O Sequestro de Eloá e as opções que não foram aventadas

Posted By Rafael Reinehr on out 21, 2008 | 21 comments


Já se falou demais no caso, a polícia novamente tentou fazer o que achava melhor e mais uma vez o resultado não foi o esperado (tampouco esta será a última ação fracassada de nossas forças de supressão (opressão?) à violência. Uma pergunta, entretanto, ecoou em uma singela reunião de quatro médicos e uma psicóloga na noite de domingo:

Não poderia a polícia ter enviado, após três dias de negociação, um alimento repleto de calmante ou sonífero, bem como uma dose “derruba-elefante” na água ou na bebida enviada ao trio?

soníferoTalvez nos primeiros dias, o seqüestrador podia estar atento ao alimento e deveria pedir para as meninas comerem e beberem primeiro. Depois de três dias comendo prendendo as menininhas e dormindo muito pouco ou quase nada o raciocínio do canalha provavelmente já não mantinha qualquer capacidade de esquivar-se de medidas um pouco mais inteligentes do que as usuais.

Mas talvez estejamos falando uma grande besteira, e alguém mais entendido no assunto poderá vir aqui e me criticar. Gostaria de ouvir.

Ao menos, a família de Eloá demonstrou, apesar do sofrimento extremo, uma fantástica capacidade de solidariedade e hoje o coraçào da menina já bate no corpo de outra moça, uma senhora paraense que há 18 meses esperava um transplante. O pulmão também já ventila em uma jovem de 18 anos com fibrose cística, bem como o pâncreas, os rins e as córneas. Que o coração de Eloá siga batendo por muitos e muitos anos ainda, para que esta história não seja esquecida tão cedo.

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21 Comments

  1. Prezado Rafael,
    Soníferos, laxantes ou qualquer coisa do gênero. Não precisa ser especialista em segurança pública para dar melhores sugestões, porque não entraram primeiro pela janela? Ou simultaneamente por todas as janelas? Pq não houve o corte de energia, afirmando para o “louco” que havia tido um blecaute?
    E uma bala de borracha quando ele aparecia na janela. Onde estava a mãe dele? Se fosse o meu filho eu entrava pela janela, por cima e tirava ele lá de bofetadas!!!

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  2. :confused: ..quem sabe dixamos a Eloá e passamos a falar da Geórgia?

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  3. :confused: ..pô enquanto a eloá rende por aqui ( policia, eloá, lindenberg,todos vitimas,consequencias do que sr. anarquista?)..as bolsas, os bancos privados estatizados,..etc..ahh e na Itália justiça proibe pais de batizarem filho de sexta-feira..hehe..já pensou : dr sexta feira pode me atender na medspá no sabado? 🙂

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    • Sábado é dia de…
      …master de tênis em floripa. É dia de contemplação, de aperfeiçoamento, de descanso. Talvez dia de pausa para refletir ou também dia de arregaçar as mangas e continuar a batalhar para cobrir os furos do teto de zinco.

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  4. A morte da língua portuguesa
    Esta é assassinada todos os dias e ninguém vai pra cadeia por isso. :s

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  5. Bandido bom é bandido morto!

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  6. muito sensacionalismo na emprenssa brasileira(esca
    É uma vergonha a emprensa brasileira hoje, pricipalmente a Globo, tentanto induzir os telsepectadores de que toda culpa no caso Eloá seria da policia, gastando hoas de reportagem tetendo condenar a policia e esquece do foco principal que é o bandido que assaninol a menina.
    Buscando até o impossível para contrariar a ação da policia.
    Vamos imaginar que a policia tivesse matado esse bandido, ah aí iam cair matando em cima da policia, que tinham matado o coitatinho apaixando, era ou não era?
    Se nós não apoiarmos a polícia, o nosso País vai virar um Caus.
    impresa brasileira, vamos ser mais inteligente!!!

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  7. os policiais disse ele não tem antecedente criminal,
    não poderia ter matado
    e a eloá tinha?

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  8. o atirado de elite poderia ter dado um tiro no maldito

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  9. poderia a policia ter dado um tiro na cabeça do maldito sequestrador

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  10. A polícia deveria usar uma droga que causasse um espasmo muscular no individuo. Algo que mantivesse as musculatura distendida, especialmente a da mão, para impedir que ele acione o gatilho.
    Droga de rapidissississima ação. Não sei se há no mercado.
    Coisa de desenvolver.

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      • Acho que a polícia tinha que ter um dardo com algo que não permita o cara apertar um gatilho. Tambem deveria ter outro dardo para causar contração, caso o cara tenha uma granada na mão. Com tempo o cara vai andar com uma granada e uma pistola. Neste caso qualquer dardo causa um espasmo que terminará em tragédia.

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        • Ironia
          [quote name="Mahai"]Acho que a polícia tinha que ter um dardo com algo que não permita o cara apertar um gatilho. Tambem deveria ter outro dardo para causar contração, caso o cara tenha uma granada na mão. Com tempo o cara vai andar com uma granada e uma pistola. Neste caso qualquer dardo causa um espasmo que terminará em tragédia.[/quote]
          Hahahahaha! Só agora entendi a (fina) ironia. Boa, Erny!

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  11. Filipe, acho que você não leu o texto acima com calma. Por acaso, eu escrevi: “Talvez nos primeiros dias, o seqüestrador podia estar atento ao alimento e deveria pedir para as meninas comerem e beberem primeiro.” Entendido?

    Heydy, prender uma pessoa pro resto da vida é fazer justiça? Fazê-la pagar com a própria vida é fazer justiça?

    Creio que estudar muito estas pessoas e tentar encontrar uma forma de com elas aprender e fazer com que outras pessoas não repitam os mesmos atos aproxima-se um pouco do que podemo chamar de “fazer justiça”.

    Interessante que, hoje à tarde, fiquei sabendo através de uma moça que trabalha em uma pequena lanchonete de um hospital que trabalho (e que assiste muito, muito mais televisão do que eu, pelo jeito) de que esta possibilidade teria sido aventada e excluída em função dos riscos inerentes à estratégia.

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  12. Que seja feita a justiça
    Em que mundo vivemos afinal?Cade a justiça que diz existir neste país?Não dá pra compreender que em 100 horas que Eloá passou naquele apartamento,não foi possível salvá-la da morte que teve.Não acredito quando dizem”era a hora dela,Deus quiz assim,então que seja feita sua vontade”,Deus não quer o mal de ninguém,Eloá morreu por falta de agilidades da polícia.Mas nem nós,nem a polícia e nem ninguém pode trazer ela de volta,mas sim julgar Lidenberg,é nessas horas que o Brasil perde para os outros países,pois não tem pena de morte,o que deveria ser o castigo de Lidenberg.Ele deveria ter um castigo bem grande por ter tirado a vida de uma adolescente que tinha muitas conquistas pela frente.Espero que a justiça seja feita pelo menos uma vez nesse mundo.

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  13. Já pensou na hipótese de que as garotas poderiam ser forçadas a comer antes? Ou mesmo numa eventualidade, caso a primeira garfada de sonífero fosse de uma das meninas? O que ele teria feito ao vê-la(s) derrubadas no chão? Considere que não passou pela cabeça dele a idéia de envenenamento.

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  14. Compreensões e ruído na comunicação
    Valter, concordo com você: falar de fora é exercício para estúpidos. Quem estava lá, no meio do caldeirão fervendo é que sabe onde a pele se desprende primeiro. Como não sou (muito) bobo, imagino que esta idéia (que não é original, certamente) de entupir os mantimentos encaminhados a um seqüestrador já tenha sido tentada em outras ocasiões pelo mundo e até imagino que a mesma já tenha sido eliminada por sucessivas experiências negativas.
    Entretanto, o objetivo desta postagem foi, com o passar dos dias (ou dos meses) descobrir se esta experiência realmente já foi testada e excluída do armamentário policial.
    Sempre penso que, em caso de “risco” e do bandido ficar “bravo”, poderia existir o “plano B”, a tal da invasão. Com o bandido grogue, talvez não acertasse tiro nenhum no meio da confusão de estouros e explosões. Mas aí já estou passando dos limites da extrapolação e tentando controlar o incontrolável: o Caos (ou acaso).

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  15. Rafael,
    pensei nessa hipótese enquanto se desenrolava o sequestro. Depois, lí que podia ser perigoso, poderia acarretar a fúria do indivíduo. Diante do resultado desastroso, não posso deixar de concordar com voce.
    Mas, do lado de fora, sempre encontramos solu ções fáceis, não é mesmo?
    No aspecto da doação de órgãos, completamente de acordo. Um gesto de solidariedade de quem estava fragilizado pelos fatos. Louvável, é claro.
    Forte abraço

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