Massa de Espinafre com Molho Tom-Gencurpim (picante!)

Uma boa receita para quem gosta de molhos picantes e com sabor marcante!

Massa de Espinafre:

Para a massa, basta pegar o espinafre (um maço) e bater no liquidificador ou na centrífuga e depois coar.

Se você usa ovos, use 100g de farinha de trigo grano duro para cada 1 ovo. Depois de amassar um pouco é só ir incluindo o suco de espinafre e polvilhar um pouco mais de farinha, pois a água do espinafre vai exigir mais farinha.

Se quiser manter a massa vegana, dá pra substiruir o ovo por linhaça dourada. Para saber como fazer isso, dá uma checada aqui neste link.

Se preferir evitar o glúten, fique à vontade para trocar a farinha de trigo pela de arroz, mas não sei o resultado! Nunca fiz!

Molho Tom-Gercunpim

Esse nome esquisito veio dos principais ingredientes do molho. Vamos a eles:

Azeite de oliva extra-virgem
Saquê, vinco branco ou cachaça para deslassar
1 Cebola picada
1 colher de sopa de Alho picado
2 latas de tomates cereja (ou cerca de 40 a 50 unidades de tomates cerejas frescos bem maduros)
Gengibre fresco picado a gosto
Açúcar de palmeira
Pimenta do reino
1/2 Pimenta dedo de moça desidratada (pode ser fresca também) bem picadinha
Sal a gosto
Pasta de curry vermelho
Manjericão fresco (ou liofilizado)
Salsinha fresca picada
Pimentões das cores que você dispor/desejar, cortados em fatias finas

Refogue a cebola e o alho no azeite de oliva, logo a seguir adicione o gengibre picadinho e a pimenta. Coloque 1 colher de sopa de saquê ou outra bebida alcoólica para realçar o sabor. Quando o álcool evaporar, adicione os pimentões, mexa e tampe. Adicione o açúcar de palmeira e a pasta de curry. Mexa e deixa cozinhar por cerca de 3 a 5 minutos, para amolecer os pimentões. Adicione os tomates cerejas, esmague os para que todos fiquem com a casca perfurada (facilita para amolecer e cozinhar bem). Adicione o sal, a pimenta do reino a gosto e o manjericão. Deixe apurar o gosto em fogo baixo, por vários minutos (10 a 15 minutos), mexendo de vez em quando, para não grudar no centro. Prove o molho e corrija o sal. Quando estiver pronto, desligue o fogo e adicione a salsa picada finamente. Misture tudo e, com o molho ainda quente, jogue o conteúdo do molho sobre a massa já cozida al dente.

Aproveite! Bom apetite! Se fizer a receita e gostar, comente e compartilhe! Se tiver alguma ideia ou sugestão para torná-la ainda melhor, deixe sua sugestão nos comentários!

 

 

Pla tom yam haeng – Peixe frito com molho “tom yam”

Esta receita de peixe ao molho tailandês picante aprendi com o amigo médico e chef de cozinha Vinicio Mucilo Neto. É um dos meus pratos preferidos até hoje. Simplesmente amo o sabor deste molho!

A receita abaixo serve 8 pessoas. Vamos lá!

pla-tom-yam

Ingredientes:

Peixe
2400g de peixe branco (linguado, congrio)
08 colheres de sopa de farinha de trigo misturada com 2 colheres de chá de sal e 2 colheres de pimenta do reino
16 colheres de sopa de óleo (qualquer tipo, menos de oliva)
2 talos de capim cidró cortado em rodelas finíssimas
2 colheres de sopa de gengibre picado e frito
2 colheres de sopa de folhas de limão tailandês (Kafir) cortada em tiras finas e frita

Molho
04 colheres de sopa de óleo (qualquer tipo, menos azeite de oliva)
02 talos de capim cidró cortado em rodelas finíssimas
02 colheres de sopa de gengibre cortado em tiras finas
04 folhas de limão tailandês (Kafir) picada fina
02 pimentas dedo de moça cortada em rodelas finas
02 colheres de sopa de molho de ostras
250 ml de creme de leite (nata)
250ml de caldo de frango natural
02 colheres de sopa de molho de peixe
02 colheres de sopa de açúcar de palmeira
03 colheres de suco de limão

Preparo:

Peixe:
Cobrir o filé de peixe com a mistura de farinha e fritar até dourar. Secar em papel toalha.
Coloque o peixe num prato e o cubra com capim cidró, gengibre e folhas de limão frito
Coloque o molho num canto do prato e sirva imediatamente
Servir com arroz tailandês

Molho:
Em fogo baixo frite o capim cidró, gengibre, folhas de limão tailandês e rodelas de pimenta até dourar e soltar aroma. Acrescente o molho de peixe, açúcar de palmeira, molho de ostras e nata e misture sem parar. Acrescente o suco de limão e, aos poucos, o caldo de frango até chegar numa consistência de molho normal.

Bom apetite!

Receita básica de pizza – massa e molho (o recheio é por sua conta!)

Hoje fiz duas pizzas, uma de calabresa e outra marguerita com uma receita simples e deliciosa, que quero compartilhar.

A massa foi feita com uma receita básica de máquina de fazer pão, que o Afonso me alcançou. O molho foi feito de improviso, com alguns conceitos básicos e um tweak de última hora. Acompanhe e experimente:

Massa de pizza:

ingredientes

1 copo de água
1/2 colher (chá) de sal
2 colheres(sopa) de azeite de oliva (ou outro)
3 copos de farinha de trigo especial
1 1/2 colher (chá) de fermento biológico seco

modo de fazer:

1. retirar a forma de assar de dentro da Panificadora;
2. Adicionar todos os ingredientes na ordem acima;
3. recolocar a forma de assar na Panificadora;
4. Escolher o ciclo;
5. Pressionar o botão CICLOS: 8 (massa);
6. Fechar a tampa e pressionar o botão Iniciar/Parar;
7. Quando a massa estiver pronta… etc colocar na forma e no forno por vinte minutos…

Dica: deixar descansar um pouco antes de abrir e colocar na forma.
Dica 2: a minha massa ficou muito “pastosa” quando saiu da panificadora, então misturei um bocadinho a mais de farinha com a mão e a deixei descansar sobre mais um pouco de farinha de trigo

Molho de pizza:


ingredientes:


1 colher de sopa de azeite de oliva
1/2 cebola roxa picada
3 dentes de alho amassados
1 molho de tomate Fugghini 340g
sal a gosto
pimenta do reino moída na hora a gosto
8 folhas de manjericão fresco
orégano a gosto
1 colher de sopa de fumaça líquida Colgin natural pecan

modo de fazer:

Refogue a cebola e os dentes de alho amassados no azeite de oliva até a cebola ficar macia e espumando e o alho começar a dourar. Adicione o pacote de molho de tomate, tempere com sal e pimenta a gosto. Mexa. Rasgue em pedaços menores as folhas de manjericão e adicione-as juntamente com o orégano. Adicione a fumaça líquida e permaneça mexendo até o molho ficar com uma coloração vermelho escura e começar a borbulhar. Experimente o sal e, se tudo estiver ok, desligue o fogo.

Na hora de passar o molho na pizza, cuidado para não exagerar: o molho é delicioso, mas se você colocar uma camada muito grossa seu sabor sobressairá e acabará com a harmonia da pizza. A dica é utilizar 1/4 da quantidade de molho em cada pizza, bem espalhado por sobre ela.

Bom apetite!

Receita de risoto de limões sicilianos com camarões

A pedido do amigo Luciano Oliveira, estou postando aqui a receita do Risoto de Limões Sicilianos com Camarões:

Tempo de preparo: 40minutos
Rende 4 porções

Ingredientes

  • 3 colheres de sopa de manteiga
  • Azeite de oliva extra-virgem
  • 1 cebola picada
  • 500 g de camarões, pequenos e limpos
  • 1 xícara de vinho branco, seco
  • 1,5 l de caldo de legumes
  • 2 xícaras de arroz arbóreo ou carnaroli
  • Raspas das cascas de 2 limões sicilianos
  • Queijo muzzarela – 3 fatias (ou parmesão uruguaio, ralado na hora)
  • Sal a gosto

Modo de Preparo

  1. Tempere os camarões com suco de 1 limão siciliano e sal
  2. Refogue os camarões com 1 colher de manteiga e 2 colheres de sopa de azeite até ficarem dourados
  3. Reserve
  4. Na mesma panela, coloqueo restante da manteiga e a cebola
  5. Refogue
  6. Aqueça o caldo e o mantenha em fogo baixo
  7. Junte o arroz e as raspas de limão à panela com a cebola
  8. Refogue por 2 minutos
  9. Adicione o vinho e espere evaporar
  10. Adicione 1 concha de caldo por vez e mexa sem parar
  11. Volte a adicionar mais caldo quando o anterior tiver sido absorvido
  12. Continue até que o arroz esteja al dente (25 a 30 minutos)
  13. Desligue o fogo, junte os camarões, o queijo e acerte o sal
  14. Sirva imediatamente

PS: é opcional a adição de temperos verdes, como salsinha e cebolinha, ao final.
PS2: ao final, também poderá adicionar 1 colher de manteiga caso prefira não utilizar o queijo, para dar aquele brilho e embelezamento final.

Frango Defumado ao Molho de Soja com Especiarias

Hoje fiz uma receita no improviso que ficou deliciosa, vou registrar aqui para não esquecê-la. Assim também a compartilho com os amigos que quiserem experimentar fazê-la. Depois coloco a foto da frigideira, com metade dos franguinhos que sobraram. Seguem os ingredientes e o modo de preparo:

Ingredientes:

1 kg de “iscas” de peito de frango sem osso
manteiga
azeite de oliva
1 cebola em rodelas
4 dentes de alho amassados
pimenta do reino verde (ou preta, se não tiver a verde)
1/2 a 1 pimentão verde em cubos (o pimentão pode ser de qualquer cor – o amarelo e o vermelho são mais adocicados)

molho de soja (shoyu) – 1/2 frasco
fumaça líquida (se tiver)
curry
açafrão da terra (curcuma)
tomilho
orégano

salsa verde picada

Modo de fazer:

Esquente uma frigideira bem grande (ou paelleira). Quando estiver bem quente, coloque 1 cubo inteiro de manteiga (usei Primor, mas pode ser qualquer marca, ou mesmo caseira) e logo irrigue com azeite de oliva, o quanto baste, para não queimar a manteiga. Coloque a cebola picada e deixe dourar levemente. Quando começar a dourar, coloque os dentes de alho já amassados.

Logo em seguida, adicione o pimentão picado. Mexa por 1 minuto e logo a seguir adicione o frango (Normalmente aconselha-se deixar o frango de molho nos temperos para pegar mais sabor, mas como a receita foi improvisada, descreverei como a fiz). Moa a pimenta verde (ou preta) sobre o frango, a gosto. Não adicione sal, pois o shoyu tem o suficiente. Após 1 minuto dourando em fogo médio sobre a cebola e os pimentões, adicione o shoyu sobre os frangos e, logo a seguir a fumaça líquida.

Compro a fumaça líquida no eBay, da marca Colgin. Se não tiver, ok. Deverá ficar bom do mesmo jeito, apesar deste ingrediente ser o responsável por dar um gosto defumado ao prato.

Após dourar por 2 ou 3 minutos de um lado, vire e imediatamente polvilhe com um pouco de curry (apenas 2 pitadas) e açafrão da terra (mais 2 pitadas). Tempere também com tomilho e orégano a gosto. Coloquei somente uma pitada grande de cada, para que nenhum gosto ficasse muito saliente.

Depois de mais 2 ou 3 minutos fritando deste lado, virei mais uma vez e, um pouco antes de desligar, coloquei a salsa picada, ainda na frigideira.

Servi com arroz integral, mas também deve ficar delicioso com arroz branco e qualquer tipo de massa. Faça e experimente, depois me diga o que achou. Ah! E não deixe de pegar os pimentões e a cebola que ficou “caramelizada” com o molho de soja e colocar por cima do arroz (ou da massa)! Isso vale ouro!

Temperos para hamburguer

Hamburguer de soja, brócolis com limão e penne

Creio que hoje fazem 10 dias que Carol e eu paramos de comer carne e vos digo, sem medo de ser feliz: até aqui, tudo vai muito bem. No outro dia, fuçando pela internet, a Carol achou a receita de um hambúrguer feito com proteína de soja texturizada e um brócolis refogado na mateiga com limão. Resolvemos fazer, e estou compartilhando a receita testada e aprovada com você.

Temperos para hamburguer

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Comprar remédio sem receita. Comprar sem receita? – Rimonabant Sibutramina Anfepramona Morfina

Comprar ritalina sem receita. Comprar rimonabanto sem receita. Comprar sibutramina sem receita. Comprar anfepramona sem receita.

O que é isso? O mundo está mesmo virado… (ou a ignorância das pessoas cresce a cada dia).

É cada vez maior o número de pessoas que tentam (e conseguem) comprar medicações de uso estritamente controlado sem receita médica. Pior ainda: sem orientação médica ou muitas vezes sem orientação nenhuma além da recomendação da vizinha.

Muitas destas medicações que já demonstraram ser benéficas se usadas corretamente em pacientes com indicações corretas e, depois de avaliados, sem riscos para seu uso, acabam sendo catastróficas para muitas pessoas – mulheres geralmente – que usam e abusam das anfetaminas, dos psicotrópicos e de remédios para emagrecer.

Além de não atingirem o resultado esperado, muitas vezes graves complicações como arritmias cardíacas, crises hipertensivas, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, além da temida dependência acabam ocorrendo, deixando a pessoa presa em uma jaula ou em uma cama de hospital.

Vivemos em uma momento em que o culto à beleza sobrepujou, de longe, o culto a uma vida saudável. Existem bolsões de resistência, e estes precisam ser estimulados.

Somente neste artigo que escrevi sobre o Rimonabant que já conta com mais de 74 mil visitantes e uma centena de comentários, são vários os pedidos de compra de medicação sem receita médica. Se eu fosse um picareta que vendesse remédio contrabandeado, a esta altura já estava rico… Onde é que isso tudo vai parar?

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Pimenta vermelha

Molho de Pimentas Mãe da Flávia a la Rafael Reinehr

Dia desses fomos comer uma deliciosa feijoada com feijão branco, frango e lingüiça na casa da Flávia, nossa amiga dentista aqui em Araranguá. A feijoada estava supimpa, mas o que me chamou mesmo a atenção foi um molho de pimenta que foi trazido à mesa.

Como gosto de comidas temperadas (e viva a cozinha tailandesa!) fiquei impressionado com a picância e o sabor do molho de pimenta que a Flávia nos ofereceu. Depois de um furioso interrogatório, ficamos sabendo que a responsável pela criação daquele estupendo molho de pimenta era a mãe da Flávia! Como a Flavinha não tinha a receita, ficou de conseguir com a mãe dela.

Alguns dias depois, já impaciente e louco para repetir a receita em casa, indaguei a Flávia em um encontro casual que tivemos:

– E aí, desembucha: qual é a receita do tal molho de pimenta?
– Pois é… Sabe que falei com a mãe e ela faz meio de olho… Tudo o que sei é que vão dois frascos de pimenta malagueta vermelha e um de pimenta verde…
– Só isso?
– Hu-hum….

Bem, lá fui eu, um cadinho decepcionado para a cozinha tentar "experimentar" e ver se descobria a "fórmula" do maravilhoso molho que agora não era mais de uma só pimenta, então passou a ser um "molho de pimentas". E não é que com um pouco de intuição e alguma destreza cheguei lá? Ah, que perfeição! Agora tenho, para meu próprio consumo, o melhor molho de pimentas que jamais experimentei!

Nos últimos dias, ele tem sido utilizado em tudo: risotos, massas, pizzas… Sempre deixando aquele gostinho ardido e delicioso, além de ser aprovado até agora por 100% das visitas! Bom, sem mais delongas e como não sou de guardar segredos, aí vai a receita do já consagrado Molho de Pimentas Mãe da Flávia a la Rafael Reinehr:

Pimenta vermelha
2 frascos de 80g de pimenta malagueta vermelha

Pimenta verde
1 frasco de 80g de pimenta malagueta verde

Pimentões
3 dedos de 1 pimentão amarelo e de um pimentão verde

Pimentas e Pimentões
Um punhado de pimenta de bico
Sal a gosto
Pimenta do reino moída na hora a gosto
Bata tudo no liqüidificador e…

Voilá!
Molho de Pimentas Mãe da Flávia a la Rafael Reinehr
Está pronto o soberbo Molho de Pimentas Mãe da Flávia a la Rafael Reinehr

A aparência ao vivo é muito melhor do que a da foto acima! A cor é maravilhosa e a ardência já começa nos olhos se você tentar encarar esta bomba de frente por muito tempo. Replique a receita em casa e depois me diga se não é um dos melhores molhos de pimenta que você já experimentou.

Um abraço e bom proveito!

 

Nova Resolução da ANVISA sobre Anorexígenos – RDC 58

RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA – RDC Nº. 58, DE 5 DE SETEMBRO DE 2007.

Dispõe sobre o aperfeiçoamento do controle e fiscalização de substâncias psicotrópicas e anorexígenas e dá outras providências.

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o inciso IV do art. 11 do Regulamento aprovado pelo Decreto nº. 3.029, de 16 de abril de 1999, e tendo em vista o disposto no inciso II e nos §§ 1º e 3º do art. 54 do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Portaria nº. 354 da ANVISA, de 11 de agosto de 2006, republicada no DOU de 21 de agosto de 2006, em reunião realizada em 4 de setembro de 2007, e 

considerando que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação, nos termos do art. 196 da Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988; 

considerando as disposições contidas na Lei n.º 5.991, de 17 de dezembro de 1973, e no Decreto n.º 74.170, de 10 de junho de 1974, acerca do controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos; 

considerando as disposições contidas na Lei n.º 6.360, de 23 de setembro de 1976, e no Decreto n.º 79.094, de 5 de janeiro de 1977, acerca do sistema de vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas os insumos farmacêuticos, correlatos e outros produtos; 

considerando a finalidade institucional da Anvisa de promover a proteção da saúde da população, bem como suas atribuições legais, conforme estabelecido no art. 6º e nos incisos I, III, XVIII e XX do art. 7º, da Lei n.º 9.782, de 1999; 

considerando as disposições contidas na Lei n.º 11.343, de 23 de agosto de 2006, e no Decreto n.º 5.912, de 27 de setembro de 2006, acerca das políticas públicas sobre drogas e da instituição do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas – SISNAD; das medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; das normas para repressão à produção não autorizada e do tráfico ilícito de drogas; 

considerando as diretrizes, as prioridades e as responsabilidades estabelecidas na Política Nacional de Medicamentos, instituída pela Portaria n° 3.916/MS/GM, de 30 de outubro de 1998, que busca garantir condições para segurança e qualidade dos medicamentos consumidos no país, promover o uso racional e o acesso da população àqueles considerados essenciais; 

considerando a Resolução MERCOSUL/GMC/RES nº. 39/99, que dispõe sobre as associações de drogas em medicamentos e preparações magistrais que contenham anorexígenos; 

considerando a Resolução n° 273, de 30 de agosto de 1995, do Conselho Federal de Farmácia, que veda ao farmacêutico por tempo indeterminado a formulação de produto magistral contendo associações medicamentosas, que tenham em sua formulação as substâncias: dietilpropiona ou anfepramona, d-fenfluramina, l-fenfluramina, fenproporex, manzidol, quando associadas entre si e/ou a outras substâncias de ação no sistema nervoso central (inclusive as benzodiazepinas) e/ou substâncias de ação no sistema endócrino; 

considerando a Resolução nº 1477, de 11 de julho de 1997, do Conselho Federal de Medicina, que veda aos médicos a prescrição simultânea de drogas tipo anfetaminas, com um ou mais dos seguintes fármacos: benzodiazepínicos, diuréticos, hormônios ou extratos hormonais e laxantes, com finalidade de tratamento da obesidade ou emagrecimento; 

considerando o Consenso Latino-Americano de Obesidade, cuja finalidade é direcionar as recomendações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da obesidade na América Latina; 

considerando o elevado risco sanitário relacionado ao consumo indiscriminado de substâncias psicotrópicas anorexígenas e a necessidade de efetivação de medidas regulatórias que possibilitem o uso seguro de tais substâncias, e 

considerando a necessidade de aprimorar o regime de controle e fiscalização das substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial, constantes das listas do Regulamento Técnico aprovado pela Portaria SVS/MS n.º 344, de 12 de maio de 1998, e suas posteriores atualizações, bem como pela Portaria SVS/MS n. º 6, de 29 de janeiro de 1999; resolve: 

adota a seguinte Resolução da Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação: 

Art.1º A prescrição, o aviamento ou a dispensação de medicamentos ou fórmulas medicamentosas que contenham substâncias psicotrópicas anorexígenas ficam sujeitas à Notificação de Receita “B2”, conforme modelo de talonário instituído nos termos do Anexo I desta Resolução. 

§1º São consideradas substâncias psicotrópicas anorexígenas todas aquelas constantes da lista “B2” e seu adendo, assim elencadas na Portaria SVS/MS nº. 344, de 12 de maio de 1998, e suas atualizações. 

§2º A Notificação de Receita “B2”, de cor azul, impressa às expensas do profissional ou instituição, terá validade de 30 (trinta) dias contados a partir da sua emissão e somente dentro da Unidade Federativa que concedeu a numeração. 

§3º Além do estabelecido nesta Resolução, aplicam-se em relação à Notificação de Receita “B2” todas as disposições vigentes relativas ao preenchimento da Notificação de Receita “B”, assim como a respectiva concessão e entrega e demais competências da autoridade sanitária. 

§4º As substâncias psicotrópicas anorexígenas também ficam sujeitas a todas às exigências estabelecidas na legislação em vigor, relativas a escrituração e Balanços Anuais e Trimestrais, assim como no que se refere à Relação Mensal de Notificações de Receita “B2” – RMNRB2, conforme modelo instituído no Anexo II desta Resolução. 

Art. 2° Cada Notificação de Receita “B2” deve ser utilizada para tratamento igual ou inferior a trinta dias. 

Parágrafo único. Fica vedada a prescrição, a dispensação e o aviamento de medicamentos ou fórmulas medicamentosas que contenham substâncias psicotrópicas anorexígenas com finalidade exclusiva de tratamento da obesidade acima das Doses Diárias Recomendadas (DDR),conforme a seguir especificado: 

I – Femproporex: 50,0 mg/dia; 

II – Fentermina: 60,0 mg/ dia; 

III – Anfepramona: 120,0 mg/dia; 

IV – Mazindol: 3,00 mg/dia. 

Art. 3° Fica vedada a prescrição, a dispensação e o aviamento de fórmulas de dois ou mais medicamentos, seja em preparação separada ou em uma mesma preparação, com finalidade exclusiva de tratamento da obesidade, que contenham substâncias psicotrópicas anorexígenas associadas entre si ou com as seguintes substâncias: 

I -ansiolíticas, antidepressivas, diuréticas, hormônios ou extratos hormonais e laxantes; 

II – simpatolíticas ou parassimpatolíticas. 

Art. 4º Configurada infração por inobservância de preceitos ético-profissionais, o órgão fiscalizador comunicará o fato ao Conselho Regional da jurisdição competente, sem prejuízo das demais cominações penais e administrativas. 

Art. 5° O descumprimento das disposições contidas nesta Resolução constitui infração sanitária, nos termos da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo das responsabilidades civil, administrativa e penal cabíveis. 

Art. 6° Esta Resolução entra em vigor 120 dias após a data de sua publicação. 

DIRCEU RAPOSO DE MELLO

Novas regras para a prescrição e comercialização de medicamentos anorexígenos no Brasil

Desde o dia 3 de janeiro de 2008, entraram em vigor as novas regras para a prescrição e comercialização de medicamentos anorexígenos no Brasil. A resolução (RDC 58) exige nova receita médica, exclusiva para estes moderadores de apetite. Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a receita de cor azul (do tipo B2), a ser utilizada nestes casos, terá validade máxima de 30 dias.
Os medicamentos ou fórmulas com finalidade exclusiva de tratamento da obesidade deverão respeitar a dose máxima diária recomendada conforme a resolução. A dose de medicamentos à base de femproporex, por exemplo, não deverá ultrapassar 50mg/dia.
 
 
Ficam proibidos os medicamentos que contenham substâncias anorexígenas associadas entre si ou com ansiolíticos, antidepressivos, diuréticos, hormônios e laxantes, os famosos compostos incluídos nas "fórumlas mágicas" de emagrecimento em que se emagrece 10 ou até 15kg em um mês de forma totalmente artificial, extremamente prejudicial à saúde e com riscos de distúrbios cardíacos e cerebrovasculares fatais, incidência de depressão grave com risco de suicídio, desencadeamento de crises de mania em pessoas propensas ao transtorno bipolar do humor, irritabilidade, ansiedade, insônia e outros sintomas.
 
 
O descumprimento das novas exigências fica sujeito às sanções da lei 6437/77. A lei estabelece penalidades que chegam até à interdição do estabelecimento e multas que variam entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão. Ao farmacêutico responsável pelo estabelecimento também cabem as sanções do conselho profissional competente.
 

Para saber do conteúdo completo da Resolução, clique a seguir em RDC 58/2007.