Posts made in agosto, 2004


Na semana retrasada, ao seguir com o projeto “Dízimo Solidário – Não Seja 100, seja 110%” (ver dia 01/07/2004) quando fui levar uma doação à Escola Antônio Francisco Lisbôa, em Santa Maria – RS, acabei conhecendo um grupo de pessoas incríveis.

A Escola Antônio Francisco Lisbôa consegue, com parca renda oriunda do governo e esparsas e ocasionais doações da comunidade manter um ótimo atendimento a crianças, jovens e adultos com necessidades especiais. Isso se deve, mais do que ao dinheiro que entra para manter a instiruição ao extremo carinho, atenção e disposição fornecidos pelos funcionários e pelos voluntários que lá trabalham.

Nesta minha última visita à instituição, acabei por conhecer a Oficina de Artesanato e a boa parte de seus integrantes.

Na Oficina são feitos bordados, vasos, trablhos com cerâmica, madeira, colagens e bricolagens em geral. Olhem só algumas das belezas feitas pelo pessoal de lá:

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Todos objetos são vendidos em pequenas feiras e a renda reverte em material para o grupo manter suas atividades.

Todos no grupo são muito ativos e tem uma capacidade única e singular. Trabalham cada um a seu tempo e conforme sua disposição, mas sempre com muita concentração.

Olha só a patota toda metendo a mão na massa:

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Roberto e Sheila

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Bina

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Elisiane

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Heitor

E olha só aí embaixo quem faz esta turma toda trabalhar com afinco e entusiasmo: a Val e a Sabrina!

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E você? O que está fazendo para fazer deste seu mundo um lugar melhor?

Junte-se à Val e à Sabrina nesta empreitada! Seu coração vai agradecer!

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A irmandade chavista


Posted By on ago 25, 2004

Sessenta e oito intelectuais e artistas brasileiros assinaram o manifesto “Se fosse venezuelano, eu votaria em Chávez”.

Há quem critique esta onda de manifestos que têm surgido ultimamente condenando guerras, repudiando associações com a ALCA, etc.

O argumento principal de quem faz tal crítica é um só: tais manifestos seriam absolutamente tendenciosos, buscariam agradar ideais particulares, rejeitando outros possíveis manifestos moralmente válidos mas que contrariam em parte suas convicções.

Ora, pois… Já que sugere então tal atitude, parta à batalha!

Críticas vazias não promovem ações, digníssimo amigo.

Talvez angariem cartas, e-mails e comentários, mas não movem o mundo.

Se te preocupas sobre a influência dos intelectuais e artistas na permanência de Chávez, e és contra, organiza-te e luta contra.

Do contrário, permanecerás um eterno idiota

Se eu fosse venezuelano votaria com os brasileiros

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Menção Honrosa!

Menção Honrosa!


Posted By on ago 24, 2004

Hoje recebi meu primeiro prêmio em Fotografia: foi uma Menção Honrosa na categoria Preto & Branco Amador do Concurso Fotográfico Cidade de Santa Maria.

É um concurso nacional de fotografia e, neste ano, houveram mais de 400 participantes. A Menção Honrosa, algo que podemos interpretar como um quarto lugar é, do meu ponto de vista, uma grande conquista para quem começou a tirar fotos em fevereiro deste ano, depois de mais de um ano estudando fotografia somente através das revistas que comprava, sem ter acesso algum a qualquer máquina fotográfica!

A cerimônia de entrega do Certificado foi na Câmara de Vereadores de Santa Maria. Olha a figura contente aí embaixo!



(agradeço ao Jefferson que me enviou esta foto e ao seu filho que foi quem a tirou. Muito obrigado!)

Agora, é só treinar o olho e o coração que no ano que vem tem mais! Quem sabe não mordo um terceiro lugar então?

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Ayrton Senna, o banal


Posted By on ago 18, 2004

O Brasil é ruim. Poderia ser pior.

Um “diz que me disse” disse que Frank Williams dissera recentemente que Ayrton Senna sonhava em se eleger presidente da República.

Mesmo sem reler velhas entrevistas de Senna, cheguei à conclusão de que a idéia me pareceu bastante boa.

Ayrton era uma pessoa com uma inteligência espacial bastante boa (vide seu sucesso nas pistas) assim como mantinha uma boa nota no que diz respeito a seus relacionamentos interpessoais (Xuxa, Adriane Galisteu). Parecia ser bom em matemática (acumulou milhões) e também era um cara espiritualizado.

Em vida, preocupou-se com a caridade e, depois de sua morte, sua família criou o Instituto Ayrton Senna, o que certamente lhe faria (fez? faz?) feliz.

Na forma de governo mais duradoura que se tem conhecimento, o da antiga China Imperial, os governadores das províncias eram escolhidos baseados em múltiplas provas que levavam em conta o conhecimento político regional, a argumentação lógica, o arco-e-flecha e, pasmem, a habilidade em música, em tocar um instrumento musical. Quem se saísse melhor na média de todos estes quesitos era considerado o melhor homem a governar determinada província.

Creio que, retirando-se o preconceito de gênero, esta seria ainda hoje uma forma válida para escolher um bom governante. Deveríamos encontrar uma pessoa que harmoniosamente equilibrasse bons níveis de inteligência lógico-matemática, pictórica, musical, intrapessoal, interpessoal, espacial, lingüística, corporal-cinestésica, naturalista e espiritual (aproveitando a Teoria das Inteligências Múltiplas de Howard Gardner) e, ao invés de um sufrágio universal “democrático” enviesado pela “distorção de informação” (J. Habermas) a que são expostos os movimentadores deste processo (nós, o povo) creio que uma espécie de “concurso público” para todos cargos executivos e legislativos seria uma saída alternativa ao péssimo sistema que hoje temos para escolher as incógnitas que irão nos governar.

Que tal, você aí que está me lendo agora, indo a aulas de balé, lendo “A Inteligência Emocional” do David Goleman e a revista Vida Simples, voltando a jogar bola e correr, treinando tricô, estudando teatro, preocupando-se com o meio-ambiente e com a busca de respostas aos problemas ecológicos que hoje vivemos, etc., tudo isso para se preparar para um novo concurso daqui a 4 ou 5 anos para conseguir um cargo público com uma boa renda mensal (que até há bem pouco tempo tinha seus vencimentos aumentados por ocupantes do cargo que agora você pleiteia)? Chance para todos! Existiriam cursos para formar “seres humanos completos” (?)! Durante toda sua vida, a cada 4 a 5 anos um novo concurso e uma nova chance (e você fica melhor em boa parte dos quesitos à medida em que envelhece e ganha experiência! – talvez não no cinestésico-corporal e no espacial) de ajudar seu país a melhorar!

Li em um artigo da Veja que a Ediouro publicou um panfleto de George Bernard Shaw entitulado “Socialismo para Milionários”. Nele, o dramaturgo propõe que os milionários não devem doar seu dinheiro à caridade, pois o mesmo produz um efeito maléfico ao tirar do governo a obrigação de cumprir sua função.

Ao mesmo tempo em que isto parece ser verdade, me parece que, somente por esta justificativa (desobrigar o governo a cumprir sua função), não deveríamos nos abster de um ato legítimo – auxiliar a outrem a subir nos degraus da vida.

Caro leitor milionário, de classe “média” ou pobre de “marré de si”, escute esta recomendação: chega de dar esmolas. Dê tudo de si, sempre e em todos os momentos e circunstâncias.

Não pense apenas em ganhar dinheiro.

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