Boas Novas


“Fazer o mundo funcionar para 100% da humanidade no menor tempo possível através da cooperação espontânea sem ofensa ecológica ou desvantagens para qualquer um”. – R. Buckminster Fuller

Esse era o sonho e o desafio do visionário, designer, arquiteto, inventor e escritor estadunidense Richard Buckminster Fuller. Para além de uma visão de um mundo aprimorado pelo design inteligente, Bucky, como era chamado, deixou um instituto que, há 10 anos desafia todos os cidadãos do mundo a criarem uma abordagem sistêmica para entender e intervir nas complexas e inter-relacionadas crises de larga escala que tem impacto social e ambiental.

Vencer o Fuller Challenge requer qualidades raras e muita obstinação

Os vencedores são aqueles capazes de apresentar uma rara combinação de pensamento pragmático, visionário, abrangente e antecipatório, e abordam questões tão amplas quanto mobilidade urbana, recuperação de costas e inovação em embalagens biodegradáveis.

Neste ano, o projeto da Tudoteca – que idealizei em 2007-2008 no lumiar do surgimento da Coolmeia – foi inscrita e está concorrendo!

Se você deseja saber mais sobre a Tudoteca, existem dois caminhos:

  1. Leia o artigo que escrevi sobre ela aqui: http://reinehr.org/uncategorized/tudoteca-um-espaco-de-convivencia-compartilhamento-e-cooperacao/
  2. Entre em contato pelo formulário abaixo, solicitando maiores informações ou, então, expressando seu desejo em colaborar com o projeto. Toda ajuda é bem-vinda!

PS: Se não te importas em ler em inglês, fique à vontade para conhecer um pouco mais sobre a Tudoteca:

  1. Tudoteca – A space of conviviality, sharing and cooperation

  2. Tudoteca:  Seven Reasons Why

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Segue o vídeo com minha apresentação (em inglês) no SCWF 2012, em Gotemburgo – Suécia:

(minha parte começa em 28min e 24 segundos, mas não deixe de assistir a primeira parte, com Justo falando sobre a experiência do Nuestra Escuela, em Porto Rico, uma experiência de educação libertadora)

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Captura_de_Tela_2012-01-06_as_16.51.03Teremos uma Oficina Autogestionada da Coolmeia, Ideias em Cooperação no Fórum Social Temático 2012 – Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental.

O nome da oficina é “Transição para uma Melhor Política, Economia e Humanidade: Propostas de Ações Práticas para a Mudança Social“. Segue o resumo:

Existem movimentos lutando por uma Nova Política. Outros, por uma Nova Economia. Outros ainda, por uma Nova Humanidade.

 

Talvez tenha chegado a hora de convergir. Encontrar os pontos em comum entre os movimentos sociais, ambientais, políticos e espirituais e começar a planejar junto, mover junto em direção a uma Melhor Política, Economia e Humanidade.

 

Uma proposta bem prática de mudança social pode começar com um sonho. Se esse sonho for coletivo, melhor ainda.

 

Se pudéssemos imaginar um outro Estado, uma outra configuração de governança da “Coisa Pública”, quem sabe até com a ausência de um governo instituído, representativo, se pudéssemos voar alto e imaginar uma Sociedade voltada para o Bem Comum, como ela seria? O que precisaríamos para chegar lá?

 

É este exercício que eu proponho. É esta tarefa, a de pensar em Modelos, Ferramentas, Atitudes e Soluções que possam nos levar, neste Caminho de Transição, para um outro mundo possível, que lhe convido a aceitar.

 

Nos próximos meses, anos, estaremos nos debruçando sobre estas questões, que interessam tanto a cada um de nós bem como às gerações que ainda estão por vir.

 

Estamos idealizando uma plataforma de interação que seja voltada à criação do Novo, à inovação. Mas uma inovação com um foco determinado: produção de Bem Comum, de Instâncias, Vivências, Momentos e Espaços em que o humano possa exercer sua humanidade, sua capacidade de ser social, solidário, altruísta, convivial. Momentos e espaços em que possamos nos congraçar com nossa criatividade, compaixão, inteligência, beleza e que possamos deixar de lado o egoísmo, a ganância, a opressão e a torpeza dos atos que somos capazes de perpetrar.

 

Como em todo processo de Transição, haveremos de encontrar obstáculos: indivíduos, corporações, governos determinados a manter o “Estado das Coisas” como está, beneficiando apenas uma parcela minoritária da população, em detrimento de uma grande maioria.

 

Um dos nossos maiores desafios será o de conseguir avançar sem criar “Lados”. Não estamos falando de uma luta de classes, entre os menos e os mais favorecidos historicamente. Estamos falando em um processo dialógico e histórico que passa a reconhecer as injustiças do presente, oriundas do passado, em direção a um caminho restaurativo para o futuro.

 

Os caminhos tentados para isso foram, historicamente, a luta, a conquista, a movimentação político-partidária, a rebelião, a revolução. Podemos seguir usando os mesmos métodos, indefinidamente, ou podemos começar a trilhar um Caminho Alternativo – sem no entanto excluir outros métodos de luta. Esse Caminho Alternativo se daria pela construção e multiplicação destas mesmas Instâncias, Vivências, Momentos e Espaços, baseados nos Modelos, Ferramentas, Atitudes e Soluções que, juntos, iremos pesquisar, estudar, aperfeiçoar e implementar.

 

Vivemos hoje em um mundo caracterizado pelo individualismo, pela competição, pelo consumismo, pela valorização do ter em relação ao ser, pela desconexão homem-natureza, pela ignorância em relação às consequências de nossas escolhas, pela escolha do mais fácil ao invés do mais duradouro. Como, então, mudar para um mundo em que a humanidade pense no Bem Comum, na coletividade, na convivialidade, na valorização do ser, volte a se conectar com a natureza e esteja ciente das consequências das escolhas que fazemos?

 

Proposta de Oficina Autogestionada:

 

Momento 1 – Recepção dos participantes

 

Momento 2 – Apresentação da problemática

 

Existem movimentos lutando por uma Nova Política. Outros, por uma Nova Economia. Outros ainda, por uma Nova Humanidade.

 

Talvez tenha chegado a hora de convergir. Encontrar os pontos em comum entre os movimentos sociais, ambientais, políticos e espirituais e começar a planejar junto, mover junto em direção a uma Melhor Política, Economia e Humanidade.

 

Tentar responder à pergunta: como, em meio às diferenças, encontrar agendas comuns e pontos de convergência entre os diferentes movimentos que buscam a melhoria das condições de vida humana na Terra? Movimentos espirituais, ambientais, sociais, políticos…?

 

Momento 3 – Coleta de impressões, ideias e sugestões

 

2 metodologias (escolher uma delas):

 

  1. Coleta aberta, conversa em círculo (se possível), com anotações das ideias-chave
  2. World Café – pessoas distribuídas em mesas com 5-6 participantes debatem 2 ou 3 questões propostas, depois trocam de lugar e compartilham suas experiências, buscando apresentar uma Visão de Futuro Coletiva (*ver exemplo detalhado abaixo, ao final)

 

Momento 4 – Apresentação de uma proposta pré-formatada

 

  • criação de um Hub que permita a interlocução entre redes e movimentos socioambientais atores da mudança social
  • Criação de um Fórum Permanente, de uma plataforma de interação autogerida para que os diferentes movimentos sociais possam, de forma continuada, ao longo do  ano, trocar experiências, comunicar eventos, planejar ações e  implementá-las.

– A plataforma teria:

– um canal de notícias

– uma agenda

– uma mesa de reuniões

– ferramentas de audio e/ou videoconferência

– aplicativo para smartphones e tablets

– capacidade de crowdfunding para projetos dos movimentos sociais

  • área de vídeos para mostrar resultados dos projetos financiados
  • Grupos representando as Redes e ONGs já formadas
  • núcleos físicos, geograficamente baseados
  • núcleos temáticos, por afinidade de assunto de interesse

 

Momento 5 – Desconstrução da proposta prévia e Reconstrução de uma Nova Proposta

Após a breve explanação anterior de uma possibilidade de Encontros virtuais permanentes INTER-REDES, com Encontros Locais também INTER-REDES e Encontros Nacionais/Internacionais Sazonais – realizar uma avaliação coletiva das características, pontos fracos e fortes da proposta apresentada e adequação com as necessidades que as diferentes Redes e Organizações poderiam ter.

 

Momento 6 – Resumo, Pacto e Conclusão

 

É o momento de verificar se todos estão de acordo com o que foi conversado, definir um meio de comunicação para articular e dar seguimento às propostas colhidas e confirmar, através da assinatura de um Pacto, a adesão ao que foi discutido e determinado.

 

Conclusão festiva do Encontro.

(obrigado Maria do Carmo Bittencourt pela força e estímulo.)

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Amigos, gostaria de comunicar minha “saída” da Coolmeia.

Pelos próximos 2 meses a 3 meses, estarei deixando de participar ativamente das atividades da nossa rede, retirando-me para um período sabático. Um período em que espero refletir sobre nosso trabalho – tanto como seres individuais como coletivos, pertencentes a uma pequena rede mas também um teia muito maior de indivíduos e forças -, sobre nossas intenções, sobre nossas esperanças, caminhos e resultados.

Tenho acompanhado de perto uma série de movimentos contemporâneos, tenho revisitado alguns movimentos historicamente relevantes que discutem democracia, participação, colaboração, liberdade, autonomia, vida em sociedade, igualdade, justiça social e, de repente, senti uma necessidade de sintetizar um pouco da minha experiência e os estímulos que tenho recebido, de todas as frontes, nestes últimos anos como ativista social.

Espero, assim, conseguir trazer um pouco de ordem para meus pensamentos e, muito mais do que ideias, espero poder vir carregado de flores para ajudar a enfeitar o caminho que temos construído juntos.

Continuarei, entretanto, dando suporte às ferramentas de interação da rede e também fazendo alguns trabalhos “automáticos” de divulgação interna e manutenção estrutural, sem entretanto dedicar várias horas por semana à rede.

Nem preciso dizer o quão angustiado me sinto com esta decisão, pois deposito grande esperança nas pessoas que compõe esta rede. Temos seres humanos incríveis fazendo parte da Coolmeia. Por enquanto, ainda não achamos, aqui, uma via pela qual possamos colaborar mais ativamente e deixar fortes e claras pegadas para que outros possam seguir. Mas não consigo deixar de ver que temos um potencial incrível de ajudar a promover a mudança de que precisamos em direção a um mundo mais convivial, cooperativo, sustentável e resiliente.

A quem ainda não leu, recomendo fortemente a leitura: http://www.coolmeia.org/pdf/Coolmeia-v1.0.pdf (pelo menos as primeiras 16 páginas – cerca de 15-20 minutos de leitura)

E a todo momento, precisamos lembrar que a Coolmeia não deve buscar apenas produzir soluções PARA as pessoas. A Coolmeia deve construir soluções COM as pessoas e mostrar que, mesmo que não possamos mudar este mundo, pelo menos podemos construir outro. E como disse, há muitos anos, o gênio Buckminster Fuller:

Você nunca muda a realidade lutando contra ela. Para mudar algo você cria um novo modelo que torna o modelo existente obsoleto.

Desejo aos amigos que seguem navegando um ótimo tempo aqui e em suas vidas pessoais. Nos falamos logo mais.


Rafael Reinehr
Coolmeia, Ideias em Cooperação
Uma incubadora de ideias e soluções altruístas
http://coolmeia.org/bemcomum

O que estou fazendo: http://reinehr.org/em-transe.pdf

twitter: @r4re – twitter.com/r4re
Skype: rafael.reinehr

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Amigos, gostaria de comunicar minha “saída” da Coolmeia.

Pelos próximos 2 meses a 3 meses, estarei deixando de participar ativamente das atividades da nossa rede, retirando-me para um período sabático. Um período em que espero refletir sobre nosso trabalho – tanto como seres individuais como coletivos, pertencentes a uma pequena rede mas também um teia muito maior de indivíduos e forças -, sobre nossas intenções, sobre nossas esperanças, caminhos e resultados.

Tenho acompanhado de perto uma série de movimentos contemporâneos, tenho revisitado alguns movimentos historicamente relevantes que discutem democracia, participação, colaboração, liberdade, autonomia, vida em sociedade, igualdade, justiça social e, de repente, senti uma necessidade de sintetizar um pouco da minha experiência e os estímulos que tenho recebido, de todas as frontes, nestes últimos anos como ativista social.

Espero, assim, conseguir trazer um pouco de ordem para meus pensamentos e, muito mais do que ideias, espero poder vir carregado de flores para ajudar a enfeitar o caminho que temos construído juntos.

Continuarei, entretanto, dando suporte às ferramentas de interação da rede e também fazendo alguns trabalhos “automáticos” de divulgação interna e manutenção estrutural, sem entretanto dedicar várias horas por semana à rede.

Nem preciso dizer o quão angustiado me sinto com esta decisão, pois deposito grande esperança nas pessoas que compõe esta rede. Temos seres humanos incríveis fazendo parte da Coolmeia. Por enquanto, ainda não achamos, aqui, uma via pela qual possamos colaborar mais ativamente e deixar fortes e claras pegadas para que outros possam seguir. Mas não consigo deixar de ver que temos um potencial incrível de ajudar a promover a mudança de que precisamos em direção a um mundo mais convivial, cooperativo, sustentável e resiliente.

A quem ainda não leu, recomendo fortemente a leitura: http://www.coolmeia.org/pdf/Coolmeia-v1.0.pdf (pelo menos as primeiras 16 páginas – cerca de 15-20 minutos de leitura)

E a todo momento, precisamos lembrar que a Coolmeia não deve buscar apenas produzir soluções PARA as pessoas. A Coolmeia deve construir soluções COM as pessoas e mostrar que, mesmo que não possamos mudar este mundo, pelo menos podemos construir outro. E como disse, há muitos anos, o gênio Buckminster Fuller:

Você nunca muda a realidade lutando contra ela. Para mudar algo você cria um novo modelo que torna o modelo existente obsoleto.

Desejo aos amigos que seguem navegando um ótimo tempo aqui e em suas vidas pessoais. Nos falamos logo mais.


Rafael Reinehr
Coolmeia, Ideias em Cooperação
Uma incubadora de ideias e soluções altruístas
http://coolmeia.org/bemcomum

O que estou fazendo: http://reinehr.org/em-transe.pdf

twitter: @r4re – twitter.com/r4re
Skype: rafael.reinehr

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Há muito tempo eu me questionava: porque afinal de contas, com tanta informação à nossa disposição, ainda assim cometíamos erros banais e insistíamos nos mesmos erros de sempre?

A resposta a essa pergunta não é simples e não é uma só.

Um dos motivos pelos quais isso acontece é justamente pela SOBRECARGA DE INFORMAÇÃO. Somos atacados de todos os lados por milhares de fontes de dados buscando cada uma sua sobrevivência em nossa consciência. Aparentemente, temos condições limitadas de lidar com este influxo de dados e pouco do que recebemos realmente é internalizado e assimilado pelos seres humanos em suas vidas práticas.
Muitos sabemos o quanto um animal sofre durante sua criação e abate para nos alimentar, mas poucos adaptam suas vidas para interromper este ciclo. Muitos conseguem perceber a amplitude das escolhas energéticas que fazem, mas poucos de fato abrem mão do ar condicionado no carro ou no local de trabalho, ou pelo menos falham em reduzir sua utilização.
Bem, isto posto: temos um primeiro problema, a sobrecarga de informação, que nos leva a um segundo motivo pelo qual seguimos insistindo nos mesmos erros: um sistema perceptivo avariado.
Vivemos em uma época em que não nos é dado tempo para aprender tampouco para explicar. A velocidade assustadora de todas as coisas imprime em cada um de nós – como regra geral – uma mensagem de que precisamos “ler” tudo superficialmente para que possamos assimilar mais, e mais, e mais, e mais coisas…
Na verdade, estamos assimilando cada vez menos, e menos, e menos, e menos… Como exemplo, publiquei há alguns dias em meu blog a oferta de enviar gratuitamente alguns DVDs que adquiri do filme Earthlings (Terráqueos) e expliquei no texto que, para receber os DVDs, bastava acessar um link e informar o e-mail. Entretanto, um leitor do blog deixou um comentário dizendo:
Gostaria de receber os tres DVDs, qual seria o procedimento?
Ou seja, a leitura foi feita com tanta desatenção que acabou por prejudicar o leitor, que não chegou onde queria e, de certa forma, também me prejudicou, pois tive que utilizar do meu tempo para lhe explicar, novamente, sobre como proceder.
É importante perceber que me refiro aqui não somente em relação a “leituras” que fazemos de textos escritos, mas de conversas com amigos, professores, programas de tevê e até de anúncios publicitários.
O que urge, é uma espécie de Reforma da Percepção, que leve a uma Reforma do Pensamento e, finalmente, à Reforma das Atitudes de que tanto precisamos.
E o caminho que sugerimos? Aprendizado e aperfeiçoamento constantes, compartilhamento do que aprendemos com as pessoas que estão à nossa volta, quer seja ativamente ou através do exemplo e prática diária das mudanças que vamos assimilando, aos poucos, uma a uma.
Como disse o Denis Russo Burgieman em seu artigo da Vida Simples deste mês, “Não espere que a solução para os problemas do mundo venha dos governos ou das grandes empresas. Ela virá de gente legal conectada com mais gente legal conectada com mais gente legal.”
É isso aí Denis. A conclusão a que você chegou ao citar o Re:Vision (um projeto que visa construir coletivamente um quarteirão sustentável em Dallas, no Texas) aplica-se perfeitamente à Coolmeia. Foi assim que ela foi idealizada: como um quanta no espaço e no tempo, uma miríade de TAZes, de Zonas Autônomas Temporárias em que pessoas legais, conectadas com outras pessoas legais conectadas com mais pessoas legais conseguissem, juntas, encontrar as soluções e praticar as ações que de fato mudassem desde já o mundo em que vivemos.

Você sente que é por aí também? Então junte-se a nós! Temos muito trabalho a fazer!

Reflorestamento

 

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