Posts made in maio, 2007


        Viagens no Scriptorium

        Paul Auster está definitivamente morando no Brasil. Depois de sua participação na FLIP de 2004 e da publicação de pelo menos dez de suas obras pela Companhia das Letras (dentre elas “Noite do oráculo”, um meta-romance, “Desvarios no Brooklyn” e “A trilogia de Nova York”, o autor nova-iorquino tem seu “Travels in the Scriptorium” traduzido por Beth Vieira para a língua portuguesa.

         A história fala de um velho que se encontra sozinho em um pequeno quarta em que é vigiado constantemente por câmeras e microfones. Sem saber onde se encontra – se numa prisão, hospital ou asilo – o velho recebe visitas de alguns personagens que parecem fazer parte de seu passado, que pela falta de memória que lhe acomete, não sabe dizer ao certo quem são ou como os conheceu.

         Se nome – Blank – reflete esta “página em branco” que é o seu passado, que parece estar sendo escrito com ajuda de um manuscrito e algumas fotos que encontram-se sobre a escrivaninha e com as quais vai-se tentando montar o quebra-cabeças de sua vida.

         No manuscrito que está à disposição de Blank, conta-se a história de um agente secreto de uma nação desconhecida que é enviado a uma missão misteriosa, para supostamente evitar uma insurreição de povos independentes. Aparentemente, uma história serve para colocar luz na outra. Blank sente-se impelido a criar uma continuação para a história que lê. Nesse processo, Auster exerce com maestria algo que já demonstrou ser exímio em “Noite do oráculo”: a metalinguagem. (…)

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Ella and Louis

Ella and Louis, gravado em 1956 marca o início de uma parceria extremamente bem sucedida entre o trumpetista Louis Armstrong e a dama negra de voz aveludada, tensa, forte e marcante Ella Fitzgerald.

Distribuído pela Verve (do grupo da Universal Music Company), é um clássico tão grande do jazz que serve como porta de entrada a este maravilhoso e rico mundo. Como diz o Bruno, vendedor da seção de CDs de jazz e música erudita da Livraria Cultura de Porto Alegre, “se você não gostar deste CD, certamente não gosta de jazz”.

Com Ella nos vocais, Armstrong no trumpete e nos vocais, o fantástico Oscar Peterson ao piano, Herb Ellis na guitarra, Ray Brown no baixo e o espetacular Buddy Rich na bateria, não é preciso de nada mais que um coração tranqüilo e um ouvido atento para derreter-se com o som feito por este sexteto.

Além de faixas que hoje são considerados clássicos do jazz como “Can’t We Be Friends”, “Cheek to Cheek” e “They Can’t Take That From Me”, que por si só já valeriam o investimento no disco, a minha preferida “A Foggy Day” – um passeio por Londres e seu mood faz você saber quão importantes são os dentistas. Louis é tão avassalador que, se seus dentes estiverem sensíveis, irão vibrar com o trumpete tocado de forma tão intensa que somente a bela voz de Ella cantando a perda do charme do British Museum consegue anestesiar.

As seguintes faixas compõe o disco, na ordem que são tocadas:

1. Can´t We Be Friends – 3:45
2. Isn´t This a Lovely Day (To Be Caught in the Rain)? – 6:14
3. Moonlight in
Vermont3:41
4. They Can´t Take That Away From Me –
4:38
5. Under a Blanket of Blue –
4:16
6. Tenderly –
5:06
7. A Foggy Day –
4:31
8. Stars Fell on
Alabama3:32
9. Cheek to Cheek –
5:52
10. The Nearness of You –
5:40
11. April in
Paris6:30

         Quer começar a se aventurar pelo jazz? Não sabe se gosta ou não gosta de jazz? Quer ampliar seu horizontes? Quer sentir a música com seu cérebro, coração e alma? Go for it!

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 Auxílio-paletó, auxílio-moradia, auxílio-transporte e auxílio-gravata, quem sabe… Nossos deputados ganham uma bela grana somento com seu salário para "trabalhar" 3 dias por semana, além de receber até auxílio-quitanda (sem contar os incontáveis que eu desconheço), sem que um silvo longo seja proferido. Geralmente, quando nossos legisladores aumentam seus próprios benefícios, a mídia nacional até divulga o acontecimento, mas dificilmente é feita uma crítica ou uma apreciação mais profunda do assunto, dificilmente a propagação da notícia ultrapassa dois dias. Um "auto-aumento" dos salários e benefícios, além de ser uma das coisas mais anti-éticas que eu posso imaginar, é um desrespeito completo com o povo, com a Nação brasileira. Se tem um ser humano que deveria compadecer de seus irmãos é esse nosso "amigo" deputado. É por questões como essa que desrespeito a politicagem que se faz por essas bandas. Nada tenho contra política, pelo contrário, sou um devorador moderado de livros e textos como "A República", de Platão, "A Política" de Aristóteles, "Do Cidadão" de Thomas Hobbes, "O Espírito das Leis", de Montesquieu, "Dois Tratados Sobre o Governo", de John Locke, "O Príncipe", de Nicolau Maquiavel, só para citar alguns "clichês", sem contar tantos outros escritos anarquistas de Paul Feyerabend, Bakunin, Lakatos, Kropotkin e Malatesta, sem esquecer Thomas Morus e Henry David Thoreau, deveras inspiradores.

 

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Fechamento da RCTV na Venezuela


Posted By on Maio 25, 2007

    Hugo Chavez, presidente (?) da Venezuela anuncia o fechamento da RCTV (Radio Caracas Televisión), no ar desde 1953. A televisão venezuelana não terá sua concessão renovada porque, segundo Chavez, a RCTV é um meio "antidemocrático" que estaria a serviço de interesses privados das elites.

    Em seu lugar, Chavez anuncia um novo canal de televisão "a serviço do povo".

    O que aconteceria se, no Brasil, a TV Globo fosse impedida de continuar no ar? O que pesa mais na balança: o impacto negativo da massificação e normalização embrutecedora com que as grandes empresas televisivas poluem o cérebro dos desprotegidos ou transtornos delirantes e mal-intencionados de quase-ditadores sulamericanos que escondem-se sob um diálogo populista para exercer o poder de forma a perpetuar-se nele? 

(fonte

 

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