Desafio por um Mundo mais Verde e Solidário

A Coolmeia lançou hoje um desafio que gostaríamos muito que você, caro leitor, abraçasse.

ATENÇÃO: ESTA É UMA EXPERIÊNCIA DE INTEGRAÇÃO REAL, E NÃO VIRTUAL.

Boca a BocaA Coolmeia, Ideias em Cooperação é uma iniciativa de base social e ecológica que visa produzir o maior número de benefícios ao maior número de pessoas possível, sem esquecer a sustentabilidade. Como benefícios, entendemos saúde, acesso à água potável, moradia confortável, trabalho e remuneração dignas, consumo consciente de bens e serviços, uso de tecnologias verdes, inclusão social e digital, educação de qualidade, microcréditos, desenvolvimento local, enfim, condições que levem os indivíduos a uma vida plena em harmonia com o ambiente físico e social que os cerca.

Partindo deste pressuposto, precisamos comunicar nossas intenções e trazer para abraçar nossa causa – que certamente é a de muitos – o maior número de pessoas possível. Para tanto, escolhemos (nem tão arbitrariamente assim) o número de 180 mil pessoas como um número de pessoas suficientes para iniciar uma massa crítica, uma rede de indivíduos genuinamente preocupados em melhorar a vida do local onde moram, das condições de trabalho que exercem ou daqueles à sua volta e assim por diante.

O desafio é o seguinte: nas próximas 6 semanas, vamos trazer para a comunidade da Coolmeia 182 mil pessoas (cerca de 0,1% da população do Brasil), dentre nossos amigos, familiares, colegas de trabalho, de Igreja, da academia, de nossa vivência enfim. Um detalhe: NÃO VALE CONVIDAR PELA INTERNET! (com exceção deste texto de apresentação do Desafio)

Eis o Desafio:

Passo 1: Cada pessoa que aceitar o desafio se cadastra na Coolmeia (http://coolmeia.ning.com) e se compromete consigo mesmo a trazer para a Comunidade 3 pessoas do seu círculo de relacionamento. É interessante que esta pessoa seja alguém que já trabalhe com alguma causa social, ecológica ou de cidadania ou que, pelo menos, tenha interesse no assunto. Detalhe: você deve se comprometer a fazer isso em 1 semana a contar de quando você ler este texto.

Passo 2: Ao convidar esta pessoa, você também deve colher dela o compromisso de que ela deve trazer consigo mais 3 pessoas do círculo de relacionamento dela, com as mesmas características acima, ou seja, uma pessoa altruísta, com coração generoso e preocupada com a sociedade ou o ambiente. Detalhe: ela deve se comprometer a trazer 3 pessoas através de contatos reais (pessoas do trabalho, da escola, da Igreja, da Associação de Bairro, da ONG, da família) em uma semana, através de um convite AO VIVO, não por e-mail!

Desta forma, teremos a seguinte evolução (prevista) no número de membros:

Hoje: 250 (09/07/2009 – 13horas e 10minutos)
Fim da Semana 1: 750 (16/07/2009)
Fim da Semana 2: 2250 (23/07/2009)
Fim da Semana 3: 6750 (30/07/2009)
Fim da Semana 4: 20.250 (06/08/2009)
Fim da Semana 5: 60.750 (13/08/2009)
Fim da Semana 6: 182.250 (20/08/2009)

E então? Será que vamos atingir nossa meta em 6 semanas? Vamos testar nossa capacidade de fazer o bem com este desafio simples, o de convidar 3 pessoas a tomarem conhecimento e se cadastrarem na Coolmeia?

Ah! Não precisam ser só 3 pessoas não! Se você quiser convidar 4, 5 ou mais pessoas, fique à vontade! Sua ajuda será ainda maior! Então vamos lá. Vamos transformar 250 em 182.250 pessoas comprometidas até 20 de agosto de 2009 e mostrar que tem muita gente insatisfeita com a política de nosso país, com a exploração de trabalho infantil, com a má-qualidade da educação, da alimentação, com as relações de trabalho, com a desvalorização das minorias. As causas são muitas e estão espalhadas, “cada qual no seu quadrado”. Vamos começar a mudar isso neste círculo de amizade, aprendizado e integração que é a Coolmeia.

Depois de ter convidado e se certificado que pelo menos 3 pessoas convidadas por você aderiram à Coolmeia, aí sim você pode divulgar a rede em seu blog, comunidade do Orkut, lista de e-mails ou através da ferramenta de Convite do Ning . Antes, só no boca-a-boca.

Desafio lançado, agora é contigo! Mão na massa! Ou melhor, boca no ouvido do amigo!

Flutuando

TAZ – Zona Autônoma Temporária – Hakim Bey – A Ânsia de Poder como Desaparecimento (parte VI de VII)

Hakim Bey visualiza a TAZ como uma “tática de desaparecimento”. Em suas palavras:

“Quando os teóricos discursam sobre o desaparecimento do social, eles se referem, em parte, à impossibilidade da “Revolução Social”, e em parte à impossibilidade do “Estado” – o abismo do poder, o fim do discurso do poder. Neste caso, a questão anarquista deveria ser: porque se importar em enfrentar um “poder” que perdeu todo o sentido e se tornou pura Simulação? Tais confrontos resultarão apenas em perigosos e terríveis espasmos de violência dos cretinos cheios de merda na cabeça que herdaram as chaves de todos arsenais e prisões.”

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O gosto do novo: Jackson Franco

Hoje o Eduardo me encaminhou um mail comunicando sobre um novo comentário em um Editorial antigo do Simplicíssimo e lá me deparei com um singelo elogio, feito por um escritor que, até agora, não conhecia.

Como é de praxe, sempre visito quem me visita e comenta, ainda mais quando não conheço. Acabei chegando no blog Literaturagara, onde Jackson Franco, que iniciou seu blog em setembro e publica um novo conto ou miniconto a cada sete dias, aproximadamente, apresenta sua verve literária, muitas vezes com cunho social e, com freqüência, utilizando a morte com fim último de seus personagens.

O escritor recifense me impressionou positivamente com sua literatura crua, mas, como disse em um comentário que por lá deixei, bem cozida. O ato de costurar histórias e personagens não é, em essência, o trabalho do bom escritor?

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A Visão Sistêmica da Vida: Noções de Metabolismo e Rede

Na anteconferência a seguir, Fritjof Capra nos relembra que "sustentabilidade" não se trata de sustentar o crescimento econômico ou a capacidade de competição de uma nação no mercado internacional, mas sim conseguir entender como a Natureza faz para perpetuar a vida.

"A sobrevivência de toda nossa civilização pode depender, em última instância, de nossa habilidade em perceber a totalidade da natureza e a arte de viver com ela em harmonia."

Uma das formas de fazer isso seria utilizando os conhecimentos adquiridos a partir do estudo do metabolismo animal e aplicando tais descobertas em uma ciência social ampla, que replicaria nas relações humanas e sociais os conhecimentos advindos das ciências naturais. O Metabolismo, no âmbito das ciências sociais chama-se "network", ou "rede" ou ainda "teia" em português. O vídeo a seguir é em inglês.

 

Quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005 – Fórum Social Mundial

Sem muito para falar (é bom usar o tempo para agir), algumas fotos do Quinto Fórum Social Mundial em Porto Alegre – 2005.

Todas as cores…

O ilustre Milton Ribeiro e sua amada Cláudia Antonini estavam por lá…

Romanet, Saramago, Galeano…

Quarta-feira, 19 de janeiro de 2005 – Nogueiras fazem bem à saúde

(publicado originalmente na Revista Literária Simplicíssimo)

Estupefacto.

Mortalmente impressionado.

Loucamente decepcionado.

Profundamente deprimido.

Cadavericamente mortificado.

Subitamente confuso.

Fantasticamente assustado.

De queixo caído.

É como me senti ao ficar sabendo do absurdo que aconteceu com os dois irmãos de Alvorada, cidade que faz parte da região metropolitana de Porto Alegre.

William e Cristian Silveira buscavam uma vaga em Engenharia Mecânica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, universidade mais concorrida do estado por sua gratuidade e qualidade.

Atrasados para a realização da prova, resolveram correr para chegar a tempo, antes de fecharem os portões.

Entretanto, no meio do caminho, forma abordados por policiais militares como suspeitos de atividade criminosa.

Alegação da polícia: "Antes de um fato acontecer a gente tem de intervir".

Me questiono: que fato "estaria por acontecer"? Um roubo a banco? Um seqüestro relâmpago? A tomada de Constantinopla?

Será que o fato de os jovens possuirem a pele um pouco mais escura interferiu com a conduta dos policiais militares?

Quem fará recuperar o ano de vida destes dois jovens de Alvorada que nada mais queriam a não ser preparar seu futuro para construir igualmente um futuro melhor para nosso país?

Estamos a poucos dias de um evento chamado Fórum Social Mundial, onde questões de desilgualdade social, econômica e de raça são postas em xeque. Momento oportuno para parar e pensar realmente se somos humanos ou o quê. Às vezes, em situações como a descrita acima, acho que somos "o quê"…

Àqueles que nunca participaram do Fórum Social Mundial, fica o convite:

de 26 a 30 de janeiro de 2005, em Porto Alegre – RS – Brasil , um encontro mundial de cabeças pensantes acerca do ser humano e de seu bem-estar enquanto sociedade nesta Nau Planetária. Chance imperdível de sentir-se integrado aos semelhantes e àqueles com idéias que realmente valem a pena serem ouvidas e debatidas.

O Simplicíssimo estará lá, representado pela figura deste editor que trará as novidades na edição imediatamente seguinte ao Fórum para aqueles que porventura não puderem participar de corpo presente.

Para mostrar que, REALMENTE, Um Outro Mundo é Possível, façamos a nossa parte.

"O espectáculo (da sociedade de consumo) que é a extinção dos limites do eu e do mundo pelo esmagamento do eu que a presença-ausência do mundo assedia, é igualmente a supressão dos limites do verdadeiro e do falso pelo recalcamento de toda a verdade vivida sob a presença real da falsidade que a organização da aparência assegura. Aquele que sofre passivamente a sua sorte quotidianamente estranha é, pois, levado a uma loucura que reage ilusoriamente a essa sorte, ao recorrer a técnicas mágicas. O reconhecimento e o consumo das mercadorias estão no centro desta pseudo-resposta a uma comunicação sem resposta. A necessidade de imitação que o consumidor sente é precisamente uma necessidade infantil, condicionada por todos os aspectos da sua despossessão fundamental."

Guy Debord, em "A Sociedade do Espetáculo"

24 de abril de 2004 – Corrente Contracorrente Concorrente

Esta "corrente" foi retirada do blógue Pequeno Cérebro Pensante, que por sua vez a retirou do blógue do seu irmão, o brainbug:

"1. Pegue o livro mais próximo de você;
2. Abra o livro na página 23;
3. Ache a quinta frase;
4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções."

No meu caso, o livro era "Os Socialismos Utópicos", de Jean-Christian Petitfils, e a sentença foi:

"…especializados no conhecimento das leis astrológicas, sob a…"

Extremamente dadaísta, não concordam?
Não sei não… Não gostei muito desta corrente (brincadeirinha!)…

Vou criar outra, originalíssima:

1. Pegue o primeiro livro que seus olhos encontrarem;
2. Abra o livro na página 47;
3. Selecione da nona à décima terceira frase;
4. Poste o texto em seu blógue junto com estas instruções."

Neste caso, o texto, do mesmo livro acima referido, seria:

"…organização social terão igualmente desaparecido. A morte será apenas "a noite de um belo dia". O homem, conhecendo a verdadeira metafísica, aceitará facilmente o desaparecimento no grande "todo" com o qual se sentirá instintivamente em comunhão profunda. Nada de lágrimas…"

Bem mais trabalhoso mas talvez um pouco mais expressivo e menos "solto no ar". De qualquer forma, uma experiência interessante!

Recomendo!

Quarta-feira, 7 de abril de 2004 – Deus e o Estado

Deus e o Estado (I de inumeráveis)

Comecei finalmente a ler minha pequena biblioteca de livros Anarquistas adquirida ao longo dos últimos anos, até então não mais do que folheada ou parcialmente lida. Decidi iniciar esta investida com o livro "Deus e o Estado" de Mikhail Bakunin. Além de ser o autor um dos maiores expoentes do Anarquismo mundial, serve como um perfeito abre-alas a quem deseja aventurar-se por estas leituras.

Em "Deus e o Estado" Bakunin consegue, com sua perspicaz e lógica argumentação demonstrar lucidamente seu ponto de vista ateu e sua visão de um mundo destituída de um governo de poucos sobre muitos.

Antes de comentar o livro propriamente dito, gostaria de fazer alguns apontamentos, deixando a análise e a proposição de questões para um próximo pôust. Desta feita, começo com uma constatação:

libertydec07.jpg

É interessante pensar como homens com inteligência semelhante no que tange à capacidade de comunicação e pensamento lógico-matemático podem diferir tanto em relação ao seu posicionamento político.

É certo que os estímulos recebidos durante a vida ajudam a determinar a orientação futura do indivíduo (assim como vantagens de uma determinada posição, em alguns casos), mas tenho por certo que, para determinar-se anarquista, ou democrata, ou social-comunista, social-democrata e assim por diante, o indivíduo deve antes ter tomado conhecimento da outras opções disponíveis. Qualquer um que não o fizesse seria um ignóbil naquilo que representa.

É impossível a qualquer ser razoável afirmar com convicção que um grande pensador anarquista como Bakunin é menos brilhante que um socialista como Marx ou um liberal como Adam Smith e Stuart-Mill.

Isto nos deixa em um impasse: como saber qual a melhor forma de vida em sociedade? A conclusão que podemos ter é uma só: através da experiência histórica viva.

Das formas referidas, a predominante chama-se capitalismo globalizado, sob a forma de vários governos (monárquico, republicano, despótico).

A única forma não aplicada na prática em larga escala (Mas sim em pequenas comunidades alternativas e sociedades isoladas uma das outras) é o Anarquismo.

Creio ser essa a forma ideal de convivência entre humanos, enquanto teoria ( como tentarei demonstrar através das palavras de grandes pensadores nos próximos anos) mas sou crítico quanto a sua possibilidade prática nos dias de hoje.

Precisamos evoluir muito para quem sabe um dia podermos viver livres de tantas amarras.

PS: ainda não cabe aqui a discussão sobre se o contrário não seria verdade: a implantação do sistema anarquista (existe isso???) levando à melhor qualidade de vida da humanidade.

Sempre é bom lembrar e nunca é demais ressaltar: acima de qualquer crença, uma das maiores virtudes que se pode ter é o respeito à crença alheia. Agora podem me malhar, mas com carinho, por favor!

PS: não se preocupem que este blógue não vai virar um reduto de propaganda comunista, anarquista ou o que quer que o valha! De forma alguma! Ocasionalmente estarei aqui postando observações sobre minhas leituras que, nos próximos meses, como antes anunciado, girará em torno de livros de cunho anarquista. Não deixarei, de toda forma, de postar sobre assuntos diversos, com toda certeza!

O capitalismo não é um lugar

    "Quando se focaliza a oposição nas manifestações mais recentes do capitalismo (por exemplo, a reestruturação, o mercado global, as organizações de livre comércio, o poder controlado pelas corporações multinacionais), isso significa que um ataque ao verdadeiro coração do sistema capitalista está sendo esquecido ou ignorado. O capitalismo não é um lugar ("centros financeiros") ou uma coisa ("corporações multinacionais"), ele é uma relação social baseada no trabalho assalariado e na troca de mercadoria, de onde o lucro é derivado do roubo do trabalho não pago efetuado pelo capital."

 

Trecho retirado do livro "Urgência das Ruas – Black Block, Reclaim The Streets e os dias da Ação Global, organizado por Ned Ludd, publicado pela Conrad

 

Nanomacacos no Sótão

Nanomacacos no Sótão – o início

 

Nanomacacos no Sótão

        Existem tantos memes criados para divulgar assuntos tolos (porém divertidos, confesso, muitas vezes) mas são poucos destinados a divulgar Blogs inteligentes, que tenham algo de realmente bom a dizer e contribuir para o desenvolvimento humano, intelectual, social e ecologicamente falando.

 

         Foi nesse sentido que criei o Nanomacacos no Sótão. Um dia depois da idéia ter “baixado” em mim, comentei com o amigo Marcus Oliveira, que prontamente a abraçou e me ajudou a escolher o título. No rápido brainstorm realizado pelo MSN, surgiu o nome “macacos no sótão”, que rapidamente foi modificado para “Nanomacacos no Sótão”, uma alusão ao mesmo tempo à animalidade residente e resistente em cada um de nossos “processadores centrais”(daí o termo Sótão, metáfora para cérebro ou, popularmente, cachola) e também ao futuro tecnológico que nos espera e se espalha de forma rápida, subversiva e intensa, como as agora reais nanopartículas que já fizeram parte da ficção científica.

         Este meme, diferente dos convencionais, em que se indica um número “n” de participantes, terá seu funcionamento gerido por regras um pouco diferentes. Será o primeiro “meme genealógico” já criado. Funcionará assim:

         Começo por indicar 2 (necessariamente 2, e somente 2) blogs com conteúdo parcial ou totalmente focado em desenvolvimento humano, responsabilidade social, espírito profundamente artístico e cultural ou com legítimas preocupações ecológicas e/ou políticas. Será fornecido o Selo Nanomacacos no Sótão, para ser anexado ao blog de forma permanente, na barra lateral ou somente no post que indicará os novos “agraciados” com a comenda.

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