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Saúde Parte VI – de VIII

Saúde Parte VI – de VIII


Publicado Por em abr 5, 2016

 

Se quiseres planejar para um ano, plante cereais. Se quiseres planejar para trinta anos, plante árvores. Se quiseres planejar para 100 anos, eduque o povo.” – Provérbio chinês

Saúde sem educação é a maior utopia possível.

Uma pessoa que não foi educada para saber diferenciar entre o certo e o errado, o que nutre e o que envenena o corpo, conta tão somente com a sorte para sobreviver a toda sorte de ofertas de alimentos com embalagens coloridas, que ficam prontos em 2 minutos no microondas, frutas vistosas (repletas de agrotóxicos e fertilizantes químicos) e mesmo terapeutas charlatães que vendem tratamentos milagrosos para perda de peso, benefícios estéticos ou mesmo curas milagrosas para as mais variadas afecções.

Um ser humano que aprender a se defender das desinformações que o mundo moderno, tal qual George Orwell previa em 1984, nos fornece, tem mais condições de viver uma vida saudável e longeva. Eis a importância, como citei há algumas edições atrás, da criação não somente de Postos e Unidades de Atenção à Saúde (que em sua grande maioria são Unidades de Atenção à Doença), mas de Centros (Populares) de Educação em Saúde e de uma verdadeira e efetiva Rede Integrada de Educação em Saúde, capaz de transmitir o conhecimento que fica encastelado e centralizado na figura dos profissionais de saúde, tanto clínicos gerais quanto especialistas das diversas áreas de atenção aos pacientes e distribuir este conhecimento, tornando não só o acesso à saúde mas o conhecimento acerca do que é bom e preferível e o que deve ser evitado mais democrático e distribuído.

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Quando pensamos que nosso ecossistema como um todo é responsável pela nossa saúde, desde o ar que respiramos, a água que ingerimos, a violência de nossa urbe, etc., nos damos conta de quão importantes são os exemplos que nossas escolhas e nossos atos proporcionam para quem está á nossa volta e para as gerações vindouras. Como dizia B. K. Jagdish:

“Nossos pés deixam pegadas na areia do tempo. Se estivermos no caminho errado, muitos nos seguirão, desviando-se do que é correto. Quando pensamos que uma ação é só por aquele momento e esquecemos que ela deixa um rastro atrás de si, não estamos sendo responsáveis. Todas as nossas ações afetam os seres humanos, dando-lhes alívio ou tristeza. Podemos fortalecê-los ou não. Podemos causar ferimentos ou curas. Podemos gerar conflitos ou resolvê-los. Podemos criar cataclismas ou algo nobre para a sociedade.”

Existe ainda uma outra lição bem interessante e inteligente, que nos liga à frugalidade, discutida anteriormente, e também à preocupação com a questão sistêmica do planeta e, de forma interdependente, às nossas relações com os outros humanos, que é a de manter uma atitude “verde” para com o mundo. Sobre isso, diziam Penny Kemp e Derek Wall, ecologistas britânicos:

“Como ser verde? Muitas pessoas nos perguntam esta importante questão. É realmente muito simples e não requer nenhum conhecimento especializado ou habilidades complexas. Aqui está a resposta. Consuma menos. Compartilhe mais. Aproveite a vida.”

Mas, muitas vezes, quando tudo o mais parece não resolver, o melhor que temos à fazer para manter ou para recuperar a saúde é fugir. Mas não a fuga do depressivo ou a fuga do amedrontado: uma fuga consciente, como estratégia para equilibrar a loucura e a serenidade presentes em cada um de nós. A fuga para encontrar a justa medida. O (quase) perfeito equilíbrio. Henry Laborit nos dizia:

“Em tempos como este, a fuga é o único meio para manter-se vivo e continuar a sonhar.”

E Hakim Bey nos ensina, em TAZ – A Zona Autônoma Temporária, Anarquia Ontológica e Terrorismo Poético, como usar a tática ninja do desaparecimento para realizar nossa essência longe dos olhos de quem nos controla, quer seja o Estado, a Igreja, a Escola ou mesmo a Família, sempre que precisamos exercer nosso direito à liberdade e à integritude. Quando, finalmente, nem a fuga dá certo, nos resta mais uma opção para invocar um surto instantâneo de saúde em nossas artérias e espírito: Rir! Esse sim, é o melhor remédio!

Como dizia Mort Walker, “Abençoados os que sabem rir de si mesmos, porque nunca deixarão de divertir-se”.

E não é verdade? Já existem até estudos científicos comprovando os efeitos benéficos de sorrir e gargalhar sobre a saúde humana!

No próximo texto, o sétimo e penúltimo da saga “Saúde”,

veremos como Ralar o joelho, Revoltar-se, Desobedecer, Diversidade e Respeito se relacionam com o conceito de saúde. Até lá!

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Saúde Parte VI – de VIII

Saúde Parte VI – de VIII


Publicado Por em abr 5, 2016

 

Se quiseres planejar para um ano, plante cereais. Se quiseres planejar para trinta anos, plante árvores. Se quiseres planejar para 100 anos, eduque o povo.” – Provérbio chinês

Saúde sem educação é a maior utopia possível.

Uma pessoa que não foi educada para saber diferenciar entre o certo e o errado, o que nutre e o que envenena o corpo, conta tão somente com a sorte para sobreviver a toda sorte de ofertas de alimentos com embalagens coloridas, que ficam prontos em 2 minutos no microondas, frutas vistosas (repletas de agrotóxicos e fertilizantes químicos) e mesmo terapeutas charlatães que vendem tratamentos milagrosos para perda de peso, benefícios estéticos ou mesmo curas milagrosas para as mais variadas afecções.
Um ser humano que aprender a se defender das desinformações que o mundo moderno, tal qual George Orwell previa em 1984, nos fornece, tem mais condições de viver uma vida saudável e longeva. Eis a importância, como citei há algumas edições atrás, da criação não somente de Postos e Unidades de Atenção à Saúde (que em sua grande maioria são Unidades de Atenção à Doença), mas de Centros (Populares) de Educação em Saúde e de uma verdadeira e efetiva Rede Integrada de Educação em Saúde, capaz de transmitir o conhecimento que fica encastelado e centralizado na figura dos profissionais de saúde, tanto clínicos gerais quanto especialistas das diversas áreas de atenção aos pacientes e distribuir este conhecimento, tornando não só o acesso à saúde mas o conhecimento acerca do que é bom e preferível e o que deve ser evitado mais democrático e distribuído.
pegadas
Quando pensamos que nosso ecossistema como um todo é responsável pela nossa saúde, desde o ar que respiramos, a água que ingerimos, a violência de nossa urbe, etc., nos damos conta de quão importantes são os exemplos que nossas escolhas e nossos atos proporcionam para quem está á nossa volta e para as gerações vindouras. Como dizia B. K. Jagdish:

“Nossos pés deixam pegadas na areia do tempo. Se estivermos no caminho errado, muitos nos seguirão, desviando-se do que é correto. Quando pensamos que uma ação é só por aquele momento e esquecemos que ela deixa um rastro atrás de si, não estamos sendo responsáveis. Todas as nossas ações afetam os seres humanos, dando-lhes alívio ou tristeza. Podemos fortalecê-los ou não. Podemos causar ferimentos ou curas. Podemos gerar conflitos ou resolvê-los. Podemos criar cataclismas ou algo nobre para a sociedade.”

Existe ainda uma outra lição bem interessante e inteligente, que nos liga à frugalidade, discutida anteriormente, e também à preocupação com a questão sistêmica do planeta e, de forma interdependente, às nossas relações com os outros humanos, que é a de manter uma atitude “verde” para com o mundo. Sobre isso, diziam Penny Kemp e Derek Wall, ecologistas britânicos:

“Como ser verde? Muitas pessoas nos perguntam esta importante questão. É realmente muito simples e não requer nenhum conhecimento especializado ou habilidades complexas. Aqui está a resposta. Consuma menos. Compartilhe mais. Aproveite a vida.”

Mas, muitas vezes, quando tudo o mais parece não resolver, o melhor que temos à fazer para manter ou para recuperar a saúde é fugir. Mas não a fuga do depressivo ou a fuga do amedrontado: uma fuga consciente, como estratégia para equilibrar a loucura e a serenidade presentes em cada um de nós. A fuga para encontrar a justa medida. O (quase) perfeito equilíbrio. Henry Laborit nos dizia:

“Em tempos como este, a fuga é o único meio para manter-se vivo e continuar a sonhar.”

E Hakim Bey nos ensina, em TAZ – A Zona Autônoma Temporária, Anarquia Ontológica e Terrorismo Poético, como usar a tática ninja do desaparecimento para realizar nossa essência longe dos olhos de quem nos controla, quer seja o Estado, a Igreja, a Escola ou mesmo a Família, sempre que precisamos exercer nosso direito à liberdade e à integritude. Quando, finalmente, nem a fuga dá certo, nos resta mais uma opção para invocar um surto instantâneo de saúde em nossas artérias e espírito: Rir! Esse sim, é o melhor remédio!
Como dizia Mort Walker, “Abençoados os que sabem rir de si mesmos, porque nunca deixarão de divertir-se”.
E não é verdade? Já existem até estudos científicos comprovando os efeitos benéficos de sorrir e gargalhar sobre a saúde humana!

No próximo texto, o sétimo e penúltimo da saga “Saúde”,

veremos como Ralar o joelho, Revoltar-se, Desobedecer, Diversidade e Respeito se relacionam com o conceito de saúde. Até lá!

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Sonhei que morria por causa de uma bactéria no coração. Acordei febril. Mas podia ser pior, eu podia ter sonhado que era um professor paranaense.” – Pedro Rios Leão

charge de Odyr Bernardi

 

O Beto Richa, e nossos governantes em geral, sabem muito bem o perigo que os professores representam. O que aconteceu hoje em Curitiba não foi uma fatalidade ou um ato de descontrole. Foi apenas uma ação condizente com a cultura política do nosso país. Qualquer esboço de mudança passa por uma auto-reflexão. Somos todos responsáveis. Quem não está ATIVAMENTE contra essa ideologia vigente, está a favor dela e é diretamente culpado pelos acontecimentos de hoje.

Espero que o ocorrido encerre de vez essa sandice de intervenção militar. Quem quiser provar um “pouquinho” de intervenção militar, dá um pulo aqui no Centro Cívico pra tomar bomba e cacetete na cara. Porque protestar em bairro nobre com roupinhas da moda e voltar pra casa de taxi, limpinho e bem feliz é fácil, qualquer imbecil consegue.

Hoje, mais do que nunca, vale a célebre frase de Martin Luther King Jr.: a maior tragédia desse momento de crise não será o grito dos homens maus e sim o silêncio dos homens de bem!” – Jaque Bohn Donada

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Sugestão de campanha: Você conhece algum filho de policial militar no PR? Conhece a esposa de algum deles? Ligue para ela, ele e sugira que chame o pai à consciência. POlicial também é trabalhador. Hoje eles bateram nos professores de seus próprios filhos, nas professoras de suas filhas, e talvez em alguns que foram ou poderiam ter sido seus professores no passado recente. Sugiro que seus vizinhos não os rejeitem, mas que os chamem ao motim, que os convidem à desobediência baseada no RDE ou no código militar “ORDEM ABSURDA NÃO SE CUMPRE” é dever do militar desobedecer e ir preso se for o caso. Trabalhador não bate em trabalhador. peça aos filhos e amigos, parentes e esposas de policiais militares que se mobilizem e ajudem estes a dar o passo que falta …. e ficarem do lado do bem da justiça. Estes homens e mulheres fardados, em sua maioria, e ao seu modo, querem o mesmo que todos os demais trabalhadores: paz e justiça.” – Claudio Oliver

FB_IMG_1430355752080Outra informação, do Paraná Portal, afirma que 50 policiais serão exonerados pois recusaram-se a atirar contra os manifestantes.

Os surtos de lucidez são penalizados, enquanto os rompantes de afronta à democracia e ao direito de protesto são fortemente reprimidos. Vivemos há muito em uma sociedade de hipercontrole, em que a Polícia não serve ao propósito de defender a população de bandidos, ladrões e criminosos em geral mas, pelo contrário, está presente apenas para garantir a propriedade privada (daqueles que a possuem) e a manutenção do estado das coisas de forma a favorecer quem está no poder.

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“Não é suficiente para mim parar em frente a vocês nesta noite e condenar os levantes. Seria moralmente irresponsável fazer isso sem, ao mesmo tempo, condenar as contingências e condições intoleráveis que existem em nossa sociedade. Essas condições são as coisas que fazem os indivíduos sentir que não possuem outra alternativa senão engajar-se em rebeliões violentas para chamar a atenção. E eu devo dizer hoje que uma revolta é a linguagem daqueles que não são ouvidos.” – Martin Luther King Jr., 14 de março de 1968

Voltaire já dizia: “É perigoso estar certo quando o governo está errado.” Isso está mais do que certo, haja vista que o aparelho ideológico do Estado e a estrutura hierárquica militar, disciplinada e aparelhada que está a seu serviço tem poder de desmonte truculento de qualquer confronto direto com a população.

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Isso, no entanto, não é razão para quedarmos acomodados em frente às nossas “caixas anestesiadoras” – que alguns chamam de televisores. A cooperação crescente e o avanço das estratégias de participação cidadã – indo para muito além da mera participação, evoluindo até a interação – com troca efetiva de saberes e a evolução da tomada de consciência sobre o verdadeiro estado das coisas (que nos é obscurecido pela Escola, pela Igreja e pelo Estado) poderão acabar por gerar as faíscas da transformação social que precisamos.

respeito às leis

“Se o governo não respeita nossos direitos, porque nós respeitamos suas leis?”

Por que somos condescendentes? Conformistas? Acomodados? Porque estamos conseguindo comprar nossos eletrodomésticos, televisores de LCD ou automóveis em 12, 24, 36 ou 72 vezes? Porque seguimos acreditando na promessa de um “paraíso na terra”, através de reformas e mais reformas – políticas, econômicas, tributárias – que sempre são paliativas e logo ali na frente são revogadas (como no caso da rotulação dos transgênicos)?

Será que não percebemos que nossas liberdades são mais e mais cerceadas em troca de uma suposta “segurança” para nós e nossas famílias, sendo que esta segurança na verdade é uma ilusão posta na mesa para manter o processo de enriquecimento de famílias e grupos corporativos cada vez mais famintos?

FB_IMG_1429453709381A postagem é séria. É tão séria que precisamos de um pouco de humor para atenuar a carga emocional pesada de tudo que precisamos digerir ao refletir sobre o assunto:

FB_IMG_1430358865408Para finalizar, uma foto de um membro do Black Block que foi “capturado” pela PM do Paraná, em sua vestimenta característica de confronto com a polícia. Estes baderneiros… tsc… tsc… (ATENÇÃO, AVISO AOS INCAUTOS, PARA EVITAR COMENTÁRIOS INAPROPRIADOS: SIM, ISTO É UMA IRONIA)

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A tempo: no início da madrugada caí em uma postagem de Gustavo Lisboa que cita Brecht. Suas palavras caem como uma luva para encerrar este ato:

Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.” – Bertold Brecht

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