos responder uma pergunta básica. Que “tipo” de humanidade queremos ser? E nessa reflexão, se formos suficientemente capazes de ser ousados, nossa resposta poderá nos levar, na dicção de Morim, a “um novo caminho”, a desencadear os mais insondáveis recursos e descobrir as mais impensáveis soluções. Já começamos a antever o drama que nos espera, mas uma simples resposta poderá guinar o nosso porvir. Só não podemos permanecer na inconsciência, como uma massa tola arrastada para o abismo.

 

 

De Volta às Evasivas

 

Bem, agora já posso cuidar das respostas “evasivas” que recebi, nos termos declarados no início desse ensaio. Para relembrarmos, vou sintetizar a pergunta que fiz aos palestrantes do seminário enquanto teóricos do novo projeto civilizacional: “onde está a base teórica e a mobilização fática para a necessária recriação política da sociedade?”.

 

 

Educação Robotizante

 

Primeira evasiva: “o processo de transformação política só pode ser operado pela via da educação”. Comentário: é uma posição cômoda, todos concordam com isso. No entanto, importa clarificar que tipo de educação pode nos conduzir à profunda transformação que carecemos. Logicamente, nosso modelo de “educação” não passa de um sistema de “formação condicionante” que só piora as coisas. Esse modelo está a serviço do capitalismo e não da construção da cidadania. Uma educação verdadeira precisa se ocupar com as múltiplas dimensões humanas, intelectual, emocional, moral, social, espiritual, etc. Tem que ir além dessa matriz tecnicista-conteudista acrítica, alienante, desprovida de reflexão e de ampla e imprescindível interpretação de mundo.

 

 

Consciência Engaiolada

 

Segunda evasiva: “uma grande mudança já está sendo operada nos bastidores da consciência humana”. Comentário: outra platitude. Certamente a consciência humana está evoluindo, porém, um pássaro não aprende a voar enquanto não se livra da gaiola. Se realmente já começamos a enxergar as grades dogmáticas que nos aprisionam, por que não temos coragem de serrá-las? Não basta ter consciência, precisamos converter o nosso domínio conceitual em atitude.

 

Apesar da pretensa consciência, meu questionamento é pela ausência – ainda de uma mobilização global que, além do comunismo demonizado, nos torne capazes de, uníssonos, “recusar” a nossa sina de rebanho-indo-para-o-matadouro. Carecemos de um foco de convergência que nos habilite a enfrentar a ditadura do “pensamento único” (o capitalismo global e o estado burguês), pois, se realmente acreditamos que um outro mundo é possível, ressinto que este mundo não será possível através do laissez-faire, laissez-passer”, mas de um intenso movimento unitivo maior que o Save Our SelvesSOS (salvemos a nós mesmos).

 

 

Cidadania se Inicia no Quarteirão

 

Terceira evasiva: a bandeira holística do “cidadão planetário”. Comentário: essa bandeira é tão bela e profunda quanto inócua. Por que inócua? Simplesmente porque a gigantesca matriz cultural de dominação que “forma” o pensamento humano, principalmente o ocidental, é completamente individualista. Claro, é muito mais fácil manipular o indivíduo, ou seja, uma “massa de indivíduos”, que uma coletividade unificada por interesses comuns. E o que subtrai os nossos interesses comuns, já disse, é o contratualismo. E se não temos consciência de coletividade (cidadania) nem em nosso quarteirão, como a teremos em nível global?

 

 

Provocação

 

Com o desabafo dessas modestas linhas, pretendo apenas produzir uma provocação: a provocação em mim mesmo pela imensa vontade de sair do mero discurso e da letargia. Mas ainda que eu queira “agir”, me pergunto, onde está a tábua de salvação? A quem devo me juntar? Ou devo fazer apenas a “minha parte” dentro do meu mundinho particular ou da minha pequena organização? Não sei. Meu sonho é que todos os movimentos, ONGs e Instituições interessados em um novo “projeto civilizacional” se desfragmentassem, e se juntassem, um a um, numa consciência maior, holístico-planetária, sinalizando uma real possibilidade de recomeço para nossa humanidade.

 

 

A “Cola” da Sociedade

 

Por fim, se me perdoam a pretensão, acho que a única “cola” com a qual poderemos construir a união de todos, por mais incrível que pareça, é a POLÍTICA. Por que a política? Porque por mais que as baleias, os ursos polares e a floresta amazônica sejam importantíssimos, a política está na nossa porta. A política, por si só, é holística. Ela trata de educação, saúde, segurança, meio ambiente, habitação, tudo. Então, se ela voltar para as nossas mãos, ela nos unirá em tudo. Como isso seria possível? Talvez pela via de uma nova organização societária “em rede”, como defende Augusto de Franco, ou de uma sociedade autopoiética, como diria Maturana. Não sei. Mas acho que já é tempo de nos arrojarmos nesse novo caminho, iniciando pela ampliação da concepção do ser humano, da felicidade e da vida.

 

“O progresso não é senão a realização de utopias.” Oscar Wilde.

 

David Gomes Pacine

estadoemrede@gmail.com

Fev 16

Revitalização do centro urbano no Cambodja

By Rafael Reinehr | O Mundo às Avessas

Já que as televisões gostam tanto de mostrar violência – desde acidentes de trânsito até a crimes violentos provocados por "bandidos" e "seres anti-sociais" de todo o tipo, porque será que em nosso país a televisão se imiscui de mostrar a violência gerada pelo próprio Estado aqui mesmo ou em outras partes do mundo?

Será que temem que isto poderia levar à insurreição social? Poderia estimular um ímpeto humano que levaria à mudança do status quo? Adivinhe se não…

Abaixo um vídeo que mostra a retirada à força de cidadãos cambojanos de suas residências (provavelmente ocupações "ilegais") do centro de Dey Krahorm, em 24 de janeiro de 2009. À parte (não a todos) cerca de 144 proprietários que foram expulsos de seus mais do que humildes lares, foram prometidos alojamentos fora da cidade de Phnom Pehm. A Liga Cambojana para a Promoção e Defesa dos Direitos Humanos solicita que, além do alojamento, também lhes seja paga compensação financeira, já que os mesmos serão deslocados para área bastante periférica da cidade, o que lhes aumenta significativamente o custo de vida.

Assistindo ao vídeo, logo vemos porque não são mais tolerados os humildes residentes naquele local, já que as suntuosas construções que lhe cercam não mais permitem uma vizinhança ralé naquele espaço.

 
E assim é o mundo, continua às avessas… Quer fazer algo? Visite a Coolmeia e nos ajude a melhorar este mundo.
Jan 03

20.000 Cartazes Supermarinhos

By Rafael Reinehr | Kine für alles

20.000 cartazes supermarinhosTem realmente algumas coisas que eu preciso reavaliar. Às vezes acho que sou meio tantã… Vivo reclamando (para mim mesmo, para minha esposa, para meus amigos) que não tenho tempo para tocar adiante meus projetos pessoais (OPS!, Coolméia, Simplicíssimo, livros em andamento, tocar mais, fazer mais atividade física) e aí, acabo pegando mais coisas sem ter terminado de fazer outras.

Mas não tem jeito: esse é meu jeito. Hoje, por exemplo, fiquei sabendo que o André Setaro está se desfazendo de uma relíquia: sua coleção de 20.000 cartazes, releases, fotos e press-books originais de filmes desde 1962 até 2004. Setaro foi comentarista cinematográfico desde agosto de 1974 e, por 20 anos, manteve uma coluna diária no jornal baiano Tribuna da Bahia.

Pensei: nossa! Isso é fantástico! Preciso ajudá-lo! E passei as últimas 3-4 horas bolando e fazendo um banner para ele pra colocar no OPS!, nos blogs do OPS!, no Simplicíssimo e aqui no site.

Agora, uma pergunta (lá vem mais uma tentativa de auto-análise…): o que será que eu tenho que me empolgo facilmente com tantas e tão variadas coisas? Porque este "ecletismo radical"? Qual a fonte deste "impulso em direção a todas as coisas"? Seria uma "pulsão de vida" desregulada? Caraca… Acho que vou começar a fazer terapia…

Mas, de volta ao fato: Visite a página clicando no banner acima e, se te interessar por algum filme, entre em contato solicitando uma cotação para algum cartaz, foto, release ou press-book e tenha um pedaço da história do cinema na sua casa.

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Dez 20

Novidades de 20 a 31 de dezembro de 2008

By Rafael Reinehr | Novidades!

Estamos em obras, sim senhor(a).

Template novo em fase de lapidação. Muitos novos módulos sendo implementados, algumas Seções passarão a ter destaque e apresentação fixa.

Se tenho todo o poderio do Joomla do meu lado, porque fazer deste site menos do que ele é capaz?

Acompanhe-me e me diga, à medida em que trabalhamos, o que pode ser melhorado. Estou de olhos e ouvidos atentos.

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Cristo
Set 11

Zeitgeist – O Espírito do Tempo

By Rafael Reinehr | Saúde da Sociedade

A palavra alemã zeitgeist pode ser compreendida como “o espírito do tempo” ou “espírito da época”, ou seja, o conjunto de todo conhecimento humano acumulado ao longo dos tempos que se apresenta em um dado momento da história. É o “status intelectual e cultural” de uma sociedade em dado momento no tempo.
Assisti, por indicação da minha paciente Marta Grechi o filme Zeitgeist, vencedor do 4º Festival de “Artivistas”, realizado em 2007. Em 2 de outubro próximo acontecerá a premiére de Zeitgeist II – Addendum no 5º Festival Anual de Filmes “Artivistas”, e a partir do dia 3 a versão na íntegra estará disponível na página oficial do filme.
O filme trata de mostrar como fomos manipulados historicamente, desde a criação (pelo politicamente organizado Concílio Ecumênico de Nicéia) de um Cristianismo que serviria aos interesses da elite da época, permitindo manipular mais facilmente os “cordeiros”.
Mostrando uma série de analogias entre a mitologia egípcia, datada de 3000 A.C. e o mito cristão, passando por uma série de outras crenças com seres divinos com características semelhantes, apresentando os outros messias solares, Zeitgeist mina com a fé em uma crença única verdadeira daqueles que ainda mantém o espírito aberto e olhos bem vivos. É óbvio que aqueles encerrados na sua própria jaula e que cerram os olhos com toda força não serão capazes de ver tampouco sentir nada que sua fé cega não lhes determine.

O texto abaixo é uma integração de citações apresentadas no filme, com trechos da narração do documentário intercalados com comentários e impressões minhas. O discurso é um só e espero ser bem compreendido. Estou pronto para responder evetuais questões na caixa de comentários.
Este artigo, feito com carinho, esmero e dedicação como registro permanente de uma época, do meu “zeitgeist” particular, também está participando do Roda de Ciência deste mês. Nenhum dado é ficcional. O RFID ao qual me refiro ao final do artigo já está aí e pode ser implantado em qualquer automóvel para que você não precise para no pedágio. Haverá meio de a Ciência da Educação ou das Ciências Humanas interferirem no destino sombrio que Zeitgeist anuncia, caso permaneçamos na inércia atual? É este questionamento que pretendo ver resolvido ao final de sua atenta leitura.

A espiritualidade é um termo específico que na verdade significa: lidar com a intuição. Na tradição teísta há a noção de apego a um conceito. Um certo ato é considerado não aceitável para um princípio divino. Um certo ato é considerado aceitável para o divino. Na tradição do não-teísmo, no entanto, é bastante direto que os casos da história não são particularmente importantes. O que é o importante é o aqui e o agora. O agora é definitivamente agora. Nós tentamos viver o que está disponível ali, no momento. Não faz sentido pensar que existe um passado que poderíamos ter agora. Isto é agora, este simples momento. Nada místico, apenas “agora”, muito simples e direto. E desse “agora”, contudo, emerge sempre um sentido de inteligência de que estamos constantemente em interação com a realidade um por um. Lugar por lugar. Constantemente. Nós na realidade vivemos uma fantástica precisão, constantemente. Mas nós sentimo-nos ameaçados pelo “agora” e saltamos para o passado ou o futuro.Prestando atenção aos bens materiais que existem em nossa vida – esta vida rica que nós levamos, todas estas escolhas tomam lugar a todo momento mas nenhuma delas é considerada boa ou má per se, todas as coisas que vivemos são experiências incondicionais. Elas não vêm com uma etiqueta dizendo “isto é considerado mau” ou “isto é bom”. Mas nós vivemo-las mas não damos a atenção devida a elas. Nós não nos damos conta de que vamos a algum lado. Nós consideramos isso um incômodo, esperar pela morte.

Chogyam Trungpa Rinpoche

 

Quanto mais investigamos aquilo que pensamos compreender, de onde viemos, o que pensamos que estamos a fazer, mais começamos a ver que fomos enganados. Fomos enganados por todas as instituições. O que vos faz pensar por um minuto que a instituição religiosa é a única que nunca foi tocada? As instituições religiosas deste mundo estão no fundo da sujidade. As instituições religiosas neste mundo são lá colocadas pelas mesmas pessoas que vos deram o vosso governo, a vossa educação corrupta, que criaram os cartéis internacionais de bancos, porque os nossos mestres não dão a mínima para vocês ou a vossa família. Tudo com que se preocupam é com o que sempre se preocuparam e é em controlar todo o maldito mundo. Fomos desviados para longe da verdadeira e divina presença no universo a que os homens cham deus. Eu não sei o que deus é, mas sei o que ele não é, e a não ser, e até que estejas preparado para olhar para a verdade completa, e onde quer que ela vá, a quem quer que ela vos conduza, se quiserem olhar para o outro lado ou se quiserem jogar aos favoritos então algures pelo caminho vão descobrir que estão a meter-se com a justiça divina. Quanto mais se educam, mais percebem de onde as coisas vêm, mais óbvias as coisas se tornam e começam a ver mentiras em todo o lado.

Jordan Maxwell

Eles devem achar difícil… Aqueles que tomaram a autoriade como verdade, ao invés da verdade como autoridade. = G Massey, Egiptólogo

 

Parte I – A Maior História Alguma Vez Contada

Na primeira parte do filme, apresenta-se a criação do mito cristão, inspirado nas alegorias, metáforas e no mito egípcio de Hórus, o Deus Sol.
Em resumo, a história de Hórus é a seguinte: Hórus nasceu a 25 de dezembro da virgem Isis-Meri. O seu nascimento foi acompanhado de uma estrela a Leste, que por sua vez foi seguida por 3 Reis em busca do salvador recém-nascido. Aos 12 anos era uma criança-prodígio, aos 30 foi batizado por uma figura conhecida por Anup e assim começou seu ministério.Hórus tinha 12 discípulos que viajavam com ele e fez milagres como curar enfermos e caminhar sobre a água. Hórus também era conhecido por vários nomes como A Verdade, A Luz, O Filho Adorado de Deus, Bom Pastor, Cordeiro de Deus, entre tantos outros. Depois de traído por Tifão, Hórus foi crucificado, enterrado e ressuscitou 3 dias depois. Importante ressaltar que o mito de Hórus data de 3000 anos antes de Cristo. O mito de Hórus, original ou não, parece influenciar uma série de religiões ao redor do mundo, todas baseadas na mesma estrutura mitológica:

Attis, Grécia, 1200 A.C.: Attis, da Frígia, nasceu da virgem Nana a 25 de dezembro, crucificado, colocado no túmulo, 3 dias depois ressuscitou.

Mithra, Pérsia, 1200 A.C.: nasceu de uma virgem a 25 de dezembro, teve 12 discípulos, operou milagres e após a sua morte foi enterrado e 3 dias depois ressucitou; era conhecido como “A Verdade”, “A Luz” e muitos outros. O dia sagrado de adoração de Mithra era Domingo.

Krishna, Índia, 900 A.C.: nasceu da virgem Devaki com uma estrela no Ocidente a assinalar sua chegada, fez milagres em conjunto com seus discípulos e, após a morte, ressuscitou.

Dionísio, Grécia, 500 A.C.: nasceu de uma virgem em 25 de dezembro, foi um professor peregrino que operou milagres tais como transformar a água em vinho e é lembrado como o “Rei dos Reis”, “O Filho de Deus”, o “Alfa e Omega” e, após sua morte, ressuscitou.

CristoE o mais recente dos Messias Solares, Jesus Cristo, nasceu da virgem Maria a 25 de dezembro em Bethlehem, anunciado por uma estrela no Oriente, seguida por 3 Reis magos, tornou-se pregador aos 12 anos e aos 30 foi batizado por João Batista, e assim começou seu reinado. Jesus teve 12 discípulos, com os quais viajava e praticava milagres como curar pessoas, andar na água e também era conhecido como “Rei dos Reis”, “O Filho de Deus”, “Luz do Mundo”, “Alfa e Omega”, “Cordeiro de Deus” e muitos outros; foi traído por um discípulo chamado Judas, crucificado, colocado no túmulo e em 3 dias ressuscitou.

Em resumo, a primeira parte do filme mostra a explicação astrológica para todas estas coincidências. Mostra como a Bíblia foi construída através de uma miscelânea do conhecimento acumulado até aquela época, integrando diversos mitos fundamentados na astrologia, incluindo o conhecimento do solstício de inverno no hemisfério norte, a constelação do Cruzeiro do Sul, as Eras Astrológicas de Touro, Peixes e Aquário e assim por diante. Para o curioso e o ignorante no assunto, como eu, vale a pena uma espiada mais atenta e uma boa pesquisa para confirmar as informações apresentadas (ao final do fime, são apresentadas as referências bibliográficas nas quais o autor se baseou)

A religião cristã é uma paródia da adoração ao Sol, onde colocaram um homem chamado Cristo e começaram a entregar a esta personagem a devoção que entregavam ao Sol.

Thomas Paine, 1737-1809

 

Nós não queremos ser indelicados, mas temos que ser factuais. Não queremos magoar os sentimentos de ninguém, mas queremos ser academicamente corretos naquilo que compreendemos e sabemos ser verdadeiro. O cristianismo não é baseado em verdades. Consideramos que o cristianismo foi somente uma história romana, desenvolvida politicamente.

Jordan Maxwell

 

A realidade consiste no fato de que Jesus foi a divindade solar da seita gnosticista cristã e tal como outros deuses pagãos, era uma figura mítica. Foi sempre o poder político que procurou monopolizar a figura de Jesus para controle social. Por volta de 325 D.C. Em Roma, o imperador Constantino reuniu o Concílio Ecumênico de Nicéia, em que as doutrinas políticas com motivação cristã foram estabelecidas, iniciando-se uma longa história de derramamento de sangue e fraude espiritual. Nos 1600 anos seguintes, o Vaticano dominou politicamente e com mão de ferro toda a Europa, conduzindo-a a períodos como a Idade das Trevas, bem como às Cruzadas e à Santa Inquisição. O Cristianismo, bem como todas as crenças teístas, são a fraude desta Era. Serviu para afastar os seres humanos do seu meio natural, e da mesma maneira, uns dos outros. Sustenta a submissão cega do ser humano à autoridade. Reduz a responsabilidade humana sob a premissa de que “Deus” controla tudo, e que por sua vez os crimes mais terríveis podem ser justificados em nome da perseguição divina. E o mais importante, dá poder àqueles que sabem a verdade e usam o mito para manipular e controlar sociedades. O mito religioso é o mais poderoso dispositivo jamais criado, e serve como base psicológica para que outros Mitos floresçam.

Parte II – Todo o Mundo é um Palco

Na segunda parte, Zeitgeist nos fala sobre o mito de 11 de setembro de 2001, o dia em que as Torres Gêmeas do World Trade Center foram derrubadas devido a um ataque terrorista. O que o filme aventa é a possibilidade de que a destruição das torres possam ter sido arquitetadas dentro do próprio governo norte-americano. Os argumentos apresentados são bastante críveis, bem como os furos nas explicações dadas pelo governo e seus representantes. Em contraponto à teoria do fogo, que teria consumido as colunas dos edifícios World Trade Center 1, 2 e 7, apresenta-se a versão da implosão planejada, em que explosivos teriam sido colocados nos edifícios com bastante antecipação, promovendo o tipo de queda controlada que foi visto no caso dos 3 edifícios. Explica-se também o fato do NORAD não ter conseguido interceptar nenhum dos vôos que atingiram as Torres ou o Pentágono.

11 de setembro

Em nenhum momento se questiona o fato do ataque ter sido terrorista (terrorismo entendido como o uso sitemático do terror através da intimidação violenta buscando gerar medo), o que o filme questiona é se o ataque foi realmente planejado e praticado pela Al Qaeda ou pelas forças ocultas que comandam o governo dos Estados Unidos e o Mundo. Muita conspiração para você? Ainda não viu nada. Vamos chegar à parte 3…

Toda classe governativa americana acaba por ver o terrorismo como o meio preferido, aliás o único meio para fornecer coesão social, para se fornecer à sociedade a imagem de um inimigo, para mantê-la unida. De acordo com a teoria neo-conservadora de Carl Schmitt, é preciso ter a imagem de um inimigo para se ter uma sociedade. Uma coisa muito perigosa porque agora significa que toda ordem social, os partidos políticos, a vida intelectual, a política em geral estão todas baseadas em um mito monstruoso.

Webster Tarpley, historiador

 

Network, 1976Eu não tenho de vos dizer que as coisas estão más. Toda a gente sabe que as coisas estão más. O dólar compra tudo. Os bancos fazem a festa, os donos das lojas têm armas por baixo dos balcões. Não há ninguém que saiba o que fazer e não há fim para isto. Sabemos que o ar está aficar impróprio para respirar e a comida imprópria para comer, mas sentamo-nos a ver TV enquanto os jornais nos dizem que hoje houve 15 homicídios e 63 crimes violentos como se o mundo tivesse que ser assim. Nós sabemos que as coisas estão más. Pior que más. Está tudo louco. É como se tudo ao mesmo tempo estivesse a endoidecer, e então não saímos mais. Sentamo-nos em casa e lentamente o mundo em que vivemos vai ficando mais pequeno. E tudo o que dizemos é: “Por favor, deixem-nos em paz nas nossas salas de estar. Deixem-nos com a nossa torradeira e a nossa TV, deixem-nos em paz e não dizemos nada. Mas deixem-nos em paz!”. Mas eu não te deixo em paz. Eu quero que tu te zangues! Não quero que protestes, nem que te revoltes, não quero que escrevas a nenhum congressista porque não sei o que tu possas escrever. Eu não sei o que fazer sobre a depressão, a inflação, os Russos e o crime nas ruas, tudo o que sei é que primeiro tens que te zangar! Tens que dizer, “Sou um ser humano PORRA! A minha vida tem valor!

Parte III – Não te preocupes com os homens por detrás das cortinas. Existe algo por trás do Trono maior que o próprio Rei

O mundo é governado por personagens bastante diferentes daqueles imaginados por aqueles que não estão atrás da cena

Benjamin Dislaeli, estadista inglês, 1844

 

Na parte final, Zeitgeist mostra como os reais detentores do poder econômico chegaram lá, através de uma série de manobras que fizeram com que alguns grupos criassem e tomassem conta do Banco Central norte-americano, o FED, monopolizando o controle da riqueza de todo o país e, em grande parte, do mundo.

Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas do que os exércitos. Se os americanos permitirem aos bancos privados controlar a moeda, os bancos e corporações crescerão e deprivarão as pessoas de suas propriedades até que suas crianças acordem sem lar no continente que seus pais conquistaram um dia.

Thomas Jefferson, 1743-1826

 

Woodrow Wilson, presidente que assinou o Ato de criação do FED em troca de apoio para sua campanha, após arrepender-se do ato, falou: “A nossa grande nação industrial está controlada pelo seu sistema de crédito. O sistema de crédito está concentrado em bancos privados. O crescimento da nação e de todas as nossas atividades estão nas mãos de alguns homens que necessariamente, pela mesma razão de suas próprias limitações, assombram e destróem a liberdade econômica. Nós acabamos por nos tornar um dos piores governos, um dos mais completamente controlados e dominados governos do mundo civilizado. Não um governo de liberdade de escolhas, não mais um governo de convicção e voto da maioria, mas um governo ditado pela opinião e resistência de pequenos grupos de homens dominantes.”

Seu discurso foi corroborado pelo então congressista Louis McFadden: “Um sistema bancário mundial tem vindo a ser criado aqui. Um Super Estado controlado internacionalmente agindo em conjunto para escravizar o mundo para o seu próprio prazer. O banco central usurpou o governo.”

Dê-me o controle do suprimento de dinheiro de uma nação e eu não me importarei mais com quem faz as suas leis.

Mayer Amschel Rotschild, fundador da dinastia banqueira Rotschild

 

É importante perceber claramente: a Reserva Federal é uma corporação privada. É tão “federal” como o “Federal Express”, ou FedEx. Faz as suas políticas e não depende de quase nenhuma regulação do governo dos EUA. É um banco privado que empresta todo o dinheiro a um governo, com juros, completamente consistente com o sistema fraudulento do modelo de banco central a que o país fugiu quando declarou independência, na revolução contra o Imperialismo Britânico.

Finalmente, o filme chega ao seu clímax, demonstrando como a entrada dos Estados Unidos na Primeira e na Segunda Guerra Mundiais, bem como na Guerra do Vietnã e a criação das Guerras do Afeganistão e do Iraque serviram e servem para enriquecer mais e mais os grupos que controlam esta parafernália toda. De suas bibliotecas repletas de livros encadernados com grossas capas de couro e impressos em tinta de ouro ou de seus luxuosos iates com tamanhos próximos a um transatlântico, estes “homens dominantes”, verdadeiros “alfa ômegas”, decidem os próximos passos que a humanidade dará. E o próximo passo é continuar, cada vez mais, a se embrenhar nesta Sociedade de Controle à qual voluntariamente estamos nos inserindo, qual “cordeirinhos de Deus”, aceitando tacitamente o que nos é imposto como se fosse uma legítima escolha nossa. E eis aí a extrema crueldade e inteligência desta manobra: tudo é feito de forma tão sutil, concatenada e contínua que acabamos por pensar que nós mesmos escolhemos nosso destino. Afinal, nós que elegemos os presidentes, senadores, deputados, governadores, prefeitos e vereadores, não é mesmo? E onde isso poderá chegar? Quanto mais podemos ser subservientes e passíveis de controle?

Nos Estados Unidos, o “Ato Patriótico”, a “Segurança Nacional”, a “Rendição Extraordinária” e outras leis são completa e inteiramente criadas para destruir todas as liberdades e limitar todas as suas capacidades de reaçào para o que vem aí.

Podes perguntar a ti próprio a razão pela qual uma cultura inteira está atulhada de entretenimento de massa por todos os lados, enquanto o sistema educacional americano continua a estupidificar a camada jovem desde que os EUA decidiram tomar conta e subsidiar as escolas públicas. (…)Eles não querem que as nossas crianças sejam educadas. Eles não querem que pensemos muito. Esta é a razão pela qual o nosso mundo se tornou tão cheio de entretenimento, mídia de massa, programas de televisão, parques de diversão, drogas, álcool e todo tipo de entretenimento que serve para manter o ser humano ocupado. Para que não se metam no caminho das pessoas importantes ao pensar muito. É melhor acordar e perceber que há pessoas que tomam decisões que influenciam a sua vida e que você nem o sabe.

Jordan Maxwell

 

Network, 1976Nós estamos com um grande problema. Porque vocês e 62 milhões de americanos estão a ver-me neste momento. Porque menos de 3% de vocês lê livros. Porque menos de 15% de vocês lê jornais. A única verdade que conheces é aquela que vem nesta caixa. Agora existe toda uma geração que nunca soube nada, que nunca saiu da caixa. Esta caixa é a verdade absoluta, a última revelação. Esta caixa pode construir ou destruir presidentes, papas, primeiro-ministros… Esta caixa é a força mais incrivelmente poderosa deste mundo e ai de nós se algum dia cair nas mãos erradas. E quando a maior empresa do mundo controlar a maior e mais perfeita máquina de propaganda jamais criada neste mundo, quem saberá que lixo ainda virá por aí nesta rede! Portanto, vocês aí, prestem atenção, prestem atenção: a Televisão não é a verdade. A Televisão é uma porra de um parque de diversões. A Televisão é um circo, um carnaval, uma parada de acrobacias, contadores de histórias, dançarinos, cantores, malabaristas, domadores de leões e jogadores de futebol. Estamos no negócio da matança do aborrecimento! Mas vocês ficam aí sentados dia após dia, noite após noite, todas as idades, cores, credos… Nós somos tudo aqulo que vocês sabem. Vocês começam a acreditar nas ilusões que apresentamos aqui, estão começando a acreditar que a caixa é a realidade e que as vossas próprias vidas não são reais. Vocês fazem tudo o que a caixa manda. Vocês vestem-se e comem como vêem nesta caixa, criam as crianças como vêem na tela e até pensam como a caixa… Isso é loucura em massa, seus dementes. Pelo amor de deus, vocês são reais! Nós somos a ilusão!

A última coisa que os homens que estão por trás das cortinas querem é um público bem informado e consciente capaz de desenvolver pensamento crítico. Esta é a razão pela qual um constante e fraudulento “zeitgeist” é propagado através da religião, dos meios de mídia de massa e do sistema de educação. Procuram manter-te numa bolha, distraído e ingênuo, e estão fazendo um trabalho excelente.

Ao final do filme, uma última questão é posta à mesa: a possibilidade da criação de um governo mundial. Através da formação das diversas Comunidades Econômicas Continentais, a facilidade de gerenciamento de poderosos núcleos torna-se muito facilitada em relação ao controle de países independentes.

Uma provável União Norte-Americana está surgindo com o mesmo conceito da União Européia, a União Africana e a brevemente existente União Asiática, e as mesmas pessoas estão por detrás de todas elas. E quando chegar a hora, a União Norte-Americana, a União Européia, a União Africana e a União Asiática serão agregadas, formando os passos finais daquilo que se têm andado a trabalhar nestes últimos 60 anos: um só Governo Mundial.

Nós iremos ter um Governo Mundial, quer queiramos, quer não. A única questão é saber se esse Governo Mundial será atingido através da conquista ou consentimento.

James Warburg, Conselheiro para as Relações Internacionais, Arquiteto da Reserva Federal, 1950

 

Nós somos gratos ao Washington Post, ao New York Times, à Time Magazine e a todas as outras publicações cujos diretores atenderam aos nossos pedidos e respeitaram as suas promessas de discrição por quase 40 anos. Teria sido impossível para nós desenvolver o nosso plano para o mundo se nos tivessem colocado nas luzes da ribalta durante todos estes anos. Mas o mundo está mais sofisticado e preparado para caminhar no sentido do Governo Mundial. A soberania supranacional de uma elite intelectual e banqueiros mundiais é preferível ao nacionalismo e auto-determinação praticados nos séculos passados.

David Rockefeller, Conselheiro das Relações Internacionais

 

Um Banco, um Exército, um centro de poder. E se aprendermos alguma coisa com a história, é que se o poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente.

MoneyEm uma janta, 11 meses antes do 11 de setembro, Nicholas Rockefeller confidenciou a seu amigo cineasta Aaron Russo, amigo íntimo de Nicholas Rockefeller: “Vai haver um acontecimento, Aaron, e depois desse acontecimento nós vamos para o Afeganistão para podermos colocar pipelines no Mar Cáspio, depois iremos para o petróleo iraquiano e estabelecer uma base no médio oriente, e depois vamos para a Venezuela, livrarmo-nos de Chavez. Vais ver o exército entrar dentro de grutas à procura de pessoas que nunca irão encontrar”. Aaron conta que Rockefeller ria-se sobre esta imaginária guerra ao terror em que não há nenhum inimigo real. Ele estava a falar sobre como travar esta guerra ao terror e nunca ganhá-la, porque será uma guerra eterna, para que se possa tirar a liberdade das pessoas. Então Aaron o questionou:
“Mas como vais convencer as pessoas que esta guerra é real?”, e ele disse:
“Através da mídia, a mídia consegue fazer com que tudo pareça real. Tu vais falando acerca das coisas e repetindo-as vezes e vezes sem conta até que as pessoas vão começando a acreditar. Tu sabes, eles criaram a reserva Federal em 1913 através de mentiras. Criaram o 11 de setembro, que foi outra mentira. Através do 11 de setembro, está-se a travar uma guerra ao terror e de repente já estás no Iraque, que foi outra mentira, e agora vão para o Irã. Uma coisa leva à outra que leva à outra e assim por diante”.
Ao que Aaron lhe perguntou:
“Mas porque querem fazer isto? Qual é o objetivo? Vocês já têm todo o dinheiro do mundo, têm todo o poder, vocês estão a espalhar sofrimento. Isso não é coisa que se faça.”, e ele disse:
“Para que tu queres saber das pessoas? Toma conta de ti próprio e toma conta da tua família.”
E Aaron retrucou: “E qual é o objetivo principal disso tudo?”
Rockefeller respondeu: “O principal é chipar as pessoas do mundo com um RFID e ter todo dinheiro transacionado através daí e fazer tudo através desses chips, e se alguém quiser protestar sobre alguma coisa ou violar nossos interesses, podemos simplesmente desligar-lhes o chip.”

É isso mesmo! Um micro-chip! Em 2005, o Congresso dos Estados Unidos, sob o pretexto do controle de imigração e da assim chamada guerra ao terrorismo, fez passar o “Real ID Act”, e, a partir de maio de 2008 passará a ser exigido um Cartão de Identificação Federal que inclui um código de barras com a tua informação pessoal. Contudo, este código de barras é apenas um passo intermediário antes do cartão ser equipado com o módulo de Localização RFID VeriChip que usa freqüências de rádio que te localizam em qualquer lugar do planeta. Se estiver soando muito ficcional, o chip de localização RFID já existe em todos os passaportes americanos e europeus. E o passo final é o implante, que muitas pessoas já vêem como indispensável e estão dispostas a aceitá-lo sob os mais diversos pretextos. No final, todos estarão presos numa rede de controle monitorizada onde cada ação que seja feita será documentada, e se saíres da linha, basta desligar o chip, pois a essa altura, todos os aspectos da sociedade se resumirão a interações com os chips. Esta é a imagem que te está destinada no futuro se não abrires os olhos. Uma economia centralizada onde os movimentos de toda a gente e transações serão seguidas e registradas. Todos os direitos retirados. E o mais incrível de tudo: estes elementos totalitários não serão forçados, o povo irá desejá-los, uma vez que a manipulação da sociedade através da geração de medo e divisão, desligou por completo os humanos do seu sentido de poder e realidade. Um processo que tem sido desenvolvido durante séculos, senão milênios. Religião, patriotismo, raça, saúde, classe e todas as outras formas de identificação separatista têm servido para criar uma populaçào controlada, totalmente maleável nas mãos de alguns. Dividir para conquistar é o lema, e enquanto as pessoas continuarem a se ver separadas de todo o resto, estão a se entregar completamente à escravatura. Os homens por detrás da cortina sabem, e sabem também que se as pessoas descobrirem a sua verdadeira relação com a Natureza, e a verdadeira dimensão do seu poder pessoal, o Zeitgeist que nos está sendo preparado desmoronará como um castelo de cartas.

“Todo o sistema em que vivemos, leva-nos a acreditar que somos impotentes, fracos, que a sociedade é horrível, cheia de crime e aí por diante. E isso tudo é uma grande mentira. Nós somos poderosos, lindos e extraordinários. Não há razão para não percebermos quem somos na realidade e para onde vamos. Não há nenhuma razão para qualquer indivíduo não ser realmente forte. Nós somos seres extraordinários.”

E eu a pensar que gastei 30 anos da minha vida, os primeiros 30 a tentar ser alguma coisa. Eu tentava ser bom nas coisas, bom a jogar tênis, na escola e nas notas… E tudo me parecia correr nessa perspectiva. Eu nunca estive bem comigo, mas se eu fosse bom nas coisas… Percebi que estava a fazer tudo mal. O que eu estava a tentar era saber quem no fundo eu realmente era.

“Na nossa cultura fomos treinados para nos diferenciarmos de todos. Se olhares para cada pessoa, a tua reação é inseri-la em um modelo: esperto, burro, velho, novo, rico, pobre… e fazemos todas estas distinções dimensionais, pomo-las em categorias e tratamo-las dessa maneira. Aí concluimos que só vemos os outros separados de nós do modo em que eles estão afastados. E uma das características mais dramáticas da experiência é estar com outra pessoa e repentinamente reparar que em certos aspectos vocês são exatamente iguais, não são diferentes, e experimentam o fato de que a essência que há em vocês e a essência que há em mim são, no fundo, uma só. A compreensão que não há um outro. Somos todos Um.

Quando o poder do amor se sobrepuser ao amor ao poder, o mundo conhecerá a paz.

Sri Chinmoy Ghose

 

Bill Hicks costumava terminar seus espetáculos assim:
“A vida é como uma viagem num carrossel, e quando lá vais pensas que é real por causa do poder das nossas mentes. A viagem sobe, desce, anda às voltas, tem emoções fortes, brilhantes e coloridas, há muito barulho e é divertido um bocado. Alguns já andam nessa viagem há algum tempo e começam a se questionar: Será isto real? Ou isto é apenas uma viagem?
As outras pessoas lembram-se, viram-se para nós e dizem: Hey, não se preocupem, não tenham medo, isto é só uma voltinha. E matamos essas pessoas. Calem-no! Eu investi imenso nesta viagem, calem-no! Olhem para a minha cara de chateado, olha para a minha conta bancária e a minha família, isto tem que ser real!
É só uma voltinha. Mas matamos sempre aquelas boas pessoas que tentam nos dizer isso, já repararam? E deixamo-nos entregar à bicharada… Mas não importa, porque é só uma viagem e podemos alterá-la sempre que quisermos. Nenhum esforço, nenhum trabalho, nenhum emprego, nenhuma poupança de dinheiro, apenas uma escolha agora mesmo, entre medo e amor.

A revolução é agora.

Para ver o filme na íntegra, com legandas em português, clique em Zeitgeist.

Links interessantes:

Saindo da Matrix: 11 de setembro

Assista o filme, comente, divulgue. Faça qualquer coisa, mas NÃO FIQUE PARADO COMO BARATA INEBRIADA POR DETEFON!

Para ler sobre a continuação do filme clique em Zeitgeist: Addendum.

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Brasão da Ossétia do Sul
Ago 24

A mídia, a Ossétia do Sul e o contraponto necessário

By Rafael Reinehr | O Mundo às Avessas

“O outro lado da mídia” (ou porque duvidar SEMPRE de alguma notícia veiculada na mídia tradicional) seria um bom título para este artigo. “Porque os anti-americanos têm razão” seria outro título a ser utilizado.

Brasão da Ossétia do SulLi as linhas a seguir no blog Estado Anarquista, e as mesmas referem-se a uma versão alternativa, dada pela Rússia acerca dos acontecimentos na Ossétia do Sul. O ponto de vista ocidental você lê nos jornais e vê na tevê. O contraponto apresento abaixo:

“Em primeiro lugar, a dissolução (nunca “colapso”) da União Soviética foi prevista na sua própria Constituição e sob esta Constituição, as Repúblicas que tinham minorias étnicas tinham no acto de secessão realizar referendos para que os respectivos povos pudessem escolher o grau da sua auto-determinação. Geórgia não realizou estes referendos nos territórios da Abkházia e da Ossétia do Sul, enclaves etnicamente russos dentro da Geórgia. Desde então, e depois destas dois territórios terem ganho sua “independência” em guerras com a Geórgia, tem havido numerosas tentativas de encontrar uma solução pacífica da parte de Moscou.

Mapa da Ossétia do SulEm segundo lugar, Moscou teve sempre o cuidado de informar o mundo através de uma campanha de comunicação social incansável a partir do seus adidos de imprensa nas suas Embaixadas, segundo a qual o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa tem vindo a prestar informações detalhadas e de forma constante sobre como Moscou negociava uma paz na Ossétia do Sul, salientando sempre a necessidade de satisfazer ambos os lados – Tblissi (Geórgia) e Tskhinvali (Ossétia do Sul). Acontece que o leitor alguma vez encontrou essa informação em qualquer órgão de notícias ocidental? Não, porque foi sistematicamente ignorada num imenso esforço de desinformação. Depois digam que a imprensa no Ocidente é livre e na Rússia, não, e depois dizem que há liberdade de expressão no Ocidente e não na Rússia. Já agora, como explicar os ataques de hackers contra o site da RIA Novosti ontem? Liberdade de expressão? Ou um ato de terrorismo?

Em terceiro lugar, horas depois de anunciar um cessar-fogo, Geórgia incumbiu as suas forças de manutenção da paz a atacar as forças russas da manutenção paz russos na zona, um acto que levanta dúvidas quanto à sanidade do Presidente da Geórgia Mikhail Saakashvili e mais grave, quanto às intenções de Washington, que juntamente com Tel Aviv, tem centenas de conselheiros militares de apoio às Forças Armadas da Geórgia. Como poderia este ataque não ter recebido a aprovação do fantoche-mestre que puxa as cordas de Saakashvili?”

E agora cacatua, qual é?

Mai 09

Siddharta Gautama – Buda, o Primeiro Anarquista

By Rafael Reinehr | Entre Aspas

"Não acrediteis numa coisa, apenas por ouvir dizer. Não acrediteis na fé das tradições, só porque foram transmitidas por longas gerações. Não acrediteis numa coisa só porque é dita e repetida por muita gente. Não acrediteis numa coisa só pelo testemunho de um sábio antigo. Não acrediteis numa coisa só porque as probabilidades a favorecem ou porque um longo hábito vos leva a te-la por verdadeira. Não acrediteis no que imaginastes, pensando que um ser superior a revelou. Não acrediteis em coisa alguma apenas pela autoridade dos mais velhos ou dos vossos instrutores. Mas, aquilo que vós mesmos experimentastes, provastes e reconhecestes verdadeiro, aquilo que corresponde ao vosso bem e ao bem dos outros. Isso deveis aceitar, e por isso moldar a vossa conduta."

Abr 17

Segunda-feira, 18 deoutubro de 2004 – Martelando o Código da Vinci

By Rafael Reinehr | Escrever Por Escrever (blog)

O título sugestivo aí de cima tem um motivo: quem ainda não comentou este livro aí levanta o dedo?

Isso só pode ter acontecido por dois motivos: ou você tava
meio sem grana e ainda não leu ou você, como algum

anda perambulando por Vogon ou Betelgeuse em busca do seu amor perdido.

No segundo caso, está desculpado. No primeiro, também, mas agora já não tem mais desculpa! O Submarino está fazendo uma promoção incrível: o livro, que custa R$39,90 nas melhores livrarias, está sendo vendido por R$22,80 por tempo limitado!

E porque este livro é um "must read"? Porque seus direitos autorais foram comprados pela editora Sextante por cerca de 10.000 dólares e a mesma já faturou cerca de R$ 2.700.000,00? Porque está na moda? Porque é um livro que prende você de cabo a rabo, sendo impossível deixar de ler até que termine seu enredo "pegajoso"? Porque é uma aula de arte, história e religião? Porque faz uma crítica ferrenha da Igreja Católica? Porque se trata de uma obra de suspense de primeiríssima linha? Porque você está tendo a recomendação de um cara que não costuma ler best-sellers por

achá-los banais (em geral) e este cara está dando a mão à palmatória?

Os motivos são tantos que você pode escolher uns 3 ou 4 à sua preferência.

Existe explicação para o Código Da Vinci ser o fenômeno de vendas no Brasil e no mundo: a explicação está em suas páginas, cheias de uma trama inexplicavelmente bem armada, com mensagens subliminares apontando caminhos luminosos e becos-sem-saída.

A saga de Robert Langdon e Sophie Neveu entrou para trazer de volta os tempos áureos de Agatha Christie, entretanto com uma sagacidade e demonstração de argúcia a dar inveja ao

, além de trazer uma montranha russa de emoções, digna do mais agitado filme de ação hollywoodiano. Ei, espera aí?

Mas, não vai ter nenhuma crítica destrutiva ao livro? Não nenhuma… Se eu pudesse criticar alguma coisa seria o Submarino, que fez esta promoção e me deixou na mão, já que eu havia comprado o livro na época dos 39,90! Bem que podiam ter me avisado!

Ah! Se alguém comprar o livro através do Escrever Por Escrever, fico agradecido! É só clicar no banner quadrado aí do ladinho direito!(não posso nem dizer que não estou ganhando comissão pois estaria dizendo uma inverdade! De cada Código vendido através do Escrever Por Escrever, ganho R$1,82! Uma verdadeira fortuna!) Se alguém leu o livro e gostou (ou não), gostaria de ouvir suas verdades acerca da obra.

Fala aí, digníssimo ou digníssima Escreveleitor(a)!

Abr 17

Terça-feira, 16 de outubro de 2004 – A importância da nogueira para o ecossistema da Calabria

By Rafael Reinehr | Escrever Por Escrever (blog)

A nogueira (Carya illinoensis) é a árvore responsável pela produção da noz. Pertence ao família Jungladaceae e gosta de climas temperados, puxando para o frio. Sua origem é o sul dos Estados Unidos. Foi introduzida no Brasil em 1910. A propagação da nogueira pecã pode ser realizada por enxertia de borbulhia, no verão, ou de garfagem, no inverno, sobre porta enxertos oriundos de sementes.
Quando apresentam mais de 20 anos de vida, geralmente chamam a atenção pelo tamanho de sua copa e pela altura que atingem, por vezes maior que 30 metros.
A madeira de seu tronco, apesar de habitualmente não utilizada para tais fins, é própria para construção de móveis nobres, tendo valor comercial superior ao do mogno e ligeiramente inferior ao do pau-brasil.
A Calábria é a região da Itália de onde se originou a linguiça calabresa.
Situada entre Potenza, Crotone e Catanzaro, a Calábria é habitada por um povo acostumado a festejos e confraternizações.
A característica alegre e expansiva do povo italiano é ainda mais acentuada na Calábria.
Em 1868 um monge calabrês chamado Joaquim de Fiori,místico, profeta e herege, elaborou uma doutrina da Terceira Idade do Espírito (Santo) que teve enorme influência sobre as ideologias modernas, de Hegel ao Marxismo, Nazismo e Terceiro-mundismo.
Nos dias de hoje, apesar de seu glamour ter sido tomado pr Milão e Nápoles, a Calábria ainda mantém um turismo forte, principalmente graças à sua cozinha e sua noite movimentada, repleta de disco bares, disco pubs e comédias teatrais.
Quanto à importância da nogueira para o ecossistema da Calábria, vou deixar a explicação para outra hora, em primeiro lugar porque nem sei se existem nogueiras por lá e em segundo lugar porque meus médicos já estão vindo com meus remedinhos…

OBS: se você conseguiu ler até aqui sem interromper a leitura, meus parabéns! És uma pessoa especial, assim como eu! Conseguir burlar o sistema de defesa aqui do manicômio para publicar um texto não é coisa para qualquer um…

Abr 16

Terça-feira, 12 de outubro de 2004 – Receituários azuis

By Rafael Reinehr | Escrever Por Escrever (blog)

Não vou escrever muito hoje porque quero que as poucas pessoas que passarem por aqui (e ainda não leram) dêem uma olhada no texto abaixo, "Uma Aldeia Chamada Linguagem" mas, de toda feita, aproveito para perguntar:

– Por que cargas d’água o mundo parece andar movido a medicações "faixa preta", aquelas prescritas com receituários especiais de cor azul?