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Redes sociais como Orkut e Facebook servem para uma coisa: encontrar pessoas. Sinceramente, acredito que devam ser utilizadas somente para isso.
Apesar de oferecerem uma série de ferramentas de produção de conteúdo, comunicação privada e muito mais, não devemos esquecer que eles não deixam de ser um CMS (Content Management System) proprietário, de direito privado. Ou seja: são propriedade de alguém, assim como todo conteúdo que por lá é publicado. Você leu os Termos de Uso?
Este alerta deve ser feito porque é interessante notar que muitas pessoas estão jogando sua produção em espaços sobre os quais tem pouco ou nenhum controle. O Facebook, por exemplo, impossibilita toda tipo de exportação de dados para outro sistema manejado por você.

Armadilha de Lagostas Facebook

Michael Gilbert, em artigo publicado no Nonprofit Online News, nos dá algumas dicas de como tirar o máximo do Facebook sem ser pego na armadilha para lagostas que são as redes sociais proprietárias:

  1. Nunca solicite a ninguém usar o Facebook para interagir com você de uma forma particular ou exclusiva. Por exemplo: sempre deixe o mesmo conteúdo disponível de uma forma aberta em outro local
  2. Nunca solicite a ninguém usar o Facebook para interagir com seus pares de um modo particular. Isso quer dizer: não faça do Facebook um clube exclusivo.
  3. Sempre procure por formas de tirar as pessoas da armadilha para lagostas e colocá-las em redes de conexão amplas e públicas. Use o Facebook como um ponto de entrada para uma outra mídia, mais amplamente conectável, nunca no outro sentido
  4. Nunca desenvolva conteúdo somente para o Facebook. Essa é o corolário número 1, mas necessita de ênfase
  5. Sempre trabalhe para tornar os mapas sociais de sua rede mais visíveis. Em outras palavras, uma das características mais fortes do Facebook é a capacidade de encontrar amigos de amigos. No caso de suas redes, não deixe o Facebook ser o único local em que elas acontecem
  6. Nunca confunda o Facebook com as redes sociais as quais ele alimenta. Por exemplo, não nomeie seus projetos de redes sociais vinculados ao Facebook ou a outras mídias. Nomeie-os de acordo com os grupos de stakeholders que você está tentando empoderar
  7. Sempre seja especialmente disciplinado em seu pensamento onde pressão sobre os pares está acontecendo. Tenha em mente como você está influenciando as pessoas em virtude das conexões que você está estimulando.

Resumo da ópera: compartilhe, mas abra o olho. Veja se não está pondo seus ovos na cesta da raposa. No mais, relaxe e goze em gotinhas.
A capacidade de espalhar socialmente nossas atitudes, ou “social lifestreaming” será a ação que finalmente mostrará aos indivíduos o poder do “opensource”, uma ação sobre a qual cada um terá controle, e cada terminal se tornará uma plataforma de publicação representativa de seu proprietário ou autor. Atitudes voltadas para esta direção estão aparecendo em vários pontos da web, e irei abordá-las em um novo artigo.

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Barão de Itararé nem sempre acerta. O saudoso Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, quando proferiu a brilhante constatação “De onde menos se espera, daí mesmo é que não sai nada”, não conhecia o garçom que sempre nos atende em um restaurante de massas aqui em Araranguá, o Namastê.

Hoje, como de costume, chegamos ao restaurante, nos servimos junto ao chef que seleciona os temperos que são colocados na massa e sentamos em um local qualquer. A diferença é que eu tinha acabado de receber pelo correio o DVD Crossroads Eric Clapton Guitar Festival 2007 que comprei na Tower e logo ao sentar comecei a olhar minha nova aquisição.

Na televisão, tocava um DVD do Daniel, aquele cantor breganejo e lá vem nosso garçom nos perguntar o que queremos para beber. Depois de confirmarmos nossa água e dois copos com limão e gelo, o garçom desfere um “você gosta dessa música”?

Minha esposa, concentrada na massa, imaginou que ele estivesse se referindo ao Daniel, mas eu respondi que sim, referindo-me ao DVD recém-chegado.

Ao que prontamente nosso amigo responde: “Eu prefiro Pink Floyd”(!).

Surpresa! Sabe aquele garçom que você olha e imagina com a família no Domingo, fazendo seu galetinho enquanto a esposa prepara a maionese e os filhos estão correndo um atrás do outro, zoando pela casa? Aquela pessoa que você olha e não consegue imaginar ao menos que tenha ouvido falar de Pink Floyd ou talvez até seja um ser “amusical”?

Pois é. Essa figura tem tudo do Pink Floyd que saiu no Brasil. Cassetes, bolachões, CDs, DVDs, até o ingresso do show do Roger Waters no Estádio Olímpico em Porto Alegre, de alguns anos atrás…

E aí amigo Torelly, achei uma exceção para sua genial tirada. Uma coisa sei: de hoje em diante, cada vez que olhar para o nosso garçom, vou olhar para ele com ainda mais respeito. Respeito que se compartilha com alguém que torce pelo mesmo time, gosta dos mesmos livros e, é claro, gosta das mesmas canções…

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Não tem jeito. Adoro o Delicious e sua agilidade para favoritar endereços da web e mantê-los organizados. O carinha que inventou as tags (etiquetas) deveria ganhar um prêmio. Ou ao menos um aumento.

Tenho usado muito pouco esta ferramenta, mas passarei a mantê-la sempre ativa desde agora.

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E ela chegou!

Já faz alguns dias, mas só tive oportunidade de colocar a foto da maravilhosa cesta de Natal enviada da Alemanha pela Solange Ayres, que idealizou uma belíssima promoção que, infelizmente, não teve nenhum acertador.

Como resultado, decidiu-se mandar o prêmio para a Redação do OPS! E não é que a cesta chegou aqui, inteirinha, apetitosa e muito, mas muito recheada?

Coloco a foto a seguir para que aqueles que pensaram em responder as perguntas do concurso mas desistiram por preguiça pensem melhor da próxima vez:

Cesta da Alemanha

E, Solange, só pra avisar: os chocolates daí são divinos! É até um pecado mordê-los: deixo-os derreter na boca. Mas uma coisa lhe confesso: sempre quis saber o gosto de marzipã (adoro essa palavra!) mas, de fato e de direito, o nome da palavra é mais bonito do que o gosto, hehehe!

Os papais-noéis de chocolate, bem como as joaninhas e as moedas são sensacionais. As castanhas-do-Brasil cobertas de chocolate… hummm… Que delícia… Mas vou parar de falar, senão vou precisar atacar a cesta novamente…

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E porque não brindar a genialidade de meus amigos? Se tem algo que quero manter sempre perto de mim são pessoas criativas, originais, inventivas e singulares.

Nada mais natural do que criar, aqui no Escrever Por Escrever, um espaço exclusivo para estes amigos e seus textos geniais.

Para estrear a coluna, trago o amigo Rodrigo Dall’Alba e sua genial paródia didática sobre a novíssima Reforma Ortográfica em seu conto “A Reforma Ortográfica e a Jiboia Voadora“. Leitura obrigatória:

Há os que leem e não creem. Há aqueles que só acreditam no que veem. Mas tal odisseia ocorreu e eu irei contá-la, com certa dose de eloquência.

Era uma vez uma jiboia, dessas em formato de linguiça, que teve a ideia de lançar um voo heroico pelo mundo. “Você está paranoica!”, diziam seus amigos. “Ela sempre foi meio debiloide…”, responderam as abelhas na colmeia. Mas ela não deu ouvidos e lançou-se para o polo norte, começando assim, sua epopeia.

A plateia ficou espantada. Por se tratar de uma estreia, cujo animal sequer inha feito autoescola, até que ela estava indo bem. Ao levantar voo, provocou tamanha ventania que até um lobo da alcateia teve seus pelos voando pelo ar, mostrando a feiura de um animal sem pelo. Pelo menos, os pelos estava limpos.

“Ela não vai aguentar”, diziam. Mas a jiboia voava tranquila, a uma velocidade frequente de cinquenta quilômetros por hora. E la vai ela, não para nem para respirar! Foi quando sentiu um pouco de enjoo, já que seu voo não tinha acento. Na sequencia, começou a a perder altitude e a cair em parafuso. “Ah, se pelo menos eu tivesse uma boia, para aliviar a minha queda”, pensou. “Oh! Ela vai virar geleia!”, gritava todo o zoo.

E acaba assim essa tramoia, com a pobre jiboia ensanguentada e engessada, rastejando, agora, como androide. E que toda essa confusão nos sirva de lição: que não tenhamos idÉias nem façamos vÔos sem acento, e, acima de tudo, não temamos a falta do trema!

Rodrigo Dall’Alba
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