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A Câmara dos Deputados aprovou em plenário o PL 4148/2008, do deputado ruralista Luiz Carlos Heinze (PP/RS). Foram 320 votos a favor e 120 contra. O projeto prevê a não obrigatoriedade da rotulagem de alimentos que possuem ingredientes transgênicos.
O projeto ruralista é um atentado ao direito à informação da população e só beneficia as empresas de agronegócio que querem esconder a origem do produto comercializado. Além do mais, quanto mais transgênicos, mais agrotóxicos. E já consumimos 7,3 litros de venenos agrícolas.
Temos o direito de saber o que colocamos no nosso prato!
” – do site do MST

transmaizena

Os deputados tem preço, a tua comida tem veneno.” – Henrique Sant´Anna

E a Câmara dos Deputados (competindo pau a pau com o Sensacionalista) mais uma vez decide tirar nossos direitos: dessa vez é para piorar a transparência (que está mais para opaca) com relação à informação sobre o que comemos.
A situação já não era legal e tende a piorar.
A solução é cada vez mais consumir alimento local (tendo contato direto com os produtores) e/ou produzir o que for capaz. Deixar de depender das grandes empresas que ditam as leis: essa é a verdadeira revolução.” – Álvaro Justen

produtos-transgenicos

Há poucos dias, eu mesmo tinha avisado que, onde há fumaça, há fogo, em uma postagem na mídia social facebook:
Salgadinho de milho sem o logo do TRANSGÊNICO, no Brasil? Será? Difícil acreditar… Yoki alimentos… vamos conferir…
No outro dia vi também uma farofa de milho sem o logo. Já achei esquisito…
Efeito antecipado da quebra da lei solicitada pelo tristíssimo deputado Luiz Carlos Heinze, que até agora obriga as empresas a notificar quando seus produtos contém transgênicos na formulação?
” – Rafael Reinehr, em postagem do facebook

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A própria rotulação dos transgênicos, da forma que foi realizada, sem uma campanha mais ampla para toda a população, já estava sendo insuficiente. Um estudo demonstrou que a maior parte das pessoas nem sabia o que o triângulo amarelo com um T preto dentro significava:

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Enquanto isso nossos pseudorepresentantes da classe corja política continuam atendendo a seus próprios interesses e de seus financiadores. Alguns de nós, ainda acreditam no sistema e, tal qual gado, de tempos em tempos comparecem aos currais eleitorais para depositar seu voto de confiança.

Enquanto a resistência não se organiza de forma suficiente, através da criação de redes cada vez mais capilarizadas e interdependentes de produtores autônomos autogestionados fortalecidos por redes de comunicação e suporte como a Coolmeia, seguimos caminhando acorrentados a um modelo que drena boa parte da nossa energia e riqueza produzida para as mesmas famílias e seus asseclas.

Neste interim, ficam algumas SUGESTÕES:

1. Empresas conscientes, sustentáveis e éticas devem começar a rotular alimentos LIVRES DE TRANSGÊNICOS!

2. Criar uma Coalisão Nacional entre produtores orgânicos e Livres de Transgênicos e criar uma LISTA, a ser tornada pública, com alimentos definitivamente livres de transgênicos. Associações como a ABRANGE, a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida e a Campanha Nacional por um Brasil Livre de Transgênicos, entre outros, podem liderar esta coalisão.

3. Organizar Campanhas contínuas de conscientização ampla da população, para que a mudança seja através da informação e do contágio. Incluir professores de séries iniciais e educação básica para que o conhecimento seja retransmitido aos jovens desde cedo. Elaboração de cartilhas informativas, histórias em quadrinhos, memes para toda sorte de mídia a que estes jovens tem acesso, incluindo games e aplicativos para smartphones

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Sugestão de logomarca para produtos livres de transgênicos. Arte: Rico Silva

 

Finalizo com uma postagem do Coletivo Até o Talo, nos lembrando sobre o papel do Estado nesta triste situação:

Pra quem acha que o Estado tem qualquer preocupação com o bem estar e a saúde das pessoas, esse breve exemplo da realidade parece suficiente – essa instituição aposta na ignorância na qual mantém as pessoas para garantir as vendas das corporações transnacionais por cujos interesses se pauta.

Pra quem serve o Estado? Pra quem nele manda; pras grandes corporações, pros empresários, pra quem controla, distribui e detém os direitos sobre as sementes transgênicas e que fabrica os agrotóxicos que já éramos economicamente e por meio de pesadas campanhas publicitárias coagidos a comer e que agora, tendo o nosso direito à realidade negado, seremos enganados e obrigados a consumir.

O ônus de comprovar a procedência da sua produção não recai sobre as grandes empresas milionárias que envenenam o mundo e esgotam as terras mas, outra vez, sobre o pequeno produtor agroecológico que se vê cada vez mais prejudicado por um Estado que impõe selos e certificações caras e burocráticas no desejo de inviabilizar a pequena produção que respeita o meio ambiente e as pessoas.

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O Estado é criminoso e não existe consenso ético na sua organização que leve em consideração a situação, as necessidades e a opinião das pessoas sob o seu controle. A própria existência do Estado se opõe à autonomia e autogestão dessas pessoas, porque depende que a hierarquia social e a exploração das terras, dos animais, das mulheres se mantenham. Depende da dependência inventada – forjada nas pessoas desde o seu nascimento – do seu controle. Depende do capitalismo e de um modo de produção que mata e esgota todo o tipo de vida e recursos para a vida todos os dias sem pensar duas vezes.

 

 

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Achatina fulica, o Caramujo

Achatina fulica, o Caramujo


Posted By on nov 22, 2008

Coisas que só quem mora em uma casa encontra: um caramujo nos recepcionando na volta do trabalho em uma tarde chuvosa.

Caramujo achatina fulica

Na verdade, não sei o nome desta espécie em particular, mas sei desde criança que eles adoram a chuva, como eu. Ainda bem que a Bhali e o Sancho não viram a Tina, do contrário ela já seria a esta altura uma ex-Tina…

 

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AntenaFato: estou sempre inventando coisas. A cada dia, uma nova mania. Violão, guitarra, contrabaixo e teclado (não podia ser um só?), fotografia, cinema, filosofia, ciências sociais, literatura, gastronomia, a onipresente medicina e mais recentemente o empreendedorismo cultural e social.

Aqui no site, também gosto de inventar. Tenho vários projetos “hibernantes” como o Clube de Leituras, o ArqueoBlog e tantos outros. No meios destas “efervescências”, surge mais uma Coluna sem periodicidade dentro do site. resolvi chamá-la de Antena: O Que, Como, Quando, Onde e Porquê.

Nesta “coluna” pretendo comentar fatos da atualidade partindo sempre do meu ponto de vista pessoal, sem almejar a verdade absoluta, esta divindade inalcançável que somente os tolos, os gênios ou os iluminados (quem sabe) podem vir a conhecer. Humildemente, penso que, se estudar um pouquinho mais devo chegar ao nível dos tolos em duas ou três décadas, aí ninguém me segura…

Sendo o que tínhamos para anunciar, subscrevemos.

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…sem muita chance de fuçar na Internet, tampouco de atualizar blogs e afins. Ainda me espera um editorial para o OPS! à noite e alguns trabalhos de edição de imagens também para o OPS!. Preciso achar tempo para começar logo a ajudar o Tarciano com o novo site da Prodapys.

Enquanto isso, 20 pessoas online neste momento aqui no site… Triste, mas verdade: a maior parte chega pelas ferramentas de busca, nos artigos de sempre. Não sou um blogueiro para “conversas instantâneas”. Os comentários vêm em posts antigos, observe.

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