Posts made in setembro, 2004


Eu sei que havia prometido escrever aqui sobre o Código Da Vinci neste pôust, mas é que acreditei que poderia fazer minha resenha até ontem e, de fato não consegui. Já hoje é uma data muito especial e tenho que reservar este espaço para dividir com meus 4 (já foram 5) leitores algo que é de profunda importância na minha vida.

Hoje minha amada Carol completa 23 anos. Enquanto escrevo estas palavras, minha libriana preferida que detesta minhas demoradas incursões internéticas em função de flashblogs (no passado), do Simplicíssimo e deste Escrever Por Escrever encontra-se deitada embaixo das cobertas, logo aqui atrás de mim…

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Hoje vai ser um dia especial e, mesmo sabendo que ficaremos afastados um do outro praticamente o dia inteiro, dedico este pôust a você minha amada, e quero que saiba que, mesmo nos momentos em que fisicamente não estou com você estou sempre aí contigo em pensamento e em desejo de estar.

Sabes, amor meu da minha vida, meu Amorzinho, minha Companheirinha de sempre e para tudo o quanto gosto de ti e como é sincero meu desejo de permanecer contigo para toda a nossa eternidade.

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PS: hoje à noite te recito a poesia que pediste que fizesse para ti. Te amo!

Do seu,

Rafinha.

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Indefesa comilança


Posted By on set 27, 2004

Um dos momentos em que nós, seres humanos, estamos mais desprotegidos é aquele em que acabamos de ter servido em nossa mesa o prato que havíamos solicitado no restaurante.

Pois, é justamente naquela hora em que os olhos estão voltados para a refeição que antecipamos em imaginação nos minutos que antecederam, que os odores primeiros que se desprendem do manjar percorrem os caminhos das narinas, que as glândulas salivares iniciam ferozmente seu trabalho e as mãos ansiosas se dirigem aos talheres ou se entrecruzam esperando as palavras últimas do garçom que sinalizam o começo do regozijo:

– Mais alguma coisa?

É aí, justamente aí que nossos sentidos se despreendem de tudo o mais que não diz respeito àquela esperada refeição. O ambiente à nossa volta – mesmo que por vagos instantes – deixa de ter significado ou importância.

Em pouco tempo, a rotina de olhares em volta pode novamente retomar seu lugar, tão cedo quanto imediatamente após a primeira prova do alimento escolhido, motivo principal de nossa indefesa.

Próximo pôust: Martelando no Código Da Vinci

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Percebem que as pessoas não sentem mais o gosto da comida?

Que quero dizer com isso? Que está todo mundo tomado por uma epidemia de glossite leprosa e perdeu a sensibilidade do paladar? Ou que, por causas desconhecidas como em “Ensaio Sobre a Cegueira” do Saramago exista uma espécie de “falta de percepção” do mundo em que vivemos?

Fico com a segunda opção.

Ultimamente ando escrevendo muito sobre esta “falta de percepção” que aflige a contemporaneidade.

Estamos todos em um “mar de fúria”, insanas fogueiras, chuvas ácidas e tiros metralhantes sem que possamos realmente reagir ou, pior, fingimos que não é conosco.

Falo mesmo das coisas mais simples, como uma janta em família. Enquanto um filho está comendo rápido para poder ir jogar videogame, outro já sai dizendo que vai comer na rua com os amigos, enquanto o pai dos guris está a assistir o Jornal Nacional (quando está em casa) e a mãe como pensando na merda de vida que tem e como deixou ficar assim…

Claro que as generalizações são sempre perigosas e sei que não é assim em todo canto.

Mas o que há de se concordar é que o mundo está andando MUITO RÁPIDO ultimamente.

Não conseguimos aproveitá-lo. Não conseguimos sentí-lo. Ele passa como um vendedor de algodões-doces surdo do outro lado da rua congestionada no centro de uma cidade grande.

É por isso que cada um de nós que, ao se aperceber disso, não pode ficar parado. temos que fazer alguma coisa para mostrar, iniciando por aqueles que estão do nosso lado, nossos familiares, amigos, colegas de trabalho e depois para todos aqueles a quem nossa voz puder chegar que existe saída para este mundo louco e ela começa buscando um retorno à Simplicidade.

Ferramentas como a Internet são fantásticas mas ao mesmo tempo alienantes.

Como escreveu minha amiga Evelise na edição de número 2 do Simplicíssimo:

“O que me aborrece profundamente são assuntos como globalização, “chats”, namoro virtual, superespecialização, individualização. Socorro! Ora… foda-se tudo isso! Será que alguém consegue enxergar??? Todos nós estamos vivendo uma crise de carência afetiva crônica!”

E continua:

“Pessoas cada vez menos se vêem, e quando eu falo ver, estou falando a respeito de encontros mesmo; se abraçam menos, sorriem menos, se beijam menos. Por mais que isto lhe pareça piegas, me entristecem estes fatos. Que fim levaram os encontros diários de amigos com todos aqueles abraços? Onde estão aquelas discussões fervorosas, com direito a tapas na mesa? Até mesmo os trabalhos acadêmicos em grupo… antes animados com lanches e fofocas? Todos estão mais entocados dentro de casa, mais egoístas, mais EU e menos NÓS, trocando mensagens quando estritamente necessário, vivendo nas células vitais de seus aptos.”

Leiam o texto completo que vale a pena.

Quero fazer coro ao apelo da Evelise e de tantas pessoas que pensam e que ando lendo nestes últimos tempos. Poderia citar Fritjof Capra, Edgar Morin, Hazel Henderson, Jeremy Rifkin, o próprio José Saramago e a lista se estende por linhas a fio.

Assim, quero e preciso de ajuda: começemos a incitar esta visão, a da necessidade da “Redução de Velocidade do Mundo“.

Para tanto, lá vou eu com mais uma Campanha:

“Viva uma Vida frugal, retorne à Simplicidade e aumente o Alto-astral!”

Isso mesmo! Agora só falta criar um banner para a Campanha! Se você tem criatividade e afinidade com mídia de criação digital, ponha as mãos à obra e encaminhe uma sugestão de logomarca/banner para a Campanha. Se não, desenha em papel, escaneia e manda assim mesmo!

E, mais importante que isso, que essa busca antroposófica para uma nova realidade aqui neste meio virtual é a propagação boca-a-boca em nossa casa, escola, trabalho…

Seja por que motivo for, alguma coisa de bom temos que fazer nesta Terra que nos acolhe.

Vamos juntos?

(publicado originalmente na edição de 15/09/2004 do Simplicíssimo, com adaptações)

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Cinco Marias


Posted By on set 13, 2004

Enterrar o próprio marido é sempre uma grande emoção. Principalmente num dia chuvoso e com as quatro filhas olhando…

Maria Quitéria tinha quatro filhas moças: Maria Antônia, Maria Júlia, Maria Cristina e Maria Solange, a primogênita.

Desde que se mudaram de Santa Maria para Piraporinha do Bem-Te-Vi, no meio da Campanha, a vida da família Boitempo havia ido para as cucuias.

Seu Bonifácio, ex-funcionário da extinta R.F.F.S.A. havia sido transferido para São Miguel oito anos antes, e mesmo com o fim da empresa que lhe sustentava decidiu que era lá que iria fincar sua bandeira.

E assim foi: apesar das dificuldades do começo, seu Bonifácio conseguiu fazer seu pequeno armazém se destacar entre as vendas do lugarejo e, em pouco tempo, já era um dos mais respeitados comerciantes da região.

É claro que tamanho sucesso nunca vem só: chamou a atenção de algumas espertas e serelepes “senhoras” da vizinhança, que passaram a gastar boa parte de suas tardes na venda do “Seu Bona”, como era conhecido.

Por um tempo, Maria Quitéria fez vista grossa e agiu como se nada estivesse acontecendo. Um belo dia, ao entrar no bolicho, chegou a ver Dona Gertrudes, viúva do falecido Anastácio pular no pescoço de seu marido e lhe roubar uma bitoca. Fez que não viu, mas engoliu a saliva amarga como fel.

O tempo passou, as meninas cresceram. Maria Solange já havia casado e morava em uma casinha construída atrás da casa dos pais. Foi então que os problemas realmente começaram.

Bonifácio, que já há alguns anos havia ficado adepto de um ou dois copinhos de pinga, já não mais chegava em casa sóbrio.

A gota d’água aconteceu em uma noite de outono: Maria Quitéria ainda não havia chegado do encontro de senhoras no clube local, Maria Júlia e Maria Cristina estavam na casa da irmã mais velha, nos fundos do terreno e Maria Antônia, com 15 anos na ocasião, estava no banho. Bonifácio chegou em casa com as bochechas rosadas – mistura das duas garrafas de vinho e do frio que se insinuava – e, ao ouvir o barulho de água caindo do chuveiro, foi direto ao banheiro, esperando achar por lá sua esposa a se banhar.

Ao lá chegar deu de cara com sua filha mais moça – assustada e nua – e, embriagado como poucos, não se intimidou e foi logo agarrando a menina, que tentava afastar o pai a tapas e gritos.

Minutos depois, quando Quitéria chegou, encontrou Bonifácio deitado na cama, roncando tranqüilamente com sua barriga para cima, pernas para fora da cama, ferrado no sono. Não imaginava o que houvera acontecido até entrar no banheiro. No canto, encolhida até os joelhos quase adentrarem o tórax, Maria Antônia jazia, em um misto de soluços e gemidos baixos, sentada em uma poça de sangue.

O breve olhar que sua filha lhe dirigiu antes de desabar em choro compulsivo foi o suficiente para Quitéria dirigir-se até a cozinha e selecionar sua mais afiada faca.

Adentrou o quarto do outrora feliz casal e consumou um fato que tinha a impressão devia ter praticado há tempos.

Ao sentir o frio metal invadir sua carne, Bonifácio só teve tempo de arregalar seus já esbugalhados e vermelhos olhos. Morreu estrebuchando qual porco carneado. Não conseguiu nem entender o que estava lhe acontecendo.

Assim que Bonifácio exalou seu derradeiro suspiro, Júlia, Cristina e Solange irromperam no quarto de Quitéria e se depararam com a mãe ajoelhada, imóvel, observando o corpo igualmente inerte, entretanto sem vida, de seu pai.

Por algum motivo, não houve espanto nem tampouco comoção. A serenidade naquele quarto era assombrosa. Só faltava resolver mais uma coisa. Com o corpo ainda quente.

Enterrar o próprio marido é sempre uma grande emoção. Principalmente num dia chuvoso e com as quatro filhas olhando.

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24 coisas q vc naum pode morrer sem saber…

01 – O nome completo do Pato Donald é Donald Fauntleroy Duck.

02 – Em 1997, as linhas aéreas americanas economizaram US$ 40.000 eliminando

uma azeitona de cada salada.

03 – Uma girafa pode limpar suas próprias orelhas com a língua.

04 – Milhões de árvores no mundo são plantadas acidentalmente por esquilos

que enterram nozes e não lembram onde eles as esconderam.

05 – Comer uma maçã é mais eficiente que tomar café para se manter acordado.

06 – As formigas se espreguiçam pela manhã quando acordam.

07 – As escovas de dente azuis são mais usadas que as vermelhas.

08 – O porco é o único animal que se queima com o sol além do homem.

09 – Ninguém consegue lamber o próprio cotovelo, é impossível tocá-lo com a

própria língua.

10 – Só um alimento não se deteriora: o mel.

11 – Os golfinhos dormem com um olho aberto.

12 – Um terço de todo o sorvete vendido no mundo é de baunilha.

13 – As unhas da mão crescem aproximadamente quatro vezes mais rápido que as

unhas do pé.

14 – O olho do avestruz é maior do que seu cérebro.

15 – Os destros vivem, em média, nove anos mais que os canhotos.

16 – O “quack” de um pato não produz eco, e ninguém sabe porquê.

17 – O músculo mais potente do corpo humano é a língua.

18 – É impossível espirrar com os olhos abertos.

19 – “J” é a única letra que não aparece na tabela periódica.

20 – Uma gota de óleo torna 25 litros de água imprópria para o consumo.

21 – Os chimpanzés e os golfinhos são os únicos animais capazes de se

reconhecer na frente de um espelho.

22 – Rir durante o dia faz com que você durma melhor à noite.

23 – 40% dos telespectadores do Jornal Nacional dão boa-noite ao William

Bonner no final.

24 – Aproximadamente 70 % das pessoas que lêem este texto, tentam lamber o cotovelo !!!

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Você sabia?

Que em Mercúrio a duração de 1 dia é equivalente a 176 dias terrestres e a duração de um ano é de 88 dias terrestres?

E que a temperatura varia de 180 º C negativos a 430 º C positivos?

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José J. Veiga, sobre a MORTE: “Do lado de lá ficamos expostos aos ventos do desconhecido. Exatamente como do lado de cá.”

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