A chegada no Rio foi tranqüila. Depois de um vôo calmo entre Criciúma e Florianópolis e outro mais calmo ainda entre Floripa e o Rio, fomos, meu colega Manoel Fernandes e eu, levados até nosso hotel, o Windsor Barra, na Barra da Tijuca.
Logo após sairmos do Galeão, duas coisas chamaram minha atenção: os bolsões de pobreza que se destacavam em meio às belezas naturais como a floresta da Tijuca ao fundo e o calibre das armas dos policiais espalhados pelos bifurcamentos do caminho. Suas metralhadoras (ou submetralhadoras, perguntem aos especialistas) em punho levam ao incauto visitante oriundo de pacatas cidades do interior imaginar um clima de guerra constante.
A Natureza na tarde de hoje está meio tímida, já que nuvens e finos pingos de chuva insistem em esconder o sol e o azul do céu, guardando em aura de mistério o Rio de Janeiro que cantam os poetas.
Após desfazer as malas no esplendoroso hotel, fomos à beira do mar comer alguns camarões ao alho e óleo acompanhado de uma cervejinha enquanto as marolas logo ali embalavam quatro atletas concentrados em seu vôlei de praia. Um bom bate-papo, a falta de compromissos e de relógio completaram o clima de leveza desta tarde de sexta-feira. Vejamos o que nos espera a primeira noite.
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Rafael Reinehr é médico endocrinologista, mas seus olhos vasculham o horizonte em busca de soluções para criar um Mundo Melhor através de iniciativas como a Coolmeia, Ideias em Cooperação.
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