Zeitgeist - O Espírito do Tempo


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A palavra alemã zeitgeist pode ser compreendida como “o espírito do tempo” ou “espírito da época”, ou seja, o conjunto de todo conhecimento humano acumulado ao longo dos tempos que se apresenta em um dado momento da história. É o “status intelectual e cultural” de uma sociedade em dado momento no tempo.
Assisti, por indicação da minha paciente Marta Grechi o filme Zeitgeist, vencedor do 4º Festival de “Artivistas”, realizado em 2007. Em 2 de outubro próximo acontecerá a premiére de Zeitgeist II – Addendum no 5º Festival Anual de Filmes “Artivistas”, e a partir do dia 3 a versão na íntegra estará disponível na página oficial do filme.
O filme trata de mostrar como fomos manipulados historicamente, desde a criação (pelo politicamente organizado Concílio Ecumênico de Nicéia) de um Cristianismo que serviria aos interesses da elite da época, permitindo manipular mais facilmente os “cordeiros”.
Mostrando uma série de analogias entre a mitologia egípcia, datada de 3000 A.C. e o mito cristão, passando por uma série de outras crenças com seres divinos com características semelhantes, apresentando os outros messias solares, Zeitgeist mina com a fé em uma crença única verdadeira daqueles que ainda mantém o espírito aberto e olhos bem vivos. É óbvio que aqueles encerrados na sua própria jaula e que cerram os olhos com toda força não serão capazes de ver tampouco sentir nada que sua fé cega não lhes determine.

O texto abaixo é uma integração de citações apresentadas no filme, com trechos da narração do documentário intercalados com comentários e impressões minhas. O discurso é um só e espero ser bem compreendido. Estou pronto para responder evetuais questões na caixa de comentários.
Este artigo, feito com carinho, esmero e dedicação como registro permanente de uma época, do meu “zeitgeist” particular, também está participando do Roda de Ciência deste mês. Nenhum dado é ficcional. O RFID ao qual me refiro ao final do artigo já está aí e pode ser implantado em qualquer automóvel para que você não precise para no pedágio. Haverá meio de a Ciência da Educação ou das Ciências Humanas interferirem no destino sombrio que Zeitgeist anuncia, caso permaneçamos na inércia atual? É este questionamento que pretendo ver resolvido ao final de sua atenta leitura.

A espiritualidade é um termo específico que na verdade significa: lidar com a intuição. Na tradição teísta há a noção de apego a um conceito. Um certo ato é considerado não aceitável para um princípio divino. Um certo ato é considerado aceitável para o divino. Na tradição do não-teísmo, no entanto, é bastante direto que os casos da história não são particularmente importantes. O que é o importante é o aqui e o agora. O agora é definitivamente agora. Nós tentamos viver o que está disponível ali, no momento. Não faz sentido pensar que existe um passado que poderíamos ter agora. Isto é agora, este simples momento. Nada místico, apenas “agora”, muito simples e direto. E desse “agora”, contudo, emerge sempre um sentido de inteligência de que estamos constantemente em interação com a realidade um por um. Lugar por lugar. Constantemente. Nós na realidade vivemos uma fantástica precisão, constantemente. Mas nós sentimo-nos ameaçados pelo “agora” e saltamos para o passado ou o futuro.Prestando atenção aos bens materiais que existem em nossa vida – esta vida rica que nós levamos, todas estas escolhas tomam lugar a todo momento mas nenhuma delas é considerada boa ou má per se, todas as coisas que vivemos são experiências incondicionais. Elas não vêm com uma etiqueta dizendo “isto é considerado mau” ou “isto é bom”. Mas nós vivemo-las mas não damos a atenção devida a elas. Nós não nos damos conta de que vamos a algum lado. Nós consideramos isso um incômodo, esperar pela morte.

Chogyam Trungpa Rinpoche

 

Quanto mais investigamos aquilo que pensamos compreender, de onde viemos, o que pensamos que estamos a fazer, mais começamos a ver que fomos enganados. Fomos enganados por todas as instituições. O que vos faz pensar por um minuto que a instituição religiosa é a única que nunca foi tocada? As instituições religiosas deste mundo estão no fundo da sujidade. As instituições religiosas neste mundo são lá colocadas pelas mesmas pessoas que vos deram o vosso governo, a vossa educação corrupta, que criaram os cartéis internacionais de bancos, porque os nossos mestres não dão a mínima para vocês ou a vossa família. Tudo com que se preocupam é com o que sempre se preocuparam e é em controlar todo o maldito mundo. Fomos desviados para longe da verdadeira e divina presença no universo a que os homens cham deus. Eu não sei o que deus é, mas sei o que ele não é, e a não ser, e até que estejas preparado para olhar para a verdade completa, e onde quer que ela vá, a quem quer que ela vos conduza, se quiserem olhar para o outro lado ou se quiserem jogar aos favoritos então algures pelo caminho vão descobrir que estão a meter-se com a justiça divina. Quanto mais se educam, mais percebem de onde as coisas vêm, mais óbvias as coisas se tornam e começam a ver mentiras em todo o lado.

Jordan Maxwell


Eles devem achar difícil... Aqueles que tomaram a autoriade como verdade, ao invés da verdade como autoridade. = G Massey, Egiptólogo

 

Parte I – A Maior História Alguma Vez Contada

Na primeira parte do filme, apresenta-se a criação do mito cristão, inspirado nas alegorias, metáforas e no mito egípcio de Hórus, o Deus Sol.
Em resumo, a história de Hórus é a seguinte: Hórus nasceu a 25 de dezembro da virgem Isis-Meri. O seu nascimento foi acompanhado de uma estrela a Leste, que por sua vez foi seguida por 3 Reis em busca do salvador recém-nascido. Aos 12 anos era uma criança-prodígio, aos 30 foi batizado por uma figura conhecida por Anup e assim começou seu ministério.Hórus tinha 12 discípulos que viajavam com ele e fez milagres como curar enfermos e caminhar sobre a água. Hórus também era conhecido por vários nomes como A Verdade, A Luz, O Filho Adorado de Deus, Bom Pastor, Cordeiro de Deus, entre tantos outros. Depois de traído por Tifão, Hórus foi crucificado, enterrado e ressuscitou 3 dias depois. Importante ressaltar que o mito de Hórus data de 3000 anos antes de Cristo. O mito de Hórus, original ou não, parece influenciar uma série de religiões ao redor do mundo, todas baseadas na mesma estrutura mitológica:

Attis, Grécia, 1200 A.C.: Attis, da Frígia, nasceu da virgem Nana a 25 de dezembro, crucificado, colocado no túmulo, 3 dias depois ressuscitou.

Mithra, Pérsia, 1200 A.C.: nasceu de uma virgem a 25 de dezembro, teve 12 discípulos, operou milagres e após a sua morte foi enterrado e 3 dias depois ressucitou; era conhecido como “A Verdade”, “A Luz” e muitos outros. O dia sagrado de adoração de Mithra era Domingo.

Krishna, Índia, 900 A.C.: nasceu da virgem Devaki com uma estrela no Ocidente a assinalar sua chegada, fez milagres em conjunto com seus discípulos e, após a morte, ressuscitou.

Dionísio, Grécia, 500 A.C.: nasceu de uma virgem em 25 de dezembro, foi um professor peregrino que operou milagres tais como transformar a água em vinho e é lembrado como o “Rei dos Reis”, “O Filho de Deus”, o “Alfa e Omega” e, após sua morte, ressuscitou.

CristoE o mais recente dos Messias Solares, Jesus Cristo, nasceu da virgem Maria a 25 de dezembro em Bethlehem, anunciado por uma estrela no Oriente, seguida por 3 Reis magos, tornou-se pregador aos 12 anos e aos 30 foi batizado por João Batista, e assim começou seu reinado. Jesus teve 12 discípulos, com os quais viajava e praticava milagres como curar pessoas, andar na água e também era conhecido como “Rei dos Reis”, “O Filho de Deus”, “Luz do Mundo”, “Alfa e Omega”, “Cordeiro de Deus” e muitos outros; foi traído por um discípulo chamado Judas, crucificado, colocado no túmulo e em 3 dias ressuscitou.

Em resumo, a primeira parte do filme mostra a explicação astrológica para todas estas coincidências. Mostra como a Bíblia foi construída através de uma miscelânea do conhecimento acumulado até aquela época, integrando diversos mitos fundamentados na astrologia, incluindo o conhecimento do solstício de inverno no hemisfério norte, a constelação do Cruzeiro do Sul, as Eras Astrológicas de Touro, Peixes e Aquário e assim por diante. Para o curioso e o ignorante no assunto, como eu, vale a pena uma espiada mais atenta e uma boa pesquisa para confirmar as informações apresentadas (ao final do fime, são apresentadas as referências bibliográficas nas quais o autor se baseou)

A religião cristã é uma paródia da adoração ao Sol, onde colocaram um homem chamado Cristo e começaram a entregar a esta personagem a devoção que entregavam ao Sol.

Thomas Paine, 1737-1809

 

Nós não queremos ser indelicados, mas temos que ser factuais. Não queremos magoar os sentimentos de ninguém, mas queremos ser academicamente corretos naquilo que compreendemos e sabemos ser verdadeiro. O cristianismo não é baseado em verdades. Consideramos que o cristianismo foi somente uma história romana, desenvolvida politicamente.

Jordan Maxwell

 

A realidade consiste no fato de que Jesus foi a divindade solar da seita gnosticista cristã e tal como outros deuses pagãos, era uma figura mítica. Foi sempre o poder político que procurou monopolizar a figura de Jesus para controle social. Por volta de 325 D.C. Em Roma, o imperador Constantino reuniu o Concílio Ecumênico de Nicéia, em que as doutrinas políticas com motivação cristã foram estabelecidas, iniciando-se uma longa história de derramamento de sangue e fraude espiritual. Nos 1600 anos seguintes, o Vaticano dominou politicamente e com mão de ferro toda a Europa, conduzindo-a a períodos como a Idade das Trevas, bem como às Cruzadas e à Santa Inquisição. O Cristianismo, bem como todas as crenças teístas, são a fraude desta Era. Serviu para afastar os seres humanos do seu meio natural, e da mesma maneira, uns dos outros. Sustenta a submissão cega do ser humano à autoridade. Reduz a responsabilidade humana sob a premissa de que “Deus” controla tudo, e que por sua vez os crimes mais terríveis podem ser justificados em nome da perseguição divina. E o mais importante, dá poder àqueles que sabem a verdade e usam o mito para manipular e controlar sociedades. O mito religioso é o mais poderoso dispositivo jamais criado, e serve como base psicológica para que outros Mitos floresçam.

Parte II – Todo o Mundo é um Palco

Na segunda parte, Zeitgeist nos fala sobre o mito de 11 de setembro de 2001, o dia em que as Torres Gêmeas do World Trade Center foram derrubadas devido a um ataque terrorista. O que o filme aventa é a possibilidade de que a destruição das torres possam ter sido arquitetadas dentro do próprio governo norte-americano. Os argumentos apresentados são bastante críveis, bem como os furos nas explicações dadas pelo governo e seus representantes. Em contraponto à teoria do fogo, que teria consumido as colunas dos edifícios World Trade Center 1, 2 e 7, apresenta-se a versão da implosão planejada, em que explosivos teriam sido colocados nos edifícios com bastante antecipação, promovendo o tipo de queda controlada que foi visto no caso dos 3 edifícios. Explica-se também o fato do NORAD não ter conseguido interceptar nenhum dos vôos que atingiram as Torres ou o Pentágono.

11 de setembro


Em nenhum momento se questiona o fato do ataque ter sido terrorista (terrorismo entendido como o uso sitemático do terror através da intimidação violenta buscando gerar medo), o que o filme questiona é se o ataque foi realmente planejado e praticado pela Al Qaeda ou pelas forças ocultas que comandam o governo dos Estados Unidos e o Mundo. Muita conspiração para você? Ainda não viu nada. Vamos chegar à parte 3...

Toda classe governativa americana acaba por ver o terrorismo como o meio preferido, aliás o único meio para fornecer coesão social, para se fornecer à sociedade a imagem de um inimigo, para mantê-la unida. De acordo com a teoria neo-conservadora de Carl Schmitt, é preciso ter a imagem de um inimigo para se ter uma sociedade. Uma coisa muito perigosa porque agora significa que toda ordem social, os partidos políticos, a vida intelectual, a política em geral estão todas baseadas em um mito monstruoso.

Webster Tarpley, historiador

 

Network, 1976Eu não tenho de vos dizer que as coisas estão más. Toda a gente sabe que as coisas estão más. O dólar compra tudo. Os bancos fazem a festa, os donos das lojas têm armas por baixo dos balcões. Não há ninguém que saiba o que fazer e não há fim para isto. Sabemos que o ar está aficar impróprio para respirar e a comida imprópria para comer, mas sentamo-nos a ver TV enquanto os jornais nos dizem que hoje houve 15 homicídios e 63 crimes violentos como se o mundo tivesse que ser assim. Nós sabemos que as coisas estão más. Pior que más. Está tudo louco. É como se tudo ao mesmo tempo estivesse a endoidecer, e então não saímos mais. Sentamo-nos em casa e lentamente o mundo em que vivemos vai ficando mais pequeno. E tudo o que dizemos é: “Por favor, deixem-nos em paz nas nossas salas de estar. Deixem-nos com a nossa torradeira e a nossa TV, deixem-nos em paz e não dizemos nada. Mas deixem-nos em paz!”. Mas eu não te deixo em paz. Eu quero que tu te zangues! Não quero que protestes, nem que te revoltes, não quero que escrevas a nenhum congressista porque não sei o que tu possas escrever. Eu não sei o que fazer sobre a depressão, a inflação, os Russos e o crime nas ruas, tudo o que sei é que primeiro tens que te zangar! Tens que dizer, “Sou um ser humano PORRA! A minha vida tem valor!

Parte III – Não te preocupes com os homens por detrás das cortinas. Existe algo por trás do Trono maior que o próprio Rei

O mundo é governado por personagens bastante diferentes daqueles imaginados por aqueles que não estão atrás da cena

Benjamin Dislaeli, estadista inglês, 1844

 

Na parte final, Zeitgeist mostra como os reais detentores do poder econômico chegaram lá, através de uma série de manobras que fizeram com que alguns grupos criassem e tomassem conta do Banco Central norte-americano, o FED, monopolizando o controle da riqueza de todo o país e, em grande parte, do mundo.

Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas do que os exércitos. Se os americanos permitirem aos bancos privados controlar a moeda, os bancos e corporações crescerão e deprivarão as pessoas de suas propriedades até que suas crianças acordem sem lar no continente que seus pais conquistaram um dia.

Thomas Jefferson, 1743-1826

 

Woodrow Wilson, presidente que assinou o Ato de criação do FED em troca de apoio para sua campanha, após arrepender-se do ato, falou: “A nossa grande nação industrial está controlada pelo seu sistema de crédito. O sistema de crédito está concentrado em bancos privados. O crescimento da nação e de todas as nossas atividades estão nas mãos de alguns homens que necessariamente, pela mesma razão de suas próprias limitações, assombram e destróem a liberdade econômica. Nós acabamos por nos tornar um dos piores governos, um dos mais completamente controlados e dominados governos do mundo civilizado. Não um governo de liberdade de escolhas, não mais um governo de convicção e voto da maioria, mas um governo ditado pela opinião e resistência de pequenos grupos de homens dominantes.”

Seu discurso foi corroborado pelo então congressista Louis McFadden: “Um sistema bancário mundial tem vindo a ser criado aqui. Um Super Estado controlado internacionalmente agindo em conjunto para escravizar o mundo para o seu próprio prazer. O banco central usurpou o governo.”

Dê-me o controle do suprimento de dinheiro de uma nação e eu não me importarei mais com quem faz as suas leis.

Mayer Amschel Rotschild, fundador da dinastia banqueira Rotschild

 

É importante perceber claramente: a Reserva Federal é uma corporação privada. É tão “federal” como o “Federal Express”, ou FedEx. Faz as suas políticas e não depende de quase nenhuma regulação do governo dos EUA. É um banco privado que empresta todo o dinheiro a um governo, com juros, completamente consistente com o sistema fraudulento do modelo de banco central a que o país fugiu quando declarou independência, na revolução contra o Imperialismo Britânico.

Finalmente, o filme chega ao seu clímax, demonstrando como a entrada dos Estados Unidos na Primeira e na Segunda Guerra Mundiais, bem como na Guerra do Vietnã e a criação das Guerras do Afeganistão e do Iraque serviram e servem para enriquecer mais e mais os grupos que controlam esta parafernália toda. De suas bibliotecas repletas de livros encadernados com grossas capas de couro e impressos em tinta de ouro ou de seus luxuosos iates com tamanhos próximos a um transatlântico, estes “homens dominantes”, verdadeiros “alfa ômegas”, decidem os próximos passos que a humanidade dará. E o próximo passo é continuar, cada vez mais, a se embrenhar nesta Sociedade de Controle à qual voluntariamente estamos nos inserindo, qual “cordeirinhos de Deus”, aceitando tacitamente o que nos é imposto como se fosse uma legítima escolha nossa. E eis aí a extrema crueldade e inteligência desta manobra: tudo é feito de forma tão sutil, concatenada e contínua que acabamos por pensar que nós mesmos escolhemos nosso destino. Afinal, nós que elegemos os presidentes, senadores, deputados, governadores, prefeitos e vereadores, não é mesmo? E onde isso poderá chegar? Quanto mais podemos ser subservientes e passíveis de controle?

Nos Estados Unidos, o “Ato Patriótico”, a “Segurança Nacional”, a “Rendição Extraordinária” e outras leis são completa e inteiramente criadas para destruir todas as liberdades e limitar todas as suas capacidades de reaçào para o que vem aí.

Podes perguntar a ti próprio a razão pela qual uma cultura inteira está atulhada de entretenimento de massa por todos os lados, enquanto o sistema educacional americano continua a estupidificar a camada jovem desde que os EUA decidiram tomar conta e subsidiar as escolas públicas. (...)Eles não querem que as nossas crianças sejam educadas. Eles não querem que pensemos muito. Esta é a razão pela qual o nosso mundo se tornou tão cheio de entretenimento, mídia de massa, programas de televisão, parques de diversão, drogas, álcool e todo tipo de entretenimento que serve para manter o ser humano ocupado. Para que não se metam no caminho das pessoas importantes ao pensar muito. É melhor acordar e perceber que há pessoas que tomam decisões que influenciam a sua vida e que você nem o sabe.

Jordan Maxwell

 

Network, 1976Nós estamos com um grande problema. Porque vocês e 62 milhões de americanos estão a ver-me neste momento. Porque menos de 3% de vocês lê livros. Porque menos de 15% de vocês lê jornais. A única verdade que conheces é aquela que vem nesta caixa. Agora existe toda uma geração que nunca soube nada, que nunca saiu da caixa. Esta caixa é a verdade absoluta, a última revelação. Esta caixa pode construir ou destruir presidentes, papas, primeiro-ministros... Esta caixa é a força mais incrivelmente poderosa deste mundo e ai de nós se algum dia cair nas mãos erradas. E quando a maior empresa do mundo controlar a maior e mais perfeita máquina de propaganda jamais criada neste mundo, quem saberá que lixo ainda virá por aí nesta rede! Portanto, vocês aí, prestem atenção, prestem atenção: a Televisão não é a verdade. A Televisão é uma porra de um parque de diversões. A Televisão é um circo, um carnaval, uma parada de acrobacias, contadores de histórias, dançarinos, cantores, malabaristas, domadores de leões e jogadores de futebol. Estamos no negócio da matança do aborrecimento! Mas vocês ficam aí sentados dia após dia, noite após noite, todas as idades, cores, credos... Nós somos tudo aqulo que vocês sabem. Vocês começam a acreditar nas ilusões que apresentamos aqui, estão começando a acreditar que a caixa é a realidade e que as vossas próprias vidas não são reais. Vocês fazem tudo o que a caixa manda. Vocês vestem-se e comem como vêem nesta caixa, criam as crianças como vêem na tela e até pensam como a caixa... Isso é loucura em massa, seus dementes. Pelo amor de deus, vocês são reais! Nós somos a ilusão!

A última coisa que os homens que estão por trás das cortinas querem é um público bem informado e consciente capaz de desenvolver pensamento crítico. Esta é a razão pela qual um constante e fraudulento “zeitgeist” é propagado através da religião, dos meios de mídia de massa e do sistema de educação. Procuram manter-te numa bolha, distraído e ingênuo, e estão fazendo um trabalho excelente.

Ao final do filme, uma última questão é posta à mesa: a possibilidade da criação de um governo mundial. Através da formação das diversas Comunidades Econômicas Continentais, a facilidade de gerenciamento de poderosos núcleos torna-se muito facilitada em relação ao controle de países independentes.

Uma provável União Norte-Americana está surgindo com o mesmo conceito da União Européia, a União Africana e a brevemente existente União Asiática, e as mesmas pessoas estão por detrás de todas elas. E quando chegar a hora, a União Norte-Americana, a União Européia, a União Africana e a União Asiática serão agregadas, formando os passos finais daquilo que se têm andado a trabalhar nestes últimos 60 anos: um só Governo Mundial.

Nós iremos ter um Governo Mundial, quer queiramos, quer não. A única questão é saber se esse Governo Mundial será atingido através da conquista ou consentimento.

James Warburg, Conselheiro para as Relações Internacionais, Arquiteto da Reserva Federal, 1950

 

Nós somos gratos ao Washington Post, ao New York Times, à Time Magazine e a todas as outras publicações cujos diretores atenderam aos nossos pedidos e respeitaram as suas promessas de discrição por quase 40 anos. Teria sido impossível para nós desenvolver o nosso plano para o mundo se nos tivessem colocado nas luzes da ribalta durante todos estes anos. Mas o mundo está mais sofisticado e preparado para caminhar no sentido do Governo Mundial. A soberania supranacional de uma elite intelectual e banqueiros mundiais é preferível ao nacionalismo e auto-determinação praticados nos séculos passados.

David Rockefeller, Conselheiro das Relações Internacionais

 

Um Banco, um Exército, um centro de poder. E se aprendermos alguma coisa com a história, é que se o poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente.

MoneyEm uma janta, 11 meses antes do 11 de setembro, Nicholas Rockefeller confidenciou a seu amigo cineasta Aaron Russo, amigo íntimo de Nicholas Rockefeller: “Vai haver um acontecimento, Aaron, e depois desse acontecimento nós vamos para o Afeganistão para podermos colocar pipelines no Mar Cáspio, depois iremos para o petróleo iraquiano e estabelecer uma base no médio oriente, e depois vamos para a Venezuela, livrarmo-nos de Chavez. Vais ver o exército entrar dentro de grutas à procura de pessoas que nunca irão encontrar”. Aaron conta que Rockefeller ria-se sobre esta imaginária guerra ao terror em que não há nenhum inimigo real. Ele estava a falar sobre como travar esta guerra ao terror e nunca ganhá-la, porque será uma guerra eterna, para que se possa tirar a liberdade das pessoas. Então Aaron o questionou:
“Mas como vais convencer as pessoas que esta guerra é real?”, e ele disse:
“Através da mídia, a mídia consegue fazer com que tudo pareça real. Tu vais falando acerca das coisas e repetindo-as vezes e vezes sem conta até que as pessoas vão começando a acreditar. Tu sabes, eles criaram a reserva Federal em 1913 através de mentiras. Criaram o 11 de setembro, que foi outra mentira. Através do 11 de setembro, está-se a travar uma guerra ao terror e de repente já estás no Iraque, que foi outra mentira, e agora vão para o Irã. Uma coisa leva à outra que leva à outra e assim por diante”.
Ao que Aaron lhe perguntou:
“Mas porque querem fazer isto? Qual é o objetivo? Vocês já têm todo o dinheiro do mundo, têm todo o poder, vocês estão a espalhar sofrimento. Isso não é coisa que se faça.”, e ele disse:
“Para que tu queres saber das pessoas? Toma conta de ti próprio e toma conta da tua família.”
E Aaron retrucou: “E qual é o objetivo principal disso tudo?”
Rockefeller respondeu: “O principal é chipar as pessoas do mundo com um RFID e ter todo dinheiro transacionado através daí e fazer tudo através desses chips, e se alguém quiser protestar sobre alguma coisa ou violar nossos interesses, podemos simplesmente desligar-lhes o chip.”

É isso mesmo! Um micro-chip! Em 2005, o Congresso dos Estados Unidos, sob o pretexto do controle de imigração e da assim chamada guerra ao terrorismo, fez passar o “Real ID Act”, e, a partir de maio de 2008 passará a ser exigido um Cartão de Identificação Federal que inclui um código de barras com a tua informação pessoal. Contudo, este código de barras é apenas um passo intermediário antes do cartão ser equipado com o módulo de Localização RFID VeriChip que usa freqüências de rádio que te localizam em qualquer lugar do planeta. Se estiver soando muito ficcional, o chip de localização RFID já existe em todos os passaportes americanos e europeus. E o passo final é o implante, que muitas pessoas já vêem como indispensável e estão dispostas a aceitá-lo sob os mais diversos pretextos. No final, todos estarão presos numa rede de controle monitorizada onde cada ação que seja feita será documentada, e se saíres da linha, basta desligar o chip, pois a essa altura, todos os aspectos da sociedade se resumirão a interações com os chips. Esta é a imagem que te está destinada no futuro se não abrires os olhos. Uma economia centralizada onde os movimentos de toda a gente e transações serão seguidas e registradas. Todos os direitos retirados. E o mais incrível de tudo: estes elementos totalitários não serão forçados, o povo irá desejá-los, uma vez que a manipulação da sociedade através da geração de medo e divisão, desligou por completo os humanos do seu sentido de poder e realidade. Um processo que tem sido desenvolvido durante séculos, senão milênios. Religião, patriotismo, raça, saúde, classe e todas as outras formas de identificação separatista têm servido para criar uma populaçào controlada, totalmente maleável nas mãos de alguns. Dividir para conquistar é o lema, e enquanto as pessoas continuarem a se ver separadas de todo o resto, estão a se entregar completamente à escravatura. Os homens por detrás da cortina sabem, e sabem também que se as pessoas descobrirem a sua verdadeira relação com a Natureza, e a verdadeira dimensão do seu poder pessoal, o Zeitgeist que nos está sendo preparado desmoronará como um castelo de cartas.

“Todo o sistema em que vivemos, leva-nos a acreditar que somos impotentes, fracos, que a sociedade é horrível, cheia de crime e aí por diante. E isso tudo é uma grande mentira. Nós somos poderosos, lindos e extraordinários. Não há razão para não percebermos quem somos na realidade e para onde vamos. Não há nenhuma razão para qualquer indivíduo não ser realmente forte. Nós somos seres extraordinários.”

E eu a pensar que gastei 30 anos da minha vida, os primeiros 30 a tentar ser alguma coisa. Eu tentava ser bom nas coisas, bom a jogar tênis, na escola e nas notas... E tudo me parecia correr nessa perspectiva. Eu nunca estive bem comigo, mas se eu fosse bom nas coisas... Percebi que estava a fazer tudo mal. O que eu estava a tentar era saber quem no fundo eu realmente era.

“Na nossa cultura fomos treinados para nos diferenciarmos de todos. Se olhares para cada pessoa, a tua reação é inseri-la em um modelo: esperto, burro, velho, novo, rico, pobre... e fazemos todas estas distinções dimensionais, pomo-las em categorias e tratamo-las dessa maneira. Aí concluimos que só vemos os outros separados de nós do modo em que eles estão afastados. E uma das características mais dramáticas da experiência é estar com outra pessoa e repentinamente reparar que em certos aspectos vocês são exatamente iguais, não são diferentes, e experimentam o fato de que a essência que há em vocês e a essência que há em mim são, no fundo, uma só. A compreensão que não há um outro. Somos todos Um.

Quando o poder do amor se sobrepuser ao amor ao poder, o mundo conhecerá a paz.

Sri Chinmoy Ghose

 

Bill Hicks costumava terminar seus espetáculos assim:
“A vida é como uma viagem num carrossel, e quando lá vais pensas que é real por causa do poder das nossas mentes. A viagem sobe, desce, anda às voltas, tem emoções fortes, brilhantes e coloridas, há muito barulho e é divertido um bocado. Alguns já andam nessa viagem há algum tempo e começam a se questionar: Será isto real? Ou isto é apenas uma viagem?
As outras pessoas lembram-se, viram-se para nós e dizem: Hey, não se preocupem, não tenham medo, isto é só uma voltinha. E matamos essas pessoas. Calem-no! Eu investi imenso nesta viagem, calem-no! Olhem para a minha cara de chateado, olha para a minha conta bancária e a minha família, isto tem que ser real!
É só uma voltinha. Mas matamos sempre aquelas boas pessoas que tentam nos dizer isso, já repararam? E deixamo-nos entregar à bicharada... Mas não importa, porque é só uma viagem e podemos alterá-la sempre que quisermos. Nenhum esforço, nenhum trabalho, nenhum emprego, nenhuma poupança de dinheiro, apenas uma escolha agora mesmo, entre medo e amor.

A revolução é agora.

Para ver o filme na íntegra, com legandas em português, clique em Zeitgeist.

Links interessantes:

Saindo da Matrix: 11 de setembro

Assista o filme, comente, divulgue. Faça qualquer coisa, mas NÃO FIQUE PARADO COMO BARATA INEBRIADA POR DETEFON!

Para ler sobre a continuação do filme clique em Zeitgeist: Addendum.




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Comentários  

 
0 #68 david 17-05-2013 14:00
Se alguém chegar até aqui, saiba que os filmes estão corretos. O Jesus que nos apresentam é derivado do mito sol, mas não porque ele não existiu, mas porque distorceram a verdadeira mensagem.
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0 #67 Rafael Reinehr 09-11-2010 10:20
É isso aí escoteiro Gregori. Capitalistas e marxistas acreditam que os fins justificam os meios. Anarquistas, por sua vez, acreditam na coerência das ações em todos os momentos de sua prática. Não é fácil, é o que te digo.

E, é claro, concordo quando dizes que uma mentira não pode ser "melhor" que a outra. Não se deve usar uma para tentar anular outra...

Obrigado pelo comentário.
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+3 #66 Gregori 08-11-2010 12:27
Bom dia caro editor a pessoal que acompanha o blog, achei interessante o artigo, também tenho muitas dúvidas sobre religião, o que me faz ir atrás de informações e a duvidar de tudo. Também olhei o Zeitgeist e fiquei surpreso com as "verdades" dele, mas passado um tempo, aquela pulguinha atrás da orelha começou a coçar, e pensei "e se eles estiverem mentindo tmb?" foi aí que comecei a pesquisar e vi que a história não fecha.

Começando por Hórus:
No mito de Hórus, Seth tinha matado Osíris (pai de Hórus) e despedaçado o corpo em 14 pedaços que foram espalhados pelo Egito. Isis (mãe de Hórus) juntou os pedaços de Osíris, mas não achou o pênis dele, então ela fez um pênis com as suas próprias mãos, e consumou o ato sexual (era uma vez a virgindade!). Durante este ato sexual Isis ficou grávida e deu a luz a Hórus.
Além disso, o nascimento de Hórus não foi anunciado por estrela alguma, nem havia três reis magos presentes em seu nascimento. A propósito: Nem no nascimento de Jesus! A Bíblia nunca deu nenhum número e apenas se refere a “homens sábios” que visitaram a casa de Jesus (em Nazaré) e não a cena do nascimento (em Belém).
Em nenhum lugar a lenda de Hórus se refere a batismo algum. Também não existe o personagem “Anup” na lenda.
O documentário diz que Hórus era conhecido como “Iusa” que significa “o caminho”, ou “o pai”. Ou como o “messias”, “filho do homem”, “pastor”, ou algo semelhante. Na verdade, nunca ninguém foi conhecido como “Iusa”, já que a palavra não existe em Egípcio.
Hórus só tinha 4 discípulos e não 12. Eram conhecidos como “Heru-Shemsu”. A lenda também fala de 16 seguidores de um grupo maior de guerreiros chamados “‘mesnui” que faziam parte do grupo de guerreiros de Hórus, mas também não são 12, além de não serem contados como discipulos.
Hórus nunca foi crucificado. Uma das versões da lenda diz que ele foi cortado em pedaços e jogado na água. Isis pediu a um crocodilo (é isso mesmo!) que juntasse os pedaços de Hórus, que não ressuscitou, mas, como no caso de Osíris (pai de Hórus), caminhou para o mundo dos mortos, ou existência após a morte na qual os Egípcios acreditavam.

Agora Krishna:
Krishina era na verdade o oitavo filho da princesa Devaki ou seja, sendo oitavo filho, como poderia sua mãe ser virgem ? Casou-se com Rukmini, filha do rei Bishmaka de Vidarbha. Ele também teve outras sete esposas, incluindo Satyabhama e Jambavati, nada a ver com Jesus. Até sua morte quando um caçador, na penumbra da floresta, o confunde com um antílope e o fere, nada de cruz nesta história.

Attis:
Attis não era necessariamente nascido de uma virgem (porque não se questiona na história mitológica se ela (Nana) era ou não uma virgem). Átis nasceu de Nana depois que ela comeu o fruto de uma amendoeira que havia sido cultivada a partir do sangue de Cibele.
Attis foi adorado como o deus da vegetação, responsável pela morte e renascimento da vida vegetal. Acreditava-se que a cada inverno ele morria e na primavera renascia. A Cada nova primavera sua ressurreição era celebrada. O detalhe é que a primavera não se dá em dezembro, nem a mudança das estações era precedida por algum ritual de crucificação, não há nenhuma menção de qualquer túmulo em qualquer lugar, e vendo como ele está morto todo o inverno, É até tautológico dizer que o inverno tem mais do que três dias.

Outros pontos a mencionar:
Na bíblia não é mencionado dia se quer referente ao nascimento de Jesus, um dos motivos era a prática de não comemoração de de aniversários natalícios pelo povo hebreu, por ser considerado um ato pagão (pesquisar origem das comemorações de aniversários).
A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo Papa Libério, no ano 354 d.c..
Segundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno.
Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adoptado para que que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.

Curioso observar que boa parte das pessoas não se importa com o fato de os dados contidos no Zeitgeist sobre religião não estarem corretos. Motivo? A maioria das pessoas que gostam do documentário simplesmente odeiam as religiões (sejam elas quais forem) e acham que por isso qualquer coisa é válida, inclusive mentir. Acusamos as religiões por serem mentiras, o que nos faz melhor do que eles se mentimos para prejudicar a imagem da religião?

Não sou religioso e não vejo como uma mentira pode ser melhor do que outra.
A maior parte de vocês não percebe que estão trocando uma religião por outra. Estão trocando o cristianismo pela crença inabalada no Zeitgeist.

Abraço a todos;

Sempre Alerta!
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0 #65 Alom 02-08-2010 18:09
Citando Alom:
Olá Rafael, eu respondi à sua questão, mas surpreendentemente, depois de ter submetido o post e verificado o mesmo no blog, ele deixou de fazer parte do mesmo.
Citando Alom:
Olá Rafael, eu respondi à sua questão, mas surpreendentemente, depois de ter submetido o post e verificado o mesmo no blog, ele deixou de fazer parte do mesmo.


Desconsiderar... pois já voltou a constar...
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0 #64 Alom 02-08-2010 09:49
Olá Rafael, eu respondi à sua questão, mas surpreendentemente, depois de ter submetido o post e verificado o mesmo no blog, ele deixou de fazer parte do mesmo.
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rafael-reinehr160Rafael Reinehr é médico endocrinologista, mas seus olhos vasculham o horizonte em busca de soluções para criar um Mundo Melhor através de iniciativas como a Coolmeia, Ideias em Cooperação.

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