Moderna escravidão

Posted By Rafael Reinehr on ago 4, 2010 | 4 comments


“Os escravos do século XXI não precisam ser caçados, transportados e leiloados através de complexas e problemáticas redes comerciais de corpos humanos.
Existe um monte deles formando filas e implorando por uma oportunidade de trocar suas vidas por um salário de miséria.
O “desenvolvimento” capitalista alcançou um tal nível de sofisticação e crueldade
que a maioria das pessoas no mundo tem de competir para serem exploradas, prostituídas ou escravizadas.”

Luther Blissett

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4 Comments

  1. Desejo
    Eu acredito que o problema é bastante complexo, e precisaria sorver um sorvete aí de Curitiba para poder iluminar meu espírito.

    Existem outros aspectos a serem levados em conta como, por exemplo, o desejo da população. Porque alguém do leste europeu gostaria que alguém de fora fosse empreender ou injetar dinheiro por lá se, por exemplo, estas pessoas fossem auto-suficientes na sua produção alimentar e energética? Se não o são, foi porque fizeram escolhas erradas, mas sempre há tempo para mudar o rumo.

    Se deixarem (deixassem) de se guiar pelo modelo de produção e consumo ocidental e partissem para o modelo de desenvolvimento integrago caracterizado por modelos como do PROUT, dos permacultores e das modernas Ecovilas, talvez descobrissem que, com menos esforço, estariam vivendo confortavelmente em pouco tempo, sem o luxo e o lixo da superprodução capitalista.

    Agora, novamente, isto depende do desejo. Desejo, em parte, depende da propaganda – essa pequena e endiabrada – que nos mostra apenas o lado bom das coisas…

    Novamente, me parece que a solução, ao contrário do que sempre pensamos, não virá do enfrentamento, mas sim do desaparecimento, no sentido de encontrar o que é seu e não reproduzir modelos de 1,99 vendidos nas ruas de NY e oriundos da China.

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  2. Pois eu entendo. Mas a questão de fundo é a produtividade, e a prosperidade dela decorrentes. Países periféricos, se não atraem empreendimentos ficam condenados à miséria e decadência.

    Para funcionarmos em sociedade não-competitiva, mas solidária, precisaremos evitar que os outros continuem competindo.

    É a velha história, de que não dá pra combater as estruturas de exploração, senão globalmente. Se a vida não melhora pra todos, sempre tem alguém brigando pra ser explorado.

    Difícil tarefa.

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  3. Ecovilas e uma nova organização social
    O grande problema é que não se trata do leste europeu. Se trata sobre cada pequeno espaço ocupado pelo capitalismo. Interessantemente, estão surgindo, aqui e acolá espaços de resistência a esta exploração, nas antigamente chamadas comunidades alternativas, modernamente Ecovilas. Grupos de pessoas que “desistindo de enfrentar” a sociedade, resolveram “enfrentá-la” através do desaparecimento e da construção de um modo de vida alternativo.

    Não é difícil imaginar, no futuro próximo, uma proliferação cada vez maior deste tipo de organização social.

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  4. Pois outro dia lendo sobre países do leste europeu vi coisa parecida.

    Hoje em dia, só tem uma coisa pior do que ser explorado: é não ter ninguém interessado em te explorar…

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