Posts made in abril, 2004



Posted By on abr 26, 2004

Para quem gosta de MPB

Se você gosta de choro, chorinho, samba, MPB e o escambau, tem que conhecer dois sítios: o Sovaco de Cobra e o site do Instituto Moreira Salles.

O primeiro, mantido pelo digníssimo Zé Carlos, sumidade em MPB, é um “must see” para quem gosta de músicas dos gêneros citados. O segundo é o site oficial do IMS, que desde anteontem está disponibilizando para quem se cadastrar mais de 13.000 músicas gravadas originalmente em 78rpm entre 1902 e 1964 (ano do fim das gravações em 78rpm no Brasil).

Maiores informações nos línques acima.

PS “nada a ver com a história”: incrível como a tal “corrente” se propagou pela internet! De cada 2 blógues que visito pelo menos 1 tem a dita cuja publicada! Êta praga!

PS2: estou pensando em organizar um “Chat” entre os leitores que visitam este blógue. Seria um bate-papo rápido (tipo 15 minutos, meia hora ou coisa assim) em data e horário a combinar. A ferramenta do Chat já está instalada ali beeeeem embaixo da página, é só combinar o “momentum idealis”. Aguardo sugestões de datas e horários dos interessados em realizar um bate-papo ao vivo e trocar idéias…

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Posted By on abr 24, 2004

Corrente Contracorrente Concorrente

Esta “corrente” foi retirada do blógue Pequeno Cérebro Pensante, que por sua vez a retirou do blógue do seu irmão, o brainbug:

“1. Pegue o livro mais próximo de você;

2. Abra o livro na página 23;

3. Ache a quinta frase;

4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções.”

No meu caso, o livro era “Os Socialismos Utópicos”, de Jean-Christian Petitfils, e a sentença foi:

“…especializados no conhecimento das leis astrológicas, sob a…”

Extremamente dadaísta, não concordam?

Não sei não… Não gostei muito desta corrente (brincadeirinha!)…

Vou criar outra, originalíssima:

1. Pegue o primeiro livro que seus olhos encontrarem;

2. Abra o livro na página 47;

3. Selecione da nona à décima terceira frase;

4. Poste o texto em seu blógue junto com estas instruções.”

Neste caso, o texto, do mesmo livro acima referido, seria:

“…organização social terão igualmente desaparecido. A morte será apenas “a noite de um belo dia”. O homem, conhecendo a verdadeira metafísica, aceitará facilmente o desaparecimento no grande “todo” com o qual se sentirá instintivamente em comunhão profunda. Nada de lágrimas…”

Bem mais trabalhoso mas talvez um pouco mais expressivo e menos “solto no ar”. De qualquer forma, uma experiência interessante!

Recomendo!

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Posted By on abr 20, 2004

Google, Altavista, Cadê?, MSN Explorer, Radar UOL e outros Oráculos da Pós-Modernidade

Uma das coisas que gosto de fazer em meu blógue é visitar as estatísticas fornecidas pelo Bravenet  e seguir os línques ali demonstrados em “Referrers”. Assim, acabo conhecendo novas pessoas que não deixaram comentários ou mesmo, o que é muitíssimo interessante, descobrindo como pessoas me acharam através das ferramentas de busca, dos “Oráculos” da modernidade, por exemplo.

Desta forma descobri que, no Google, se procurares por “nao cobrar consulta cobrar fratura medicina brasileira”, meu blógue aparece direto no primeiro lugar. Ao digitar a simples palavra “escrever”, o Escrever Por Escrever aparece em quinto e em nono lugares e, ao colocarmos “escrever por escrever”, obviamente aparece em primeiro lugar, sendo que em segundo lugar aparece o Simplicíssimo, site literário que também edito. Veja só outros exemplos interessantes e a colocação deste blógue nas ferramentas de busca:

“o que esta por tras da criação de identidade brasileira” em 12º no Altavista 

“PAPEL DE CARTA PARA IMPRIMIR e mandar por correio” em 5º MSN Busca

“Como escrever” em 8º no Cadê? 

“que mensagem escrever no convite de casamento?” em 4º no MSN Busca

“antonela em santo antonio da patrulha” em primeiro e segundo lugares no Cadê?

“historia “os 40 anos da ditadura militar”” em 9º e 10º no Google

“livro de olavo de carvalho para download” em 2º no Cadê?

“opinião contraria ao sistema de cotas nas universidades” em 11º no Radar UOL

“resumo do livro “A maldição do silêncio”” em 1º como única opção no Google

“ginástica olimpica ( o que e, pra que serve, como usamos)” em 1º e 6º no Google

“canções treinamento físico militar” em 3º no Google, só perdendo para a página oficial do Exército

“planos de treinamento para perder peso e pegar condicionamento” em 10º no Cadê?

“malinowski a vida sexual dos selvagens resenha” em 2º no Google…

…e por aí vai! Quem não tem uma destas ferramentas estatísticas, deveria pensar em obter uma! É diversão garantida!

Claro, amigos cientistas adeptos do “rigor” científico, sei que em boa parte das frases existe um claro viés de publicação, referenciando os línques aquilo que realmente encontra-se no meu sítio mas, em outros casos isso não acontece!

Não encontro explicação para “resumo do livro “A maldição do silêncio” constar em 1ºlugar no Google! Nunca escrevi sobre este livro. Escrevi, sim, a palavra resumo, que deve ter sido a responsável por trazer o incauto Google-peregrinador ao Escrever Por Escrever.

E assim, segue o baile e segue a vida!

Alguém aí com palavras-chaves interessantes nas ferramentas de busca que levaram aos seus blógues? Alguém aí sugere algumas para ver onde o Escrever Por Escrever se localiza hoje e daqui a duas e quatro semanas…

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campo de arroz amarelo.jpg

Tenho notado um fenômeno estranho nestes últimos meses, especialmente nas últimas semanas: vários blogueiros do meu círculo de amizades tem desistido de seus blógues, alegando cansaço, esgotamento de idéias, falta de tempo…

Aperceberam-se, como acontece com todos nós, depois do ímpeto fulguroso inicial, que encanta e nos torna um apaixonado pela Blogosfera que deixamos um pouco de lado nossas vidas reais e dedicamos cada vez mais tempo a este mundo hipertextual e virtual.

Vamos nos afundando em um mar de ilusões: alguns em busca do sucesso (querem atingir o topo dos blógues mais acessados ou ter dezenas ou centenas de comentários em cada pôust); outros realizando psicoterapia aberta, chorando suas mágoas e seus problemas em público; outros ainda querem tão somente ter “um lugar para guardar e/ou mostrar seus escritos, suas idéias; outros querem revolucionar, criar seitas e seguidores, propagandear, colocar fogo…

Não importa onde nos incluamos nestas ou em outras categorias de blogueiro, todas intercambiáveis e sem limites precisos, o certo é que participamos de um fenômeno particular a este começo de milênio que nem Nostradamus havia previsto: o da globalização do conhecimento e do direito à comunicação.

Com a Internet e suas possibilidades (e me desculpem se estou repetindo o que é senso comum), qualquer um de nós pode, a cada instante e quase instantaneamente, tomar conhecimento do que acontece em virtualmente quase qualquer canto habitado do planeta e comunicar-se com aquele habitante.

Esta facilidade foi progressivamente se tornando mais e mais acessível, culminando no fim da década de 90 e de forma mais significativa no começo do presente século com aquilo que chamamos de blog, weblog ou blógue, como prefiro.

O blógue, espécie de site (ou sítio) revisitado, surgiu como uma forma gratuita e de fácil edição (significando acesso mesmo a pessoas com parco conhecimento de informática), ganhando rapidamente adeptos em todos cantos do planeta.

A rápida explosão e o surgimento de milhares de blógues novos a cada dia, por que não dizer a cada hora, constitui o “Fenômeno Blógue”, que no ano passado foi responsável pelo surgimento de mais de 5 milhões de blógues nos 8 principais provedores. Entretando, em uma pesquisa realizada pelo Perseus Institute (http://www.perseus.com) , 2,72 milhões estão praticamente abandonados, sem atualizações. 1,09 milhões foram criados e alimentados com informações apenas no dia de sua criação, 1,63 milhões foi abandonado após 126 dias de atualizações e 132.000 não foram atalizados após 1 ano ou mais. Só 13,6 mil foram retomados de pois de abandonados. Na mesma pesquisa, o Instituto verificou que os homens são mais propensos a abandorarem seus blógues (46,4% contra 40,7% das mulheres). Outro achado curioso foi o fato de que apenas 106,5 mil blógues eram atualizados pelo menos 1 vez por semana e menos de 50 mil atualizados diariamente.

Mesmo com estes dados, o número de novos blógues criados ainda supera em muito os abandonados, levando a capacidade dos provedores do serviço para o beleléu, já que os ganhos com publicidade foram ultrapassados pela rapidez de crescimento do fenômeno que teve de ter suas rédeas encurtadas.

Hoje, a maioria dos provedores, como era de se esperar, limitaram em muito o tamanho máximo dos blógues gratuitos e até mesmo do serviço pago, já que muitos previamente ofereciam hospedagem de imagens como fotografias, que rapidamente aumentam o tamanho dos arquivos hospedados.

Como tudo que sobe um dia desce (dizem…), depois da ascensão de uma grande nação inevitavelmente vem a sua queda, zênite e nadir, passamos neste momento por um período de “mortes controladas”: assim como no corpo humano, em que as células realizam sua morte de forma programada (apoptose) a fim de possibilitar o surgimento de células novas e revigoradas em seu lugar, vários blogueiros, alguns acompanhando o fenômeno desde o princípio, outros mais novatos, estão desistindo de manter seus blógues.

Será esta tendência um anúncio preliminar funesto do fim do Fenômeno? Serão apenas falsos sinais de fumaça a indicar uma expectativa errônea? Será que o aspecto individual, eminentemente depressivo e cinzento de alguns blogueiros, para os quais o eletrochoque seria a solução definitiva o responsável pelo que estávamos a discutir? Ou será que ler o livro de Haim Grumspum sobre resiliência os manteria na ativa?

Creio eu que muita água ainda vai rolar até que que a solução definitiva a esta questão se fixe. De qualquer forma, as respostas não serei eu a dar…

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Algo que vemos pode nos parecer assim:

arvore1.jpg

Assim:

arvore2.jpg

Ou assim,

arvore3.jpg

dependendo do nosso humor, de nossos estímulos prévios, do tempo que dispomos, do estresse que estamos sofrendo, das dores ou dos amores.

Considere-se este pôust como uma introdução ao próximo, no qual vou explicar o que estou querendo dizer…

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