Ando Vendo

Filmes que estou assistindo e que merecem ser comentados.


Durante a TormentaCreio que faz mais de uma década que não posto uma resenha de filme aqui no blog. Hoje resolvi quebrar este jejum, comentando um filme que nos prende do início ao fim, e que recomendo fortemente: Durante a Tormenta.

Durante a Tormenta é um filme espanhol que narra a interferência entre dois planos paralelos, 1989 e o presente, no qual Vera, uma mãe feliz e casada salva a vida de um menino que viveu há 25 anos atrás. Como consequência dos seus atos, ocorre um Efeito Borboleta (também nome de um outro grande filme, este estrelado por Ashton Kutcher em 2004), uma reação em cadeia que faz Vera acordar em uma nova realidade, na qual sua filha nunca nasceu.

O drama do filme, estrelado por Adriana Ugarte, Javier Gutiérrez, Álvaro Morte, Chino Darín entre outros excelentes atores, trata da busca de compreensão sobre estes acontecimentos aparentemente sobrenaturais e, a partir de dado momento, sobre como retomar a vida na linha do tempo então perdida.

Um filme com muito suspense, cheio de fantásticas reviravoltas, uma trilha sonora envolvente, com um roteiro impecável e sem pontas soltas, no qual você literalmente “entra na pele” da atriz e dos atores e tenta encontrar a melhor solução para o desenvolvimento do enredo. E são muitas as soluções possíveis!

Recomendo fortemente este filme, e também deixo um alerta: este é um filme cheio de tantas pistas, dicas e facetas que você deve estar de olho na tela a todo momento! Se for no banheiro, ou pegar um copo de água na cozinha, mesmo que rapidinho, dê pause!

Parece que depois de Casa de Papel e Elite, o cinema espanhol está chegando com tudo nas plataformas de streaming como Netflix.

Durante a Tormenta é um filme dirigido por Oriel Paulo, mesmo diretor do filme Um Contratempo, outra obra prima do thriller moderno.

Assista aqui ao trailer de Durante a Tormenta.

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Into the Wild Na Natureza SelvagemAssisti agora há pouco Na Natureza Selvagem, um filme inspirado no livro homônimo, escrito por Jon Krakauer, sobre a vida de Chris McCandless, um jovem que aos 22 anos largou sua estável vida de bom aluno e classe média-alta em busca de liberdade e aventura.

Rebatizando-se Alexander Supertramp (superandarilho), rumou com destino ao longínquo e pouco habitado Alasca, para se embrenhar na mais inóspita Natureza. No caminho, cruzou com as vidas de muitas pessoas que lhe davam carona, casa ou um emprego temporário.

Uma bela fotografia, interessante trilha sonora composta por Eddie Vedder (ele mesmo, do Pearl Jam) e, principalmente, uma facada no coração deste mundo inóspito em que, na verdade, nós vivemos. Um mundo em que muitos vivem se relacionando cada vez mais com coisas e menos com pessoas e com a própria Natureza.

Uma grande mensagem do filme é a que transcrevo abaixo, e deve nos fazer refletir sobre seus vários significados:

“A felicidade só é real se compartilhada.”

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Zeitgeist: Addendum

Zeitgeist: Addendum


Posted By on out 13, 2008

Lembram quando falei aqui sobre o filme Zeitgeist e toda aquela polêmica foi gerada? Pois desde o último dia 2 de outubro está disponível Zeitgeist: Addendum, a continuação do filme. Ainda sem legendas em português, pode ser visto na íntegra clicando no vídeo abaixo. No próximo fim-de-semana estarei fazendo a crítica do filme. Quer me acompanhar e assistir o filme? Já antecipo que está em grande consonância com muitas de minhas idéias, pois critica o sistema monetário atual mostrando sua fragilidade e como o Monetarismo é capaz de gerar sofrimento, miséria, ganância e infelicidade.

Desenferruje seu inglês e assista:

http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=7065205277695921912&hl=pt-BR&fs=trueVocê pode também ver o filme na íntegra em Português clicando no link Zeitgeist Addendum em Português.

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Mais do que você imaginaMais do que você imagina, mais uma das infelizes traduções de um nome de filme para a língua portuguesa (se bem que “O Novo Namorado de Mamãe” também não seria uma boa escolha…) conta a história da obesa Martha (Meg Ryan) e seu filho Henry (Colin Hanks), oficial do FBI que passa alguns anos fora de casa em uma missão secreta. Quando volta de sua missão e em função da aproximação de Tommy (Antonio Banderas), um suposto ladrão internacional de obras de arte de Marty (ex-Martha, agora dezenas de quilos mais leve), Henry é obrigado a espionar sua própria mãe para tentar desvendar o roubo de uma valiosíssima obra de arte que está para acontecer.

Contando com os novos lábios de Meg Ryan – cuja cirurgia plástica gritou aos olhos do espectador mais desligado, é uma comédia que consegue nos trazer uma mão cheia de risadas. Nenhuma grande surpresa, nada “remarkable” para citar. Nenhum grande drama, nenhuma novidade. Bom acompanhado de pipoca em uma tarde chuvosa sem nada para fazer na companhia de alguém delicioso. Sem este clima todo, seguiria em busca de outra opção.

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Mais do que você imaginaMais do que você imagina, mais uma das infelizes traduções de um nome de filme para a língua portuguesa (se bem que “O Novo Namorado de Mamãe” também não seria uma boa escolha…) conta a história da obesa Martha (Meg Ryan) e seu filho Henry (Colin Hanks), oficial do FBI que passa alguns anos fora de casa em uma missão secreta. Quando volta de sua missão e em função da aproximação de Tommy (Antonio Banderas), um suposto ladrão internacional de obras de arte de Marty (ex-Martha, agora dezenas de quilos mais leve), Henry é obrigado a espionar sua própria mãe para tentar desvendar o roubo de uma valiosíssima obra de arte que está para acontecer.

Contando com os novos lábios de Meg Ryan – cuja cirurgia plástica gritou aos olhos do espectador mais desligado, é uma comédia que consegue nos trazer uma mão cheia de risadas. Nenhuma grande surpresa, nada “remarkable” para citar. Nenhum grande drama, nenhuma novidade. Bom acompanhado de pipoca em uma tarde chuvosa sem nada para fazer na companhia de alguém delicioso. Sem este clima todo, seguiria em busca de outra opção.

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O SuspeitoA trama de O Suspeito mostra um procedimento chamado “Rendição Extraordinária”, que ficou comum nos Estados Unidos após o atentado de 11 de setembro de 2001 que permite ao serviço secreto – CIA e FBI – organizar e executar a extradição involuntária de suspeitos de terrorismo sem a aprovação judicial.

O envio destes suspeitos para prisões em países sem a supervisão judicial americana provocou e – suspeita-se – provoca ainda a tortura, humilhação e violação física e emocional de centenas de indivíduos, subitamente cerceados de sua liberdade sem direito à defesa justa ou mesmo sem acesso a um advogado.

O filme mostra justamente esta realidade, agora interpretada por Alan Arkin, Jake Gyllenhaal, Meryl Streep, Peter Sarsgard e Reese Witherspoon.

Além do bom enredo, que mostra simultaneamente o drama de Isabella El-Ibrahimi (Reese Whiterspoon) tentando desesperadamente encontrar seu marido tendo que enfrentar o hipócrita sistema político norte-americano e, no Cairo, o relacionamento supostamente amoroso entre a filha do inspetor de polícia local e um jovem colega de escola – personagem aparentemente periférico que será a chave para desbaratar o suspense que se instala.

OutlawedO jovem observador da CIA, interpretado por Jake Gyllenhaal, acaba também por mostrar (hollywodianamente) que o dever tem seu limite e a noção de justiça e humanidade devem sempre vencer a obediência cega à hierarquia. Um pouco difícil de acreditar, mas é Hollywood… Diversão acima de tudo.

A direção de Gavin Hood é competente e a sua decisão de incluir no DVD o documentário Outlawed: Extraordinary Rendition, Torture and Disappearances in the “War on Terror” produzido pela Witness, um grupo que usa vídeo e tecnologias online para abrir os olhos das pessoas à violação dos direitos humanos foi extraordinária. O complemento perfeito para o filme, que o torna ainda mais reflexivo e contundente.

Um filme feito por americanos mas que induz ao questionamento das escolhas que tem sido feitas pelos governantes desta nação tão poderosa mas ao mesmo tempo tão cruel.

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