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Se você quiser aprender a Como Escrever Bem ou Como Desenvolver Seu Próprio Estilo, chegou ao lugar certo!

Então, hoje o papo por aqui é Escrita e Literatura. No outro dia, recebi da Natalí Rosa –  querida amiga psicóloga de quem tive a honra de participar de sua banca de TCC – o seguinte pedido:

Bom dia!
Rafael, como você fez o vídeo sobre as pessoas interagirem mais com seus conteúdos, resolvi pedir algo que há tempos eu gostaria de pedir…mas, como você é muito ocupado deixe de lado. rssss

Seguinte, os poucos textos seus que eu li, percebi que você escreve muito bem. Mas, não é só escrever bem, é uma maneira diferente, uma forma particular tua, acredito. O ponto é que gostei da maneira como você escreve e, eu gostaria de pedir uma sugestão ou sugestões para que eu posso aprimorar minha escrita.
Gosto de leituras, gosto de escrever também, mas não acho que fica bom e acabo apagando tudo. rsss
Bem, sei que aprendemos escrever escrevendo, mas você tem alguma outras dicas?
É isso!
Abraço!

Cá estou eu, para, de forma sintética, começar a resolver esta questão – cuja resposta é simples, porém não existe “almoço grátis” para ela, ou seja, é necessário algum esforço concentrado e prática para desenvolver seu estilo e escrita.

Basicamente eu poderia dar 4 dicas para qualquer pessoa que deseje aprimorar sua escrita:

  1. Leia muito. Sempre. O dia inteiro. Tanto quanto puder e seus olhos aguentarem. Eu leio – sem brincadeira – todos os dias da minha vida desde os 3 anos e meio, quando minha tia Solange me ensinou a ler. Na primeira infância eu lia tudo, desde placa de carros, lista telefônica, classificados de jornal, até coisas mais divertidas como revistas em quadrinho e até, um pouco mais tarde, revistas femininas como Nova e Cláudia (acreditem!). Na sexta série do ensino fundamental, reza a lenda que li 67 livros em um ano escolar, espontaneamente, sem estímulo familiar ou dos professores. Eu gosto de ler. Me deixa!
  2. Escreva muito. Sempre. O dia inteiro. Tanto quanto puder e seus dedos ou mãos aguentarem. Meu primeiro dinheiro que ganhei na vida foi como escritor, aos 8 anos de idade. Ganhei um Concurso Cultural do Banco do Brasil, e ganhei uma conta-poupança no valor de alguns mil cruzeiros (me lembro de algo em torno de 6 mil, mas minha memória pode estar falha depois de tanto tempo). Sempre escrevi muito. Era até prolixo. A professora pedia 25 linhas eu escrevia 50. Ela pedia 50 eu escrevia 120. A síntese, por muito tempo não foi minha melhor característica! Mas a mensagem aqui é: exercite o “músculo” da escrita. Nem que seja para refletir, criar, escrever e guardar na gaveta. O exercício rotineiro é realmente fundamental. Nem que seja um diário, no qual você escreva um ou dois parágrafos por dia. Mantive diários em vários períodos da vida, tanto na adolescência quanto na vida adulta. Eram espaços para reflexões, períodos de introspecção, análise societal, de comportamentos humanos, relatos de histórias e também de criação literária. Uma das minhas primeiras experiências na web foi o Escrever Por Escrever, que comecei em 14 de dezembro de 2003 e. Antes mesmo desse blog, eu criei em 03 de junho de 2000 um projeto com o mesmo nome (Escrever Por Escrever) cujo objetivo era escrever diariamente sobre qualquer assunto que me viesse à cabeça, de forma livre e descompromissada. Livre pensar, livre fluxo. Anotava o horário no qual começava a escrever e o horário em que terminava. Durou alguns anos, e foi um belíssimo exercício de escrita criativa, sem amarras técnicas ou estilísticas, e gerou impressionantes insights, aprendizados e experiências.
  3. Leia sobre Como Escrever. Não tenha medo de ter seu estilo pessoal tolhido. Aprenda com os mestres, para depois libertar-se deles. Defina um estilo que você quer aprender a dominar, a masterizar e busque 3 a 5 livros sobre este estilo (Conto, Crônica, Poesia, Crítica, Roteiro…) ou faça como eu: navegue por vários e crie sua própria “síntese”, sua “mistura fina” de conhecimento sobre a arte da escrita. Não posso recomendar o que não li, então deixo as seguintes obras para como referência:
    1. Aspectos do Romance, de E.M. Forster
    2. Uma poética de romance, de Autran Dourado
    3. Os segredos da ficção, de Raimundo Carrero
    4. Manual do Roteiro, de Syd Field
    5. Teoria e Prática do Roteiro, de David Howard e Edward Mabley
    6. A Angústia da Influência – Uma Teoria da Poesia, de Harold Bloom
    7. A poética do conto, de Charles Kiefer
    8. A arte de escrever, de Arthur Schopenhauer
  4. Faça algum Curso sobre Como Escrever. Quer seja Online ou Presencial, vale muito a pena investir e ouvir quem já trilhou esse caminho. As dicas de bons escritores são preciosíssimas, e podem te economizar muito muito tempo no teu próprio caminho. Pessoalmente, valorizo muito mentores, e invisto pesado (tanto quanto posso) em ouvir pessoas que trilharam antes de mim os caminhos que desejo seguir. Se tem como investir, não titubeie: invista e seja feliz!

Espero que as dicas acima possam ter jogado uma luz sobre um caminho a seguir para desenvolver sua própria verve, sua própria veia literária. Se você realmente for apaixonado(a) por ler e escrever, nada (além da procrastinação!) irá te impedir de se tornar um ótimo escritor. Só que, da forma que eu vejo as coisas, se você procrastinar para fazer algo que você “diz que” ama, na verdade você não ama tanto assim, pois não conseguimos ficar longe de algo que amamos.

É justamente por isso que Leio, Aprendo e Escrevo todos os dias da minha vida!

Natalí, muito obrigado pela sua pergunta. Aos demais leitores deste artigo, uma excelente jornada em sua caminhada como escritores. Se desejarem compartilhar um pouco da sua história, fiquem à vontade para utilizar a Caixa de Comentários abaixo!

Até mais ver! Namastê.

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Nas próximas 13 semanas irei propor um desafio a mim mesmo: escreverei sobre 13 temáticas diferentes, uma a cada semana, sempre às segundas-feiras. E quero saber se você que está me lendo agora aceita ser meu convidado nesta jornada, compartilhando tuas ideias, críticas e sugestões – tanto ao conteúdo quanto ao formato daquela semana. Isso me ajudará muito a escolher o formato no qual eu deva me comunicar com mais frequência, compartilhando os saberes que tenho acumulado com meus amigos, pacientes e com a minha audiência.

As 13 temáticas serão as que seguem, em ordem:

  1. Contar uma história pessoal (03 de julho)
  2. Descrever um evento histórico (10 de julho)
  3. Revisar um livro, filme ou disco (17 de julho)
  4. Comentar sobre uma citação poderosa (24 de julho)
  5. Deixar que uma grande foto me inspire (31 de julho)
  6. Comentar sobre algo que está nas notícias (7 de agosto)
  7. Reportar sobre um diálogo interessante que tive (14 de agosto)
  8. Oferecer uma explicação passo-a-passo para fazer algo (21 de agosto)
  9. Oferecer uma lista de recursos (sobre algo interessante ou útil) (28 de agosto)
  10. Responder às questões da minha audiência (4 de setembro)
  11. Tornar uma tarefa aparentemente muito difícil algo fácil (11 de setembro)
  12. Explicar as razões que me fizeram tomar uma dada decisão (18 de setembro)
  13. Escrever um guia sobre algo popular (25 de setembro)
Estes temas foram inspirados na leitura do livro Platform, de Michael Hyatt, que em seu capítulo vinte e três sugere que mantenhamos uma lista de ideias sobre o que postar. Resolvi postar sobre todas elas como um exercício e um desafio ao mesmo tempo.
As postagens todas serão publicadas originalmente no Reinehr.org e os links serão replicados no meu perfil e página do Facebook, na minha conta do Twitter e no Instagram.
Curta, compartilhe e comente. Tua participação ajudará a definir a melhor forma de me comunicar contigo e com as pessoas que desejam saber mais sobre os assuntos que publico.
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Depois de um longo tempo de entressafra

– ou poderíamos chamar de hibernação, ou pousio, termo que prefiro – estou voltando à carga com este blog, mantendo o nome original que utilizei tanto em uma série de escritos livres redigidos a partir de 2000 quanto no blog que iniciou em 14 de dezembro de 2003: Escrever Por Escrever

As postagens linkadas acima podem dar uma luz sobre o nome do blog. Mas não espere muita luz. Uma nesga, talvez.

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O fato é que, depois de tanto tempo expressando-me “coletivamente”, através da Coolmeia, Ideias em Cooperação – depositei lá boa parte das minhas criações, do meu ímpeto, da minha energia, vontade, potência – decidi me posicionar como indivíduo novamente. Como criador, como autor, como ser singular que sou.

De forma alguma isso significa que abandono meus ideais coletivos, de convivialidade, solidariedade e busca de Bem Comum. Apenas significa que tenho uma verve e uma pulsão minha, que voltarei a expressar, sempre que isto for melhor do que apresentado para e em nome de um coletivo.

Nas primeiras semanas, estarei “requentando” uma série de escritos que andei publicando aqui e acolá nestes anos todos (no Simplicíssimo, n’O Pensador Selvagem, n’o Mutatis Mutandis, na Revista DOC, na Coolmeia e outros artigos escritos e nunca publicados. Entremeando este “revival”, artigos novos, fresquinhos, destilando um pouco das percepções que se construíram nos últimos anos e que, em muito, aperfeiçoaram (ou pelo menos “remoldaram”) minha visão de mundo.

Convido você, amici, a compartilhar desta jornada, adicionando, sempre que tiver vontade, suas impressões acerca dos assuntos abordados e, até, sugerindo pautas ou então participando como articulista convidado.

Novas seções e colunas irão surgir, algumas serão reativadas e a maioria ficará na história. Vez ou outra, no processo de revisar os artigos antigos, vou repostá-los para torná-los “vivos” mais uma vez, sempre que a seriedade, atualidade ou o humor fizerem com que esta vontade se faça premente.

Sem mais, seja bem-vindx ao Escrever Por Escrever. Sinta-se em casa. Críticas construtivas e sugestões serão sempre bem-vindas. Mau humor, trollagens e depreciações gratuitas, bem como discriminações de qualquer tipo serão sumariamente amputadas.

😉

[harmonia]

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cheguei-de-bicicleta2Queremos saber como vocês vieram parar aqui no Escrever por Escrever.

Muitas pessoas chegam aqui por acaso, buscando por assuntos mais diversos no Google. Outras vêm de links em blogs ou recebem dicas de amigos. Se você veio parar aqui através de um mecanismo de busca, lembra qual palavra que estava procurando? Veio de outro blog? indicação de alguém? Twitter? Facebook?

Também é uma ótima oportunidade pra @s mais tímid@s se apresentarem.

Diga lá, como chegou aqui?

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O Pintassilgo

O Pintassilgo


Posted By on fev 20, 2009

O PintassilgoComo de costume, não posso deixar passar um mês sem alguma novidade por aqui… A da vez chama-se O Pintassilgo.

O Pintassilgo é o nome que dei a um Boletim de periodicidade ocasional que enviarei a amigos, conhecidos e contatos da internet. Lá do fundo da sala, um já se levanta e pergunta: você já ouviu falar em Feed? Sim, sim, caro amigo. Obrigado pela lembrança! Sim, já ouvi falar de feed!

Mas o que O Pintassilgo terá de diferente em relação ao feed que eu posso assinar aqui neste site ou em qualquer outro que eu quiser assinar?

Em primeiro lugar, o feed deste e de qualquer site inclui todo o conteúdo produzido pelo site ou pela seção do site que você assina. No caso d´O Pintassilgo, haverá um editor (eu) que selecionará conteúdo não somente deste site (Escrever Por Escrever) como também de outros sites que fazem parte do Armazém de Ideias Ideais como O Pensador Selvagem, a Coolmeia, o Simplicíssimo, a Clínica MedSpa e a Sillencio Edittora & Livvraria além de links para textos selecionados em blogs afins.

Será um clipping composto apenas com o Crème de la Crème (e não todo e qualquer artigo) publicado ao alcance da minha leitura nesta rede e fora dela. Será um tipo de “acompanhe o que estamos fazendo, vendo, lendo, curtindo e programando” e um convite à participação contínua de nossas atividades, quer seja através da participação em ações propostas ou através do debate por e-mail, nas caixas de comentários ou nas listas de discussão e fóruns disponíveis.

Para assinar o Boletim, é muito simples: basta inserir seu e-mail na Página de Inscrição do Boletim O Pintassilgo.

Quanto à periodicidade, não haverá, mas estimo que conseguirei produzir um boletim por mês, em média ou, eventualmente, haverão dois Pintassilgos em um dado mês. Afinal de contas, tenho dois filhotes e uma esposa para alimentar,

 

 

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