Blogs e Internet

Tudo e um pouquinho mais sobre o que acontece na Blogosfera e nesta estreita, local e linear world wide web.


Pois finalmente o pessoal no Facebook atendeu ao pedido de milhares de usuários: lançou a versão Lite, sem todas aquelas parafernalhas que o fizeram ter tanto sucesso. O fato é que, para algumas pessoas, todos aqueles coraçõezinhos e fru-frus eram um empecilho para o bom uso da ferramenta. Você pode acessar a versão Lite indo em lite.facebook.com

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Conheci hoje, através do blog da Dra. Lilian Starobinas, o Twitter Mosaic, onde você consegue criar um mosaico com as imagens dos teus contatos. Muito bom ter por perto essa turma toda que, de forma quase diária adiciona uma pitada de novidades no meu monitor. E você, se enxerga aí?

Para me seguir no twitter, adicione @r4re ou acesse www.twitter.com/r4re e dê um follow.

Get your twitter mosaic here.

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Redes sociais como Orkut e Facebook servem para uma coisa: encontrar pessoas. Sinceramente, acredito que devam ser utilizadas somente para isso.
Apesar de oferecerem uma série de ferramentas de produção de conteúdo, comunicação privada e muito mais, não devemos esquecer que eles não deixam de ser um CMS (Content Management System) proprietário, de direito privado. Ou seja: são propriedade de alguém, assim como todo conteúdo que por lá é publicado. Você leu os Termos de Uso?
Este alerta deve ser feito porque é interessante notar que muitas pessoas estão jogando sua produção em espaços sobre os quais tem pouco ou nenhum controle. O Facebook, por exemplo, impossibilita toda tipo de exportação de dados para outro sistema manejado por você.

Armadilha de Lagostas Facebook

Michael Gilbert, em artigo publicado no Nonprofit Online News, nos dá algumas dicas de como tirar o máximo do Facebook sem ser pego na armadilha para lagostas que são as redes sociais proprietárias:

  1. Nunca solicite a ninguém usar o Facebook para interagir com você de uma forma particular ou exclusiva. Por exemplo: sempre deixe o mesmo conteúdo disponível de uma forma aberta em outro local
  2. Nunca solicite a ninguém usar o Facebook para interagir com seus pares de um modo particular. Isso quer dizer: não faça do Facebook um clube exclusivo.
  3. Sempre procure por formas de tirar as pessoas da armadilha para lagostas e colocá-las em redes de conexão amplas e públicas. Use o Facebook como um ponto de entrada para uma outra mídia, mais amplamente conectável, nunca no outro sentido
  4. Nunca desenvolva conteúdo somente para o Facebook. Essa é o corolário número 1, mas necessita de ênfase
  5. Sempre trabalhe para tornar os mapas sociais de sua rede mais visíveis. Em outras palavras, uma das características mais fortes do Facebook é a capacidade de encontrar amigos de amigos. No caso de suas redes, não deixe o Facebook ser o único local em que elas acontecem
  6. Nunca confunda o Facebook com as redes sociais as quais ele alimenta. Por exemplo, não nomeie seus projetos de redes sociais vinculados ao Facebook ou a outras mídias. Nomeie-os de acordo com os grupos de stakeholders que você está tentando empoderar
  7. Sempre seja especialmente disciplinado em seu pensamento onde pressão sobre os pares está acontecendo. Tenha em mente como você está influenciando as pessoas em virtude das conexões que você está estimulando.

Resumo da ópera: compartilhe, mas abra o olho. Veja se não está pondo seus ovos na cesta da raposa. No mais, relaxe e goze em gotinhas.
A capacidade de espalhar socialmente nossas atitudes, ou “social lifestreaming” será a ação que finalmente mostrará aos indivíduos o poder do “opensource”, uma ação sobre a qual cada um terá controle, e cada terminal se tornará uma plataforma de publicação representativa de seu proprietário ou autor. Atitudes voltadas para esta direção estão aparecendo em vários pontos da web, e irei abordá-las em um novo artigo.

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Ontem estive navegando por um blog que gosto muito e, depois de ler todos os artigos que estavam na página principal do blogueiro (que também é doutor e professor de Astronomia) percebi que, de fato, existem blogs que vieram para ficar, independente desta onda de “meiomarasmo” que anda rondando a Blogosfera.

redeOs blogs que menos estão sofrendo com a “crise” são justamente aqueles que sempre estiveram fora do mainstream do Blogverso, aqueles que blogavam menos para o leitor, para um pretenso público, e mais por razões pessoais, íntimas.

Quando a visibilidade ou o gás fornecido pela Bolívia pelos leitores começou a rarear, alguns blogueiros tradicionais, seguindo o discurso que vem de fora passaram a perceber o blog como uma ferramenta obsoleta, ou que possivelmente estivesse sendo gradualmente substituída pelas redes sociais.

Um amigo meu já disse, taxativamente, no Twitter: “Gosto de blogar, mas cansa. Mas twittar tem sido anos-luz mais gratificante. Por que será?!”

É inegável que algumas redes sociais, principalmente algumas nas quais geramos comunidades ou grupos dos quais somos protagonistas, nos trazem benefícios facilmente mesuráveis. As pessoas que por lá estão parecem mais focadas em um dado assunto ou tema, como em um Clube de Leituras, onde o assunto são livros ou, ainda mais especificamente, um livro em especial. As discussões podem ser mais apaixonadas e trazer uma gratificação maior para quem participa.

Não sou um bom crítico deste boom das redes sociais, mas sou um bom observador e leio com frequência o que alguns analistas dizem sobre o fenômeno. Minha humilde conclusão me leva a crer que os próximos anos revelarão uma intensificação ainda maior de redes em que o conteúdo seja feito de muitos para muitos (em detrimento dos blogs, em que o conteúdo é feito de um (ou de poucos) para muitos. Os blogs não vão, de jeito nenhum, acabar. Como minha amiga Elenara, que usa o “blog como 1 meio de guardar coisas que acha interessantes”, muitas pessoas encontrarão utilidade para este espaço em que a expressão da liberdade encontra sua vez.

PS: enquanto blogueiros como o Francis estiverem postando imagens como essa, é bom nem pensar em desaparecimento da Blogosfera!

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Em função de uma viagem, não consegui me posicionar anteriormente em relação ao processo judicial iniciado por Leticia Wiezchowski, autora, entre outros, do livro A Casa das Sete Mulheres, e o blogueiro Milton Ribeiro. Entretanto, preciso somar minha voz a de tantos outros que o fizeram.

Não tenho nenhum tipo de relacionamento com Leticia Wierzchowski e, por outro lado, considero-me amigo de Milton Ribeiro, o que poderia interferir em meu julgamento. Entretanto, as considerações a seguir serão tecidas da forma mais isenta possível levando em conta meu contato com os envolvidos. Para ilustrar melhor o que penso, vou contar uma historinha, com dois personagens chamados Miltona e Leticio (sem acento).

Miltona é uma escritora gaúcha de razoável sucesso regional que teve uma de suas obras escolhidas por uma rede de televisão para ser vertida em uma minissérie transmitida nacionalmente. A minissérie obteve boa visibilidade e aumentou temporariamente o número de pessoas cientes da existência da escritora, que vendeu milhares de seu livro na ocasião.

Miltona, entretanto, não conseguiu manter sua sorte seu desempenho nas obras a seguir e, depois de tentar sua sorte no mundo da arquitetura, da moda e da construção civil, resolveu dedicar-se ao direito, quando decidiu processar um de seus leitores, Leticio Ribeirinho.

Leticio Ribeirinho, um sofrido leitor da obra de Miltona, havia escrito uma resenha tentando abrandar uma critica severa que sua autora preferida havia recebido alguns anos antes por um renomado ensaísta, crítico e escritor gaúcho. Entretanto, ao tentar abrandar a crítica à sua amada escritora, o tiro acabou saindo pela culatra pois, ao imaginar que Leticio estava lhe insultando, a atrapalhada* Miltona decidiu que estava na hora de conseguir uma graninha enquanto não arranjasse uma nova ocupação, talvez como atendente no Wally-Smart.**

Mas agora, por gentileza, deixem-me concluir abruptamente este texto por dois motivos: meus pés estão ficando gelados e estão cortando seringueiras centenárias na beira do rio porque “estão impondo risco ao moradores vizinhos”. Isso parece uma inversão da lógica: primeiro eu me mudo para o lado do depósito de lixo e depois peço à prefeitura para que mude o lixão de lugar… É como escrever um livro cheio de erros e esperar que não se façam críticas a ele. É dormir com a amante na própria cama com a esposa preparando o jantar na cozinha e depois reclamar se for pego no flagra.

E não deixem de ler todos os links indicados acima e abaixo. Esta é uma história que merece ser apreendida e acompanhada. 

* Alguns estudos sugerem que o analfabetismo funcional no Brasil chegue a níveis superiores a 70% da população.

** A descrição da referida profissão não tem nenhum caráter desmeritório > este disclaimer está sendo publicado a partir da observação de que algumas pessoas com visão enviesada podem crer que algumas profissões possuem importância inerente maior do que outras

*** Não deixe de olhar a página da Leticia Wierzchowski na Wikipedia.

Para entender o post acima, leia os seguintes links:

Leticia Wierzchowski processa este blog (I)

Leticia Wierzchowski processa este blog (II) – O conteúdo da inicial escrita pelo advogado de Roberto Carlos e da RBS

Leticia Wierzchowski processa este blog (III) – Algumas opiniões equilibradas

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