Um famoso mestre espiritual aproximou-se do Portal principal do palácio do Rei. Nenhum dos guardas tentou pará-lo, constrangidos, enquanto ele entrou e dirigiu-se aonde o Rei em pessoa estava solenemente sentado, em seu trono. "O que vós desejais?" perguntou o Monarca, imediatamente reconhecendo o visitante. "Eu gostaria de um lugar para dormir aqui nesta hospedaria," replicou o mestre. "Mas aqui não é uma hospedaria, bom homem," disse o Rei, divertido, "Este é o meu palácio." "Posso lhe perguntar a quem pertenceu este palácio antes de vós?" perguntou o mestre. "Meu pai. Ele está morto." "E a quem pertenceu antes dele?" "Meu avô," disse o Rei já bastante intrigado, "Mas ele também está morto." "Sendo este um lugar onde pessoas vivem por um curto espaço de tempo e então partem - vós me dizeis que tal lugar NÃO É uma hospedaria?"
Como sempre, a simplicidade do pensamento Zen, a apresentação de sua lógica irrepreensível através do conto acima nos leva a refletir acerca da impermanência de todas as coisas. Assim como no conto A tigela, somos levados a pensar sobre qual é o sentido de nos apegarmos tanto a este mundo material se o mesmo não passa de um estado passageiro.
(conto retirado daqui.)
| Artigos recomendados | |
Rafael Reinehr é médico endocrinologista, mas seus olhos vasculham o horizonte em busca de soluções para criar um Mundo Melhor através de iniciativas como a Coolmeia, Ideias em Cooperação.
Para saber um pouco mais sobre o que o autor do blog anda fazendo hoje em dia, baixe gratuitamente o jornal Em Transe.
Você também pode Acompanhá-lo no Twitter, no Facebook e Assinar o Feed RSS do Blog.