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Nosso futuro
abr 21

Todas as nossas ações refletem no mundo em que vivemos

By Rafael Reinehr | Medictando

Nossos pés deixam pegadas na areia do tempo. Se estivermos no caminho

errado, muitos nos seguirão, desviando-se do que é correto. Quando

pensamos que uma ação é só por aquele momento e esquecemos que ela

deixa um rastro atrás de si, não estamos sendo responsáveis.

Todas as nossas ações afetam os seres humanos, dando-lhes alívio ou

tristeza. Podemos fortalecê-los ou não. Podemos causar ferimentos ou curas.

Podemos gerar conflitos ou resolvê-los. Podemos criar cataclismas ou algo

nobre para a sociedade.” – B.K.Jagdish

 

Hoje, vamos viajar um pouco: vamos falar de futuros desejados…

 

Para criar uma “Nova Economia”, vamos precisar de uma boa dose de

utopia: precisamos promover o Despertar. Quando falo em “Despertar“, me

refiro não a um acordar biológico tão somente, e também não uso o termo

como um fenômeno puramente místico mas, mais ainda, a um fenômeno

que abraça em si as necessárias mudanças biológicas, espirituais e sociais

necessárias a uma Reforma do Pensamento.

Esta Reforma do Pensamento, que começa com uma Reforma da Percepção

e passa por uma Reforma do Julgamento, é o sentido último que

precisamos buscar. Tenho forte convicção de que as mudanças que urgem

passam por este processo que, em última instância, deverá modificar a

forma com que percebemos, julgamos, pensamos e, finalmente, agimos.

Entretanto, e agora me dobro a evidências empíricas, nem sempre é através

da palavra – leitura, discurso, palestra, aula, seminários e cursos – que se

consegue promover o “Despertar“. Muitas vezes, precisamos da prática, da

ação, do exemplo como ferramenta para que a mudança ocorra.

Hoje, infelizmente, ainda precisamos ser violentados, maltratados,

desrespeitados, perder o emprego, ter nossa honra machucada ou

precisamos ser retirados de nossa “zona de conforto” para perceber que

alguma coisa está muito errada no mundo aí fora. Os sinais da degeneração

da qualidade de vida estão cada vez mais salientes e, apesar do crescimento

do consumo de bens materiais, pouquíssimas vezes conseguimos escutar a

palavra felicidade. E esta, por incrível que possa parecer a este ser humano

individualista, capitalista e competidor que é a regra hoje em dia, é mais

ouvida em ambientes onde a confraternização, a socialização e a

cooperação estão presentes. Paradoxal? Nem tanto, quando lemos alguns

estudos científicos ¹ a respeito.

Pois é deste fluxo de que todos devemos tratar: o fluxo contínuo de linguagear,

emocionar e conversar – para utilizar os neologismos criados por Humberto

Maturana – em direção a um porvir mais voltado para o social do que para o

individual, que tenda à cooperação entre as pessoas e o ambiente. Por

incrível que pareça, você não precisará abrir mão de seu conforto para isso.

Se estivermos abertos e dispostos, aprenderemos juntos como seguir este caminho. O primeiro passo está dado. Agora me dê sua mão e vamos caminhar juntos.

 

– Utopia […] ella está en el horizonte. Me acerco dos pasos, ella se aleja dos

pasos. Camino diez pasos y el horizonte se corre diez pasos más allá. Por

mucho que yo camine, nunca la alcanzaré. Para que sirve la utopia? Para eso

sirve: para caminar.” – Francesco Berri

 

Referências:

1. O Dinheiro como empecilho ao senso de comunidade – Alternativas para

um mundo sem dinheiro: http://reinehr.org/sociedade/saude-dasociedade/

o-dinheiro-como-empecilho-ao-senso-de-comunidadealternativas-

para-um-mundo-sem-dinheiro

Reflorestamento
abr 27

Gente Legal Conectada com Gente Legal

By Rafael Reinehr | Boas Novas

Há muito tempo atrás eu me questionava: porque afinal de contas, com tanta informação à nossa disposição, ainda assim cometíamos erros banais e insistíamos nos mesmos erros de sempre?
 
A resposta a essa pergunta não é simples e não é uma só.
 
Um dos motivos pelos quais isso acontece é justamente pela SOBRECARGA DE INFORMAÇÃO. Somos atacados de todos os lados por milhares de fontes de dados buscando cada uma sua sobrevivência em nossa consciência. Aparentemente, temos condições limitadas de lidar com este influxo de dados e pouco do que recebemos realmente é internalizado e assimilado pelos seres humanos em suas vidas práticas.
 
Muitos sabemos o quanto um animal sofre durante sua criação e abate para nos alimentar, mas poucos adaptam suas vidas para interromper este ciclo. Muitos conseguem perceber a amplitude das escolhas energéticas que fazem, mas poucos de fato abrem mão do ar condicionado no carro ou no local de trabalho, ou pelo menos falham em reduzir sua utilização.
 
Bem, isto posto: temos um primeiro problema, a sobrecarga de informação, que nos leva a um segundo motivo pelo qual seguimos insistindo nos mesmos erros: um sistema perceptivo avariado.
 
Vivemos em uma época em que não nos é dado tempo para aprender tampouco para explicar. A velocidade assustadora de todas as coisas imprime em cada um de nós – como regra geral – uma mensagem de que precisamos “ler” tudo superficialmente para que possamos assimilar mais, e mais, e mais, e mais coisas…
 
Na verdade, estamos assimilando cada vez menos, e menos, e menos, e menos… Como exemplo, publiquei há alguns dias em meu blog a oferta de enviar gratuitamente alguns DVDs que adquiri do filme Earthlings (Terráqueos) e expliquei no texto que, para receber os DVDs, bastava acessar um link e informar o e-mail. Entretanto, um leitor do blog deixou um comentário dizendo:
 
Gostaria de receber os tres DVDs, qual seria o procedimento?
 
Ou seja, a leitura foi feita com tanta desatenção que acabou por prejudicar o leitor, que não chegou onde queria e, de certa forma, também me prejudicou, pois tive que utilizar do meu tempo para lhe explicar, novamente, sobre como proceder.
 
É importante perceber que me refiro aqui não somente em relação a “leituras” que fazemos de textos escritos, mas de conversas com amigos, professores, programas de tevê e até de anúncios publicitários.
 
O que urge, é uma espécie de Reforma da Percepção, que leve a uma Reforma do Pensamento e, finalmente, à Reforma das Atitudes de que tanto precisamos.
 
E o caminho que sugerimos? Aprendizado e aperfeiçoamento constantes, compartilhamento do que aprendemos com as pessoas que estão à nossa volta, quer seja ativamente ou através do exemplo e prática diária das mudanças que vamos assimilando, aos poucos, uma a uma.
 
Como disse o Denis Russo Burgieman em seu artigo da Vida Simples deste mês, “Não espere que a solução para os problemas do mundo venha dos governos ou das grandes empresas. Ela virá de gente legal conectada com mais gente legal conectada com mais gente legal.”
 
É isso aí Denis. A conclusão a que você chegou ao citar o Re:Vision (um projeto que visa construir coletivamente um quarteirão sustentável em Dallas, no Texas) aplica-se perfeitamente à Coolmeia. Foi assim que ela foi idealizada: como um quanta no espaço e no tempo, uma miríade de TAZes, de Zonas Autônomas Temporárias em que pessoas legais, conectadas com outras pessoas legais conectadas com mais pessoas legais conseguissem, juntas, encontrar as soluções e praticar as ações que de fato mudassem desde já o mundo em que vivemos.
 
Você sente que é por aí também? Então junte-se a nós! Temos muito trabalho a fazer!

Reflorestamento

set 14

Onde estão a vida, o conhecimento e a sabedoria?

By Rafael Reinehr | Quase Filosofia

Onde está a vida que perdemos quando vivos?
Onde está o conhecimento que perdemos com a informação?
Onde está a sabedoria que perdemos com o conhecimento?

(Eliot – Coros de "A Rocha")

O trecho acima de T.S. Eliot sintetiza em 3 versos um dos grandes problemas da contemporaneidade: o desaparecimento da intuição e da sensibilidade característica dos animais e dos indígenas antigos. A tecnologia, idealizada para reduzir o trabalho do homem, deixando-o livre para viver sua vida acabou por escravizá-lo. Máquinas tomam o lugar do humano, criando desempregos e subemprego. Gadgets e novas tecnologias fazem o homem aumentar as horas trabalhadas em busca de status e bens materiais cada vez mais "modernos". A quantidade diária de informação à qual somos inevitavelmente submetidos já não acrescenta, mas subtrai conhecimento, já que não há foco. E será que o acúmulo de conhecimento tem nos feito mais sábios ou apenas tem sido utilizado para que alguns consigam mais facilmente subjugar aqueles que não têm acesso ao mesmo?

São reflexões pertinentes para o tempo em que vivemos. E Eliot mesmo complementa, em The dry salvages:

vivemos a experiência mas perdemos o significado
e a proximidade do significado restaura a experiência
sob forma diversa, além de qualquer significado. Como já se disse
a experiência vivida e revivida no significado
não é a experiência de uma vida apenas
mas a de muitas gerações – não esquecendo
algo que provavelmente será de todo inefável…

recem-casados
abr 23

Casamento, Lua-de-Mel, Natal e Fernando de Noronha

By Rafael Reinehr | Brasil

 

Os últimos dias da minha vida foram muito intensos. No último dia 12 de abril, Carol e eu celebramos nosso casamento, em Santa Maria, com a presença de familiares e muitos de nossos mais queridos amigos.

 

Foi uma cerimônia muito simples, intimista e emocionante, criada por mim e pela Carol. Não havia padre, não havia juiz, nenhum tipo de ritual religioso tampouco civil. Apenas nosso desejo de união, nossos convidados e padrinhos como testemunhas e um cerimonialista, o amigo Serginho, narrando a história de nossas vidas.

 

As imagens deste casamento ainda não estão comigo, pois o fotógrafo e já amigo Patrício Orozco Contreras as estará editando para criação do álbum em breve. Também estou curioso para ver o resultado da filmagem da celebração e ainda a TV Casamento, uma série de depoimentos em vídeo colhidos pelo amigo Antônio Candia dos convidados.

 

Logo depois do casamento, partimos Carol e eu para nossa lua-de-mel, passada maravilhosamente em Natal e Fernando de Noronha. As fotos a seguir serão um pequeno resumo do que fizemos e vivemos nos últimos dias. Foram mais de 500 fotos, em cima e embaixo da água, além de algumas filmagens subaquáticas durante alguns dos vários mergulhos no maravilhoso mar de Fernando de Noronha.

Veja as fotos a seguir e deixe seu comentário.

 

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ago 12

02/05/2003 – #021 – Gimme the night, e-zine o escambau!

By Rafael Reinehr | Editoriais

Às vezes me pego a pensar: porque tudo isto? Porque essa necessidade de comunicação, de criação literária que me incita a juntar combinações de palavras e deixá-las registradas no que eu chamo de Éter Universal? Em tempos tão fugidios, onde o contato pessoal acaba ficando um pouco "de lado" em relação a contatos "virtuais". Essa ânsia de escrever, já reparei, não é só minha. Proliferam-se centenas de centenas de e-zines, blogs e outras formas de expressão literária (ou visual) na Internet (que tornou essa forma de expressão acessível a qualquer um que tenha próximo de si um computador conectado à Grande Teia). Pessoas com desejo de expressar seus sentimentos e opiniões, os "Críticos da Ordem Vigente" são milhões. Alguns com maior outros com menor qualidade, todos com o mesmo intuito: serem ouvidos. Continue lendo