Category Archives for "Hábitos Zen"

Rafa e Sushi na Morada das Bromélias
nov 14

A Síndrome do Impostor e o Efeito Dunning-Kruger

By Rafael Reinehr | Buscando a si mesmo , Hábitos Zen

Hoje estamos descansando, Sushi, eu e mamãe @luanarosa.bio e aproveito a chuvinha gostosa e o canto dos pássaros para revisar alguns apontamentos dos estudos e formações que fiz nos últimos 3 anos.

Encontrei anotações que fiz sobre a Síndrome do Impostor, que acontece quando, à medida que você mais sabe sobre um assunto, mais você não se sente uma autoridade sobre ele; e o seu oposto, o Efeito Dunning-Kruger, no qual pessoas que não tem conhecimento sobre um assunto tendem a ter uma falsa confiança de que de fato sejam especialistas naquele assunto. Vira uma tendência de você achar que sabe todos os fatos que há para saber, que o que você sabe é tudo que há para saber.

Lembrei disso porque, hoje em dia, pelo menos na amostra (viciada) que perpassa minhas mídias sociais e círculo de conhecidos, vejo uma “onda crítica” em direção à figura do Coach.

Essa onda se baseia não somente em especulação, mas em fatos. Perfis aqui do Instagram como @dicas_anticoach e @coachdefracassos são, além de hilários, um maravilhoso repositório do que de pior o empreendimento humano pode proporcionar. Recomendo fortemente a visita para uma dose diária de inspiração (?) e boas gargalhadas.

Ao mesmo tempo, como médico endocrinologista, olho para o lado e vejo colegas de profissão criticando a profissão ou ocupação de coach de forma generalizada, como se não houvessem pessoas sérias, que realizaram estudos aprofundados em instituições igualmente sérias, que dedicam seu tempo ao aperfeiçoamento do tempo e bem-estar humano. Esses mesmos colegas que estão preocupados apenas com a regulação bioquímica de alguns parâmetros biológicos e que não conseguem ver o indivíduo que se lhes apresenta à frente como um ser humano integral.

Se estou cada vez mais distante da medicina industrial que é dominante em nosso país e no Ocidente, estou cada vez mais próximo da Medicina, aquela do radical “mederi” (o mesmo de Meditar), que significa “saber o melhor caminho” ou “tratar”. Curar não só com medicamentos, mas com o olhar, a atenção plena, com a boa energia e os bons desejos, com o apoio mútuo e a troca de saberes e sentires.

Isso não me afasta da Ciência, mas me aproxima mais do Humano.

Ciência e Humanidade sempre serão complementares. Alimentam-se um do outro, são interdependentes. Quando usamos a Ciência como ferramenta única, me parece que perdemos um pouco da sutileza, do toque e da brandura necessárias à transformação maia profunda do ser humano. Quando adicionamos pitadas generosas de olhar, ouvir e respeitar, conseguimos promover mudanças mais integrais. Intensas. Profundas. Duradouras.

E isso independe se estamos nos relacionando com um profissional com CRM, CRP, CRN, CRTH ou outro Conselho, ou profissionais não credenciados, desde que imbuídos no verdadeiro espírito de ajudar ao ser humano ao invés de utilizar conhecimento parcial e estratégias de ludibriá-lo para benefício próprio.

Como já dizia Hannalore Gerling-Dunsmore: “Se tivermos uma grande parcela da população que não tem pensamento crítico e não sabe avaliar suas fontes, serão fáceis de manipular“.

Então, o que posso pedir nesta manhã chuvosa é: fique atento, sinta, observe, colha dados de boas fontes, peça boas indicações de pessoas confiáveis, analise os resultados (não somente aqueles oferecidos por quem está vendendo algo, mas por fontes indepententes) e siga em frente com cautela. Existem muitos bons seres humanos por aí, mas muitos estão se perdendo no caminho. Cabe a você utilizar o Bom Discernimento para separá-los.

Vida longa e boa para você. Namastê. 🙏❤️👊

Slow Food Caracol
ago 06

5 Razões Poderosas Para Comer Mais Devagar

By Rafael Reinehr | Hábitos Zen

Um dos problemas de nossas vidas é que muitos de nós correm tanto durante o dia, sem tempo para nada… e quando temos tempo para comer algo, nós simplesmente jogamos a comida para dentro.

Isso leva a uma vida estressante, nada saudável.

Com o simples mas poderoso ato de comer mais devagar, podemos começar a reverter este estilo de vida imediatamente. Quão difícil é. Se você fizer mordidas menores, mastigar cada pedaço mais devagar e por mais tempo, você aproveitará sua refeição por mais tempo.

Levará apenas alguns minutos extras a cada refeição, e mesmo assim pode trazer efeitos profundos.

Slow Food CaracolTalvez você já tenha ouvido falar do Movimento Slow Food, que iniciou na Itália há cerca de duas décadas atrás para conter o movimento fast food. Tudo que o fast food é, o Slow Food não é.

Se você ler o Manifesto Slow Food, você verá que não é somente sobre saúde – é sobre estilo de vida. E se você quer adotar este estilo de vida ou não, existem algumas razões que você deveria considerar para comer devagar:

1. Emagrecer: Um número crescente de estudos confirmam que apenas por comer mais devagar, você consome menos calorias – de fato, o suficiente para perder cerca de 10kg por ano sem fazer nada diferente ou comer nada diferente. A razão é que leva cerca de 20 minutos para o nosso cérebro registrara que estamos satisfeitos. Se comemos rápido, nós continuamos a comeralém do ponto em que estamos satisfeitos. Se comemos lentamente, temos tempo de perceber que estamos satisfeitos e parar no tempo certo. É claro que também se recomenda a ingesta de alimentos saudáveis, mas se entre seus objetivos encontra-se a perda de peso, comer devagar deve fazer parte de seu novo estilo de vida.

2. Aproveite seu alimento. Esta razão é tão poderosa quanto a anterior, em minha opinião. É difícil aproveitar uma refeição se ela for realizada rapidamente. De fato, é até interessante comer alimentos calóricos, se você comer uma pequena quantidade devagar. Pense sobre isso: você quer comer alimentos calóricos (sobremesas, alimentos fritos, pizza, etc.)porque tem um gosto bom. Mas se você comê-los rapidamente, não irá aproveitá-los! Se você comê-los devagar, você terá a mesma quantidade de gosto bom mas com uma quantidade menor indo para o seu estômago. Esta é a matemática que funciona para mim. Faça de suas refeições um prazer gastronômico, não uma coisa que você faz correndo, entre eventos estressantes.

3. Melhor digestão. Se você comer devagar, você poderá mastigar melhor sua comida, o que leva à melhor digestão. A digestão começa na boca, assim quanto mais trabalho for feito lá, menos trabalho você deixará para o estômago. Isso levará a uma menor incidência de problemas digestivos.

4. Menos estresse. Comer devagar e prestar atenção ao hábito de comer pode ser uma ótima forma de exercitar a mente. Viva o momento, ao invés de correr através da refeição pensando o que fazer logo a seguir. Quando você está comendo, você deve comer. Este tipo de exercício mental, eu acredito, levará você a uma vida menos estressante e feliz a longo prazo. Tente.

5. Rebele-se contra o fast food e a “fast life”. Nossa vida de ritmo rápido, estressante e caótica – “Fast Life” – nos leva a ingerir fast food e, ainda por cima, a comê-la rápido. Este é um estilo de vida que nos está desumanizando, tirando nossa saúde, nos tornando estressados e infelizes. Nós atravessamos o dua fazendo uma tarefa automática atrás da outra, sem tomar tempo para viver a vida, aproveitar a vida, tempo de se relacionar (de verdade) um com o outro, de sermos humanos. Rebele-se contra esta filosofia e estilo de vida inteiros… com o pequeno ato de comer mais devagar. Não coma “comidas rápidas”, fast food. Coma em um bom restaurante ou, melhor ainda, cozinhe sua própria comida e aproveite-a inteiramente. Experimente a vida por si próprio.

(traduzido com permissão do autor de Zen Habits, escrito originalmente por Leo Babauta)