Medicina e Saúde


PROPOSTA 1: PARA PROFISSIONAIS DAS ÁREA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE, BEM-ESTAR, QUALIDADE DE VIDA E FELICIDADE

A parceria que estou propondo é a seguinte: idealizei um portal de educação em saúde, qualidade de vida, bem-estar e felicidade chamado Medictando (medictando.com). Ali contamos com vários colunistas que escrevem, espalham conhecimento e ajudam as pessoas do Brasil com textos inspiradores.
Este seria o primeiro convite: contribuir com esta área de conteúdo gratuita.

O segundo convite é mais elaborado, mais dispendioso em relação ao tempo e requer mais comprometimento mas também traz resultados ainda melhores: em Setembro, na Primavera, estamos lançando nosso Portal de Cursos e Área de Membros chamada Academia Medictando, onde teremos cursos, oficinas, workshops presenciais e online nas mais variadas áreas da Saúde, Bem-estar e Felicidade.

E é aí que a parceria fica ainda mais interessante e inteligente: enquanto você fica responsável pelo conteúdo do teu curso, a equipe do Medictando fica responsável pela confecção e manutenção do site, da área de membros, do design gráfico, do marketing, das vendas e das mídias sociais. Uma forma bem poderosa de levar o que você sabe para milhares ou mesmo milhões de pessoas espalhadas por aí, dependendo do público que você quer alcançar dentro da tua área de especialização.

Meu objetivo é tornar o portal sustentável ao mesmo tempo em que crescemos e oferecemos conteúdo e experiências incríveis e de muita qualidade a um número cada vez maior de pessoas, ajudando assim a mudar positivamente a qualidade de vida e o bem-estar delas. E aí? Vamos juntos?

Entre em contato através do Instagram @medic.tando ou do e-mail info@medictando e vamos conversar melhor! Diga que leu esta postagem e que está a fim de participar. Retornaremos a mensagem rapidamente!

PROPOSTA 2: PARA INFLUENCIADORES DIGITAIS, A PARTIR DE 1000 SEGUIDORES NO INSTAGRAM, TWITTER OU FACEBOOK

Adianta produzir um conteúdo maravilhoso e não conseguir alcançar as pessoas? Pois é! Aí que entram nossos parceiros no Instagram, Facebook e Twitter.

Precisamos de ajuda para divulgar nosso conteúdo gratuito e também os vários Cursos e Programas Online que estão sendo criados. Fornecemos as imagens e textos a serem divulgados e você só precisará postar na sua Timeline ou Stories e nos marcar!

E como vamos retribuir? De várias formas:

1 – Oferecendo descontos para os cursos que você irá divulgar
2 – Oferecendo acessos gratuitos aos cursos que você poderá sortear entre teus seguidores
3 – Eventualmente oferecendo alguns brindes, mimos e presentes e…
4 – Em casos selecionados, com remuneração em dinheiro.

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O diabete melito tipo 1 é uma doença até hoje incurável, causada por um ataque auto-imune às células beta produtoras de insulina pancreáticas, levando ao aumento da glicemia sanguínea e, se não adequadamente tratada a complicações severas como cegueira, amputações, perda da função renal e conseqüente hemodiálise, gastroparesia e disfunção autonômica, neuropatia e aumento de mortalidade cardiovascular, entre outros.
 
A vacina BCG, criada a partir da cepa atenuada do Bacillus Calmette Guérin do Mycobacterium bovis, é administrada globalmente há mais de 100 anos contra a tuberculose. Além disso, é efetiva e também uma promessa como tratamento de várias doenças inflamatórias e autoimunes.
 
No estudo que vou comentar, foram aplicadas 2 doses de BCG com intervalo de 4 semanas, que apresentaram uma redução dos níveis glicêmicos a partir do terceiro ano e mantiveram esta redução dos níveis da Hemoglobina glicada mantendo-a próximo dos níveis normais pelos 5 anos subsequentes.
 
O estudo demonstrou uma redução de 10% da HbA1c em 3 anos e de 18% em 4 anos, redução que se sustentou por 5 anos após a redução inicial.
 

Aumento da produção de insulina X Redução da resistência insulínica

 
Esta redução não se deve pelo aumento da produção de insulina por células betas neoformadas, como nos estudos prévios de BCG em ratos, tampouco por uma redução da Resistência à Insulina causada pelo BCG.
 

Um novo mecanismo

 
BCG – melhora do metabolismo da glicose e aumento da biossintese das purinas – um novo mecanismo para explicar a redução da HbA1c: uma mudança celular de uma fosforilação oxidativa primária, um estado de baixa utilização de glicose, para uma glicólise aeróbica aumentada precoce, um estado caracterizado por uma alta utilização de glicose associado com um alto metabolismo de purinas.
 
É sabido que a glicólise aeróbica fica ativa no local de muitas infecções com baixos níveis de oxigênio, incluindo a tuberculose a nível pulmonar, mas não em um nível sistêmico.
 
A glicólise aeróbica alimenta uma retirada dramática de glicose através da regulação do transporte de glicose através da superfície celular e uma utilização secundária do shunt pentose fosfato para uma síntese aumentada de purinas.
 
Explicando de outro modo, mais simples, ocorre uma mudança (um aumento) na utilização de glicose controlada pelos receptores, levando a um aumento na produção rápida de ATP (energia).
 
Mesmo a glicose sendo metabolizada mais rapidamente por este método, nenhum caso de hipoglicemia severa foi relatada nos pacientes submetidos ao uso da BCG nos 5 anos após a Hemoglobina glicada ter atingido os níveis próximos ao normal.
 
Estudos clínicos conseguiram resultados similares, apesar de menos uniformes, com a introdução de tratamentos intensivos com insulina combinados com monitoramento intensivo, bombas de insulina, equipamentos sensíveis à glicose, dieta, exercícios e supervisão de saúde frequentes. Esses tratamentos intensivos vem acompanhados de um risco aumentado de hipoglicemias com morbidade e mortalidade não desprezíveis.
 
Geralmente, se estabelece um nível de hemoglobina glicada de 7% a fim de prevenir os efeitos letais da hiperglicemia. Para cada redução de 1% na HbA1c estima-se que se consegue reduzir 21% nos desfechos associados ao diabete, 21% nas mortes associadas ao diabete e 37% das complicações microvasculares.
 
Estes dados sugerem uma nova abordagem de controle dos níveis da glicose de forma independente da insulina. Aparentemente, os mecanismos propostos para a redução da glicose são independentes da causa de hiperglicemia, e não são exclusivos de um diabete auto-imune do tipo 1, podendo beneficiar igualmente pacientes com diabetes tipo 2 ou outras formas de hiperglicemia.
 
Interessante notar que, em ratos, o BCG aplicado previamente foi capaz de reduzir a glicemia em ratos tratados com Streptozitocina, uma substância que seletivamente destrói as células beta produtoras de insulina (causando um diabete não auto-imune, mas por toxicidade). Ao mesmo tempo, o BCG não causou hipoglicemia quando dado a ratos saudáveis.
 
Antes deste estudo com duração de 8 anos, não haviam evidências de que uma infecção com uma forma avirulenta de Mycobacterium pudesse ter um efeito tão profundo e permanente de forma sistêmica, em diabéticos.
 

Materiais e métodos

 
Foram estudados 52 pacientes incluídos no estudo clínico da vacinação e 230 para estudos mecanísticos in vitro. Destes, 211 eram pacientes diabéticos do tipo 1 e 71 eram controles não diabéticos.
 
Os estudos in vivo das vacinações observaram adultos com diabete tipo 1 recebendo BCG, recebendo placebo e simultaneamente estudou pacientes diabéticos tipo 1 referência seguidos com os mesmos cuidados que os vacinados
 
Foi utilizada a cepa Connaught da BCG duas vezes, no braço superior direito e esquerdo, intradérmico, com intervalo de 4 semanas.
 

E porquê a redução da HbA1c em humanos leva 3 a 4 anos?

 
O estudo não consegue responder a esta pergunta. A hipótese formulada é a de que, assim como o processo autoimune leva anos para se desenvolver, a reversão do traço autoimune e toda sua cascata de consequências também levaria anos para ser revertida.
 
O tempo de 3 anos encontrado neste estudo foi o mesmo que demonstrou os benefícios da BCG na Esclerose Múltipla. Ainda, levando-se em conta que os estudos prévios em ratos demonstraram um tempo médio de 6 semanas para demonstrar benefício nos animais, e levando em conta que a vida média dos ratos é de 2.5 anos, isso equivaleria a cerva de 3.5 anos de vida humanos.
 
Mais estudos são necessários para averiguar e entender:
 

  1. Os mecanismos cinéticos dos efeitos da BCG
  2. Se doses mais frequentes de BCG podem encurtar o tempo de melhora
  3. Se a demora sistêmica contudo com durabilidade do efeito está relacionada à infecção de células tronco que então criam um reservatório imune inteiro para a regulação da glicose sanguínea

 

Conclusão

 
O estudo em questão apresenta imensas possibilidades, não somente para pacientes com diabete melito tipo 1 mas também para aqueles com tipo 2. Talvez as cepas atenuadas de Mycobacterium sejam organismos primários para reestabelecer interações ambiente-hospedeiro para uma melhora geral da saúde. Mais estudos são necessários para comprovar esta hipótese.
 
Para esclarecer melhor este e outros avanços científicos, procure sempre um especialista, neste caso, um endocrinologista na sua região. Fique atento e não caia em falsas e milagrosas promessas e entenda que a ciência avança a passos largos, mas lentos, pois todas hipóteses precisam ser devidamente confirmadas para evitar riscos a longo prazo.
 
Uma semana feliz e cheia de esperança a você. Se ainda não o faz, siga-me nas redes sociais:
@rafaelreinehr no Instagram
facebook.com/rreinehr no Facebook
@r4re no Twitter
 
 

Referência do artigo original: https://www.nature.com/articles/s41541-018-0062-8

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O diabete melito tipo 1 é uma doença até hoje incurável, causada por um ataque auto-imune às células beta produtoras de insulina pancreáticas, levando ao aumento da glicemia sanguínea e, se não adequadamente tratada a complicações severas como cegueira, amputações, perda da função renal e conseqüente hemodiálise, gastroparesia e disfunção autonômica, neuropatia e aumento de mortalidade cardiovascular, entre outros.

 

A vacina BCG, criada a partir da cepa atenuada do Bacillus Calmette Guérin do Mycobacterium bovis, é administrada globalmente há mais de 100 anos contra a tuberculose. Além disso, é efetiva e também uma promessa como tratamento de várias doenças inflamatórias e autoimunes.

 

No estudo que vou comentar, foram aplicadas 2 doses de BCG com intervalo de 4 semanas, que apresentaram uma redução dos níveis glicêmicos a partir do terceiro ano e mantiveram esta redução dos níveis da Hemoglobina glicada mantendo-a próximo dos níveis normais pelos 5 anos subsequentes.

 

O estudo demonstrou uma redução de 10% da HbA1c em 3 anos e de 18% em 4 anos, redução que se sustentou por 5 anos após a redução inicial.

 

Aumento da produção de insulina X Redução da resistência insulínica

 

Esta redução não se deve pelo aumento da produção de insulina por células betas neoformadas, como nos estudos prévios de BCG em ratos, tampouco por uma redução da Resistência à Insulina causada pelo BCG.

 

Um novo mecanismo

 

BCG – melhora do metabolismo da glicose e aumento da biossintese das purinas – um novo mecanismo para explicar a redução da HbA1c: uma mudança celular de uma fosforilação oxidativa primária, um estado de baixa utilização de glicose, para uma glicólise aeróbica aumentada precoce, um estado caracterizado por uma alta utilização de glicose associado com um alto metabolismo de purinas.

 

É sabido que a glicólise aeróbica fica ativa no local de muitas infecções com baixos níveis de oxigênio, incluindo a tuberculose a nível pulmonar, mas não em um nível sistêmico.

 

A glicólise aeróbica alimenta uma retirada dramática de glicose através da regulação do transporte de glicose através da superfície celular e uma utilização secundária do shunt pentose fosfato para uma síntese aumentada de purinas.

 

Explicando de outro modo, mais simples, ocorre uma mudança (um aumento) na utilização de glicose controlada pelos receptores, levando a um aumento na produção rápida de ATP (energia).

 

Mesmo a glicose sendo metabolizada mais rapidamente por este método, nenhum caso de hipoglicemia severa foi relatada nos pacientes submetidos ao uso da BCG nos 5 anos após a Hemoglobina glicada ter atingido os níveis próximos ao normal.

 

Estudos clínicos conseguiram resultados similares, apesar de menos uniformes, com a introdução de tratamentos intensivos com insulina combinados com monitoramento intensivo, bombas de insulina, equipamentos sensíveis à glicose, dieta, exercícios e supervisão de saúde frequentes. Esses tratamentos intensivos vem acompanhados de um risco aumentado de hipoglicemias com morbidade e mortalidade não desprezíveis.

 

Geralmente, se estabelece um nível de hemoglobina glicada de 7% a fim de prevenir os efeitos letais da hiperglicemia. Para cada redução de 1% na HbA1c estima-se que se consegue reduzir 21% nos desfechos associados ao diabete, 21% nas mortes associadas ao diabete e 37% das complicações microvasculares.

 

Estes dados sugerem uma nova abordagem de controle dos níveis da glicose de forma independente da insulina. Aparentemente, os mecanismos propostos para a redução da glicose são independentes da causa de hiperglicemia, e não são exclusivos de um diabete auto-imune do tipo 1, podendo beneficiar igualmente pacientes com diabetes tipo 2 ou outras formas de hiperglicemia.

 

Interessante notar que, em ratos, o BCG aplicado previamente foi capaz de reduzir a glicemia em ratos tratados com Streptozitocina, uma substância que seletivamente destrói as células beta produtoras de insulina (causando um diabete não auto-imune, mas por toxicidade). Ao mesmo tempo, o BCG não causou hipoglicemia quando dado a ratos saudáveis.

 

Antes deste estudo com duração de 8 anos, não haviam evidências de que uma infecção com uma forma avirulenta de Mycobacterium pudesse ter um efeito tão profundo e permanente de forma sistêmica, em diabéticos.

 

Materiais e métodos

 

Foram estudados 52 pacientes incluídos no estudo clínico da vacinação e 230 para estudos mecanísticos in vitro. Destes, 211 eram pacientes diabéticos do tipo 1 e 71 eram controles não diabéticos.

 

Os estudos in vivo das vacinações observaram adultos com diabete tipo 1 recebendo BCG, recebendo placebo e simultaneamente estudou pacientes diabéticos tipo 1 referência seguidos com os mesmos cuidados que os vacinados

 

Foi utilizada a cepa Connaught da BCG duas vezes, no braço superior direito e esquerdo, intradérmico, com intervalo de 4 semanas.

 

E porquê a redução da HbA1c em humanos leva 3 a 4 anos?

 

O estudo não consegue responder a esta pergunta. A hipótese formulada é a de que, assim como o processo autoimune leva anos para se desenvolver, a reversão do traço autoimune e toda sua cascata de consequências também levaria anos para ser revertida.

 

O tempo de 3 anos encontrado neste estudo foi o mesmo que demonstrou os benefícios da BCG na Esclerose Múltipla. Ainda, levando-se em conta que os estudos prévios em ratos demonstraram um tempo médio de 6 semanas para demonstrar benefício nos animais, e levando em conta que a vida média dos ratos é de 2.5 anos, isso equivaleria a cerva de 3.5 anos de vida humanos.

 

Mais estudos são necessários para averiguar e entender:

 

  1. Os mecanismos cinéticos dos efeitos da BCG
  2. Se doses mais frequentes de BCG podem encurtar o tempo de melhora
  3. Se a demora sistêmica contudo com durabilidade do efeito está relacionada à infecção de células tronco que então criam um reservatório imune inteiro para a regulação da glicose sanguínea

 

Conclusão

 

O estudo em questão apresenta imensas possibilidades, não somente para pacientes com diabete melito tipo 1 mas também para aqueles com tipo 2. Talvez as cepas atenuadas de Mycobacterium sejam organismos primários para reestabelecer interações ambiente-hospedeiro para uma melhora geral da saúde. Mais estudos são necessários para comprovar esta hipótese.

 

Para esclarecer melhor este e outros avanços científicos, procure sempre um especialista, neste caso, um endocrinologista na sua região. Fique atento e não caia em falsas e milagrosas promessas e entenda que a ciência avança a passos largos, mas lentos, pois todas hipóteses precisam ser devidamente confirmadas para evitar riscos a longo prazo.

 

Uma semana feliz e cheia de esperança a você. Se ainda não o faz, siga-me nas redes sociais:

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Referência do artigo original: https://www.nature.com/articles/s41541-018-0062-8

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Hoje comecei a preparar uma Tabela de Calorias específica da Comida Japonesa. Muitos pacientes me perguntam se podem comer sushi e sashimi e mesmo assim seguir com sua dieta e emagrecer. A resposta não é simples. Depende.

A culinária japonesa é repleta de alimentos pouco calóricos e saudáveis, mas também contém algumas armadilhas importantes escondidas nas friturinhas e nas massas como no guioza, no tempurá, nos hot rolls, alguns temakis, no tepan, no saquê e inclusive no shoyu!

Em função disso, e a pedido de uma paciente, comecei a pesquisar em várias fontes sobre as kcal contidas nesta culinária.

Como escrevi para meus pacientes do 7P – Programa de Emagrecimento Sustentável em 7 Passos, no nosso Grupo PMZ do Face (PMZ é o equivalente a VIP, e quer dizer Pessoas Muito Zen – ou a caminho, assim espero!):

“A internet é, ao mesmo tempo, uma dádiva e uma maldição. Se não tivermos um olhar crítico sobre as informações que absorvermos e não buscarmos fontes confiáveis para nos iluminar, acabamos aceitando e até reproduzindo informações inverídicas que podem fazer mal a nós mesmos, a pessoas queridas e mesmo a desconhecido.”

Então, assim que a Tabela estiver pronta, com informações comprovadas em fontes confiáveis, estarei postando-a por aqui, exatamente neste post.

Neste ínterim, aproveitem para apreciar a TACO – Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, criada pela UNICAMP.

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Os distúrbios relacionados ao tempo da puberdade, em meninos e meninas, tanto a puberdade precoce quanto o atraso puberal, necessitam sempre uma avaliação detalhada e especializada. Se não detectados a tempo, podem trazer alguns transtornos e consequências irreversíveis, como veremos a seguir.

O Que é a Puberdade Precoce?

A puberdade precoce se refere ao aparecimento de sinais físicos e hormonais de desenvolvimento puberal em uma ideia mais precoce do que a considerada normal. Por muitos anos, a puberdade foi considerada precoce em meninas mais novas que 8 anos; entretanto, estudos recentes indicam que sinais de puberdade precoce (surgimento de mamas e pelos pubianos) estão com frequência presentes em meninas (principalmente negras) em idade entre 6 a 8 anos. Para os meninos o início da puberdade antes de 9 anos é considerada precoce. Ambas as situações demandam uma avaliação cuidadosa por um médico endocrinologista para que se saiba se o caso se trata de puberdade precoce verdadeira e necessita tratamento ou se apenas é um caso de surgimento precoce dos sinais de puberdade sem que isso traga prejuízos à criança.

O início muito precoce da puberdade pode levar a uma série de problemas. O rápido crescimento inicialmente causa uma alta estatura para a idade, mas a rápida maturação óssea pode levar à interrupção do crescimento muito precocemente, resultando em baixa estatura na vida adulta. O aparecimento de seios e menstruação precoce em meninas e o aumento rápido de libido nos meninos pode causar estresse emocional para algumas crianças.

 

Quais são as possíveis causas?

Entre os diagnósticos diferenciais para puberdade precoce mais frequentes, encontram-se a Síndrome dos Ovários Policísticos, a Hiperplasia Supra-renal, Tumores ovarianos e adrenais, a Puberdade precoce central idiopática, todas elas necessitando de acompanhamento e tratamento específicos. Ainda existe a possibilidade de um desenvolvimento de caracteres sexuais secundários de forma precoce porém transitória, sem evolução clínica ou laboratorial, e neste caso apenas se realiza o acompanhamento próximo até a idade puberal. Entre as causas neurológicas de puberdade precoce, que representam a minoria dos casos, já que a maioria é idiopática, encontram-se:

  • Tumores (Astrocitomas, gliomas, tumores de células germinativas que secretam HCG)

  • Hamartomas hipotalâmicos

  • Lesão do Sistema Nervoso Central causada por inflamação, cirurgia, trauma, radioterapia ou abscesso

  • Anomalias congênitas (hidrocefalia, cisto aracnóide, cisto suprasselar)

Como descobrir qual a etiologia?

A investigação é feita com base em uma anamnese cuidadosa, exame físico, acompanhamento da curva de crescimento e na avaliação de uma série de hormônios produzidos pela hipófise, pelas supra-renais, pelos ovários (em meninas) e pelos testículos (em meninos), além de uma avaliação da idade óssea através de um raio-X das mãos e dos punhos, uma ecografia pélvica e abdominal e, em alguns casos, a realização de ressonância magnética da hipófise e das supra-renais.

Qual é o tratamento?

O tratamento é específico para cada causa. É muito importante que o endocrinologista saiba diferenciar a puberdade precoce central (PPC) da Pseudopuberdade Precoce (PPP). No primeiro caso, existe uma maturação precoce de todo o eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal, e encontramos todas as mudanças físicas e hormonais da puberdade. Na pseudopuberdade precoce, que é uma condição muito menos comum, existe uma produção de hormônios sexuais independente de um estímulo do hipotálamo e da hipófise. O diagnóstico correto da causa específica é necessário, já que a avaliação e o tratamento de pacientes com pseudopuberdade precoce é diferente daquele de pacientes com puberdade precoce central.

Na puberdade precoce central idiopática, geralmente é necessário o bloqueio da puberdade com injeções mensais de acetato de leuprorelina ou triptorrelina; na síndrome dos ovários policísticos, a perda de peso e um tratamento com metformina em geral controlam os sintomas e previnem ou retardam a evolução da enfermidade, muitas vezes sendo necessários anticoncepcionais com “bloqueadores de hormônios masculinos” para complementar o tratamento. Em resumo, as escolhas precisam ser individualizadas, pois cada paciente é único.

O diagnóstico preciso e específico é também muito importante pois ele vai determinar a necessidade de tratamento ou somente acompanhamento.

OBS: Este artigo é um esboço. O artigo completo será publicado em algumas semanas em http://dr.reinehr.org, site em construção. O artigo sobre atraso puberal será publicado posteriormente, no mesmo site.

OBS2: Segue abaixo um artigo modificado e atualizado da entrevista: “Transformação Antes da Hora”, feita pelo jornalista Itamar Melo com as endocrinologistas pediátricas Leila Cristina Pedroso de Paula e Marcia Puñales, publicada em 28 de maio de 2016, no “Caderno Vida”, do Jornal “Zero Hora”, RS.

Puberdade Precoce

Leila Cristina Cardoso de Paula (RS), Marcia Puñales (RS)

A puberdade precoce é um problema que pode atingir crianças muito pequenas, principalmente meninas, necessitando acompanhamento especializado e informação para a família.

O que é puberdade precoce? Qual é a idade normal para surgirem os primeiros sinais de puberdade no meu filho ou minha filha?

Puberdade é a fase da vida em que ocorrem modificações no corpo de uma criança fazendo com que ela se torne um adulto. Em meninas, a puberdade ocorre entre 8-13 anos; e em meninos, entre 9-14 anos. Nas meninas, o primeiro sinal de puberdade é o surgimento do broto mamário e, nos meninos, o aumento do tamanho dos testículos. Nesta fase também surgem os pelos pubianos, pelos axilares, odor axilar, acne e aumento da oleosidade da pele. A primeira menstruação, chamada de menarca, ocorre em média dois anos depois do aparecimento das mamas. Considera-se como precoce a puberdade que surge antes dos 8 anos em meninas e dos 9 anos em meninos; e atrasada, a puberdade que tem inicio após os 13 anos em meninas e após os 14 anos, em meninos.

Mas, parece que tem sido comum a antecipação destes sinais, é verdade?

Há indícios de que são cada vez mais numerosos os casos em que o inicio do processo de amadurecimento esteja ocorrendo antes da idade considerada adequada.

Quais são as causas da puberdade precoce?

A puberdade precoce é causada pelo aumento antecipado dos hormônios sexuais no sangue, seja porque a criança se expôs a algum hormônio (ex: medicamentos); ou porque suas glândulas (ex: pituitária, ovários nas meninas e testículos nos meninos), passaram a produzir, por algum motivo, esses hormônios sexuais de forma precoce. 2 O começo da puberdade é influenciado por fatores genéticos, psicológicos e ambientais (ex: condições socioeconômicas, estado de saúde, nutrição). A puberdade tende a surgir mais cedo em meninas cujas mães menstruaram com menor idade, naquelas com relato de puberdade precoce na família paterna, nas que tiveram baixo peso ao nascer ou que sofreram de obesidade na infância. Quando nenhuma causa é identificada, diz-se que a puberdade precoce é idiopática. É como se tivéssemos um relógio dormente na hipófise, uma glândula situada na base do cérebro, com tempo certo para “despertar”. Em determinado momento da vida, não se sabe exatamente por que, esse relógio é ativado e resolve despertar “fora de hora”, mais cedo. A partir desse instante, a hipófise passa a liberar no sangue os hormônios LH e FSH. Esses hormônios, por sua vez, estimulam as gônadas (os ovários nas meninas e os testículos nos meninos), levando a produção de estrógeno nas meninas e de testosterona nos meninos.

É verdade que agrotóxicos e plásticos podem estimular as crianças a entrarem na puberdade mais cedo?

Pouco mais de um século e meio atrás as meninas tinham a sua primeira menstruação, conhecida como menarca, em média, aos 17 anos. Essa idade foi caindo com o passar do tempo e, hoje, está na faixa dos 12 anos. Uma das hipóteses para a antecipação da puberdade diz respeito ao contato com os chamados desreguladores endócrinos, substâncias com capacidade para alterar o funcionamento do sistema endócrino-hormonal presentes nos agrotóxicios e nos plásticos. Um dos desreguladores suspeitos é o bisfenol A, presente em diversos plásticos e embalagens. Em 2011, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) proibiu a presença desta substância nas mamadeiras, pelo risco que representa para as crianças, mas ela continua presente em latas de refrigerantes e outras embalagens. Também há desreguladores na soja, mas o entendimento é que seria necessário o consumo constante e de uma grande quantidade de soja para que esse efeito pudesse ser provocado.

Minha filha começou a aumentar as mamas antes dos oito anos de idade. Preciso me preocupar com isto?

Em alguns casos o surgimento de mamas antes dos oito anos pode ser uma variação da normalidade, e não exige tratamento, mas isso só pode ser definido após uma avaliação criteriosa por um médico. Esta variação da normalidade ocorre principalmente nas meninas, pouco antes dos 8 anos e também no primeiro e segundo ano de vida, quando ela passa por uma fase que chamamos de minipuberdade. Nos primeiros anos de vida pode haver um estímulo hormonal capaz de aumentar mamas, com regressão posterior, caso realmente não seja associado a uma doença.

Quais são as consequências da puberdade precoce?

As principais consequências da puberdade precoce são: transtornos psicológicos e de comportamento; maior risco de abuso sexual; baixa estatura quando adulto; maior risco de obesidade, hipertensão, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral e certos tipos de câncer – atribuído à exposição precoce ao hormônio estrógeno.

Tenho sobrinhos gêmeos, uma menina e um menino, e ambos começaram com cheirinho embaixo do braço, uns cravinhos e agora, com 6 anos e 10 meses, começaram com pelinhos. Isso é puberdade precoce?

Pode ser, ou não. A glândula adrenal (ou suprarrenal), às vezes começa a secretar os hormônios andrógenos, também relacionados ao amadurecimento sexual de forma precoce. Essa ocorrência é chamada de adrenarca. Na maioria das crianças isto não provoca nenhum tipo de manifestação clínica, entretanto em algumas pode ser responsável pelo odor nas axilas, pelo aumento da oleosidade da pele, acne, cravos e aparecimento de pelos pubianos e axilares. Quando isso ocorre antes do tempo (8 anos nas meninas e 9 anos nos meninos) é considerado precoce e pode estar relacionado com doenças potencialmente sérias, como um tumor adrenal ou um mal funcionamento adrenal conhecido como hiperplasia suprarrenal congênita. Nesta situação também é necessária uma avaliação cuidadosa por um médico.

Qual é o tratamento da puberdade precoce?

O tratamento depende da causa. No caso da puberdade precoce central, ele consiste de injeções, mensais ou trimestrais de um hormônio, que faz a puberdade regredir. Esta mesma medicação funciona como um freio no desenvolvimento do esqueleto, melhorando a estatura final destas crianças. A expectativa é manter o tratamento até por volta dos 12 anos de idade óssea e após suspender as injeções, liberando o corpo para desenvolver-se – desta vez, na hora certa. Outras vezes é necessário cirurgia para remover a causa do problema; e outras vezes nenhum tratamento é recomendado, além do acompanhamento médico.

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Segue a lista com os 30 selecionados para o Programa de Emagrecimento Sustentável em 7 Passos, de junho a setembro de 2017.

A partir de amanhã serão enviadas instruções para seus e-mails. Esta lista também será enviada ao longo do dia para o e-mail de todos os inscritos.

Se você não foi selecionada(o), não fique triste: decidimos abrir mais 30 vagas com um valor simbólico, a partir de amanhã. Isso será explicado em uma live e em uma postagem no facebook na terça-feira dia 13 de junho. Fique atenta(o)!

Segue a lista. Parabéns a todos!

A partir de amanhã já poderemos nos encontrar no Grupo VIP do Facebook! Sigam as instruções do e-mail que receberão entre hoje e amanhã!

Antonio Marcos Guilhermano Medeiros
Sidnei de Anchieta S. Santos
Débora Novo
Vanessa Anastácio Teixeira
Carolina Almeida
Ana Caroline Ribeiro de Oliveira Gouveia
Jessica Flores Mizoguchi
Beatriz Cardoso Jeremias
Silvia de Souza Araújo
Bruna Rizzato
Norma Jane de Vicente
Thamires Rodrigues Simionato
Carolina Lopes
Michelle Oliveira
Juliane Monassa Martins
Ana Carolina Lemes
Bruna Ramoni
Katiuscia Tor
Isadora Cassel Livinalli
Suellen Alves dos Santos
Priscila Sander Leite
Vera Lúcia Alexandre Alves
Jane Rodrigues Oliveira
Jucilea Leandro Daros
Fabricio de Oliveira Gressler
Fabiane Márcia Drews
Marisa Soares Salinas
Vanessa Medeiros
Thaís de Souza Rodrigues Paiva
Tainara Espindola Lentz

Com carinho,

Rafael Reinehr

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