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Esta postagem é a primeira de 13 postagens da série Exercício de Escrita Criativa e Produtividade, que propus em 28 de junho último. Acompanhe todos os artigos, compartilhe – se achar interessante – e comente se houver algo a acrescentar.

Quando propus o Exercício de Escrita Criativa e Produtividade, recebi alguns comentários e um deles chamou minha atenção: foi uma pergunta do Ricardo Kasburg Philippsen questionando se eu aceitaria sugestões de temas para as 13 semanas de postagem. Ao que lhe respondi que sim, seria ótimo receber ideias e tornaria até mais fácil o meu trabalho. Mas, mal sabia eu que lá vinha bomba!

O Ricardo propôs que eu escrevesse sobre aquilo que, para mim pessoalmente, fosse a coisa mais desconfortável para escrever. Eu deveria olhar para dentro, investigar e falar sobre o que fosse mais difícil para mim.

Como no primeiro exercício, este que estou publicando agora, eu devo contar uma história pessoal, bem, lá vamos nós… O que é difícil e desconfortável para mim, neste momento da vida?

De todas as coisas que precisam ser melhoradas – minhas características pessoais de intolerância e impaciência, minha gestão do tempo e aumento de capacidade para dizer “não” a novos projetos, ser capaz de voltar a produzir meu alimento e lidar com 100% do lixo orgânico como já fui capaz de fazer em outros tempos, minha relação afetiva atual – aquela que mais me incomoda está relacionada com as consequências e amarras derivadas da minha separação com a mãe de meus filhos, em 2014.

Adoraria poder escrever com detalhes sobre meus sentimentos, sobre os fatos e sobre como interpreto tudo que aconteceu e está acontecendo, mas como se avizinha um processo litigioso, terei que calar por ora. Desabafar sobre aquilo que nos sufoca é terapêutico. Não poder falar o que está engasgado e o que o outro precisa ouvir é tóxico. Desta feita, estou sim registrando os fatos e os sentimentos que acompanham, pois um dia poderei colocá-los para fora. Por ora, preciso “deixar quieto”.

Por este motivo, vou escolher a segunda coisa que mais me atormenta nos dias de hoje: minha incapacidade em criar um senso de pertencimento, de comunidade e de tornar sustentáveis meus projetos de cunho altruísta, socio-ambiental e culturais.

Quem me acompanha sabe que estou em constante processo de animação de vários projetos de toda sorte, entre eles a Coolmeia, o Medictando, o Pensador Selvagem, o Simplicíssimo, a Rádio Sofia, a AntiEditora, o CEHLA, a Biblioteca Anarquista, a ZenNature, a The Love&Brains Cooperationo Solutio e alguns outros.

Sim, eu sei. Alguns me chamam de louco por tentar. Outros me compreendem e me dão força, de várias formas: palavras de estímulo, dando as mãos e pegando junto em um ou outro projeto – projetos estes que estão desenhados de forma colaborativa, abertos à participação de quem se sentir convidado e incluído. Eles tem código aberto, podem ser replicados onde for desejável e, ao fazer parte, funcionam de forma horizontal e autogerida, em sua maior parte.

Os fatores que me deixam inquieto, insatisfeito e de mal comigo mesmo são:

  • Crowdsourcing insuficiente: não temos o time de pessoas dedicadas a cada projeto na intensidade desejável para que ele floresça

  • Quando temos um time maravilhoso, ele é composto por pessoas que, assim como eu, fazem parte de vários projetos e não conseguem dedicar tempo suficiente àquele nosso projeto em comum

  • Algumas pessoas chegam e vão, pois não conseguem desenvolver um senso de pertencimento à iniciativa pela qual ele se interessou

  • Os projetos sempre foram alimentados majoritariamente por dinheiro do meu próprio bolso, até o momento em que isso se tornou inviável e, pela primeira vez, precisei começar a pensar em como gerar sustentabilidade econômica para eles

  • Trazer benefício verdadeiro, significativo e duradouro para a comunidade que faz parte dos projetos e também ao ecossistema que o projeto pretende alcançar e nutrir.

  • Não conseguir comunicar efetivamente ao público em geral como que estes projetos que, a um primeiro olhar, parecem díspares e não relacionados, na verdade fazer parte de um todo coeso, com objetivos comuns mas individualmente focados em públicos e assuntos diversos

Olho para trás e verifico o tempo e os recursos que já foram (e continuam sendo) investidos nestes projetos. Fico feliz com os resultados alcançados até o momento, mas sei que eles podem – e devem – chegar a mais pessoas, e fazer a diferença positiva no mundo para a qual eles foram projetados.

Hoje consigo reconhecer os erros de planejamento, os de execução e até a insuficiência na celebração de pequenas conquistas que tivemos pelo caminho. As pessoas que me acompanharam e acompanham mais de perto sabem do que estou falando, com mais propriedade. Na verdade, muitas vezes reconhecia no momento em que aconteciam, mas não tinha fôlego para consertá-los, em função das outras demandas acumuladas.

Sim, e é somente neste aspecto que dou a braço a torcer aos críticos que dizem: “Mas você faz muitas coisas ao mesmo tempo! Não seria melhor se dedicar a somente um projeto por vez, fazê-lo acontecer e só daí partir para um próximo?”

Sim, vocês tem razão. Isso seria o ideal. Mas como controlar esta ânsia insana que vem de dentro e me impele a fazer tudo ao mesmo tempo agora? Este ímpeto é imparável. Não sei se alguém entende o que estou dizendo, mas é como se fosse um “chamado”, uma voz tão forte que te inspira e faz com que nada possa ficar para depois.

Antes de mais nada, já tentei suprimir esta voz por algum tempo. E consegui. Juntamente com isto, consegui me sentir infeliz. Ao que parece, minha felicidade, aquela verdadeira sensação de bem-estar, na qual você se sente pleno, completo, inclui estar fazendo milhares de coisas ao mesmo tempo. Me sinto vivo e é assim que escolho seguir. Existe algum tipo de contenção compulsória para isso? Espero que não. Já tentei meditação para isso, mas o que ela faz é, na verdade, ampliar ainda mais minhas ideias, delírios e vontades. A meditação ao mesmo tempo que me acalma me deixa ainda mais criativo, com vontade de participar e interagir com o mundo e as pessoas, ajudando na transformação desta realidade em uma outra, melhor.

Bem, talvez esta história pessoal faça pouco sentido a você que a está lendo agora. Talvez eu consiga trazer mais sentido a ela nas próximas semanas, nos próximos meses, anos, décadas, com o desenrolar de todos estes projetos e iniciativas. Se eu for bem sucedido, você saberá. Se não for, somente ficarás sabendo se ficares por perto. Te convido a ficares por perto e me ajudar da forma que for possível a você: carinho, críticas, sugestões, recursos econômicos, seu conhecimento, seu networking, indicando pessoas próximas a você que possam desejar participar e ajudar de um ou mais dos projetos elencados acima.

Ao longo das próximas semanas dois eventos relacionados ao desconforto relatado acima serão desvelados:

  1. A criação de um folder e de um mapa mental que irão explicar, da maneira mais simples e didática possível o que são estes projetos todos e como eles se correlacionam
  2. Uma chamada coletiva para apoiadores, dentro de um modelo chamado OKR Fee, que deverá retribuir a cada apoiador na justa medida de sua participação em cada projeto ou iniciativa (saiba mais em breve, em um artigo específico sobre isso).

Enquanto isso, seja mais uma vez bem-vindo(a) à série de 13 textos sobre Escrita Criativa e Produtividade. Toda segunda-feira, no http://reinehr.org nos próximos 3 meses.

Seja bem-vindo à Aventura! E, como eu escrevi há alguns anos atrás em um texto chamado “Eu tive um sonho“, O que você, que está lendo este texto agora, e que estou chamando para compor este sonho comigo, acrescentaria de seu para que este sonho seja um sonho ao mesmo tempo comum e completamente seu?

Vale a leitura do texto acima! Até breve, obrigado por me acompanhar até aqui.

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“Fazer o mundo funcionar para 100% da humanidade no menor tempo possível através da cooperação espontânea sem ofensa ecológica ou desvantagens para qualquer um”. – R. Buckminster Fuller

Esse era o sonho e o desafio do visionário, designer, arquiteto, inventor e escritor estadunidense Richard Buckminster Fuller. Para além de uma visão de um mundo aprimorado pelo design inteligente, Bucky, como era chamado, deixou um instituto que, há 10 anos desafia todos os cidadãos do mundo a criarem uma abordagem sistêmica para entender e intervir nas complexas e inter-relacionadas crises de larga escala que tem impacto social e ambiental.

Vencer o Fuller Challenge requer qualidades raras e muita obstinação

Os vencedores são aqueles capazes de apresentar uma rara combinação de pensamento pragmático, visionário, abrangente e antecipatório, e abordam questões tão amplas quanto mobilidade urbana, recuperação de costas e inovação em embalagens biodegradáveis.

Neste ano, o projeto da Tudoteca – que idealizei em 2007-2008 no lumiar do surgimento da Coolmeia – foi inscrita e está concorrendo!

Se você deseja saber mais sobre a Tudoteca, existem dois caminhos:

  1. Leia o artigo que escrevi sobre ela aqui: http://reinehr.org/uncategorized/tudoteca-um-espaco-de-convivencia-compartilhamento-e-cooperacao/
  2. Entre em contato pelo formulário abaixo, solicitando maiores informações ou, então, expressando seu desejo em colaborar com o projeto. Toda ajuda é bem-vinda!

PS: Se não te importas em ler em inglês, fique à vontade para conhecer um pouco mais sobre a Tudoteca:

  1. Tudoteca – A space of conviviality, sharing and cooperation

  2. Tudoteca:  Seven Reasons Why

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Bem, quem me conhece sabe do meu idealismo…

Um pouco dele pode ser visto aqui, no meu convite aberto escrito em 01/01/2012 no texto Eu tive um sonho.

Mas construir uma realidade melhor para nossa espécie e para os demais seres vivos que harmonizam conosco nesse planeta não é tarefa para uma pessoa só. Mas como já dizia a Margaret Mead: “Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos conscientes possa mudar o mundo. Afinal, foi isso o que sempre aconteceu“.

E cá estamos nós, buscando reunir pessoas que pensem e atuem “fora da caixa”, ou seja, que não se sujeitam a repetir os mesmos e velhos processos mastigados e desgastados de outrora, mas que buscaram por si e que galgaram através da experiência, do conhecimento e da observação atenta um caminho novo, singular e harmônico para si e para as pessoas ao redor. Quer seja em pequenos ou grande atos, estamos unidos por uma teia invisível que nos leva ao Bem Comum.Se você está lendo este texto é porquê, provavelmente, está atendendo ao meu convite feito na Rede Dots. Relembrando o que escrevi lá:

 

“Queridx dot, cheguei há algum tempo e depois de observar, resolvi tomar coragem e me apresentar.

Sou o Rafael, médico endocrinologista, fundador da Coolmeia Ideias em Cooperação e do Medictando & ZenNature, iniciativas voltadas à promoção do Bem Comum, à educação em Saúde, Qualidade de Vida, Bem-estar e Felicidade e à distribuição de produtos para o Bem viver, respectivamente.

Passo aqui para solicitar seu auxílio em algo que pode trazer um bem danado para o nosso mundão. Como médico “um pouco diferente” que sou, estou sempre à procura de profissionais das áreas de saúde, bem-estar, qualidade de vida e felicidade “fora da caixa”, fora desse sistema industrial insano no qual vivemos e, se não tomarmos atitude, morreremos.

O que quero de vocês é simples: quero indicações de médicos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, dentistas, bioconstrutores, arquitetos, designers sociais, economistas, cientistas políticos, antropólogos, cicloativistas, ativistas socioambientais, defensores de energias limpas e renováveis, recicladores, terapeutas e curadores de todos os tipos e todo tipo de pessoa preocupada com o bem-estar geral da humanidade e do planeta que, entretanto, mantenham um olhar crítico sobre a própria prática, sem torná-la hermeticamente fechada.

Quero fazer a estas pessoas o convite de tornarem-se colunistas do Medictando e ampliarem o bem que produzimos, para que possamos chegar a cada vez mais pessoas.

Posso contar com você para isso? Se este convite ressoar e fizer sentido para você, marque as pessoas que julgar que possam se interessar ou envie um e-mail para info@medictando.com

Vais me deixar muito feliz e ajudar muito ma minha jornada para deixar este mundo melhor para nossos filhos.

Namastê.”

Bem, se você já está decidida(o) a participar do Medictando, aqui vai o link para o Formulário no qual você pode fazer sua inscrição para a criação de sua coluna: Vou Ser Colunista do Medictando.

Se você, por outro lado, quer saber mais antes do começar, siga lendo!

Antes de mais nada, saiba que eu ADORARIA (de verdade! mesmo!) poder falar individualmente com cada uma das pessoas que levantou o dedo ou que foi indicada a partir daquela postagem no grupo Dots, mas a resposta foi tão mais maravilhosa do que eu podia esperar e, mesmo extasiado e imensamente feliz, sei que não poderei fazer isso em um curto período de tempo, e como não queria deixar ninguém esperando, a solução que tive foi esta: a de criar uma postagem que comunicasse de forma coletiva A que viemos, quem somos e, a partir dela, iniciar um fluxo de conversações mais lento e orgânico, como deve ser. Sem pressa, cultivando horizontes e resgatando potências poéticas da vida no caminho.

A riqueza das respostas ainda está me energizando mesmo depois de vários dias, e sou imensamente grato ao Universo e à Natureza por estar tendo esta chance de apresentar meu trabalho a você, agora.

O Medictando é um portal de Educação em Saúde, Qualidade de Vida, Bem-estar e Felicidade. Ele surgiu a partir de uma inquietação e de uma busca. De uma incompletude. A história é mais ou menos assim:

Em uma das múltiplas derivações possíveis deste sonho, surgiu o Medictando, um espaço de aprendizagem sobre Saúde, Bem-estar, Qualidade de Vida e Felicidade. Uma plataforma na qual pudéssemos colecionar e remixar conhecimentos ancestrais e de vanguarda, científicos e intuitivos, oriundos da experiência dos laboratórios, dos consultórios, das conversas de vizinha e dos pés de mangueira. Um ambiente no qual pudéssemos meditar sobre a prática do medicar.

Uma percepção mais detalhada para saber a que viemos, pode ser lida no Nossa Visão. Mas não é só isso. Siga lendo!

O Medictando é um portal cuja missão é produzir 80 a 90% de seu conteúdo e distribui-lo de forma gratuita, para que o maior número de pessoas possíveis possam se beneficiar. Para garantir a sustentabilidade da nossa iniciativa, escolhemos dois caminhos:

  1. Criar uma série de cursos, oficinas, livros, materiais de apoio (CDs, DVDs), palestras que eventualmente podem ter um custo e, desta forma trazer justo e verdadeiro benefício também para o criador desta dádiva que é o conteúdo gratuito.
  2. Criar um “braço econômico”, através de um marketplace, uma vitrine de produtos orgânicos, saudáveis e sustentáveis, oriundos do comércio justo, que não maltratem os animais e respeitem a harmonia do humano e da Natureza. Essa vitrine chama-se ZenNature (natureza zen) e está neste momento convidando produtores parceiros para exporem e distribuirem seus produtos através da nossa plataforma.

Hoje, o investimento mensal para manutenção do Medictando (jornalista, designer gráfico, social media, anúncios, servidor e demais custos) é custeado por mim. No futuro, o próprio site e seus mecanismos de sustentabilidade econômica deverão se tornar, também, autossustentáveis. Acreditamos no propósito e no caminho, e com trabalho, apoio mútuo e dedicação, os frutos sobrevirão, no justo e adequado tempo.

No momento, toda colaboração é muito bem-vinda (tanto na forma de produção de conteúdo (artigos, podcasts, vídeos, cursos online (temos estrutura para disponibilizar estes cursos para os produtores de conteúdo) quanto na forma de auxílio em todas as instâncias da plataforma – gestão, revisão, deliberação criativa, tradução, arte, design, produção audiovisual…).

Conheça o site visitando http://medictando.com

Nossa página no face está em https://facebook.com/medictando

Também estamos no twitter, no Youtube, no Instagram e mui timidamente no Periscope.

Sem muito alarde, mas com foco, amor e perseverança, temos o pequeno sonho de nos tornarmos um dos melhores produtores de conteúdo sobre Saúde, Qualidade de Vida, Bem-estar e Felicidade do Brasil até 2020 e, quem sabe, um dos mais significativos do planeta até 2031 (já estamos caminhando, com tempo te conto todas as iniciativas já em andamento!)

Tão logo os recursos disponíveis passem a se tornar excedentes, passaremos a remunerar toda e qualquer função dentro do Medictando. Mas fica um alerta!!! Já participei de vários projetos online desde 2002 e isso (a perspectiva de remuneração) não pode ser fator determinante para que você decida participar deste projeto! O fator determinante sempre deverá ser o de buscar produzir o máximo de Bem Comum a partir da sua ação intencional neste planeta.

Se você está de acordo com isto, não perca tempo e preencha o formulário abaixo, falando mais sobre Você e sobre sua Coluna:

Formulário de Participação no Medictando

Se você gostaria de participar do Medictando de outra maneira que não através de uma coluna, por favor envie um e-mail (info@medictando.com) e explique como você se vê colaborando! Estou muito atento!

A partir destas respostas, e se houver interesse verdadeiro em participar, estarei entrando em contato individualmente para conversar sobre os detalhes particulares de cada um!

Espero que esta mensagem te traga o bem,

Namastê.

Rafael Reinehr
Segunda-feira, 24 de outubro de 2016.

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