Posts made in dezembro, 2006


Nanoresenha # 001 – NR001

Spencer Johnson – Quem mexeu no meu queijo?

 

            Narra uma parábola em que 2 ratos e 2 homenzinhos encontram-se em um Labirinto cujo objetivo é saciar-se com Queijo. Um rato representa uma pessoa que facilmente percebe as mudanças, outro alguém que está sempre pronto a se mover e partir para a ação; um homenzinho é aquela pessoa que resiste fortemente à mudança, temendo que ela leve a algo pior e outro homenzinho é aquele que aprende a se adaptar a tempo, quando percebe que a mudança leva a algo melhor. O Labirinto representa o mundo em que se vive, o meio de trabalho, nossa casa, o ambiente à nossa volta. O Queijo representa nosso maior objetivo – felicidade, ou aquilo que para nós a representa: um relacionamento amoroso fantástico, sucesso no trabalho, paz de espírito…

            Em suma, a parábola ensina que devemos perceber quando as pequenas mudanças começam, para estarmos mais preparados para a grande mudança que pode ocorrer. Ensina que devemos simplificar a vida, ser flexível, no movermos rapidamente e não nos confundirmos com crenças assustadoras, que inibem nosso movimento. Algumas frases:

            “O caminho mais rápido para mudar é rir de sua própria insensatez – então você pode se libertar e seguir rapidamente em frente”.

            “O maior obstáculo à mudança está dentro de você mesmo, e nada melhora até você mudar”.

            “Sempre há um Novo Queijo em algum lugar, mesmo que você não saiba disso na ocasião. Esse Queijo é a recompensa quando se vence o medo e se passa a gostar da aventura”.

            É um livro que, em linguagem simples, incita a encarar a mudança como algo positivo e partir de imediato à luta quando algo ocorre de forma inesperada. Ensina também a ter um pouco de precaução, nos estimulando a perceber antes as pequenas mudanças que acontecem no nosso meio de trabalho, familiar ou amoroso, antes que uma “grande mudança” nos pegue de surpresa. Leitura leve e agradável, toma cerca de 1 a 2 horas. Lido em 13/DEZ/2006.

 

Editora Record – 49ª edição – 2005 – Tradução de Maria Clara de Biase

 

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            Ler é gostoso. Ler faz bem para o corpo e para o espírito, para a mente e para o coração. Ler é viajar, é conhecer, é aprender.

            Amo ler desde meus 3 anos, quando efetivamente aprendi a ler. Tenho na memória algumas lembranças daquela época, em que me concentrava em ler placas de carros e logo depois, classificados de jornal. Claro, as revistas em quadrinhos vieram logo depois.

            Sempre li tudo que caía nas minhas mãos, desde livros e revistas (inclusive as famigeradas Nova e Cláudia, que aos 11 anos me introduziram a uma técnica chamada CAT (Coital Assisted Technique), que prometia a você e sua (seu) parceira (o) uma chegada simultânea ao orgasmo) até bilhetes de passagem, receitas de bolo, bolinhos e bolões e até avisos fúnebres.

            Minha sede de leitura nunca teve tamanho. Lembro que, na sexta série, devorei 67 livros da Biblioteca do colégio durante o ano letivo. Ninguém precisava me pedir para estudar. Prestava atenção na aula e, podiam até querer insinuar que eu fosse CDF, mas aquilo garantia que eu não precisasse estudar nada em casa o que me deixava mais tempo livre para brincar. Muito tempo livre!

            Só reduzi minha leitura de livros variados durante a faculdade, onde acabei me concentrado na leitura dos livros técnicos que a faculdade de Medicina exigia. Mesmo assim, não deixei de fazer minhas aulas de inglês, aulas de alemão, aulas de guitarra (lia partituras e tablaturas) e também meus “cursos 2” de introdução à filosofia, cursos de antropologia de culturas urbanas (com professor Ruben Oliven) e de história da Medicina (com Moacyr Scliar e Ivan Isquierdo). Claro que li romances, mas em muito menor número do que estava acostumado.

            Foi nessa época, da faculdade, que começou a surgir – e a ficar forte – a vontade de escrever. Desde criança, tive minhas experiências como editor. Editei um fanzine chamado “Nuclear Trash”, que não saiu do esboço. Depois, já na faculdade, veio o Joe Volume, nome estapafúrdio que me veio em sonho. O Joe Volume, impresso numa HP caseira, acabou dando origem ao fanzine Simplicíssimo – nome que deriva de Simplicissimus, jornal de humor político alemão do meio do século XIX. O Simplicíssimo acabou virando um e-zine, alguns meses depois um website que já completou quatro anos em 2006 e é acessado por dezenas de milhares de pessoas todos os meses.

            No último ano da faculdade, acabei entrando em um concurso literário. A história é engraçada, e eu tenho que registrar: estava almoçando na casa da minha mãe, no centro de Porto Alegre e ao sentar no sofá após o almoço vi um anúncio de um concurso nacional de poesias, organizado pela Editora Shan. Era um Domingo, e para concorrer, era preciso que eu enviasse 5 poesias até o dia seguinte. Fui para casa com a idéia de participar do concurso na cabeça. Cheguei no meu apartamento e fui procurar as poesias que já tinha feito, a maior parte delas na época do segundo grau, quando tínhamos nossa banda “Fuckers on Duty” e um grupo de amigos que se auto-entitulavam “Os Sete”. Aquela poesias fediam! Que coisa mais horrível aquele acento adolescente! Dei risada de mim mesmo, e achei graça de ter escrito aquilo. Foi bom revisitar meus escritos de anos antes. Mas não servia. Com aquilo, não ganharia nem uma jujuba chupada.

            Naquele momento, uma urgência fisiológica me chamou. Resolvi pegar um caderno e fui para a privada, resolver minhas necessidades, enquanto pensava sobre o que escrever. De repente, não mais que de repente: EUREKA! É isso! Vou escrever sobre o ato de evacuar! E surgiu o meu primeiro poema “adulto”: “Pensamentos Privados”

            Escrevi todo ele enquanto fazia “o serviço de limpeza interna”. Quando me levantei, na empolgação, escrevi os outros quatro poemas, escutando Terrorvision e Stereophonics, em seus singles que tinha recentemente trazido da minha viagem à Inglaterra. Pronto! Missão cumprida! Cinco poemas em questão de uma hora. Já posso participar. O que aconteceu? Bem, meus 5 poemas foram selecionados, de um universo de mais de 3.000 poesias e estão publicados na Antologia Poética 1999 da Editora Shan. Não acreditei. Será que eles entenderam o real sentido daquela primeira poesia, “Pensamentos Privados”? Unbelievable!

            É, são tantas histórias… Desde lá, tantos livros lidos, alguns com calma, de forma intermitente, outros devorados em 2, 3, 4 horas de leitura incessante… Hoje sinto falta de um registro dos livros que li, quando e onde os adquiri ou ganhei, quando os li, das impressões que tive… Como dizem que nunca é tarde para começar, vou tratar de, a partir de hoje, anotar na capa dos livros a data e o local em que comprei os livros e também tratar de deixar uma impressão, mesmo que breve, aqui no reinehr.org. Assim, quando quiser recorrer à minha “memória eletrônica”, vou ter uma bela forma de recordar estes momentos.

 

            Começo já, com livros adquiridos na semana passada. Os primeiros, “Bartleby, o escrivão”, de Herman Melville e “O círculo de giz caucasiano”, de Bertold Brecht, comprei dia 4/DEZ/2006, da Conrad Editora; No mesmo dia, adquiri os livros “Farabeuf”, do escritor mexicano Salvador Elizondo (dica do amigo Marcelo Barbão), “Uma temporada no Inferno”, de Arthur Rimbaud e “Esboço para uma Teoria das Emoções”, de Jean-paul Sartre. Ontem, dia 13/DEZ/2006, adquiri o livro “Quem mexeu no meu queijo”, de Spencer Johnson, que comecei a ler ontem à noite (até que o sono me agarrou) e terminei hoje pela manhã, no intervalo das consultas.

            Quando conseguir fazer uma pausa, pretendo fazer um inventário dos livros que tenho em casa. Muitos se perderam, estão emprestados, na casa de minha avó ou espalhados mundo afora.
Esse, não terei pudor em “esquecer”. Entretanto, se por sorte voltarem a cair em minhas mãos, os incluirei no inventário.

            Uma última observação, antes que me esqueça: tenho um “desejo de organização” muito grande. Ele pode ser observado pela minha intenção de padronizar certas coisas que faço como, por exemplo, dois parágrafos acima:

– o nome dos livros em negrito

– o nome dos autores em negrito e itálico

– a data de aquisição, no padrão dia/mês abreviado com 3 letras/ano com 4 dígitos

            Essa padronização, desejaria eu, que se repetisse em minhas outras anotações. O padrão, entretanto, é algo que mais idealizo do que consigo fazer na prática. Quando vejo, já mudei involuntariamente minha programação e depois, automaticamente, sinto-me mal. Sei que esta forma de “querer agir” pode parecer um tanto quanto obsessiva mas ela é tão somente teórica pois, na prática, sou Caos.

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            Ler é gostoso. Ler faz bem para o corpo e para o espírito, para a mente e para o coração. Ler é viajar, é conhecer, é aprender.

            Amo ler desde meus 3 anos, quando efetivamente aprendi a ler. Tenho na memória algumas lembranças daquela época, em que me concentrava em ler placas de carros e logo depois, classificados de jornal. Claro, as revistas em quadrinhos vieram logo depois.

            Sempre li tudo que caía nas minhas mãos, desde livros e revistas (inclusive as famigeradas Nova e Cláudia, que aos 11 anos me introduziram a uma técnica chamada CAT (Coital Assisted Technique), que prometia a você e sua (seu) parceira (o) uma chegada simultânea ao orgasmo) até bilhetes de passagem, receitas de bolo, bolinhos e bolões e até avisos fúnebres.

            Minha sede de leitura nunca teve tamanho. Lembro que, na sexta série, devorei 67 livros da Biblioteca do colégio durante o ano letivo. Ninguém precisava me pedir para estudar. Prestava atenção na aula e, podiam até querer insinuar que eu fosse CDF, mas aquilo garantia que eu não precisasse estudar nada em casa o que me deixava mais tempo livre para brincar. Muito tempo livre!

            Só reduzi minha leitura de livros variados durante a faculdade, onde acabei me concentrado na leitura dos livros técnicos que a faculdade de Medicina exigia. Mesmo assim, não deixei de fazer minhas aulas de inglês, aulas de alemão, aulas de guitarra (lia partituras e tablaturas) e também meus “cursos 2” de introdução à filosofia, cursos de antropologia de culturas urbanas (com professor Ruben Oliven) e de história da Medicina (com Moacyr Scliar e Ivan Isquierdo). Claro que li romances, mas em muito menor número do que estava acostumado.

            Foi nessa época, da faculdade, que começou a surgir – e a ficar forte – a vontade de escrever. Desde criança, tive minhas experiências como editor. Editei um fanzine chamado “Nuclear Trash”, que não saiu do esboço. Depois, já na faculdade, veio o Joe Volume, nome estapafúrdio que me veio em sonho. O Joe Volume, impresso numa HP caseira, acabou dando origem ao fanzine Simplicíssimo – nome que deriva de Simplicissimus, jornal de humor político alemão do meio do século XIX. O Simplicíssimo acabou virando um e-zine, alguns meses depois um website que já completou quatro anos em 2006 e é acessado por dezenas de milhares de pessoas todos os meses.

            No último ano da faculdade, acabei entrando em um concurso literário. A história é engraçada, e eu tenho que registrar: estava almoçando na casa da minha mãe, no centro de Porto Alegre e ao sentar no sofá após o almoço vi um anúncio de um concurso nacional de poesias, organizado pela Editora Shan. Era um Domingo, e para concorrer, era preciso que eu enviasse 5 poesias até o dia seguinte. Fui para casa com a idéia de participar do concurso na cabeça. Cheguei no meu apartamento e fui procurar as poesias que já tinha feito, a maior parte delas na época do segundo grau, quando tínhamos nossa banda “Fuckers on Duty” e um grupo de amigos que se auto-entitulavam “Os Sete”. Aquela poesias fediam! Que coisa mais horrível aquele acento adolescente! Dei risada de mim mesmo, e achei graça de ter escrito aquilo. Foi bom revisitar meus escritos de anos antes. Mas não servia. Com aquilo, não ganharia nem uma jujuba chupada.

            Naquele momento, uma urgência fisiológica me chamou. Resolvi pegar um caderno e fui para a privada, resolver minhas necessidades, enquanto pensava sobre o que escrever. De repente, não mais que de repente: EUREKA! É isso! Vou escrever sobre o ato de evacuar! E surgiu o meu primeiro poema “adulto”: “Pensamentos Privados”

            Escrevi todo ele enquanto fazia “o serviço de limpeza interna”. Quando me levantei, na empolgação, escrevi os outros quatro poemas, escutando Terrorvision e Stereophonics, em seus singles que tinha recentemente trazido da minha viagem à Inglaterra. Pronto! Missão cumprida! Cinco poemas em questão de uma hora. Já posso participar. O que aconteceu? Bem, meus 5 poemas foram selecionados, de um universo de mais de 3.000 poesias e estão publicados na Antologia Poética 1999 da Editora Shan. Não acreditei. Será que eles entenderam o real sentido daquela primeira poesia, “Pensamentos Privados”? Unbelievable!

            É, são tantas histórias… Desde lá, tantos livros lidos, alguns com calma, de forma intermitente, outros devorados em 2, 3, 4 horas de leitura incessante… Hoje sinto falta de um registro dos livros que li, quando e onde os adquiri ou ganhei, quando os li, das impressões que tive… Como dizem que nunca é tarde para começar, vou tratar de, a partir de hoje, anotar na capa dos livros a data e o local em que comprei os livros e também tratar de deixar uma impressão, mesmo que breve, aqui no reinehr.org. Assim, quando quiser recorrer à minha “memória eletrônica”, vou ter uma bela forma de recordar estes momentos.

 

            Começo já, com livros adquiridos na semana passada. Os primeiros, “Bartleby, o escrivão”, de Herman Melville e “O círculo de giz caucasiano”, de Bertold Brecht, comprei dia 4/DEZ/2006, da Conrad Editora; No mesmo dia, adquiri os livros “Farabeuf”, do escritor mexicano Salvador Elizondo (dica do amigo Marcelo Barbão), “Uma temporada no Inferno”, de Arthur Rimbaud e “Esboço para uma Teoria das Emoções”, de Jean-paul Sartre. Ontem, dia 13/DEZ/2006, adquiri o livro “Quem mexeu no meu queijo”, de Spencer Johnson, que comecei a ler ontem à noite (até que o sono me agarrou) e terminei hoje pela manhã, no intervalo das consultas.

            Quando conseguir fazer uma pausa, pretendo fazer um inventário dos livros que tenho em casa. Muitos se perderam, estão emprestados, na casa de minha avó ou espalhados mundo afora. Esse, não terei pudor em “esquecer”. Entretanto, se por sorte voltarem a cair em minhas mãos, os incluirei no inventário.

            Uma última observação, antes que me esqueça: tenho um “desejo de organização” muito grande. Ele pode ser observado pela minha intenção de padronizar certas coisas que faço como, por exemplo, dois parágrafos acima:

– o nome dos livros em negrito

– o nome dos autores em negrito e itálico

– a data de aquisição, no padrão dia/mês abreviado com 3 letras/ano com 4 dígitos

            Essa padronização, desejaria eu, que se repetisse em minhas outras anotações. O padrão, entretanto, é algo que mais idealizo do que consigo fazer na prática. Quando vejo, já mudei involuntariamente minha programação e depois, automaticamente, sinto-me mal. Sei que esta forma de “querer agir” pode parecer um tanto quanto obsessiva mas ela é tão somente teórica pois, na prática, sou Caos.

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    DIA 40 – 08/12/2006

Café – torrada com pão integral, 1 fatia de queijo muzzarela, 1 fatia de chester e um pouquinho de margarina light com café preto e adoçante
Almoço – 1 cenoura, 1 tomate, 3 folhas de alface, 1 filé de peito de frango grelhado
Lanche – 1 bala de goma sabor laranja
Lanche 2 – torrada com pão integral, 1 fatia de queijo, 1 de chester com sprite zero
Janta – 1 torrada com pão integral sete grãos umedecido com gotas molho shoyu, pingos de catchup e mostarda, salsa verde picada, orégano, 2 fatias de queijo, 1 peito de filé de frango com sal, pimenta e cebola assado no forno elétrico; tomei sprite zero
Ceia – sprite zero

Hoje, me pesei novamente: 84,9kg. Com isso perdi 11,8kg em 40 dias. É verdade que hoje usei outra balança para pesar, me pesei de bermuda em vez de calça e com pés descalços. Desta forma, o peso aferido foi bem menor do que há dois dias atrás. De todo modo, me dou como extremamente satisfeito com o aprendizado que tive nos últimos 40 dias. Mesmo sendo médico endocrinologista e, sabendo, na teoria, que as orientações que damos a nossos pacientes surtem efeito, quando seguidas, foi bom fazer este exercício prático e comprovar, no meu próprio corpo, o que um pouco de determinação e respeito aos objetivos e metas pode fazer.

Como minha meta foi atingida MUITO antes do prazo estabelecido previamente (90 dias), termino hoje meu diário de apontamentos alimentares. A partir de agora estarei gradualmente liberando meus cuidados alimentares para incluir extravagâncias ou alimentos mais calóricos (e deliciosos) que todos temos direito. É, afinal de contas, meu prêmio. Acontece que, com o que aprendi, certamente nunca mais voltarei a ganhar peso pois, ao primeiro deslize, fácil fácil volto aos cuidados aprendidos.

Foi bom ter realizado este relato, que ficará arquivado aqui no reinehr.org, meu "armazém de idéias ideais". Agora, vamos à "vida real". 

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