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Jul 20

Armstrong pisava a lua, quando eu apareci…

By Rafael Reinehr | Retrovisor Musical

Em homenagem ao Ano Internacional da Antronomia, o blog até mudou de aparência (e pensar que, daqui a alguns meses, quando ele mudar novamente, quem estiver lendo este texto não vai entender bulhufas…)

Ao invés de fazer uma homenagem ou uma crítica, ou o que quer que seja a esta conquista da humanidade, vou mesmo é aproveitar o dia para me lembrar de uma música que marcou minha adolescência e que, graças ao You Tube (que não existia em 1969), hoje posso relembrar. Liga a vitrola lá, Marquinhos Diet!

E pra quem não entendeu nada, segue a letra da música “Efeito Pretérito“, de Marquinhos Diet:

Armstrong pisava a lua, quando eu apareci
Andei de rolimã na rua, bala soft engoli
Mastiguei a chita e a rin tin tin , do “cachorrin”
Usei conga “azulzin” eu passei anel, brinquei de mês
Vai dizer você não fez…

Vai me dizer… Que não, que não, que não…

Balança caixão, balança você,
da um tapa na bunda e vai se esconder
Assisti os Waltons na TV, bonanza, batefino e karatê
Caco o sapo, satiricom, kojak, zorro, durango kid, o balão
E o sinatrão…
( let me try again )
E as patatinhas e o naim, e o Leal
( bate o pé , bate o pé…)

Usei sabona e meu braço também ficou verde
Como David bener, furioso
Tentei entortar colher vendo Uri Gueler
Beber crush era gostoso

Vai me dizer… Que não, que não, que não…

Canetinha silvapen de doze e de seis
Meu herói era ultraman, ladrão japonês
Colecionei figurinha de futebol Cards
Chorei por andré e karina em pai herói
Não perdia o sitio do pica pau… amarelo
Curtia lamber o pozinho do dipilic
Usei cacharrel azul marinho e comprei fofoleti
Eu “arriei” a bandeira do brasil na escola
Crismei, batizei tanto tênis e adorava a gretchen
( conga la conga…)
A vendedora de yakult vinha a domicilio
A mãe passava neocid no piolho do filho

Vai me dizer… Que não, que não, que não…

Oi ouvinte, bom dia minha amiga,
e agora as mais mais da semana
( musicas )

– corneto
– pernambucanas
– bala kids
– sete léguas
– biscoito
– duchas corona

Jul 01

33 anos. Emblemático.

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

                De uma coisa tenho certeza: há 20 anos atrás, eu não tinha a mínima ideia de como estaria aos 33 anos. Há 20 anos atrás, minha maior meta nesta mesma época do ano era conquistar a gatinha da quinta série com a qual estava namorando sem que ela soubesse.

                Um bocadinho de vida depois, cá estou, profissionalmente satisfeito, bem casado, desenvolvendo novos e estimulantes projetos, planejando o primeiro filho.

                Muito trabalho, muita leitura, muito aprendizado. Se olhar para trás, comparado à média das pessoas que conheço, pouco descanso. Mas não me arrependo nem um pouco. Creio que, para mim, reduzir o ritmo da vida e fazer “menos coisas” como certa vez me pediram seria mais ou menos como ser criogenado para uma pessoa menos ativa.

                Este ano decidi não fazer nenhuma festa, nenhuma janta – simples ou especial – nem com amigos, nem com família, nem com esposa. Estou em um momento reflexivo (tem sido vários ultimamente [sinto falta do circunflexo em “tem”]) e do fundo deste poço que reflete minha própria imagem recebi uma proposta que decidi acatar.

                Ao pensar sobre o que já tenho – pelo qual sou muito grato à minha família, amigos, colegas de profissão, pacientes e, é claro, ao meu próprio esforço – e pensar sobre o que falta às pessoas ao meu redor, a partir deste ano decidi que, no dia do meu aniversário, quero abrir mão dos presentes materiais. Vou pedir aos amigos, daqui por diante, que se quiserem me presentear que façam uma coisa por mim:

– Pratique um ato de generosidade com alguém que não conhecem. Alguém fora do círculo de amigos, familiar ou profissional. Nos próximos dias, ou na primeira oportunidade que tiver, não perca a chance de ser generoso, da forma que melhor lhe aprouver e de forma que seja útil a quem se esteja sendo gentil.

               Como eu disse, é emblemático. Conseguimos fazer tantas coisas boas àqueles com os quais nos relacionamos mas, a maior parte de nós, não temos a mesma capacidade com outras pessoas, desconhecidas. Na segunda-feira, fui devolver dois DVDs na locadora e na saída, quando estava entrando no carro, um senhor me pediu dinheiro. Não tenho o hábito de dar dinheiro a quem pede pois não sei qual uso dele vão fazer e lhe respondi que não. Em seguida, o moço me pediu alguma coisa para comer, pois estava com muita fome e estava longe de casa, ao que também respondi que não, pedi licença e fui embora. Quase sincronicamente,  enquanto estava jantando, comecei a ler a revista Vida Simples de julho de 2009 (esta edição está particularmente ótima) e em um artigo sobre generosidade fui alertado de algo muito simples mas que muitas vezes nos passa desapercebido: “se o mendigo na rua fosse alguém que amamos, recusaríamos a ajuda que ele pede?”.

               Qual a origem deste tratamento díspar? O que promove esta individualidade do eu, do meu, do apego? Confesso que já estudo e tento me aperfeiçoar há tempos, mas exemplos como o desta segunda-feira mostram que ainda estou longe daquilo que admiro e suporto como ideal de vida em comunidade.

               Então, meu amigo, se quiser me dar um presente no dia de hoje, faça isso: pratique, com desapego, sem interesse por receber nada em troca, um ato de generosidade com alguém que você não conhece. Se calhar, permaneça com o espírito aberto, para repetir esta proeza quando for possível. Se conseguir, estará me dando um presente mais valioso do que qualquer um que já ganhei.

Cradle to Cradle Berço à Berço
Abr 09

Cradle to Cradle – Remaking the Way We Make Things

By Rafael Reinehr | Sustentabilidade e Resiliência

“A Natureza não tem um problema de design. As pessoas tem.”

Cradle to Cradle Berço à Berço

Recebi há alguns dias o livro Cradle to Cradle – Remaking the Way We Make Things (Berço à Berço – Refazendo a Forma que Fazemos as Coisas), de William McDonough & Michael Braungart. Nele, o arquiteto Bill e o químico Michael apresentam uma renovada visão acerca do manejo industrial, reutilização de “lixo” e a implicação de um novo “design” de produtos no futuro de nosso planeta e modo de viver.

O livro começa com uma bela dedicatória: “A nossas famílias e a todas as crianças de todas as espécies em todos os tempos”, demonstrando de cada a que veio e qual sua sustentação: um respeito a todos os seres vivos de nosso mundo.
Feito em um novo material chamado Durabook, o livro é a prova de água, altamente durável, não é feito de árvores e reciclável. A primeira impressão que tive é: “Bem, então deve ser feito de algum derivado tóxico do petróleo”. A leitura do livro sugere que não.

Dê uma espiadela no Sol.
Olhe a Lua e as estrelas.
Vislumbre a beleza dos verdes da Terra.
Agora, pense.
Hildegard von Bingen

William, ainda estudante de arquitetura, acompanhou um professor ao Vale do Rio Jordão, e presenciou a engenhosidade das tendas feitas pelos beduínos a partir do pêlo de dromedários. Tais tendas eram capazes de fornecer sombra ao mesmo tempo que puxavam o ar quente para cima e para fora, proporcionando frescor ao seu habitante. Quando chovia, suas fibras se encharcavam e ficavam tensas como couro, protegendo da chuva. Eram fáceis de carregar e fáceis de reparar, sendo que o substrato para seu conserto andava juntamente com o bando nômade: os próprios dromedários. Um exemplo perfeito de design localmente relevante, culturalmente rico em contraste flagrante com os utilizados ao nosso redor, geralmente plenos de produtos tóxicos, ou que degradam a natureza ou que demandam altos gastos de energia.
Um dia, cansou-se de produzir prédios e produtos trabalhando pesado para “causar menos males”. Decidiu que era hora de utilizar seu conhecimento para desenhar produtos completamente “positivos”.

Michael, por sua vez, foi diretor do capítulo de química do Greenpeace e posteriormente fundou a EPEA (Agência de Encorajamento à Proteção Ambiental). Apesar de saber tudo sobre os componentes e potenciais efeitos danosos dos plastificadores, PVC, metais pesados e outros produtos utilizados na indústria – como o próprio Cromo utilizado na pigmentação do couro – sua visão analítica (e não sintética) lhe impedia de ter uma visão de abundância, criatividade, prosperidade e mudança do mundo.

Foi a partir do encontro de ambos em 1991 que a efervescência das ideias tomou seu lugar e iniciaram a desenhar em conjunto um mundo em que, ao invés do couro dos sapatos – imerso em crômio não passível de reaproveitamento – se desenvolvesse um produto confortável capaz de ser 100% reaproveitado; em um sistema em que produtos e embalagens possam ser queimados de forma segura sem a necessidade de fornos especiais que certamente liberam resíduos no ar; um mundo em que os carros fossem silenciosos, não gerassem nem poluição ambiental tampouco sonora, e assim por diante.

Este livro é o resultado de mais de uma década de descobertas e criações que agora são utilizadas por várias empresas ao redor do mundo. Uma série de exemplos que mostram do que o gênio humano é capaz quando o esforço é despreendido na direção correta.
Ao final do primeiro capítulo, os autores trazem uma comparação interessante, que traduzo aqui:

“Todas as formigas do planeta, tomadas juntas, tem uma biomassa maior que a dos humanos. Formigas tem sido incrivelmente industriais por milhões de anos. Ainda assim, sua produtividade alimenta plantas, animais e o solo. A indústria humana está em plena agitação há pouco mais de um século e mesmo assim já trouxe o declínio de praticamente todo ecossistema do planeta. A Natureza não tem um problema de design. As pessoas tem.”

Leitura recomendadíssima. Five stars out of five.

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Gre-Nal em Japonês
Mar 05

Novas Regras para o Clássico Grenal

By Rafael Reinehr | Por mail

A FGF, Federação Gaúcha de Futebol, pressionada pela CBF, confederação brasileira de futebol, divulgou nesta Segunda Feira dia 02 de Março de 2009, algumas novas regras que valerão em todos os clássicos grenais. A entidade maior do futebol gaúcho agiu dessa forma para tentar acirrar a disputa entre os dois grandes da capital, uma vez que nos últimos tempos os vermelhos não têm dado chance de vitória para o time tricolor, o que pode acarretar desinteresse por parte dos gremistas nos próximos clássicos. As regras são:

– O Inter a partir de agora começará o jogo com 9 jogadores, o Grêmio começará com 14;
– É obrigatório ao goleiro do Inter jogar somente com os pés;
– Taison e Nilmar estão proibidos de pegar na bola, a não ser com a parte externa da coxa esquerda;
– 8 juízes se revezarão de acordo com o gosto dos dirigentes gremistas e Tcheco ganhará um apito e poderá arbitrar, afinal ele já se acha juiz faz tempo;
– Quando o Grêmio acertar a bola na trave, valerão 2 gols, gols normais valerão por 3;
– A qualquer momento um jogador gremista poderá gritar "estátua" e o jogador do Inter terá que ficar parado por 15 segundos, sob pena de ser expulso caso se mexa;
– Quando houver uma falta para o Grêmio, o jogador colorado infrator será obrigado a ficar ajoelhado no milho durante 20 minutos;
– A partir dos 30 minutos do segundo tempo, os colorados poderão dar apenas 3 toques na bola para chutar ao gol;
– Quando o time gremista for atacado, poderão defender com as mãos tanto o goleiro, como a dupla de zaga;
– Será marcado pênalti para o time do grêmio, sempre que a torcida do inter começar a cantar "Fica Celso Roth, fica Celso Roth…" ou "1, 2, 3, o grêmio é freguês…"
– Antes que os jogadores colorados possam chutar em gol é preciso que gritem, como no futebol de botão, "a gol" para alertar o goleiro e a defesa gremista.
Ainda está sendo discutida a possibilidade de o jogo começar 2 a 0 para o Grêmio.
"Celso não-ganha-nada Roth" aprovou as mudanças com apenas uma frase. "Agora vai…"

Gre-Nal em Japonês

Gre-Nal em japonês

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Dez 05

Serenidade

By Rafael Reinehr | Brahma Kumaris

Pessoas serenas sempre parecem ser sábias. Internamente elas responderam as três perguntas existenciais: (1) Quem sou eu? (2) Para onde estou indo? (3) Como eu chegarei lá? A maior parte de nossas vidas tentamos resolver a primeira questão. Porém, até que a gente consiga isso, gastamos muito tempo em conflito interno, com outros ou com o mundo ao nosso redor. Quando descobrimos quem realmente somos, então não é preciso ir a lugar algum, não há nenhuma busca e a alma se torna absorta ao experimentar suas qualidades verdadeiras e ao compartilhá-las com os outros. Isto é serenidade.

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Nov 09

Bacon, TV a Cabo e Confraternização

By Rafael Reinehr | Brasil

Tá certo que eu sou endocrinologista mas, de vez em quando (e só de vez em quando), um café da manhã com bacon y omelete é tudo de bom! Tomei café no hotel lá pelas dez horas da manhã, já que hoje não havia programação no Congresso. Foi um verdadeiro manjar. Altíssima qualidade e variedade, ponto positivíssimo para o Windsor Barra.

Depois do café, me dei uma tarde de “vadiagem”, descansei, cochilei e assisti tevê a cabo. Tevê a cabo é uma praga, pois ela te afasta da leitura. Tanto pra ler, aprender e aquela maldição com seus programas de gastronomia, musicais e filmes… Carái…

Ao final da tarde, compareci à cerimônia de abertura do Congresso, no RioCentro. Bela cerimônia, o ponto alto foi o show de dança que mostrou um pouco da história do Brasil misturada com alguns de seus ritmos e danças. Seguiu-se um coquetel onde pude encontrar alguns colegas como a Dra. Kátia Souto e os colegas Drs. Airton Golbert e Balduíno Tschiedel, de Porto Alegre.

Logo em seguida, retorno ao hotel, mais tevê a cabo e jantar no quarto. Dormir cedo para acordar cedo pela manhã. Congress time!

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