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O que te desejamos para 2018

O que te desejamos para 2018


Publicado Por em jan 1, 2018

Te desejamos um 2018 iluminado no qual dentro de você, assim como dentro de nós, exista muita compaixão, sabedoria e discernimento, abertura para as mudanças que forem necessárias, paciência, tolerância com as diferenças, muito amor, gratidão pelo já alcançado, generosidade, perdão, altruísmo e felicidade.

Que você seja protagonista de bons encontros, faça frutificar realizações memoráveis que impactem positivamente muitas pessoas, que você se reencontre ou se mantenha conciliado com a tua essência e que teus melhores desejos para o mundo se tornem realidade.

Queremos notícias tuas em 2018 e, como sempre, precisaremos de ajuda nos vários projetos em andamento! Como se diz aqui no sul, “Não te acanhes! Prenda o grito!”

#2018 #newyear #anonovo #desejos #planos #felicidade #essencia #encontros #compaixao #amor #lovebrains #coolmeia #medictando

Um ano novo repleto de bons encontros.

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Esta postagem é a primeira de 13 postagens da série Exercício de Escrita Criativa e Produtividade, que propus em 28 de junho último. Acompanhe todos os artigos, compartilhe – se achar interessante – e comente se houver algo a acrescentar.

Quando propus o Exercício de Escrita Criativa e Produtividade, recebi alguns comentários e um deles chamou minha atenção: foi uma pergunta do Ricardo Kasburg Philippsen questionando se eu aceitaria sugestões de temas para as 13 semanas de postagem. Ao que lhe respondi que sim, seria ótimo receber ideias e tornaria até mais fácil o meu trabalho. Mas, mal sabia eu que lá vinha bomba!

O Ricardo propôs que eu escrevesse sobre aquilo que, para mim pessoalmente, fosse a coisa mais desconfortável para escrever. Eu deveria olhar para dentro, investigar e falar sobre o que fosse mais difícil para mim.

Como no primeiro exercício, este que estou publicando agora, eu devo contar uma história pessoal, bem, lá vamos nós… O que é difícil e desconfortável para mim, neste momento da vida?

De todas as coisas que precisam ser melhoradas – minhas características pessoais de intolerância e impaciência, minha gestão do tempo e aumento de capacidade para dizer “não” a novos projetos, ser capaz de voltar a produzir meu alimento e lidar com 100% do lixo orgânico como já fui capaz de fazer em outros tempos, minha relação afetiva atual – aquela que mais me incomoda está relacionada com as consequências e amarras derivadas da minha separação com a mãe de meus filhos, em 2014.

Adoraria poder escrever com detalhes sobre meus sentimentos, sobre os fatos e sobre como interpreto tudo que aconteceu e está acontecendo, mas como se avizinha um processo litigioso, terei que calar por ora. Desabafar sobre aquilo que nos sufoca é terapêutico. Não poder falar o que está engasgado e o que o outro precisa ouvir é tóxico. Desta feita, estou sim registrando os fatos e os sentimentos que acompanham, pois um dia poderei colocá-los para fora. Por ora, preciso “deixar quieto”.

Por este motivo, vou escolher a segunda coisa que mais me atormenta nos dias de hoje: minha incapacidade em criar um senso de pertencimento, de comunidade e de tornar sustentáveis meus projetos de cunho altruísta, socio-ambiental e culturais.

Quem me acompanha sabe que estou em constante processo de animação de vários projetos de toda sorte, entre eles a Coolmeia, o Medictando, o Pensador Selvagem, o Simplicíssimo, a Rádio Sofia, a AntiEditora, o CEHLA, a Biblioteca Anarquista, a ZenNature, a The Love&Brains Cooperationo Solutio e alguns outros.

Sim, eu sei. Alguns me chamam de louco por tentar. Outros me compreendem e me dão força, de várias formas: palavras de estímulo, dando as mãos e pegando junto em um ou outro projeto – projetos estes que estão desenhados de forma colaborativa, abertos à participação de quem se sentir convidado e incluído. Eles tem código aberto, podem ser replicados onde for desejável e, ao fazer parte, funcionam de forma horizontal e autogerida, em sua maior parte.

Os fatores que me deixam inquieto, insatisfeito e de mal comigo mesmo são:

  • Crowdsourcing insuficiente: não temos o time de pessoas dedicadas a cada projeto na intensidade desejável para que ele floresça

  • Quando temos um time maravilhoso, ele é composto por pessoas que, assim como eu, fazem parte de vários projetos e não conseguem dedicar tempo suficiente àquele nosso projeto em comum

  • Algumas pessoas chegam e vão, pois não conseguem desenvolver um senso de pertencimento à iniciativa pela qual ele se interessou

  • Os projetos sempre foram alimentados majoritariamente por dinheiro do meu próprio bolso, até o momento em que isso se tornou inviável e, pela primeira vez, precisei começar a pensar em como gerar sustentabilidade econômica para eles

  • Trazer benefício verdadeiro, significativo e duradouro para a comunidade que faz parte dos projetos e também ao ecossistema que o projeto pretende alcançar e nutrir.

  • Não conseguir comunicar efetivamente ao público em geral como que estes projetos que, a um primeiro olhar, parecem díspares e não relacionados, na verdade fazer parte de um todo coeso, com objetivos comuns mas individualmente focados em públicos e assuntos diversos

Olho para trás e verifico o tempo e os recursos que já foram (e continuam sendo) investidos nestes projetos. Fico feliz com os resultados alcançados até o momento, mas sei que eles podem – e devem – chegar a mais pessoas, e fazer a diferença positiva no mundo para a qual eles foram projetados.

Hoje consigo reconhecer os erros de planejamento, os de execução e até a insuficiência na celebração de pequenas conquistas que tivemos pelo caminho. As pessoas que me acompanharam e acompanham mais de perto sabem do que estou falando, com mais propriedade. Na verdade, muitas vezes reconhecia no momento em que aconteciam, mas não tinha fôlego para consertá-los, em função das outras demandas acumuladas.

Sim, e é somente neste aspecto que dou a braço a torcer aos críticos que dizem: “Mas você faz muitas coisas ao mesmo tempo! Não seria melhor se dedicar a somente um projeto por vez, fazê-lo acontecer e só daí partir para um próximo?”

Sim, vocês tem razão. Isso seria o ideal. Mas como controlar esta ânsia insana que vem de dentro e me impele a fazer tudo ao mesmo tempo agora? Este ímpeto é imparável. Não sei se alguém entende o que estou dizendo, mas é como se fosse um “chamado”, uma voz tão forte que te inspira e faz com que nada possa ficar para depois.

Antes de mais nada, já tentei suprimir esta voz por algum tempo. E consegui. Juntamente com isto, consegui me sentir infeliz. Ao que parece, minha felicidade, aquela verdadeira sensação de bem-estar, na qual você se sente pleno, completo, inclui estar fazendo milhares de coisas ao mesmo tempo. Me sinto vivo e é assim que escolho seguir. Existe algum tipo de contenção compulsória para isso? Espero que não. Já tentei meditação para isso, mas o que ela faz é, na verdade, ampliar ainda mais minhas ideias, delírios e vontades. A meditação ao mesmo tempo que me acalma me deixa ainda mais criativo, com vontade de participar e interagir com o mundo e as pessoas, ajudando na transformação desta realidade em uma outra, melhor.

Bem, talvez esta história pessoal faça pouco sentido a você que a está lendo agora. Talvez eu consiga trazer mais sentido a ela nas próximas semanas, nos próximos meses, anos, décadas, com o desenrolar de todos estes projetos e iniciativas. Se eu for bem sucedido, você saberá. Se não for, somente ficarás sabendo se ficares por perto. Te convido a ficares por perto e me ajudar da forma que for possível a você: carinho, críticas, sugestões, recursos econômicos, seu conhecimento, seu networking, indicando pessoas próximas a você que possam desejar participar e ajudar de um ou mais dos projetos elencados acima.

Ao longo das próximas semanas dois eventos relacionados ao desconforto relatado acima serão desvelados:

  1. A criação de um folder e de um mapa mental que irão explicar, da maneira mais simples e didática possível o que são estes projetos todos e como eles se correlacionam
  2. Uma chamada coletiva para apoiadores, dentro de um modelo chamado OKR Fee, que deverá retribuir a cada apoiador na justa medida de sua participação em cada projeto ou iniciativa (saiba mais em breve, em um artigo específico sobre isso).

Enquanto isso, seja mais uma vez bem-vindo(a) à série de 13 textos sobre Escrita Criativa e Produtividade. Toda segunda-feira, no http://reinehr.org nos próximos 3 meses.

Seja bem-vindo à Aventura! E, como eu escrevi há alguns anos atrás em um texto chamado “Eu tive um sonho“, O que você, que está lendo este texto agora, e que estou chamando para compor este sonho comigo, acrescentaria de seu para que este sonho seja um sonho ao mesmo tempo comum e completamente seu?

Vale a leitura do texto acima! Até breve, obrigado por me acompanhar até aqui.

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Saúde – parte III (de VIII)

Saúde – parte III (de VIII)


Publicado Por em maio 12, 2015

Ser sustentável é manter-se através das gerações,

de forma a manter um estado de equilíbrio que possa ser aproveitado por tempo indeterminado. Manter completamente a integridade física é algo, até agora, inimaginável. Sabemos que o corpo sofre degenerescência, envelhece. Ser sustentável, entretanto, refere-se também a fazer escolhas saudáveis, como alimentar-se com produtos orgânicos que, além de nutrirem mais e melhor, vem sem os terríveis agrotóxicos, indutores de cânceres e uma leva de doenças de todos os tipos, não só a partir do que comemos mas também da contaminação das águas que ingerimos e até do ar que respiramos ou entra em contato com nossa pele. Refere-se a usar menos o automóvel e usar mais a bicicleta ou transportes coletivos, ajudando a poluir menos e melhorar o ar que respiramos e, no caso da bicicleta, nossa aptidão cardiovascular. É fazer escolhas que nos levem além de um pensamento imediatista focado no lucro, até um outro focado na regeneração dos recursos naturais e humanos.

impermanencia

 
Resiliência é uma palavra muito interessante. Ela é utilizada na física, na psicologia, na engenharia e também pode ser usada no campo da saúde, quando nos referimos à manutenção ou retorno a um estado de homeostase, de equilíbrio. Sem resiliência, adoecemos. Falta de resiliência é sinônimo de incapacidade de se adaptar a mudanças no ambiente externo ou em nosso próprio corpo. Entender o conceito de resiliência pode nos ajudar a compreender porque algumas pessoas entregam-se mais facilmente quando algo lhes tira do equilíbrio e outras conseguem retornar ao estado de saúde mais prontamente.
 

Felicidade é, para muitos, sinônimo de saúde.

Ser feliz é não querer nada mais do que se tem. Apesar de ser um sentimento individual, pode ser irradiado e contaminar outras pessoas. Em linhas gerais, a felicidade é realmente contagiosa e pode ajudar a melhorar não só a saúde de uma pessoa mas também de uma comunidade, de uma população.
 
Associamos felicidade com conquistas, mas a felicidade está no fato de que, naquele momento, paramos de buscar. Felicidade tem a ver com o Fim da Busca. Aquele que não busca já alcançou. Nada o tira do equilíbrio. 
 
Um conceito muito curioso que está atrelado a um estado de espírito saudável é o de impermanência. Pessoas que compreendem que as coisas vem e vão, inexoravelmente, conseguem minimizar o sofrimento quando ocorrem perdas de qualquer tipo, desde a perda de um familiar até a perda de um dente. 
 
Uma pitoresca parábola budista conta que em um pequeno vilarejo, um menino ganha de sua família um lindo cavalo. Ao verem o belo presente dado ao menino, todos à sua volta exclamam:
– Que maravilha!
E o mestre zen: Veremos…
Passa-se algum tempo e o menino, ao andar com seu cavalo, cai e quebra a perna. Todos lamentam:
– Que desgraça!
E o mestre zen: Veremos…
Depois de alguns anos, o país entra em guerra, e todos os jovens do vilarejo são convocados para a luta e acabam morrendo, exceto o jovem com a perna enferma. Ao que a família conclui:
– Que maravilha!
E o mestre zen: Veremos…
 
Essa história, e o conceito de impermanência, nos lembram de viver o presente, sem deixar para amanhã e, mais importante, sem viver com o pensamento fincado no passado ou somente focando no futuro.. Conseguir isso também garante nossa saúde por mais tempo.
 
No próximo artigo buscaremos entender expressões como Mudança, Ir com o Fluxo, Alteridade, Olhar sob diversas perspectivas, Descolonização do Imaginário e Desapego significam saúde, sob vários aspectos..
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