Quase-Idéias


Como fazer 2019 cada vez melhor

Sempre no final do ano faço essa pergunta, coleto as respostas e opiniões e depois compartilho as minhas soluções e boas práticas com aqueles que respondem.

Se você também quiser fazer parte deste círculo de crescimento e evolução em busca de uma vida Cada Vez Melhor, clique aqui!

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Quem me acompanha sabe que faço o trajeto Araranguá > Porto Alegre > Santa Maria > Porto Alegre > Araranguá a cada 14 dias.

Minha vida profissional está centrada no sul catarinense e minha vida afetiva no coração do Rio Grande.

Com os sucessivos aumentos do preço dos combustíveis, a necessidade de realizar a revisão do automóvel a cada 3 meses e de trocar de pneus a cada 8 meses, surgiu a necessidade e a ideia de oferecer carona para pessoas que buscam companhia e economia neste trajeto.

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E foi assim que, ontem, criei uma planilha com minha “escala de viagem” para os próximos meses, de forma a ajudar e ser mutuamente ajudado neste trajeto que faço o ano todo.

Dar carona é tudo de bom: reduz o impacto ambiental (carros só com um passageiro são quase um crime!), aumenta a convivialidade e a chance de trocas entre pessoas de diferentes culturas e backgrounds, promove diálogos e troca de ideias, gera economia de recursos econômicos, nos traz novas amizades…

Para quem quiser acessar, por necessidade ou curiosidade, o link permanente para a escala está em http://curto.co/caronasdorafael

 

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Good Food é um portal que tem por objetivo mapear de forma colaborativa, com ajuda dos usuários, locais em que são produzidos, distribuídos, comercializados e servidos alimentos que podem ser chamados de “boa comida”, ou seja: produtos sem agrotóxicos, orgânicos, da agricultura familiar, de pequenos produtores e distribuidores, de pequenas cooperativas, restaurantes veganos e vegetarianos, produtos locais e locávoros.

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O portal irá dispor de um sistema de revisão e qualificação, permitindo que usuários dêem notas sobre a qualidade dos produtos ofertados, permitindo uma avaliação continuada do estabelecimento e dos alimentos. Aqueles que reiteradamente forem denunciados e as denúncias confirmadas, serão retirados do catálogo.

A ideia é mapear desde fazendas de orgânicos, pequenos agricultores familiares orgânicos, restaurantes orgânicos, veganos e vegetarianos, sistemas de agricultura suportada pela comunidade, armazéns e feiras com venda de produtos saudáveis, Sistemas de compras coletivas,  comida feita localmente, de forma sustentável, livre de agrotóxicos, respeitando economicamente as pessoas que estão produzindo…

Essa ideia já foi discutida em um encontro no Ágora.cc em 9 de outubro de 2012, porém não houve força e colaboração suficientes para que saísse do mundo das ideias.

Algumas referências inspiradoras de várias etapas do processo:

Talvez, com tantas soluções complementares disponíveis, o que falte mesmo é uma que simplifique todo o processo e disponibilize, em um local só (um app, por exemplo), todas as informações necessárias de acordo com o nível de exigência do usuário.

Quem desejar apenas localizar na região em que se encontra um alimento que pode ser considerado “boa comida” pelos critérios padrão do site, encontrará. Quem desejar ir mais a fundo e buscar toda a cadeia produtiva do alimento, poderá refinar a busca e verificar inclusive (estando disponível esta informação, por parte do produtor/distribuidor) se o alimento foi trazido ao consumidor através de uma cadeia de comércio justo, sem uso de trabalho infantil ou escravo, por exemplo.

Agora, para tornar esta iniciativa ainda melhor, preciso que você, que leu até o final e chegou até aqui, colabore com algum Comentário ou Sugestão. Se quiser enviá-lo de forma privada ou deseja participar do Grupo de Trabalho do Good Food (GTGF) use o formulário imediatamente abaixo.

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Se quiser enviar de forma pública, use o sistema de comentários logo abaixo.

Seja sempre bem-vindo ao meu blog, fique à vontade para navegar em outros artigos e páginas do site, bem como em visitar e Curtir minha página no Facebook, em https://www.facebook.com/rreinehr/. É com seus insights e opiniões que vamos lapidando e aprimorando as ideias cruas que por aqui são apresentadas, cooperando, juntos, para criação de um outro mundo, melhor para todos.

 

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Imagine se você não precisasse mais se preocupar em trabalhar para juntar dinheiro para comprar coisas, e você as tivesse à sua disposição, quando precisasse, próximo da sua casa, pelo tempo que você precisar, a uma fração do custo de adquiri-la. E, mesmo que você não tivesse dinheiro, você também pudesse usufruir destas “coisas” que você necessita?

 

Então, isso já é possível, dentro do conceito de Tudoteca.

 

Berkeley_Public_Library_tool_lending_library,_insideA Tudoteca é uma ideia que tive lá pelos idos de 2007-2008 e foi inspirada em dois conceitos: o de Cohousing (que também me inspirou a criar a Coolmeia, naqueles anos) e o conceito de Tool Library, que vim a conhecer lá por 2011-12, e ajudou a aperfeiçoar o modelo da Tudoteca.

Bem, e o que é exatamente, para quê serve e como funciona essa tal de Tudoteca? Explico. Pega um café, suco, água, mate gelado ou um chimarrão e presta atenção vivente, que a história é boa de se ouvir!

 

In Boulder, Colorado the Tool Library looks much like a hardware store and even rents out tools to contractors to help subsidize rental costs and membership fees for the general public.

 

 

Imagine um lugar no qual você possa pegar emprestado “quase” qualquer utensílio de uso eventual para sua casa, local de trabalho, viagem, festa… Um local no qual estariam disponíveis para empréstimo desde ferramentas de uso eventual como furadeiras, serras elétricas, escadas de vários tamanhos, aspiradores de pó, lava-jatos portáteis, ferramentas de mão como martelos, serrotes, chaves de fenda, de boca, alicates, tornos…

 

 

Além disso você poderia pegar emprestado louças, talheres, copos e toalhas de mesa para aquela festa de formatura do seu filho ou aniversário da sua filha (que se fossem alugados custariam os olhos da cara!)… E você também poderia pegar emprestados livros, revistas, CDs, DVDs, roupas, um freezer, frigobar, chaleiras, liquidificadores, microondas, forno elétrico, batedeira, panificadora… Quer acampar? Para quê comprar se você pode pegar emprestada uma barraca, lanterna, uma churrasqueira portátil, um par de rádio-transmissores de longo alcance, varas de pescar…

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Nesse mesmo espaço, encontraríamos também uma padaria comunitária, na qual os membros do coletivo que irá autogerir a Tudoteca se revezariam na produção, distribuição e eventual comercialização do excedente lá produzido. Poderíamos também ter um refeitório ou restaurante comunitário, que ofereceria refeições produzidas com alimentos orgânicos produzidos por pequenos agricultores das redondezas.

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O mesmo sistema de rodízio e escala de trabalho aqui também se aplicaria. E que tal um café funcionando no mesmo espaço, o dia inteiro, para quem está de passagem e quer encontrar um amigo enquanto lê um livro ou escuta uma música na vitrola que está à disposição dos associados?

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E se, além disso, na Tudoteca também tivesse uma lavanderia coletiva, em que as máquinas pudessem ser usadas em troca de alguns “pontos de crédito” dos associados?

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E, ainda mais, se tivéssemos uma pequena Brinquedoteca para as crianças poderem se divertir enquanto os pais trabalham ou circulam pela Tudoteca?

brinquedoteca

Não seria macanudo tudo isso num mesmo lugar, agradável, aconchegante e efervescente cultural e socialmente, recebendo vez ou outra oficinas, seminários, rodas de conversa, encontros de aprendizagem informais, apresentações musicais e artísticas, saraus, cineclubes, fotoclubes, green drinks, pecha kucha nights, stand ups?

E o mais legal de tudo isso: poderia participar quem tem grana, quem tem coisas sobrando e mesmo quem não tem grana nenhuma, só um pouco de tempo para trocar. Como assim? Explico:

Tudoteca, para se tornar sustentável, funcionaria como uma associação horizontal e autogerida.

Opção 1: Se você tem grana, você paga digamos 39,90 ao mês por 300 créditos, 59,90 por mês por 500 créditos ou 79,90 por mês por 800 créditos e pode trocar estes créditos por X dias dos produtos W, Y e Z que você precisa naquele mês. Se não quer pagar mensalidade, você pode se associar e, por cada 1 real você comprar 5 créditos para poder emprestar algum bem ou serviço determinado (digamos que você só está na Tudoteca pelo maravilhoso pão de arroz integral sem glúten que a Daiane faz…)

Opção 2: Se você não tem grana, mas tem “coisas” que estão paradas na sua casa, você pode doar estas coisas para a Tudoteca – por exemplo uma parafusadeira, uma guitarra e um amplificador que você não toca mais, um jogo Banco Imobiliário e 2 decks de Super Trunfo e um secador de cabelo que sua ex-namorada esqueceu no seu apartamento – e em troca delas, você ganha créditos e passa a usá-los para emprestar coisas das quais você realmente precisa.

Opção 3: Tá! Mas eu não tenho grana e também não tenho nada para doar. Sou um estudante universitário pé-rapado, sou morador de rua, tenho um emprego que mal dá pra sustentar minha família. E agora. Preciso de uma furadeira só por um dia pra consertar algumas coisas lá em casa. Neste caso, você pode oferecer algo que todos seres vivos (enquanto vivos) temos: tempo! Você pode oferecer um sábado pela manhã da sua vida para ajudar a alcançar os objetos para quem for na Tudoteca pegá-los, pode ajudar na padaria ou no restaurante comunitários, pode ajudar na limpeza, buscando nossos hortifrutigranjeiros orgânicos ou mesmo cuidando das crianças na Brinquedoteca. Em troca do seu tempo, você ganha os créditos que você vai trocar pelo que você quiser. Sempre que eles acabarem, não tem problema: só oferecer o seu tempo novamente!

Ei, mas espera aí! Vai ter gente trabalhando na Tudoteca em troca de créditos e depois vai vender por fora para ganhar uns trocos. Mercado Negro! Pode isso? Sabe que só pensei nisso agora, nesse exato instante? Eu, Rafael, não vejo problema nisso. Mas e o resto das pessoas do coletivo, o que pensam? Acho que esse é um dos assuntos que deve ser deliberado coletivamente, bem como outros detalhes que devem ser registrados em uma Carta de Princípio e em uma Bases da Unidade (que também podemos chamar de Termos de Uso) da Tudoteca.

Tá, e essa grana que vai entrar na Tudoteca, pra quê serve? Vai enriquecer alguém? Nããão! O dinheiro que entrar será usado em parte para consertar e repor equipamentos, peças e ampliar o acervo de bens e serviços da Tudoteca, uma parte será reservada na forma de um Fundo de Emergência para os Associados, em caso de catástrofes naturais ou épocas de crise (estão vendo as nuvens negras da tempestade se aproximando no horizonte?) e uma parte será reservada para um Fundo de Multiplicação de Tudotecas, para criar a Tudoteca 2, a Tudoteca 3, a Tudoteca 4 e assim por diante, nas comunidades que forem se apresentando e demonstrando desejo de possuir uma na vizinhança.

E aí? Gostou da ideia? Supimpa né? Valeu, obrigado! Também acho! 🙂

Ah! tem outras ideias que já foram desenvolvidas pensando na expansão e no “espalhamento” de Tudotecas por todos os cantos do Brasil e do Mundo.

Quer saber quais são elas e fazer parte do time que vai planejar a instalação da primeira Tudoteca no Brasil? Coloca teu nome e e-mail aí embaixo que entramos em contato!

Agora, se você se empolgou de verdade e quer fazer parte do time que vai fazer as Tudotecas se espalharem pelo mundo, vá direto para o nosso Mapeamento de Ativos e Necessidades e apresente-se!

 

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Coerência

Coerência


Posted By on jul 19, 2013

Certa vez alguém disse a Walt Whitman:

“Whitman, você insiste em se contradizer; num dia você diz uma coisa, em outro dia você diz justamente o oposto..” Walt Whitman riu e disse: “Sou imenso, tenho em mim todas as contradições.” Apenas mentes pequenas são coerentes e, quanto mais estreita for a mente, mais coerente ela é… Quando a mente é vasta, tudo está presente.” Tao, Osho a partir de Chuang Tzu

(daqui: https://cirandas.net/fernandanagem/diario-sobre-o-mundo…./coerencia)

Pessoalmente, sou alguém muito incoerente, mas que se esforça para diminuir este “grau de incoerência”. Cheguei até, no ano passado, a conceitualizar um “Mapa Coerencial”, no qual poderíamos apontar e acompanhar nossas incoerências e tratar de dirimi-las, quando possível – ou aprender a lidar com elas, quando não for possível eliminá-las…

Essa reflexão, a partir de Whitman e Osho, pode quebrar algumas nozes…

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Círculo de Triálogos

Círculo de Triálogos


Posted By on fev 18, 2013

Um triálogo é uma conversa a três. Um “diálogo a três” = triálogo.

 
Um Círculo de Triálogos é uma metologia de conversação informal para acelerar o processo para facilitar a apreciação democrática de opiniões e a tomada de decisão em coletivos, em encontros com várias pessoas e também uma maneira de aproximar membros de um grupo ou comunidade. É uma adaptação livre do método de Conversação Informal chamado World Café.
 
Apreciação democrática: em Assembléias tradicionais, geralmente apenas poucas pessoas tomam a palavra e monopolizam o tempo e o espectro de conversação. Em Círculos de Triálogos (que podem ser presenciais ou online (através do Ágora.CC, Skype, Hangouts ou outras ferramentas de conversação online), como são limitadas a três pessoas, todos tem chance de se expressarem e terem suas opiniões apreciadas.
 

O Círculo de Triálogos: 

 
Etapa 1 – Explica-se o funcionamento do Círculo de Triálogos
 
Etapa 2 – Os presentes dividem-se em grupos de três para conversarem sobre um problema ou uma questão em particular.  Pode-se determinar um tempo para esta etapa. Apenas em caso de sobrar 1 ou 2 membros, estes reunem-se em grupos de 4 ou então observam e circulam em vários grupos, se assim desejarem.
 
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Etapa 3 – Cada grupo elege um delegado que irá apresentar as conclusões do grupo em um “concílio” novamente com 3 membros, para nova rodada de deliberações. Todos os membros do grupo (os 9) poderão participar e se expressar, mas é desejável que um delegado fique no “vértice” do triângulo como responsável pela comunicação, a partir dos apontamentos e deliberações daquele grupo. Após um determinado tempo, este concílio chega a suas conclusões, registra-as em texto, imagens, áudio ou vídeo, escolhe um novo delegado (entre os 3 ou entre os 9) para uma próxima rodada.
 
Etapa 4 – Nova rodada de debate, incluindo o “segundo nível de delegados”, buscando sempre aperfeiçoar as conclusões, incluindo as ideias de todos os níveis de deliberação. Esta etapa e posteriores similares só serão necessárias em grupos com mais de 26 participantes. Do contrário, se pode realizar na rodada anterior, um ciclo inicial de triálogos e uma rodada de tetrálogo ou pentálogo para a deliberação final.
 
Observações importantes: é recomendável registrar, apontar, rabiscar as ideias no momento em que surgirem, para gerar um recordatório do Círculo de Triálogos. Estes apontamentos de todos os membros podem, depois, ser compartilhados em alguma ferramenta online para arquivamento e pesquisa posterior. Nem sempre haverá tempo para descrever com detalhes e granularidade todas as ideias que surgirem, então estes serão importantes para buscar, oportunamente, algum conteúdo que valha ser retomado em outros encontros.
 
Dica: também pode-se usar os Triálogos Livres como formas de ignição de ideias, para brainstorm livres em espaços e comunidades abertas à livre cooperação e co-criação. Membros  destes coletivos podem ser estimulados a espontaneamente organizarem Triálogos Livres durante a semana para, em momentos de encontros maiores, já terem algum embasamento melhor sobre uma determinada questão, e assim ajudarem no bom andamento da rede ou coletivo em questão. Isso pressupõe a presença de uma característica humana sem sempre muito abundante: a pró-atividade!
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