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Abr 05

Sexta-feira, 16 de abril de 2004 O fim dos blógues – O fim de uma Era ou Vamos colocar Fluoxetina…

By Rafael Reinehr | Escrever Por Escrever (blog)

O fim dos blógues – O fim de uma Era ou “Vamos colocar Fluoxetina nesta água?”

campo de arroz amarelo.jpg

Tenho notado um fenômeno estranho nestes últimos meses, especialmente nas últimas semanas: vários blogueiros do meu círculo de amizades tem desistido de seus blógues, alegando cansaço, esgotamento de idéias, falta de tempo…

Aperceberam-se, como acontece com todos nós, depois do ímpeto fulguroso inicial, que encanta e nos torna um apaixonado pela Blogosfera que deixamos um pouco de lado nossas vidas reais e dedicamos cada vez mais tempo a este mundo hipertextual e virtual.

Vamos nos afundando em um mar de ilusões: alguns em busca do sucesso (querem atingir o topo dos blógues mais acessados ou ter dezenas ou centenas de comentários em cada pôust); outros realizando psicoterapia aberta, chorando suas mágoas e seus problemas em público; outros ainda querem tão somente ter “um lugar para guardar e/ou mostrar seus escritos, suas idéias; outros querem revolucionar, criar seitas e seguidores, propagandear, colocar fogo…

Não importa onde nos incluamos nestas ou em outras categorias de blogueiro, todas intercambiáveis e sem limites precisos, o certo é que participamos de um fenômeno particular a este começo de milênio que nem Nostradamus havia previsto: o da globalização do conhecimento e do direito à comunicação.

Com a Internet e suas possibilidades (e me desculpem se estou repetindo o que é senso comum), qualquer um de nós pode, a cada instante e quase instantaneamente, tomar conhecimento do que acontece em virtualmente quase qualquer canto habitado do planeta e comunicar-se com aquele habitante.

Esta facilidade foi progressivamente se tornando mais e mais acessível, culminando no fim da década de 90 e de forma mais significativa no começo do presente século com aquilo que chamamos de blog, weblog ou blógue, como prefiro.

O blógue, espécie de site (ou sítio) revisitado, surgiu como uma forma gratuita e de fácil edição (significando acesso mesmo a pessoas com parco conhecimento de informática), ganhando rapidamente adeptos em todos cantos do planeta.

A rápida explosão e o surgimento de milhares de blógues novos a cada dia, por que não dizer a cada hora, constitui o “Fenômeno Blógue”, que no ano passado foi responsável pelo surgimento de mais de 5 milhões de blógues nos 8 principais provedores. Entretando, em uma pesquisa realizada pelo Perseus Institute (http://www.perseus.com) , 2,72 milhões estão praticamente abandonados, sem atualizações. 1,09 milhões foram criados e alimentados com informações apenas no dia de sua criação, 1,63 milhões foi abandonado após 126 dias de atualizações e 132.000 não foram atalizados após 1 ano ou mais. Só 13,6 mil foram retomados de pois de abandonados. Na mesma pesquisa, o Instituto verificou que os homens são mais propensos a abandorarem seus blógues (46,4% contra 40,7% das mulheres). Outro achado curioso foi o fato de que apenas 106,5 mil blógues eram atualizados pelo menos 1 vez por semana e menos de 50 mil atualizados diariamente.

Mesmo com estes dados, o número de novos blógues criados ainda supera em muito os abandonados, levando a capacidade dos provedores do serviço para o beleléu, já que os ganhos com publicidade foram ultrapassados pela rapidez de crescimento do fenômeno que teve de ter suas rédeas encurtadas.

Hoje, a maioria dos provedores, como era de se esperar, limitaram em muito o tamanho máximo dos blógues gratuitos e até mesmo do serviço pago, já que muitos previamente ofereciam hospedagem de imagens como fotografias, que rapidamente aumentam o tamanho dos arquivos hospedados.

Como tudo que sobe um dia desce (dizem…), depois da ascensão de uma grande nação inevitavelmente vem a sua queda, zênite e nadir, passamos neste momento por um período de “mortes controladas”: assim como no corpo humano, em que as células realizam sua morte de forma programada (apoptose) a fim de possibilitar o surgimento de células novas e revigoradas em seu lugar, vários blogueiros, alguns acompanhando o fenômeno desde o princípio, outros mais novatos, estão desistindo de manter seus blógues.

Será esta tendência um anúncio preliminar funesto do fim do Fenômeno? Serão apenas falsos sinais de fumaça a indicar uma expectativa errônea? Será que o aspecto individual, eminentemente depressivo e cinzento de alguns blogueiros, para os quais o eletrochoque seria a solução definitiva o responsável pelo que estávamos a discutir? Ou será que ler o livro de Haim Grumspum sobre resiliência os manteria na ativa?
Creio eu que muita água ainda vai rolar até que que a solução definitiva a esta questão se fixe. De qualquer forma, as respostas não serei eu a dar…

Jul 07

28/03/2003 – #016 – Por um Desenvolvimento Humano Sustentável

By Rafael Reinehr | Editoriais

    Tudo começou com um Roda Viva que vi esses dias. Fui exposto a uma tal de Hazel Henderson. Futurista, economista alternativa e consultora para assuntos globais é o que aparece na maio parte de suas entrevistas e artigos que li em seu site. Resumindo: a mulher é genial (www.hazelhenderson.com) ! Apesar de não ser acadêmica, ou seja, não ter graduação em Universidade alguma, é uma sumidade no que tange ao desenvolvimento humano sustentado. Suas palavras e idéias são absurdamente coerentes e nada impossíveis de se realizar! Basta boa vontade e começar… Tanto fucei e li que fiquei realmente incitado a realizar um levante contra a Guerra, ou contra as guerras que vemos por aí. E do que se trata esse levante? Hella diz o seguinte: "Somos terrivelmente fortes, cada um de nós. Podemos fazer uma grande diferença somente indo às compras e recompensando as companhias socialmente responsáveis". As pessoas pensam que seu direito de voto, a cada par de anos não faz diferença alguma. Esquecem que votam todos os dias, às vezes várias vezes por dia. Cada vez que adquirem um produto, quer seja um detergente, um tipo de margarina ou um carro, estão realizando um voto. Os consumidores estão fazendo, no momento da compra, decisões acerca do tipo de mundo no qual querem viver. Continue lendo

Mai 02

25/10/2002 – #000 – Carta Aberta ao Futuro Excelentíssimo Presidente da República

By Rafael Reinehr | Editoriais

Carta Aberta ao Futuro Excelentíssimo Presidente da República

O que eu quero e o que meus filhos querem

Excelentíssimo Senhor Presidente:

Como cidadão brasileiro e habitante deste planeta, quero, em primeiro lugar, garantir a permanência da raça humana em seu habitat natural. Para tanto, quero que seja implementada uma política de substituição progressiva da energia fóssil e nuclear em favor de energias baseadas em tecnologias já amplamente estudadas e com segurança bem estabelecida, como energia eólica e solar, além do melhor aproveitamento da energia hidráulica onde isso for possível (tendência a ser mundialmente seguida com a aproximação do fim estimado dos combustíveis fósseis nos próximos 300 anos). Em um momento inicial, podemos utilizar mais amplamente motorização a álcool em nossos automóveis, com o objetivo de diminuir nossa extrema dependência do petróleo internacional (com plano de posterior redução também desta forma de energia poluente). Em segundo lugar, quero que nossas indústrias sigam à risca o Tratado de Kyoto – dando exemplo a ser seguido por outros, que acham que são o exemplo da Humanidade, mesmo que isso custe um menor desenvolvimento econômico – , preferencialmente ultrapassando em muito os objetivos de diminuir a carga tóxica que soltamos diariamente na atmosfera. Ainda, para garantir a preservação das espécies existentes, gostaria que fossem implementados amplos programas de fiscalização da fauna e flora regionais, sendo os desmatamentos coibidos mais rigidamente, assim como a caça e a pesca irregulares, em época de reprodução. Somado a isso, creio ser importante um programa nacional de conscientização e educação iniciando nas escolas mas abrangendo também a população adulta, para que a mesma torne-se também uma "fiscal ecológica". Não sujar as ruas já é um bom começo e sinal de civilidade, pois demonstra preocupação com os outros e com o ambiente.

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