Monthly Archives: agosto 2004

ago 08

Brasil, cúmplice de um crime

By Rafael Reinehr | Uncategorized

Este blog surgiu em resposta a um convite que recebi so site Simplicíssimo para manter uma coluna semanal em suas renomadas e refinadas páginas. Tal honra não fui capaz de negar e hoje mantenho por lá uma coluna chamada “Veja só quem está falando!”

Inauguro este meu novo espaço com meu primeiro texto enviado para a coluna acima referida.

Qualquer semelhança com textos e pessoas reais publicados em revistas semanais de grande circulação é mera coincidência. Ou não.

Brasil, cúmplice de um crime

Decidi iniciar nossa conversa analisando a viagem de nosso presidente Lula à África. Começo, pois: Sudão: um relatório divulgado por observadores da União Africana na região de Darfur, no oeste do Sudão, revela que civis foram acorrentados e queimados vivos durante um ataque de milicianos árabes no começo do mês de julho.

Conforme o documento, o ataque ocorreu quando a milícia Janjaweed invadiu um vilarejo, saqueou o mercado e matou dezenas de civis.

Em reunião da União Africana na capital da Etiópia, Adis Abeba, decidiu-se por enviar uma missão de paz de grande escala ao Sudão para desarmar os militantes e proteger os civis.

Aparentemente, os Estados Unidos estão se importando com a situação, que qualificaram até de “genocídio”. E pensar que esta mesma nação é responsável por boa parte dos “genocídios” e mortes civis no século XX e entrada do século XXI. Só que, no seu caso, encontram nomes como “Tempestade no Deserto” e “Guerra contra o Terror” para substituir o termo que ora usam “nos olhos dos outros”.

Eu bem que poderia agora começar a falar do presidente Lula e sua visita ao Gabão, torcendo que a visita diplomática ao país africano fosse, com jogos de palavras, confundida com minha concordância com o estado atual das coisas no Sudão, mas isso não seria muito correto.

Também poderia dizer que boa parte das informações que tenho foram catadas de última hora do Google para montar este texto, mas isso seria uma verdade dura demais para meus leitores. Poderiam deixar de me respeitar.

Assim, prefiro terminar em ritmo de samba (ou maracatu) este artigo inaugural, porque, para variar, não tenho muita coisa a dizer!

ago 05

10.000 visitas

By Rafael Reinehr | Uncategorized

Uma das coisas mais cafonas que existem na blogosfera é comemorar 100 visitas, mil visitas, 10.000 visitas, 100.000 visitas, etc.

Se alguém aqui tem que comemorar é o Inagaki, com suas mais de 800 visitas diárias (10.000 em pouco mais de 12 dias), é a Alê Félix, com quase 3000 (10.000 em 3 dias e pouco) e o Abrupto, com mais de 4000 visitas diárias (10.000 em menos de 3 dias).

Existem várias explicações para que eles tenham tamanho “sucesso de audiência”.

A primeira é a qualidade de seus escritos.

A segunda é o tempo que já estão na rede.

A terceira é um ótimo marketing pessoal.

A quarta é a quantidade de línques em outros sites e blógues ou citações como essa que estou fazendo.

A quinta, pode ser, em alguns casos, o uso de ferramentas para aumentar contagens como banner exchangers etc.

Há algum tempo, quando comecei minhas incursões bloguísticas achava que era importante ter zilhões de acessos e milhares de comentários em meus pôusts.

Isso mudou.

Hoje, tenho plena convicção de que, o que realmente vale, é que, se eu tiver 5 ou 5000 leitores por dia, que aquelas pessoas estejam acessando o Escrever Por Escrever porque realmente sentem afinidade com minhas idéias e tenham desejo de interagir. Trocar experiências. Já escrevi isto aqui antes: de nada adianta um comentário do tipo “Oi td bom? Entra no meu blog blz?”. Não acrescentou nada e ocupou um rico espaço virtual sem gerar informação ou estínulo algum (exceto talvez desprezo por minha parte).

Assim, por aqui sentir-se bem em passear por minhas palavras, comentando ou não, seja bem-vindo. Acessos oriundos do Google ou de outros sites de busca procurando por “canções militares de TFM” ou qualquer outra maluquice gerada pelas ferramentas de busca são geralmente efêmeras.

Vamos valorizar a qualidade dos textos e dos comentários, e não sua quantidade.

Vamos utilizar este espaço com o devido respeito que ele merece.

Hoje, não vou apagar 10.000 velinhas, mas acender uma para que minhas preces sejam ouvidas…

ago 03

Pedindo pizza em 2009

By Rafael Reinehr | Uncategorized

Não costumo fazer “Copy & Paste” de textos de outrem aqui, mas recebi este texto por e-mail através de En:Fwd:etc e, como trata-se de um assunto de extrema relevância (como vamos pedir pizza daqui a cinco anos) que resolvi fazê-lo. O autor é Anônimo ( o e-mail não informava e não encontrei no Google a autoria). Me lembrei do filme Gataka. E logo em seguida, toda uma corrente de pensamento sobre a bioética no futuro, ou, no caso do texto a seguir, da “Ética da Informação” no futuro. Vou escrever sobre isso…

Bem, aí vai o texto:

O futuro já chegou. Como será que iremos pedir uma

pizza daqui há algum tempo?

– Telefonista: Pizza Hot, boa noite!

– Cliente: Boa noite, quero encomendar

pizzas…

– Telefonista: Pode me dar o seu NIDN?

-Cliente: Sim, o meu número de identificação

nacional

é 6102-1993-8456-54632107.

Telefonista: Obrigada, Sr.Lacerda. Seu

endereço é Av.

Paes de Barros, 1988 ap. 52 B, e o número de seu

telefone é

5494-2366,

certo? O telefone do seu escritório da Lincoln

Seguros é o 5745-2302

e

o seu celular é 9266-2566.

– Cliente: Como você conseguiu essas

informações todas?

– Telefonista: Nós estamos ligados em rede ao

Grande Sistema

Central.

– Cliente: Ah, sim, é verdade! Eu queria encomendar

duas pizzas, uma quatro queijos e outra

calabresa…

– Telefonista: Talvez não seja uma boa idéia…

– Cliente: O quê?

– Telefonista: Consta na sua ficha médica que

o Sr.

sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol

muito alta. Além

disso,

o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas

perigosas para a sua

saúde.

– Cliente: É, você tem razão! O que você

sugere?

– Telefonista: Por que que o Sr. não

experimenta a

nossa pizza Superlight, com tofu e rabanetes? O

Sr. vai adorar!

– Cliente: Como é que você sabe que vou adorar?

– Telefonista: O Sr. consultou o

site “Recettes Gourmandes au

Soja”

da Biblioteca Municipal, dia 15 de janeiro, às 14:27h,

onde permaneceu

ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha

sugestão…

– Cliente: OK, está bem! Mande-me duas pizzas

tamanho família!

– Telefonista: É a escolha certa para o Sr.,

sua esposa e seus 4

filhos, pode ter certeza.

– Cliente: Quanto é?

-Telefonista: São R$49,99.

– Cliente: Você quer o número do meu cartão de

crédito?

– Telefonista: Lamento, mas o Sr. vai ter que

pagar

em dinheiro. O limite do seu cartão de crédito

já foi ultrapassado.

– Cliente: Tudo bem, eu posso ir ao Multibanco

sacar dinheiro

antes que chegue a pizza.

– Telefonista: Duvido que consiga, o Sr. está com o

saldo negativo no banco.

– Cliente: Meta-se com a sua vida! Mande-me as

pizzas

que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?

– Telefonista: Estamos um pouco atrasados,

serão

entregues em 45 minutos. Se o Sr. estiver com

muita pressa pode vir

buscá-las, se bem que transportar duas pizzas na moto

não é aconselhável,

além de

ser perigoso…

– Cliente: Mas que história é essa, como é que

você

sabe que eu vou de moto?

– Telefonista: Peço desculpas, mas reparei

aqui que o

Sr. não pagou as últimas prestações do carro e

ele foi penhorado.

Mas

a sua moto está paga, e então pensei que fosse

utilizá-la.

– Cliente: @#%/§@&?#>§/%#!!!!!!!!!!!!!

– Telefonista: Gostaria de pedir ao Sr. para

não me

insultar… não se esqueça de que o Sr. já foi

condenado em julho de

2006 por desacato em público a um Agente

Regional.

– Cliente: (Silêncio)

– Telefonista: Mais alguma coisa?

– Cliente: Não, é só isso… não, espere…

não se

esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na

promoção.

– Telefonista: Senhor, o regulamento da nossa

promoção, conforme

citado no artigo 3095423/12, nos proíbe de vender

bebidas com açúcar a

pessoas diabéticas…

– Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou me

atirar pela janela!!!!!

– Telefonista: E machucar o joelho? O Sr. mora

no andar térreo!